R.3

5 Você é mais forte do que Pensa


Notas iniciais
Mais um capítulo pra reparar minha ausência..! u_u

Eram muitos os medicamentos pesquisados, e todos eles eram testados pelo infeliz Amós, ou melhor R.3. Embora eu não quisesse, era um pouco difícil esconder minha revolta do que acontecia com a pobre da cobaia.

- Este é novo, vamos testá-lo de tarde. Talvez seja uma de nossas maiores descobertas, não, melhor, a maior descoberta do mundo! – Dizia Fausty animado entrando no laboratório de manhã.

- Do que se trata? – Perguntei a Cintia.

- Não sei, mas o Dr. Fausty e sua equipe estavam há anos trabalhando na cura de uma certa doença. Não sei de qual se trata, não fico a par de tudo sempre. – Falou. Eu dei de ombros, mas no fundo queria saber o que era, e o que fariam com Amós, se bem que isso era óbvio.

A manhã passara e eu fui chamado por Cintia a ficar no laboratório quando chegasse à hora do teste. Pedido que aceitei com prontidão.

Era a primeira vez que via um teste levado a sério, não que os outros não fossem, mas aquele parecia ser algo realmente importante. Amós estava em uma maca, enorme e emparelhada, coberto por um lençol. Suas pernas e braços estavam presos por um tipo de algema, com capa emborrachada, certamente para não machucá-lo, o que eu achei inútil, pois o machucavam mais fazendo aquele tipo de coisa. Levou um certo tempo até que todas as conexões daqueles inúmeros aparelhos fossem acertadas. Primeiramente ele era “infectado” com a doença em questão dias antes, e segundo Cintia me explicara, não mostrava sintomas, já que seu corpo era, digamos, preparado para isso, posteriormente testavam a cura e analisavam, através de exames, se a tal cura havia sido eficaz. Basicamente um rato de laboratório, mas com uma aparência artificialmente humana, embora eu discordasse disso também, ele era um humano pra mim e ponto final.

Muitos médicos estavam ao redor de Amós, e por fim, Fausty chegara. O teste começaria.

- Como está a pressão dele?

- Normalizada.

- Certo, então vamos iniciar. – Eu o vi com uma gigantesca seringa nas mãos. Aquilo me assustou realmente, pois eu já escandalizava com aquelas pequeninhas, imagina com uma daquelas!

- Vocês vão entuchar isso nele? – Perguntei apontando para o líquido amarelado.

- Quem chamou esse garoto aqui? – Perguntou.

- Fui eu, caso o R.3 saísse de controle... – Cintia dissera sem graça. Ele a olhou sério, em seguida se voltara para mim.

- Não vamos “entuchar” Sr. McQueen, vamos fazer a aplicação da substância. – Que homem sem graça... Pensei, vendo-o ajeitar Amós, passando álcool no meio de seu braço esquerdo, esterilizando-o. Não demorou e pude ver o líquido amarelado sumir na veia de Amós. Todo o conteúdo da seringa havia sido aplicado, até não restar uma única gota da suposta “cura”. Mirei R.3 naquele exato momento. Ele estava quieto, mas olhava diretamente para mim, seu rosto era plácido, seus olhos eram vazios. Mas algo estava errado. Amós começara a respirar rapidamente, seu peito subindo e descendo.

- O que está havendo? – Perguntara Fausty.

- Seus batimentos cardíacos estão subindo muito rápido!

- Eu sei, imbecil! Estou perguntando o que deu errado!

- Não sabemos Dr. Fausty, temos que cortar a medicação, se não o perderemos.

- Não! Vamos ver o que vai acontecer... – O quê? Eu ouvi bem? O infeliz não queria cortar a porcaria do efeito, porque queria ver até onde Amós sofreria? E a coisa só piorava, Amós forçava as algemas, e parecia exercer grande força, pois as mesmas ameaçavam ruir.

- R.3! Quieto! – Um dos funcionários gritara, segurando suas mãos, mas essa fora a pior das besteiras. Amós soltou um grande grito se libertando por fim das malditas algemas, empurrando brutalmente o funcionário em seguida.

