RE: Verse

1 Capítulo 1 - Apresentações


Notas iniciais
Howdy! Como diria o Flowey, queria dizer que é minha primeira vez escrevendo uma fic de Undertale, a historia estava há um bom tempo na minha cabeça - então eu queria colocar ela em prática. Espero que gostem!

Aqueles dias se tornaram comuns para mim – depois de tanto tempo ver tantos monstros entre os humanos era comum para mim, conviver com eles se tornou algo comum para todos ali, mas a pessoa que fora responsável por isso tudo fora Frisk, a garota com o coração tão gentil que parecia que carregava o mundo com ela – ela sempre dizia que fora a determinação dela que causou tudo aquilo. Era até difícil acreditar que uma garota tão nova causou tudo aquilo, mas aquilo era por agora historia que sempre ouvia, lá estava eu na nova escola novamente pronta para fazer todo aquele processo que todo aluno novo tinha que fazer – se apresentar para a classe toda. O primeiro semblante que via em minha frente fora de uma mulher, muito bonita por sinal – cabelos até a altura dos ombros brancos e os olhos da cor de um rubi, mesmo com as orelhas que possuía e os pequenos chifres que só dava para ver se reparasse muito bem.

— Entre, minha criança se apresente.

— A..ah...s..sim..

Tomei meus passos a frente finalmente entrando na classe, parava no meio do caminho e arrumava brevemente o cabelo que estava preso – os cabelos negros faziam ressaltar a pele tão branca que tinha, o olhar dos alunos me incomodava um pouco por alguns momentos – os olhos cinza finalmente criaram coragem para observar a classe de frente e poder me apresentar devidamente.

— M..me chamo Zen, é um prazer conhecer a todos. Espero que nós demos bem... – a ultima frase quase não saia som algum, até parecia que minha coragem havia ido embora.

— Se sente minha querida, tem um assento vago na ultima carteira.

— Tudo bem.

Tomei meu rumo para ultima carteira e me sentei, dentro de mim havia um agradecimento interno de que havia sentado bem no fundo – assim ninguém poderia me incomodar – fora isso que pensei antes de notar um garoto bem alto do meu lado, e por um momento via a mão dele praticamente como ossos e um segundo voltar ao normal – aquilo fez me arrepiar até o ultimo fio do meu cabelo. O garoto de cabelos brancos e olhos alaranjados me olharam com uma expressão confiante – ele viu que eu havia visto aquilo.

— NYEH HEH HEH HEH HEH! GOSTOU HUMANO DO MEU TRUQUE?! – Da onde diabos aquilo era um truque?!

— Papyrus...converse com a aluna nova depois, de preferencia em um tom mais baixo, por favor. Estamos no meio da aula. – A mulher o reprovava em um tom ainda sim doce.

— Foi mal. – Ele dizia realmente parecendo arrependido. – Ei, humano! – ele me chamava novamente com um sorriso maior sobre o rosto. – Eu sou o grande Papyrus! Sinta-se orgulhoso de se sentar ao meu lado!

— Certo.... eu estou orgulhosa, Papyrus.

— Não se incomode muito com ele, ele é espalhafatoso desse jeito, mas é uma boa pessoa. – Uma garota a minha frente dizia com um semblante calmo abrindo sutilmente o sorriso. – Me chamo Frisk, a professora é minha mãe, Toriel.

— Mãe? – Dizia surpresa enquanto olhava para a mulher a minha frente que estava dando aula de forma até que animada, ela devia gostar de fazer isso. Mas o primeiro pensamento que se passava na minha cabeça era que ela era uma humana, como poderia ser filha dela?

— Sei o que esta pensando, mas não, não sou filha de sangue...ela apenas me adotou.

— Oh... – isso explicava muita coisa.

