a porta está aberta

entre nessa festa

a loucura se manifesta

o vento traz a insanidade

o branco é a cor que os cerca

olhares displicentes, doses sem precedentes

risadas psicóticas, quartos estridentes

cadeiras elétricas, doses de realidade

gritos de dores

Brancos com cassetetes

remédios, pílulas, bebidas

será se essas pessoas nunca enlouquecem?

noites acordado

imaginando o fim chegar

será isso doença ou não?

os corredores libertam a insanidade

que as cordas da marionete prendem

já acostumado com a melancolia

a cumprimento como velha amiga

igual às outras loucuras e doenças

cada um com sua mania

insígnias

estou lúcido e louco

alheio à todos

métodos educacionais ou pílulas medicinais

nada disso funcionará

a insanidade é algo que prevalecerá

sem insanatório, ela é ofuscada

com insanatorio, ela é libertada