- Fausty! Faça alguma coisa! – Falei, ele me olhou analítico.

- Você não é médico, não sabe o que fala. – Disse prepotente. As íris de Amós estavam vermelhas. Seus pés ainda estavam presos, e ele continuava a gritar. Eu me adiantei para ir até ele, mas Fausty me segurara pelo braço. – Você fica. – Disse.

- O quê? Mas não estou aqui para acamá-lo? É isso que eu vou fazer!

- Você não vai estragar minha experiência, garoto! Você fica! – Disse, me empurrando com força para uma das cabines blindadas, me trancando em seguida. Para falar a verdade eu não entendia qual era a desse cara. Mas a cena que vi em seguida me revoltara ainda mais. Amós havia se libertado totalmente. Muitos tiveram que se reunir para o segurar, pelo vidro pude ver que ele gritava, e empurrara muitos enfermeiros que tentavam pará-lo. Ele parecia sofrer, sentir dor, ou algo assim. O que eu poderia fazer? Tentei abrir a porta, mas era inútil. Foi então que notei que ele procurara por algo, ou melhor alguém. Seus olhos se cruzaram com os meus no lado de dentro da cabine. Ele parou e se aproximou do vidro, colocando suas pequenas mãos sobre o mesmo.

- Amós... – Falei fazendo o mesmo gesto. Foi nesse momento que os enfermeiros lhe aplicaram um sedativo, segurando seus braços. Notei que ele gritou, então olhou para mim novamente, o que vi não esperava ver. Uma lágrima escorreu por seu rosto, até que fechou totalmente os olhos.



**



- VOCÊS SÃO DESPREZÍVEIS! – Gritei quando nos reunimos.

- O que disse, Sr. McQueen?

- É isso que você ouviu Dr. Fausty! Como possuem coragem de fazer isso com o garoto?

- Ele NÃO é um humano! – Gritara Fausty. – NÃO TEM EMOÇÕES!

- TEM SIM! Eu o vi chorar! Diante de mim! Ele estava sentindo dor, desespero seja lá o que aquela porcaria que vocês deram a ele, faz! Não entendem que o que estão fazendo é errado?

- Você é que não entende Sr. McQueen. Como quer que alcancemos a cura para doenças se não tivermos uma cobaia?

- Eu não sei como vocês vão se virar, mas criar um ser e o submeter a esses testes horrendos é inadmissível! Vocês acham que estão fazendo o que? Brincando de serem DEUS?

- Que tal se você for nossa cobaia então, garoto? Quer ficar no lugar do R.3.?

- Eu ficaria se fosse preciso, não vou deixar que façam isso com ele de novo! – Falei o desafiando, sabendo que o que eu estava dizendo eram bobagens, tendo em vista de que eu não tinha poder algum sobre aquele lugar, ou os experimentos.

- Haaa! Sério mesmo Sr. McQueen? – Falou rindo idiotamente.

- SIM! EU FALEI SÉRIO! Mas se você quer uma opção, porque não colocam estupradores como cobaias? Seria bem melhor do que termos de alimentar aquela gente que vive bem atrás das grades! Agora, confinar e condenar um garoto que nada fez a sociedade, a uma tortura dessas pode, não é?

- Está no olho da rua! – Gritou. E eu havia me ferrado. Não me segurei a tempo de fazer mais por Amós, e agora é que não poderia fazer nada mesmo...

- ÓTIMO! – Gritei. Virei as costa prestes a sair daquele local.


Notas finais
Deelan é cabeça quente? Sim, meus amigos! :D e eu tb sou.. ~ ('-' ) Gente, essa história não é romance boys love (romance entre garotos), tá? Ela é de amizade! Mas pra quem gosta do tema, eu tenho histórias BL por aqui também (na aba 'Livros'), ok? A maioria é +18 então tem que ter conta e ser +18! Mas essa aqui é de Amizade! ~ reforçando ~ Bjokas =*