Rabiar
1 Capítulo 1
Notas iniciais
É um projeto que já estava na minha cabeça há tempos, resolvi postar pra parar de me torturar kkk
Espero que gostem.
Boa leitura!
Ps.: estou reescrevendo a estória.
"Não é por temer ao sofrimento que devemos deixar de viver."
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Os alunos do segundo ano se preparavam para se instalarem no Konoha Elite Way — um internato de prestígio e renome, com visão de transpor seus alunos ao sucesso -, duas semanas antes das aulas começarem.
Teriam a semana de adaptação aos dormitórios e reconhecimento da instituição, sendo disponibilizado, uma colônia de férias para os alunos se conhecerem melhor.
Enquanto Tsunade terminava de arrumar as pastas com os relatórios nos novos estudantes, Jiraiya, o diretor do Colégio, se olhava mais uma vez no espelho de sua sala, se ajeitando.
— Tudo pronto Tsunade? — ele a olha. — Hoje será um dia estressante, esses fedelhos estarão logo logo enchendo a minha paciência.
— Os pais e alunos já estão chegando, senhor diretor — ela o responde, segurando agora as pastas e guardando. — Podemos seguir para o auditório. Tenha calma!
— Estou calmíssimo, Tsunade — ele dá um sorriso forçado.
— Estou vendo — ela ironiza revirando os olhos.
— Pode indo na frente — ele a olha.
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Enquanto os preparativos se finalizavam e pais se reuniam e procuravam lugares para assistir à palestra, uma menina de madeixas rosadas suspirava em nervos.
— Ai Tamaki, será que ele vai vir mesmo? Ele disse que viria — ela olha por todos os lados à procura do homem.
— Calma Sakura, ele deve vir — a garota suspira. — Temos que nos apressar agora, daqui a pouco vão nos chamar.
— Ele prometeu Tamaki — ela rebate. — Ai, como é difícil ser eu — a menina suspira, tocando a testa de leve.
— Oi Sakura, lembra de mim? — um menino moreno e alto se aproxima das duas. Ele entrega uma flor para a rosada. — É pra você! — ele sorri.
Ela aceita toda boba e sorri para ele.
— Ah que linda, muito obrigada — agradece dando um sorriso.
— Eh, então.. vai fazer algo hoje? Podíamos almoçar juntos na cantina. O que acha?
— Olha, eu adoraria, mas no momento estou muito ocupada — ela diz entre risos. — Me liga nas férias.
O menino assente todo contente antes de se afastar. Ele tropeça na escada, o que faz as duas rirem.
— Por que disse pra ele te ligar nas férias se você vai viajar? — Tamaki pergunta.
— Justamente porque não vou estar aqui, né sua bobinha — ela ri junto da morena.
— Só você mesmo Sakura.
— Vamos! — ela puxa a menina consigo.
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O moreno olhava pela quinta vez o vídeo de quando era mais novo. Seu pai brincava com ele, os dois riam animados. Era notório a alegria de ambos.
O vídeo chega ao fim mais uma vez. O corpo do moreno treme de raiva e angústia ao lembrar que nunca mais poderá sentir aquela sensação de novo. As lágrimas começam a cair pelo seu rosto.
— Eu vou te vingar pai! Eu juro que vou vingar a sua morte! — ele grunhe entre dentes.
O moreno fica ali por horas, chorando, se lamentando e pensando em como realizaria o seu plano.
Ele pega o folheto com o nome do Colégio bem no alto e suspira em pensamentos.
— Aquele homem vai pagar por tudo que te fez papai, é uma promessa! — diz determinado.
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Hizashi Hyuga, o empresário mais importante do Japão, dono do prestigiado Internato Konoha Elite Way, caminhava tranquilamente com sua esposa ao lado, cercado por seus seguranças.
O homem tragava um charuto enquanto observava o auditório encher aos poucos.
— Olhe Romi, todo o fruto do nosso trabalho — o homem sorri orgulhoso, estendendo os braços para o lugar. — É uma lástima que Neji não queira seguir o mesmo rumo que eu, um homem importante, reconhecido em todo o país — rebate com desdém.
— Querido, ele ainda é novo, tem muitos sonhos pela frente — ela o olha, serena. — Deixe o menino decidir por si.
— Se eu fizer isso Romi, esse garoto vai virar um qualquer, sem futuro na vida. Eu vou trazê-lo para nós, espere e verá.
