Quinze
8 Capítulo 7
Notas iniciais
De: Hanna
Para: Spencer
UHUUUUUUUUUUL! PARABÉNS PRA MIM!!! GATA, PARTIU PRAIA? TIPO AGORA?
De: Spencer
Para: Hanna
PARABÉNNNNNNNNNNNS AMIGAAAAA! MUITAS FELICIDADES PRA VOCÊ!
mas tipo, partiu praia, agora? São 5:30 da manhã Hanna.
Ok, Hanna sempre fica meio pancada no aniversários dela, mas esse ano ela se superou. Praia? 5:30 da manhã?
De:Hanna
Para:Spencer
Sempre é hora de praia!Mas antes eu preciso de biscoito de chocolate, você tem em casa?Ah, quer saber estou indo ai agora, vou levar as meninas! CAFÉ DA MANHÃ COM MINHAS BFFS NO MEU NIVER! UHUUUUUUL!!! E COM A SUA AVÓ DIVA, É CLARO. BEIJOS, ESTOU A CAMINHO.
Hanna pirou, mas o que posso fazer? É o aniversário dela, então café da manhã com as bffs.
–Vóóóó?-Gritei.
–Morreu!-Ela gritou em resposta. As vezes me pergunto aonde minha avó aprende essas coisa.
–Ótimo, então sua alma pode fazer um super café da manhã pra Hanna?-Perguntei descendo as escadas.
–Ressuscitou.-Ela gritou.
Minhã avó ama mais a Hanna do que eu, isso é ótimo.
–É aniversário dela hoje e ela ta doidinha.-Disse indo para a cozinha.
–Ta bom, mas só me lembre porque a empregada não pode fazer mesmo?-Perguntou vovó.
–Porque ela precisou levar o filho no médico e eu deixei ela ir.-Disse pegando uma maçã.
–O que a Hanna gosta?-Perguntou vovó olhando o que tinha dentro da geladeira.
–Bolo de laranja e suco de laranja.-Disse olhando para a sala para ver se o Di ainda estava lá.
–Qual é o lance com a laranja?-Minha avó perguntou ainda olhando pra geladeira.
–Eu não sei, ela idolatra laranja desde que a conheci.-Disse pegando a caderno de receitas que eu, Aria, Hanna e Emily fizemos a alguns anos atras, tem todas as nossas receitas favoritas.-Aqui tem a receita do bolo.-Disse entregando o caderno para vovó.
–Será que na padaria tem bolo de laranja essa hora?-Perguntou vovó enquanto lia a receita.
–Eu não sei.-Disse e logo em seguida dei mais uma mordida na maçã.
–Você poderia ir lá pra mim, enquanto eu arrumo as coisas e faço o suco.-Diz vovó me entregando R$ 20,00.
–Ok, só vou tomar um banho rápido.-Disse subindo a escada.
Depois do banho coloquei algumas coisas que vi na minha frente, uma blusa sem mangas preta, um short jeans, um óculos de sol, uma bolsa de tiracolo preta, all star preto de cano longo, um toca vermelha e uma pulseira de spikes.
Spencer: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=114698313&.locale=pt-br
–To indo vó.-Disse quando fechei a porta.
Caminhei até a padaria que era umas duas ruas depois da minha.
–Olá-perguntei a um menino que estava de costas pra mim-, vocês tem bolo de laranja?
–Temos sim, já está saindo.-Disse o menino se virando. Tinha uma leve impressão de que conhecia ele. Quando ele se virou me lembrei da onde conhecia aquela voz.
–Percy.-Sorri.
–Spencer, é bom te ver.-Disse Percy com um sorrisinho timido.
–Não sabia que trabalhava aqui.-Disse para prolongar o assunto.
–Nem eu, na verdade, passei por aqui ontem e vi que estavam aceitando novos funcionários e como não tenho nada para fazer até a escola resolvi ganhar um dinheiro extra.-Disse ele enquanto arrumava alguns docinhos no balcão.-Hã, desculpa Spencer, mas tenho que trabalhar, hoje tem a festa de uma menina chamada Hanna e tem um monte de coisa pra fazer.
–Hanna é minha amiga, você vai na festa? Com o buffet da padaria?-Perguntei.
