REMEMBER ME [One Shot]

1 Remember me - Capítulo Único


Notas iniciais
Olá meus amores!
Semana passada o mundo testemunhou um marco na História que foi a potencial abertura entre as duas Coreias.
E desde então, uma foto tem circulado na internet onde geral (inclusive eu) começou a shipar as crianças da foto. Achei que daria uma ótima fic e eu escrevi uma.
Espero que gostem.

PS: Nomes fictícios, ok? Inclusive dos líderes de estado envolvidos.

Era o inicio da primavera quando ele a viu pela primeira e única vez.

Ao lado do grande ditador Norte Coreano, Kim Song Nun, ela sorria gentilmente para os fotógrafos a sua frente.

Ela era, na mente infantil de Moon Chung-Hee, uma fada ou uma princesa daquelas que ele estava cansado de assistir em filmes da Disney.

“Sorria” ele dizia a si mesmo, mas a curiosidade de pender o rosto da para a direita e olhar para a garota ao seu lado era muito maior do que ele poderia conter.

Ao fim da sessão de fotos, a menina que acabara de completar dez anos, num ato mecânico de educação virou-se para seus seus vizinhos sul coreanos, fez uma breve e serena reverência e se foi.

Mas, enquanto ela caminhava pela calçada de pedra que a levaria de volta para dentro do carro, a presilha cor-de-rosa antes cuidadosamente empoleirada nos cabelos lisos da menina, agora soltou o fecho e caiu sendo esquecida no chão.

Ele observou imóvel enquanto o carro virava a esquina, e quando o automóvel desapareceu no horizonte, Moon Chung Hee correu até o objeto, o apanhou e virando-o nas mãos leu atrás do fecho uma inscrição em coreano.

Ele apertou a presilha fechando sua mão ao redor dela e sorriu.

Agora, ele sabia que ela não era uma princesa ou uma fada. Ela tinha um nome: Kim Min Cho, a garota que sorrira ao lado dele momentos antes e que a partir daquele instante o seguiria para sempre em sua memória, porque ela fazia parte de um momento histórico na vida dele.

Enquanto o mundo testemunhava o nascer de uma nova era para as irmãs Coreias, o pequeno garotinho via florescer em seu coração um tipo novo de sentimento, e logo ele que dias antes havia partido para uma briga com Kim Wook Soo por ter sido o preso no armário juntamente com uma garota do quarto ano para que ele se “apaixonasse” por ela, via agora o sentido da palavra, porque ele mesmo sentia que aquele era o gostar de que tanto os poetas falavam.

Ele descobriu que pela dona da presilha cor-de-rosa , estava apaixonado.

Epílogo.

Ela caminhava pela calçada de pedra com os salto altos fazendo um ruído irritante quando parou frente a uma faixa de pedestres em uma pequena via que cortava a praça.

Ficou parada por alguns segundos observando o local onde uma escultura em bronze representava o aperto de mão histórico entre os líderes das duas Coreias há dez anos.

A jovem de óculos escuros e cachecol de lã, pressionava dentro de um dos bolsos de seu robusto casaco um pequeno pedaço de papel enquanto sua mente vagava em memórias de anos atrás, mas que ela jamais conseguira esquecer-se.

Ela retirou o objeto do bolso e o olhou fixamente.

O rosto serio do menino sul coreano que no dia em que o aperto de mão ocorrera, tirara minutos depois juntamente com ela uma foto que rodara o mundo.

— Senhorita, Kim. – a agente pessoal chamou. – Tem certeza que quer encontrar com esse rapaz? E se for mais um charlatão tentando quinze minutos de fama?

A jovem enfiou novamente a fotografia no bolso.

Ela se lembrou das dezenas de vezes em que rapazes de todas as partes da Coreia do Sul vieram até ela afirmando serem o menino da fotografia. Aquele que vivia em sua mente há uma década.

Ela soube depois de muito tempo que ele não era filho do presidente sul coreano, mas um aluno de uma escola de Seul, escolhido dentre centenas de outros para presenciar o épico momento o qual a fotografia retratava.

— É um risco que terei de correr até encontra-lo.

O sol do entardecer já pintava o horizonte de dourado quando a silhueta do rapaz alto, esbelto e de cabelos muito lisos apareceu na entrada da praça.

Ele caminhou lentamente até a frente do monumento onde a moça de cabelos escuros e presos em uma elegante trança esperava, olhando concentrada para a estátua.

— Você é Kim Min Cho? – o rapaz perguntou.

— Depende de quem você é. – ela respondeu ainda olhando para o monumento.