A mulher apenas suspira, fitando o marido, vendo que não teria muito jeito. Era difícil mudar a mente do homem.
— Pai — Neji aparece à sua frente. — Me chamou? — ele pergunta depois de abraçar a mãe.
— Sim! Vou conversar com Jiraiya, quero que esteja presente. É bom para você trabalhar na sua ignorância aos negócios — ele diz sério.
— Mas pai.. — o menino começa desconfortável. — Eu não sei se qu..
— Te vejo lá Neji — o homem o ignora, andando pra longe dele. O menino suspira.
Romi manda um beijo pro filho, triste por não poder ajudar.
— Droga — Neji resmunga.
— Ai cara, tava te procurando — Lee se aproxima dele, apertando seu ombro. — Vamos sair ou não? O carro que você ganhou do seu pai já está lá fora.
— Quer saber Lee, você tá certo — ele olha o amigo, sorrindo. — Que se dane o meu pai, vamos sair daqui assim que anoitecer.
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A limosine preta para na entrada do Internato. Mutsumi Mitsashi, uma mulher exuberante, alta e de pele bronzeada sai do veículo, levantando os óculos escuros. Os olhares dos presentes se voltam para a mulher, admirados com sua beleza.
— Anda Tenten, sai logo desse carro. Anda, vai — Mutsumi diz olhando a morena ainda dentro do carro. — Justo hoje tinha que fazer essas mechas vermelhas no cabelo, né filha? E esse piercieng no nariz? Não é uma boa imagem para um Colégio.
— Da mesma forma que você me mandou pra essa droga de Colégio, mãezinha — diz em deboche, tocando o piercing no nariz com um sorriso. — O velho decrépito que paga a conta, então vão ter que me aceitar do jeito que sou, se não posso ir embora feliz da vida! — finaliza tomando seu energético.
— Ah Tenten, por favor, pelo menos uma vez na vida você tem que fazer algo que não queira.
— Mãezinha, falta miolos nessa sua cabecinha ou o quê? — a morena diz irônica. — Olha pra eles, um bando de crianças, mãezinha, isso parece um jardim de infância.
— Mas eles tem a mesma idade que você Tenten!
— Física, não mental — ela debocha. — Eu estou há anos luz deles.
— Não exagera Tenten — ela rebate magoada. — Se comporte, são apenas dois anos. Se você fizer tudo certo, eu te pago uma viagem pelo mundo todo se quiser. Ah filha, eu não quero nunca imaginar em me separar de você — ela diz tentando acariciar o cabelo da menina que se afasta. — Eu te amo!
— Mãezinha, por que não joga gasolina em mim e acende um fósforo? Se quer me queimar, não precisa me abraçar na frente de toda essa gente!
— Tenten, eu.. Eu só quero te fazer um carinho, filha — ela acaricia o cabelo da filha. Tenten revira os olhos.
— Não faça drama, ninguém vai nos separar. Agora chega — ela diz olhando pras pessoas as observando, afastando as mãos da mãe.
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— Tia, como vou pra um Colégio desses? Não posso deixar Hanabi aqui sem mim. É muito longe de casa — Hinata diz desconfortável.
— Minha querida, olha para mim — Kurenai segura seu rosto levemente. — Vai ser bom pra você, é para o seu futuro! Escuta bem, a sua mãe ficaria muito feliz por saber que a filha está em um Colégio tão bom como o Elite Way.
— Mas tia..
— Nada de tia — ela rebate. — Você tem que pensar mais em você Hinata! E seu pai vai cuidar de Hanabi, fica tranquila, está bem?
A morena dá um suspiro, vencida. A tia tinha razão, ela precisava pensar mais em si.
A morena se senta na cadeira em frente ao espelho do salão da tia, enquanto a mais velha tocava seus cabelos, preparando para fazer o penteado.
— Vai ficar bem bonita para hoje — ela sorri.
— Ai tia, só você mesmo pra me convencer a fazer isso — Hinata dá um suspiro a observando pelo reflexo do espelho.
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A palestra já se preparava para o fim, tendo a apresentação de Sakura e as amigas para a parte final. Quando é anunciado o momento de se apresentarem, Sakura se desespera, ainda com os olhos fitos na multidão de cadeiras com pais.
— Ele não veio, Tamaki- diz choramingando. — Ele não pode fazer isso comigo! Eu preparei essa coreografia o ano todo só pra ele.