–Acho que sim, então talvez, até hoje a noite.-Disse ele entrando em uma porta que deveria ser a cozinha ou sei lá.
Fiquei perdida por uns 10 ou 15 segundos, Percy já foi e agora? O que faço? Ando? Falo com alguem? Sim, o bolo.
–Deseja algo, senhora?-Perguntou uma mulher que deve ter percebido que fiquei parada.
–Ah, sim, é, um bolo de laranja.-Disse mexendo na bolsa para pegar a carteira.
A menina me olhou com uma cara estranha mas logo a desfez e entrou na mesma porta que percy entrou antes, ela voltou com uma caixa.
–Aqui está, senhora. Acabou de sair do forno.-Disse ela com um sorriso forçado.
–Obrigado.-Disse e me dirigi ao caixa para pagar.
Entrei na fila, tinham umas 10 pessoas na minha frente, estava torcendo para ir rápido porque precisava chegar em casa antes de Hanna. Ficar segurando um bolo de laranja médio em um fila razoavelmente grande é um pouco cansativo, por sorte os dois primeiros foram rápidos, porem o terceiro resolveu demorar, bateu papo com a mulher do caixa, demorou a pegar a carteira, mexeu no celular e a minha vontade foi chamar minha avó para mostrar para aquele sujeito que aquilo era um caixa e não uma festinha. Estava quase explodindo quando uma pessoa tocou o meu ombro. Quem é a infeliz ou infeliz que atrapalhou a minha raiva?
–Spencer.-Disse uma voz que me acalmou no inicio e logo depois me deixou mais irritada ainda.
–Wren, não vai parar de me perseguir?-Perguntei.
Ele levou na brincadeira porque sorriu e olhou em meus olhos.
–Sempre brincalhona.-Disse Wren.
–Nem sempre.-Respondi seca. O homem da festinha tinha acabado de sair e a mulher que estava atras dele foi rápida.
–Vai na festa da Hanna?-Perguntou Wren claramente não percebendo que eu poderia matar ele a qualquer momento.
–O que você acha? Sou amiga de Hanna desde sempre.-Digo vendo que a quinta pessoa já se foi e a sexta já está com a carteira na mão. Amém.
–Hoje você acordou mau humorada ein. -Disse Wren rindo um pouco.
–É mesmo? Então porque não sai de perto de mim?-Perguntei olhando em seus olhos.
–Porque você é minha amiga.-Disse ele com uma cara séria.
Amiga? É isso que eu sou? Ok, pelo menos ele não disse vizinha.Tchau tiazinha de bigode, agora só faltam duas pessoas.
–Não somos amigos e nunca seremos, sabe porque?-Disse perdendo o medo.
–Porque?-Ele perguntou.
–Porque eu gosto de você e você é um babaca!-Gritei. Todos olharam pra mim e eu percebi que tinha acabado de me declarar para Wren na frente de muitas pessoas do Recreio. A mulher do caixa parou por cinco segundos para ver a cena mas logo continuou a atender o homem que estava na minha frente. Os segundos se passavam e Wren permanecia calado olhando pra baixo.-Desculpe.-Disse e abaixei a cabeça e ele continuou caldado. Era a minha vez, dei o dinheiro a mulher e quando ela me deu a nota fiscal eu sai correndo da padaria, mas para minha infelicidade Wren veio atras.
–Spencer.-Ele disse baixo, mas alto o suficiente para eu escutar.
Parei mas não me virei, fiquei esperando ele dizer alguma coisa.
–Desculpa, eu não sabia que gostava de mim.-Disse ele provavelmente andando em minha direção. Ouvi passos e continuei no meu lugar de cabeça abaixada. Ele parou na minha frente e levantou meu queixo.
–Spencer, você sabe que sou apaixonado pela Ali-Disse ele fazendo escorrer uma lágrima pelo meu rosto- e não posso dizer que gosto de você porque estaria te iludindo, mas só te desejo coisas boas, quero que você encontre outro menino, um que possa corresponder o seu sentimento.
–Eu vou para casa.-Disse me afastando. Era a unica coisa que eu poderia fazer, depois de ter o coração partido por palavras tão sinceras, a unica coisa que eu poderia fazer era ir para casa.
Fale com o autor