Quimera
3 Capítulo 2
Notas iniciais
Eu sei que demorei um seculo pra postar, mas eu desanimei ;-;
Obrigado a todos que mandaram reviews, mesmo que tenham sido poucas eu fiquei bem feliz *-*
Datas, fatos sobre a banda e certas características dos membros foram alterados para melhor se encaixarem na fanfic.
Boa leitura
Desfilava pelo corredor estreito, iluminado por luzes vermelhas e impregnado de fumaça de cigarro, o que dava uma aura maliciosa e sombria a ele, quanto mais percorria mais a musica e as vozes daquela boate ficavam para trás, sobrando apenas o barulho do salto se chocando graciosamente contra o piso, eram passos precisos e bem calculados como as batidas de seu coração, tão frios quanto a expressão em seu rosto, sua mente estava em branco, por que se pensasse em algo, qualquer coisa, colocaria tudo a perder.
Parou de frente a uma das portas do corredor, nela uma placa com a palavra 'Toxic' entalhada junto a uma caveira com ossos cruzados, ignorando o possível aviso de perigo, entrou, não se surpreendendo ao encontrar uma suíte coberta por fumaça de alguma droga, com inúmeras garrafas de whisky e vodka espalhadas pelo chão, luzes neon verdes e tinta vermelha espirrada na parede para imitar sangue, aquele era um dos inúmeros quartos temáticos da boate, que tinha desde salas de tortura medieval até leitos hospitalares.
Não conseguia enxergar quase nada pela nevoa grossa que se formava, andando pela suíte conseguiu encontrar alguns objetos, como mascara de oxigênio- que devia servir pra tudo menos fornecer oxigênio- seringas, e um estoque das mais variadas drogas, mas não procurava por nada daquilo e sim por seu alvo, além de não enxergar também não ouvia nada, estava começando a cogitar a possibilidade de ter entrado no quarto errado quando ruídos vindos a sua direita puderam ser ouvidos, seguiu-os sem hesitar, achando a origem de toda aquela fumaça, o quarto.
A suíte era divida em sala, quarto e banheiro, mas não era possível vê-los nitidamente por causa da fumaça, prendeu a respiração mais do que já estava, tentando inalar o menos possível da substancia-para que não se intoxicasse- e mais uma vez entrou, a cortina de nevoa fazendo com que fechasse os olhos, estranhamente dentro do quarto estava bem mais límpido.
Não prestou muito atenção na decoração, seu olhar se concentrando nas mulheres estiradas no chão, pareciam mortas e cheiravam como tal, mas só estavam desacordadas, assim como o homem semi-deitado na cama, todos eles usavam mascaras como a sua. Uma coisa interessante daquela boate era a sua rígida disciplina de discrição, a mascara servia para proteger a identidade e só podia ser usada dentro da boate, servindo também como um cartão de acesso, contendo um código de barras no verso.
Dedilhou a bainha da espada, seus dedos formigavam, poderia muito bem aproveitar a situação e matá-lo ali, rapidamente, mas então não teria graça e todo aquele teatro não teria servido de nada.
Disfarçava-se e se preparava psicologicamente para aquilo toda santa vez, era quase como um ritual, quebrá-lo estava totalmente fora de cogitação.
Por isso, desviando dos quase cadáveres subiu na cama e felinamente se aproximou, deslizando sua luxuosa bota pelo corpo asqueroso daquele homem até alcançar seu rosto, batendo levemente ali, quando este olhou pra si um tanto sonolento, chutou-o como uma bola de futebol murcha, fazendo seu pescoço estralar alto.
O homem urrou de dor levando um tempo pra finalmente soltar todos os palavrões que conhecia, estava desperto, acariciou o rosto checando se não havia perdido nenhum dente, depois de se recuperar momentaneamente fitou Ruki, não com raiva, mas curioso e então malicioso, sorriu cuspindo um pouco de sangue, analisou todo o corpo esguio parando na mascara os olhos que despontavam desta eram assustadores e sensuais, sádicos diria, não pensou muito e avançou sob o corpo a sua frente, prensando-o contra a cama.
Passava as mãos apressadas por seu corpo, quando ia chegar nos “seios” Ruki tomou o controle, chutando-o desta vez no estomago fazendo-o cair de costas na cama se contorcendo de dor, obrigou-o a deitar novamente ajoelhando com as pernas uma de cada lado do seu quadril, rebolando pra baixo e pra cima, fingindo um coito sem encostar nele, o homem esqueceu da dor acariciando suas nádegas, batendo em uma delas com uma força exagerada, Ruki rosnou baixo , mas não o impediu aproximando os rostos , conseguia sentir o hálito fétido de álcool inalando de sua boca.
–“Repugnante”-tirou a mascara, rapidamente embanhando a espada e pressionando-a contra seu pescoço, por algum motivo aquele assassino perigoso estava domado, talvez pelas drogas, pelo álcool, pelo rosto que agora o fitava. Os olhos ainda mais horripilantes esmagavam seu corpo, estava desnorteado pela sensualidade do vocalista e antes que percebesse esticava a cabeça na direção do outro, os lábios entreabertos e a língua procurando contato, Ruki fez o mesmo inclinando o rosto como se ensaiando para o beijo e quando suas línguas se tocaram minimamente, mudou o angulo da espada, decapitando-o.