— Calma amiga, deve ter um bom motivo pra não estar aqui.
— Não! — a rosada resmunga com raiva. — Meu pai não vem, e ele vai pagar por isso. Vamos.
Ela puxa a menina consigo e reúne o restante do grupo, mudando os planos.
Assim que voltam e se organizam no palco sem Sakura, uma música lenta começa a tocar.
As meninas começam a fazer os primeiros passos, até que a música fica agitada, e Sakura aparece do nada remexendo o corpo, levando os meninos aos berros e assobios.
A rosada vai pra frente do grupo e começa a rebolar, tirando aos poucos a gravata do uniforme. As meninas param de dançar sem entender muito bem.
— O que ela vai fazer? — Tsunade pergunta ajeitando os óculos.
— Me parece que.. — Jiraiya comprime os olhos para ver melhor. Ele engole em seco, desviando os olhos das curvas da menina. — Vai tirar a roupa?
Enquanto isso, Sakura segue para a blusa, abrindo os botões, os meninos gritando seu nome e pedindo por mais. Alguns pais de alunos se levantam inconformados com a atitude da menina. De sutiã ela continua a dançar conforme a batida.
Hizashi se levanta enfurecido com a atitude dela, procurando Jiraiya com os olhos. Ele faz um gesto perguntando que cena era aquela, deixando o diretor nervoso.
— Parem com isso agora — Jiraiya grita correndo em direção ao palco, impedindo Sakura de continuar se despindo. Ele balança os braços tentando esconder a imagem da rosada. — Acabou o show, pare com isso menina! Bote uma roupa agora — ele a olha nervoso com a agitação dos meninos e dos pais. — Parem de olhar, seus.. Tarados! — ele diz para os alunos.
Sakura pega suas roupas e sai depressa. As meninas a seguem ainda surpresas.
— Er, bem, essa foi a nossa.. — Jiraiya pigarrea, ainda sem saber o que fazer depois da cena toda. — Essa foi.. Peço perdão aos pais pela atitude inadequada de nossa aluna e.. Tsunade, venha aqui mulher — joga o rolo pra ela, que o fuzila com o olhar, surpresa. Ele sai do palco acenando e rindo sem graça.
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Sasuke arrumava sua mala decidido a ir embora para o Internato.
— Meu filho, você tem certeza disso? — Mikoto entra no quarto do moreno o observando com tristeza. — Tem tantos trabalhos por aqui, por que tem que ir pra tão longe? Não tenho como te visitar todo mês. Quero você aqui, comigo!
— É uma oportunidade única, mãe — o moreno se aproxima dela a abraçando. — O dinheiro que eu ganhava por aqui não vai nos ajudar com as contas. Depois que papai se foi, tudo ficou difícil, perdemos tudo mãe. E eu vou recuperar, eu juro pra você — ele a olha bem fundo nos olhos. — Não se preocupe comigo!
— Sasuke — ela segura o rosto do filho. — Me prometa mais uma vez que não vai procurar aquele homem. Eu já te pedi pra esquecer essa história. Me diga que não está mentindo pra mim e indo pra Capital?
— Não mãe, fica tranquila — ele diz sério e seco. — Não é nada a ver com ele. Estou indo à trabalho!
— Confio em você — ela dá um sorriso fraco depois de longos segundos analisando o moreno e um pequeno beijo em sua testa. — Já sinto sua falta meu filho.
Ele abraça a mãe que agora chora. Determinado a recuperar tudo que perdeu, mesmo que pra isso tenha que destruir o causador disso tudo, iria atrás do homem que matou seu pai. Seu sobrenome ecoava em sua mente: Haruno.
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— Ei Sakura, por que não tenta ligar pra ele de novo? — Tamaki se pronuncia deitando na cama. A rosada arrumava as malas.
— Aah amiga, ele é assim mesmo. Quando não me atende é a forma de mostrar que está chateado comigo — ela ri para a amiga. — Mas logo ele vai esquecer, é só eu dar um abraço nele, e vamos viajar para Miami como planejamos — sorri animada.
— Tá bom — a morena suspira.
Neji entra no quarto com as mãos nos bolsos, observando a rosada.
— E aí, meninas? — ele diz, se aproximando de Sakura.
— Oi Neji — Tamaki sorri para ele.
— Vim para falar com você — ele fica de frente para a rosada, que mexe nos cabelos. — Soube da sua pequena cena lá no auditório. Me diz, se você acabar expulsa como é que nós dois ficaremos juntos?