— Sou o menino com quem tirou a fotografia há dez anos. – ele respondeu, convicto. – Posso provar.

É claro que pode. Pensou a assessora de Kim Min Cho enquanto examinava o rapaz. Primeiro você vai mostrar a ela uma cópia da fotografia, depois vai mencionar a escola em Seul e quando ela lhe fizer perguntas específicas, saberemos que você é um impostor.

O olhar da assessora fuzilava o jovem rapaz que sequer havia notado a presença dela ali.

— Suponho que tenha uma cópia da fotografia. – Kim Min Ho especulou.

— Na verdade, não. – respondeu o rapaz. Ele apertava as mãos de forma nervosa. – Mas, eu posso provar.

Kim Min Cho então, intrigada com a perspicácia de seu candidato, finalmente o olhou.

Ele não parecia ter muito do menino da fotografia, exceto talvez pelos cabelos escuros e um estranho gosto por gravatas borboletas.

A jovem disse:

— O nome da pessoa a quem procuro é...

— Moon Chung Hee. – ele se antecipou. – Estudei na escola primária Sunny Choi, em Seul e fui escolhido entre cento e trinta e seis alunos para posar naquela foto.

Kim Min Cho parecia surpresa ao passo que sua assessora franzia o cenho em sinal de desconfiança.

— Honestamente, senhor Moon, essas informações são de conhecimento público. – a moça o refutou. – E você não é o primeiro a recitar todo esse poema. Posso lhe fazer algumas perguntas?

— Claro.

Kim Min Cho olhou de soslaio para sua assessora que sorriu.

— No dia em que a foto foi tirada, meu pai, na época ditador, comentou antes da foto ser tirada, que ela entraria para a História e que ele a guardaria em um porta retrato muito valioso para minha família. – a moça olhou dentro dos olhos do rapaz. – Pode me dizer porque o porta retrato é tão importante?

O rapaz salivou em excesso. Suas mãos suavam muito e ele sentia sua língua travar. Porque ele perguntaria sobre aquilo?

—Humm. – ele gaguejou. – É...

A assessora baixou a cabeça sorrindo vitoriosa.

— É o bastante para mim. – respondeu a jovem norte coreana. – Obrigada, senhor Moon.

Ela ia caminhando frustrada na direção do carro quando de repente, ele disse em voz alta:

— Naquele dia, você usava uma presilha cor-de-rosa.

Kim Min Cho sabia que o detalhe não era desconhecido, que a presilha aparecia na foto, mas ainda assim parou para ouvi-lo. Se fosse uma mentira, pelo menos ele poderia ser um bom contista.

O rapaz continuou:

— Era uma flor de tecido e no meio, havia uma conta de pérola. Logo após a foto, você caminhou direto para o carro, mexeu nos cabelos e a presilha caiu.

Todos sabiam da presilha, no entanto, ninguém sabia que ela a havia perdido.

Kim Min Cho revisitou o dia em questão, onde já dentro do carro, notara a falta do prendedor em seus cabelos. E constatou que tudo havia ocorrido exatamente da forma como o misterioso rapaz mencionara.

O sol a essa altura, já pousando atrás das montanhas da cidade, faziam com que as folhas avermelhadas dos inúmeros bordos da praça ficassem ainda mais brilhantes.

O vento fraco do outono que soprava, fazia o caminho que a lágrima escorrera ficasse frio.

— Atrás da presilha, um nome escrito: Kim Min Cho, e ao lado do nome, uma estrela. – ele disse enquanto caminhava até ela e quando chegou perto o bastante, parou.

Ela permanecia imóvel a centímetros dele. Sentindo sua respiração serena enquanto ela mesma podia sentir seu próprio coração batendo tão forte quanto um tambor no dia do ano novo.

Era ele. Seu coração dizia que sim.

Ela virou-se para encará-lo.

O rapaz então enfiou a mão no bolso de seu casaco e retirou a pequena presilha cor-de-rosa, arrancando de Kim Min Cho um sorriso seguido por lágrimas de felicidade. Ele então gentilmente apanhou uma mecha de cabelo dela que voada com o vento e conteve prendendo com a presilha.

Ela respirou fundo e ele sorriu. Ambos miraram-se por longos segundos enquanto suas mãos encontravam-se entrelaçadas.

O beijo cálido veio segundos depois para consolidar o fim de uma busca. Afinal, o dorama a que muitos pediram na época em que a foto saíra, havia tido um final feliz.

Notas finais
É isso ae.
Comentem o que acharam meus bijus ♥
Obrigadíssima por ler.
Beijocas
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!