REVENGE - A Vingança!

5 Capítulo 4 - O perdão


Dias e dias se passaram. Regina ainda dormia na casa dos seus amigos e não via seu furioso marido há muitos dias. Gordon continuava passando todas as noites sozinho, pensando em como ele havia agido como um idiota, um psicopata. Ele queria voltar e ver a sua mulher novamente, mas o orgulho, e nem seus amigos, deixavam.

— Nina, eu preciso falar com ele — Regina disse indo em direção à porta de entrada da sua casa.

— Tem certeza disso? Não está com medo do que ele pode fazer? — Nina perguntou preocupada.

— Não, ele não fará nada — ela disse batendo na porta.

Gordon, que estava deitado em sua cama olhando para o teto pensando em nada, ouviu a batida e foi andando desanimado até a porta de entrada. Ele estava todo sujo com roupas velhas e rasgadas, e sua barba estava um pouco maior do que o normal. Ele olhou pelo olho mágico e quando era Regina, ele abriu a porta ansiosamente.

— Regina? — ele perguntou olhando nos olhos dela — O que você está fazendo aqui?

— Não gostou da surpresa? — ela perguntou mostrando tristeza em seu olhar.

Regina temia que Gordon não quisesse vê-la mais. O maior medo dela era ele pedir o divórcio, ela se tornar uma mãe solteira e perder o homem que ela ama. Mas para surpresa dela e para preocupação de Nina ele a puxou bruscamente e ficou olhando para ela. Nina pensou em todas as possibilidades ruins.

— Regina, não importa o que você faça, eu sempre irei te amar — ele sorriu.

— Eu também, e me desculpe por ter sido uma idiota. Eu não te dei valor — ela o olhou e começou a chorar.

— Todos cometem erros.

Os dois se beijaram, Gordon olhou para Nina e fez um sinal para ela ir embora. Nina assim o fez. Gordon puxou Regina para dentro de casa e os dois começaram a se preparar para um dia e uma noite repletos de amor.

Passaram-se meses e chegou o dia do parto. Gordon entrou para sala para assistir ao parto e pediu ao seu amigo médico, Isaac, que o realizasse. Isaac aceitou. O bebê nasceu e logo que ele saiu do ventre de sua mãe, foi realizado um teste de DNA. Gordon mal podia esperar para saber se ele era o pai, ou se era o Jeremy, filho do presidente. Jeremy já havia avisado para Regina que se ele fosse o pai, ele não iria assumir o filho, não importaria o que ela fizesse para convencê-lo. Ele deixou bem claro que ele só queria transar com ela, nada de mais. Até disse que não queira vê-la novamente. Regina ficou um pouco triste ao saber disso, mas pelo menos ela sabia que não teria oportunidade de trair seu marido novamente. O resultado do exame foi: o pai realmente era Jeremy. Eles decidiram que o bebê se chamaria Josh, Josh Williams, e que ele não deveria saber quem seu pai verdadeiro era, uma vez que seria criado por Gordon. Ele era um lindo garotinho de olhos azuis e cabelos loiros. Tudo estava muito bem, até que as doenças oportunistas começaram a aparecer em Regina e ela foi parar no hospital com várias infecções correndo um sério risco de morte. Foi aí que os dois lembraram que eles não haviam feito o exame em Josh para saber se ele também tinha a doença, eles descobriram que sim, Josh também tinha AIDS.

— Regina, o nosso filho... — Gordon entrou no quarto de hospital de Regina e começou a gaguejar, simplesmente não conseguia falar.

— O que foi, meu amor? — ela perguntou fazendo um sinal para que ele se sentasse ao lado dela.

— O Josh... Ele também... — ele simplesmente não conseguia falar.

— Ele também tem a doença, não é? — ela perguntou olhando preocupada para Gordon.

— Nós nos esquecemos de fazer o exame quando ele nasceu...

— Era tanta felicidade que isso nem passou pela minha cabeça — Regina o interrompeu.

— Eu fiz o exame assim que você veio para o hospital. Rezei muito para que desse negativo, mas infelizmente o nosso filho de três meses é soropositivo.

— E é tudo minha culpa — ela disse começando a chorar — Você deve me odiar por isso.

— Eu não te odeio e não cabe a mim te culpar, mas se a carapuça serviu, então...

— Gordon! — ela exclamou chorando — Eu não sabia que ele tinha AIDS, se soubesse teria usado um preservativo ou algo do tipo.

— Melhor seria se você nem tivesse dado para ele. Mas agora não adianta você se arrepender ou ficar triste, não tem como voltar atras.

— Mas, Gordon... Deve haver algo que possamos fazer.

— Ah sim, minha querida, vou tentar criar uma máquina do tempo com meu amiguinho Isaac e te impedir te contrair a AIDS.

— Eu não estava falando disso — Regina fitou-o furiosa.

— Então do que você está falando? — ele perguntou se interessando.

— Meu amor, você não pensa?

— Como assim, Regina?

— O que você e Isaac descobriram?

Gordon ficou olhando para ela sem entender. Ele pensou, pensou, pensou, mas não entendeu o que ela quis dizer. Depois de algum tempo raciocinando ele sorriu e olhou para ela animado.

— É, senhor cientista, vocês descobriram a cura para AIDS — Regina falou sorrindo.

— A suposta cura — ele disse enfatizando a palavra “suposta”.

— Qual é a diferença?

— A diferença é que nós ainda não conseguimos acertar totalmente.

— Como assim?

— Quando testamos em alguns ratos contaminados pelo HIV, alguns ficaram bem e se recuperaram totalmente, mas alguns tiverem efeitos colaterais. Uns morreram e outros até mesmo ficaram mais fortes, porém os que ficaram fortes corriam um sério risco de vida. Era coisa demais para o sistema respiratório e cardiovascular aguentarem.

— Mas e quanto aos que ficaram bem?

— Eu não sei, me afastei da pesquisa desde que o Josh nasceu. Vou conversar com o Isaac ainda hoje para saber se ele descobriu alguma coisa.

— Me mantenha informada — Regina falou pegando na mão dele — Eu te amo.

— Eu também — ele sorriu e a beijou.