Sakura o olha surpresa e ri. Ela se recompõe o fitando.
— Ouviu isso Tamaki? — diz com ironia. — Olha querido, eu não sei em que mundo você vive, mas nem em sonhos nós teremos alguma coisa, okay? Eu não tenho vocação para ser babá e cuidar de um bebê igual a você — sorri segurando o rosto do moreno que a olha revirando os olhos.
Nesse momento, o pai da rosada, Kizashi Haruno, aparece em seu quarto. A rosada o olha com alegria e corre para abraçar o pai.
— Papai — ela diz o soltando. — Veio me ver?
— Poderiam nos dar licença? — ele pergunta para Tamaki e Neji que saem em seguida.
— Que bom que veio, já estou preparando as malas para viajarmos — Sakura diz correndo para terminar as malas com um enorme sorriso no rosto. — O que você acha, eu levo aquele vestido roxo que ganhei ou não?
— Não faça nada Sakura, nós não iremos mais viajar — diz sério a olhando.
— O quê? — ela o fita sem entender, parando de mexer nas roupas. — Mas por quê, papai?
— É o castigo que tenho que te dar — ele suspira, triste por ter que fazer aquilo. — Jiraiya me contou do ridículo que você fez hoje, Sakura. Você passou de todos os limites.
— Mas não foi nada demais, eu estava chateada porque estive te esperando o dia todo, foi algo tão bobo — tenta explicar com rindo sem acreditar, se aproximando dele. Ela o suplica com os olhos. — Por favor, papai, eu não te vejo há meses, você sempre está trabalhando.
— Sinto muito Sakura — ele diz por fim, dando de ombros. — Mas não posso te deixar impune por isso, vai ser o castigo pelo ridículo que causou hoje. Não vou voltar atrás.
— Eu preparei uma coreografia pra você — ela diz em lágrimas, sua voz sai chorosa e mais alta. — E você não apareceu. Sabe como eu me sinto? Você nem sequer pensou nisso. Está mais preocupado com o ridículo do que com os sentimentos da sua filha — termina e sai do quarto correndo e chorando.
Kizashi suspira, pensando nas palavras da filha, sozinho em seu quarto.
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Sasuke seguia para a rodoviária seguido pelos amigos que o ajudavam com as malas.
— Você é um cara maneiro, Sasuke. Boa sorte, não esquece da gente — um deles diz.
— É muita loucura sua ir pra Capital, Sasuke, pensei que havia desistido dessa história do seu pai — outro diz.
— Não — ele rebate os fitando. — Eu vou atrás dele, quero respostas e o farei pagar pelo que fez. Eu vou começar pela pessoa que ele mais ama.
— O que quer dizer?
— Como você vai fazer isso, Sasuke?
— Eu descobri que a filha do cara estuda em um Internato para riquinhos — ele responde. — Eu me inscrevi para conseguir uma bolsa para o segundo ano, o mesmo que o dela.
— Isso é bem arriscado, Sasuke. O cara pode ser perigoso.
— E como você pretende chegar perto dessa menina?
— Eu vou me aproximar dela. Deve ser uma dessas menininhas mimadas, cheia de palhaçadas e frescuras — ele faz uma careta com desdém. — Vai cair na minha mão fácil. Vou me aproximar dele através dela.
— Que coragem fazer o segundo ano de novo — um deles diz o abraçando. — Boa sorte irmão, que você consiga.
— Obrigado galera — ele abraça os amigos. — E eu sei que não preciso dizer, mas peço que não contem nada para minha mãe. Ela não pode nem imaginar que na verdade estou indo pra Capital e o motivo disso.
Os meninos concordam e terminam de se despedir do moreno.
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Hizashi entra na sala de Jiraiya junto com o mesmo, se sentando na cadeira dele. Os seguranças ficam do lado de fora.
— Vou pegar um café para vocês — Tsunade diz se retirando.
— Ah bem, pode se sentar — Jiraiya diz o olhando com um sorriso forçado. — A cadeira é sua, é claro — ri sem graça. Se senta na frente do homem.
— Como está o programa de bolsas? — Hizashi o olha, acendendo um charuto.
— Tudo indo às mil maravilhas — pigarreia. — Nossos bolsistas farão a prova daqui há umas horas.
— Hum — Hizashi resmunga pensando. — É um grande avanço Jiraiya, tem que dar certo, entendeu? Meu Colégio é reconhecido, você deve zelar por isso.