A aula se passou normal, aquele dia deu para reparar bem nos alunos que tinham ali – principalmente aqueles dois nas trocas de aulas, Frisk era uma garota quieta e de poucas palavras, cabelos curtos acastanhados e parecia gostar bastante da cor azul. Papyrus era um esqueleto – devia ser por isso que eu tinha visto a mão dele, ele tinha dito que era um truque que ele aprendeu, devia ser por isso que não via tantos esqueletos por ai andando. Descobri também que o Diretor da escola era ex-marido da Toriel, não que isso seja relevante para algo – mas aquilo me atiçou a curiosidade de saber o que havia acontecido para os dois não estar mais juntos. Frisk havia se oferecido para mostrar o resto da escola já que eu era nova e poderia me perder por ali – aquilo seria de grande ajuda.

— Zen, seu nome não?

— É sim... – murmurava em um tom baixo. – Parece nome de um garoto não?

— Eu não havia pensado nisso...eu havia pensado mais como um, zero.

— Zero?

— É, é como um começo...algo assim. – De certa forma sabia que ela estava tentando ser legal comigo, mesmo que eu ainda achasse meu nome masculino de todo jeito.

— Ah...aqui fica a enfermaria.

Assim que ela acabava de falar aquilo a porta da enfermaria se abria de uma vez só que me fez dar um pulo de susto, de lá de dentro saia um homem de cabelos brancos e olhos azuis e roupa tudo amarrotada por cima do jaleco, parecia que havia acabado de acordar.

— Hey, Kiddo. – Ele dizia abrindo um sorriso satisfatório nos lábios enquanto mexia no jaleco puxando uma pequena caixa de cigarros. – O que fazem por aqui? Mal dos ossos, é?

— Sabe que não pode fumar aqui Sans...e sabe que fumar faz mal para saúde.

— Do jeito que anda minha saúde eu poderia beber uma garrafa inteira de ketchup que não me faria mal algum, além do mais, meus ossos estão em perfeita função, a ultima coisa que me faria perder meu ar seria você doce Frisk, e não os cigarros. – Ele realmente estava cantando ela.

— Eu vou fazer você perdeu seu salário se não guardar essa caixa de cigarros de volta para seu bolso. – Ela realmente ignorou completamente a cantada dele, que no final ele acabava por rir e guardar a caixa de volta no jaleco.

— Tudo bem Kiddo, relaxa. – Ele dizia e por fim me olhava diretamente, o que me fez me assustar um pouco. – E quem é sua nova amiga?

— O nome dela é Zen.

— Zen? Haha...olha só acho que eu estou agora com um de ZENhumor. – Ai meu deus, ele era piadista acima de tudo.

— Ele é o enfermeiro da escola, normalmente ele fica o dia inteiro dormindo, mas não se importe de acordar ele se precisar de alguma coisa.

— Não me dedure assim, Kiddo. Até parece que eu sou preguiçoso assim. – E não duvidava que era. – Mas sinta-se a vontade para vir aqui e espreguiçar seus ZENossos, kay?

— Eu não sei se eu devo rir ou não, essa piada foi muito ruim.

— Haha, é das ZENmelhores. – Da onde ele tirava aquela caixinha de piadinhas?

— Venha, vamos Zen. Temos muito o que olhar, não quero que fique ZENdireção.

— Você também não Frisk... – Os dois riram juntos, eles pareciam pelos menos serem amigos próximos um do outro.

Enquanto estávamos andando via a diversidade que havia naquela escola de humanos tanto quanto monstros – era até surpreendente, aquilo me fez ficar um pouco curiosa sobre aquele enfermeiro da escola.

— Ei, Frisk. Aquele Sans, ele é humano também?

— O Sans? – Ela dizia parando de andar e me olhava acabando por abrir mais o sorriso acabando por rir baixo. – Ele é irmão mais velho do Papyrus.

— AHM?!

— Haha, sabia que ia fazer essa cara. Ele é irmão mais velho dele, faz pouco tempo que ele pegou esse emprego. Ele entrou porque minha mãe insistiu muito para que ele entrasse já que ele tinha o tempo bastante livre. Mas assim como o Papyrus é difícil perceber que eles não são monstros, há bastante monstros aqui assim. Como o Flowey.

