Rabiscos virtuais
18 Carta de amor
a única coisa que ele deixou
foi uma carta de amoronde ele dizia ser armagurado pela vida chorava segredos, engolia vômitos ele tinha um suicídio diáriocaixas de remédio espelhadas pela mesa todas de tarja pretabebidas, cigarros, fotos nos noticiários sabia que a morte andava ao seu lado mas não queria aguardar o tempo de ela lhe pegar só por hoje, ele não queria mais sofrer mal sabia que ele que isso duraria para sempre afinal, todo suicida costuma acreditar na vida após a morte apreciava uma boa música, curtia um bom cigarro diziam que ele não tinha amigos mas ele tinha, afinal as tragadas de cigarro eram sua companhiaassim como a música ouvida ele costumava andar ao contrário de onde a multidão estava indopensava nos homens de bem, mulheres de salto alto. seus egos inflados suas rotinas rotineiras. Tão medíocres, como conseguiam encontrar a felicidade? sem um excesso de loucura?ele percebia o abismo entre ele e as outras pessoas que encontravam a felicidade onde ele não conseguia encontrar seus amigos foram se afastandoe a vontade de não ficar aqui também. Reiniciar cada dia era um processo longo e dolorosotudo que ele tinha, cabia no seu bolso afinal, a vida quando acaba, cabe em qualquer lugar.
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