O diretor engole em seco olhando o homem frio à sua frente. Ele ri ajeitando a gravata, sentindo o ar fugir dos pulmões.
— Mas é claro, senhor Hyuga, essa instituição tem uma grande evolução ao longo do anos. Além de ter como dono um homem importante como o senhor — ele sorri nervoso. — Eu darei o meu melhor, ainda mais agora com o programa de bolsas.
— Cumpra com o nosso combinado — ele o encara, tragando o charuto. — Neji será um grande empresário, quero sua aprovação aqui custe o que custar. Entendido?
— Sim, senhor Hyuga. Tudo certo — Jiraiya diz nervoso.
— E onde está Neji? Eu mandei que ele viesse — diz sério, encarando a porta.
— Posso mandar chamá-lo se quiser.
— Não é necessário — ele o impede, analisando a sala. — Ainda não.
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Sakura e Tamaki andam pelos corredores, a rosada contando para a amiga que não iria mais viajar com o pai. A amiga a consola enquanto andam para a entrada do Colégio.
— Tamaki, olha aquela menina nova — Sakura aponta para Tenten que está do lado da mãe, analisando suas roupas. — Tadinha, olha para ela, parece que pegou essas roupas no lixo e vestiu.
— Poderia ajudar ela amiga, você é ótima nisso.
— Claro que sim, nós vamos ajudar ela — diz sorrindo. — Vai ser bom para mim, vou ter algo para fazer nessas férias, vou transformar essa menina numa modelo.
As duas se aproximam de Tenten e Mutsumi com um sorriso.
— Oi — diz Sakura acenando para Tenten, e estendendo a mão. — Eu sou a Sakura e essa é Tamaki.
Tenten olha as duas e as ignora com tédio. Continua bebendo seu energético.
Mutsumi pega a mão de Sakura com um sorriso sem graça.
— Oi meninas, sou a Mutsumi, é uma prazer conhecer moças tão adoráveis como vocês — ela diz simpática. — E essa é a minha filha, Tenten. Cumprimente elas, filha.
A morena revira os olhos e suspira ao receber o olhar da mãe.
— Oi — diz seca.
— Bem, fica aí conversando com elas enquanto vou falar com o diretor. Licença meninas.
— Bye — Sakura diz para ela e se volta para Tenten. — Olha, eu não queria te dizer, mas como sou uma ótima amiga, vou falar. Eu acho que sua mãe não gosta muito de você. Ela compra essas roupas tão feias, fora de moda e te obriga a vestir.
— Como é? — Tenten franze a testa para elas, querendo rir.
— É, mas olha, não se preocupe porque Sakura Haruno entende tudo de moda e vou te ajudar — a rosada sorri para ela.
— A Sakura é muito boa nisso — Tamaki se mete sorrindo. — Ela me ajudou bastante.
— Eu posso te ajudar a ajeitar o seu cabelo, a fazer as unhas — ela continua enquanto Tenten a observa com deboche. — A gente queima essas roupas também e te dou umas roupas minhas, vai ficar ótimo em você.
— Ai ai — Tenten ri as olhando. — Olha aqui, eu não sei quantas miolos vocês têm nesses cérebros de patricinhas de vocês, mas aqui está a minha contribuição.
Tenten se aproxima de Tamaki e larga a latinha de energético na blusa da morena. Ela e Sakura se surpreendem com a atitude de Tenten.
— Mas o que é isso garota? Está louca? — Tamaki reclama pegando a lata e a olhando. — Isso está gelado.
— Ah desculpa, isso foi o mais próximo que achei de uma lixeira, feia e nojenta — Tenten ri para ela.
— Ei, o que você pensa que está fazendo? Não faça isso com a minha amiga — Sakura fala em defesa da morena ao seu lado. — A gente só quer te ajudar, não precisa disso.
— Não precisa se preocupar, tem um pouquinho pra você também — Tenten pega a lata da mão de Tamaki e deposita o restante da bebida no cabelo de Sakura. A rosada solta um grito no susto, os lábios abertos em surpresa.
— O que é isso? — ela reclama.
— Qual o seu problema? — Tamaki pergunta tentando acudir a amiga.
— Tchauzinho pra vocês, otárias — Tenten sai rindo, as pessoas em volta olhando a cena e rindo também de Sakura e Tamaki.