— Flowey?

— Sim, Flowey, a flor. – Tinha uma flor dentro da escola?

— Você vai trombar com ele cedo ou tarde, não se incomode caso ele parecer...esquentado.

— Tudo bem.

— Ah, aqui é o centro de esportes e mais para cima tem os clubes que são um tanto quanto diversos.

Quando eu olhava para dentro da sala via uma mulher ruiva – muito bonita por sinal praticamente esmurrando os alunos dela na esgrima, a única que ficava de pé e continuava a tentar uma tentativa após a outra era uma garota baixa de cabelos loiros e uma roupa vermelha bem destacável.

— Aquela é a Undyne e a Red. A Undyne é presidente do clube de esgrima e a Red é um dos membros mais dedicados dela, de vez em quando ela participa também do clube de culinária. O Papyrus vive naquela sala, e também teve muitos acidentes naquela sala também.

— Acidente?

— Sim, a Undyne junto com Papyrus quase colocou fogo na sala de aula tentando cozinhar não sei o que.

Imaginar aquela situação me fazia rir, ver o ar dela tão serio junto com Papyrus era até engraçado de certa forma. Frisk me apresentou o resto da escola com certa rapidez até, deu para aproveitar bem o tempo que eu estava ao lado dela, ela era alguém bem atenciosa. Quando via já havia terminado as aulas, agora era a hora dos clubes – já que ainda não tinha nenhum estava aberta a opção e resolvia naquele tempo livre procurar um clube para me ingressar. Papyrus fora correndo para o clube de culinária, Frisk havia dito que estaria ocupada ajudando sua mãe, e eu estava lá sozinha novamente. Quando resolvia tomar meu rumo acabava por esbarrar de repente em um garoto que estava carregando várias coisas consigo, a maior parte dela parecia ser material escolar.

— D...desculpa...! – Dizia um pouco atrapalhada enquanto tentava ajudar o garoto a pegar de volta as coisas.

— Não se preocupe, esta tudo bem.

Quando terminava de juntar as coisas finalmente criava coragem para olhar para o garoto, ele me fazia me lembrar de muito a Toriel – parecia ter minha idade, a única diferença que via era a cor azuis dos olhos dele.

— Algo errado? – Ele perguntava curioso.

— A...ah! Não, não...é que você me fez lembrar da Toriel... – Quando ele ouvia aquilo ele acabava por rir um pouco.

— É porque eu sou filho dela? Haha, você deve ser a aluna nova de quem ela deve ter falado, Zen, certo? Me chamo Asriel, é um prazer.

— É um prazer Asriel. Eu estava indo procurar um clube para me juntar, já que eu estou com o tempo livre agora...acho melhor eu me juntar a um.

— Bem, tem bastante clubes aqui na escola. Eu faço parte do concelho estudantil. – Aquilo de certa forma não pareceu surpresa para mim, tanto ele quanto a Frisk tinha o semblante bem responsável. – Aproveite bem a escola, escolha algo que goste principalmente – afinal, nós temos só 16 anos, mas é bom escolher algo que nos damos melhor.

— S..sim..

— Bem, eu vou indo. Tome cuidado por onde anda, Zen. Pode acabar se machucando assim, mas até mais, sim?

Ele tomou seu rumo o mais rápido possível, parecia que todos daquela família era bem simpáticos de certa forma, talvez fosse algo de família? Enquanto pensava naquilo achava que já era hora de eu tomar meu rumo e ir achar logo um clube para me ingressar, quando pensei em tomar meu rumo senti alguém segurar meu braço com um pouco de força o que me fez olha-lo surpresa.

— Oh, você que é a Zen, certo? Howdy! Eu sou Flowey, a flor.

Notas finais
Perdoe-me se acharam o capitulo um pouco parado de começo - mas eu queria apresentar tudo de primeiro, nos próximos capítulos prometo que sera mais animado~ bem, espero que tenham gostado! Até a próxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.