— O que essa garota fez Tamaki, tá tudo grudando — Sakura faz cara de nojo. — Olha meu cabelo, olha isso.
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Naruto ouve as músicas do celular enquanto os pais continuam conversando e dirigindo o carro.
— E então filho, animado pra mais um ano? — Kushina pergunta ao loiro.
— Sim, mãe, claro que estou. Esse ano promete, muitas gatinhas, muitas festas — começa animado.
— Festas, gatinhas, nada disso garoto — Minato rebate o olhando pelo retrovisor. — Tem que aproveitar a oportunidade que esse Colégio está te oferecendo.
— Imagina filho, você se formando em Engenharia — Kushina sorri com brilho nos olhos.
— Vocês sonham muito alto — Naruto resmunga voltando ao celular. — Eu vou ser o que eu quiser ser.
Alguns minutos depois chegam ao Colégio.
— Finalmente — Naruto sai do carro abrindo os braços. — Olá Elite Way, o Uzumaki chegou — abaixa os óculos escuros já piscando pra duas meninas que passam por ele rindo.
— Você não tem jeito hein — Kushina revira os olhos indo pra perto dele. Ela dá um beijo em sua bochecha.
— Boa sorte filho — o pai o abraça.
— Obrigado, obrigado — Naruto diz rapidamente. — Agora vocês já podem ir. Tenho muito trabalho por aqui, se é que me entendem — diz sorrindo. — E aí gatinhas? — diz pra outras meninas.
— Onde foi que errei com esse menino? — Kushina sussurra para o marido.
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Lee e Neji andam pelos corredores, ouvindo os cochichos das meninas.
— Essas garotas — Lee suspira olhando na direção de algumas. — Podíamos começar pelas do primeiro ano, o que acha?
— Pode ser, pra mim tanto faz — Neji dá de ombros.
— E aquele lance com a Sakura? — Lee o olha. — Conseguiu alguma coisa?
— Não — Neji suspira. — Não consegui nada Lee. Ela insiste em dizer que não teremos nada, mas você vai ver. Eu consigo tudo o que quero, e ela vai ser minha.
— Esse é o Neji — Lee dá um tapinha no ombro do amigo e ambos riem. — Aí, seu pai não apareceu até agora. Deve tá furioso por você não ter ido com ele à sala do diretor.
— Eu sei — o moreno diz esfregando o rosto, suspirando cansado. — Eu me resolvo com ele depois. Não pode me obrigar a seguir o mesmo caminho que ele, Lee.
— É cara, tá difícil pra você.
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As duas esperavam o veículo que as buscaria e levaria para o KEW.
— Pronta? — Kurenai olha a sobrinha, apertando sua mão.
— Bem, acho que sim.. — a morena diz baixo, suspirando.
— Não se preocupe querida, dará tudo certo — ela beija o topo da cabeça da menina.
— Assim espero, tia.
— Ah. Oi, vocês podem me ajudar? — um menino moreno se aproxima delas.
— Sim, claro meu filho — Kurenai o olha, chegando mais pro lado, pra que ele se sentasse no banco também.
— Obrigado. Eu to meio perdido. Quero ir pra esse Colégio aqui — o moreno mostra um folheto para elas.
— Nós estamos indo para lá também — Kurenai olha para ele. — Pode ficar conosco se quiser, o ônibus já está chegando.
— Está bem — ele sorri sendo retribuído.
— Qual o seu nome? — Kurenai pergunta.
— Sasuke.
— Sou Kurenai e essa é a minha sobrinha Hinata.
— Oi — a menina responde sem jeito.
— Oi, é um prazer conhecer vocês — ele diz. — Obrigado pela ajuda.
— Nada, querido — Kurenai sorri para ele.
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Enquanto isso, no KEW, vários garotos de capa preta e máscara se encontravam como o combinado no porão.
— Estão todos prontos? — o líder pergunta em alta voz.
— Sim cortador! — todos gritam.
— Nosso Colégio em todos os anos foi um lugar seguro, onde podemos viver como cidadãos com seus devidos direitos. Mas instituiram um modo de nos submeter a podridão lá de fora, trazendo uma grande ameaça a nossa espécie — o líder inicia seu discurso. — Em breve começarão as provas desses imundos bolsistas. Quero olhos e ouvidos atentos à todos que passarem — o líder continua, andando de um lado para o outro. — Vamos começar a limpeza!
Notas finais
Até a próxima, deixem suas opiniões, beijos.
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