Segurou a cabeça para que essa não rolasse e com a destreza de um cirurgião esquartejou o resto de seu corpo, tomando cuidado para que nenhuma das partes caísse no chão, não se importava com o sangue que espirrava em seu rosto estragando a maquiagem tão minuciosa, ou as roupas que agora estavam banhadas em carmesim, continuou cortando até deixá-lo irreconhecível como um monte de carne podre, terminado isto se afastou um pouco ofegante, guardou a espada limpando o sangue primeiro e se ocupou em apagar todos os vestígios do crime.
Havia escondido um carrinho de limpeza em algum canto esquecido, pegou-o jogando o lençol com todos os restos mortais do que um dia foi um ser humano- se é que podia ser chamado assim- dentro da lata de lixo, depois de checar se não havia sobrado nenhuma prova- se certificando que todas as mulheres ainda estavam desmaiadas — foi se lavar.
O banheiro não era longe, primeiro molhou o rosto, tirando todo o resquício de sangue e maquiagem, por um momento o reflexo que viu no espelho embaçado não foi o seu e sim de sua falecida mãe, os cabelos cumpridos e negros, olhos vazios, pele pálida contrastada com o liquido vermelho que escorria por seus lábios. Sem nenhuma expressão, nem sequer um pouquinho de surpresa passou a mão no vidro, podendo ver agora seu próprio reflexo e continuou o que fazia, tirou o excesso de sangue da roupa e da peruca e saiu, empurrando o carrinho por corredor afora.
~//~
– Eu não entendo –se pronunciou, entediado com aquele silencio.
– Não entende o que?- não o olhou, encarando a fogueira improvisada feita na lata de lixo, precisava esperar até que os restos daquele assassino queimassem por inteiro, então só iria repetir o ato semanas ou meses depois.
– O porquê de todo esse trabalho, você podia muito bem explodir alguma loja ou restaurante com mais de 100 pessoas, ia ser muito mais rápido.
– Não mato pessoas inocentes.
– Nesse caso podia explodir uma boate cheia de bandidos, e tem mais ninguém nesse mundo é inocente– tentou argumentar novamente, não que se importasse, mas estava curioso.
– O que você é? Um terrorista caralho? Que fixação por explodir as coisas! – finalmente olhou-o, irritado com toda aquela insistência.
– É um método muito mais fácil! – se justificou também irritado- Acha que gosto de ficar grudado com um maldito humano por tanto tempo?
– Chamaria muito atenção! E quer saber foda-se você não precisa ficar me seguindo!
– Preciso sim, ta na porra do contrato. – bufou.
– Há merda com esse contrato, você devia me agradecer, pelo menos eu te divirto com os meus showzinhos – acendeu um cigarro, se afastando.
– Aonde vai? –falou um pouco mais alto, o outro já estava longe.
– Trepar com o gostoso do Kamijo.- levantou a mão em um aceno desleixado guardando-a no bolso do sobretudo, mas sem deixar de mostrar o dedo do meio antes.
– Tsc, humano idiota.
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Deixou que a fumaça deslizasse por seus lábios entre abertos se dispersando no céu escuro até que pudesse ver as estrelas e os prédios novamente, o efeito tranqüilizante da nicotina sendo quase imediato, repetiu o ato umas duas ou três vezes, sentindo sua cintura ser agarrada e um corpo colar-se ao seu, recebendo uma mordida no pescoço que com certeza ficaria roxa, mais uma para se juntar as inúmeras marcas que ali existiam.
Não importava quantas vezes falasse o contrario, seus amantes sempre teimavam em morder e chupar seu pescoço, provocando-o, não ligava de verdade, só não queria gastar quilos de corretivo escondendo os hematomas.
Uma das mãos que antes pressionava sua cintura desceu, escorregando por entre suas pernas em uma área já explorada por elas, seu membro foi apertado entre os dedos longos, que o masturbavam por cima do roupão, deixou o cigarro cair, um gemido rouco despontando de sua garganta.
– Humm Kamijou-san essa já é a terceira vez, eu tenho que trabalhar amanhã – jogou o pescoço pra trás que se encaixou perfeitamente no ombro do maior, empinando a bunda para ter mais contato com o membro ereto que se esfregava entre ela.
– Eu também tenho, a culpa é sua por ficar me provocando com o traseiro virado pra mim e só de roupão — lambeu a curva de sua orelha, puxando seu quadril pra trás simulando uma investida por cima do pano.
– Ahh- conseqüentemente se curvou para frente, apoiando as mãos na cerca da varanda, rebolando contra o falo do outro que investiu mais uma vez entre suas nádegas. – Ah droga! Eu não estou te provocando, você está!
–Bem agora estou- riu sacana, apertando a glande do menor que deu um gritinho agudo, estava adorando atiçá-lo daquele jeito, mas sua ereção começava a doer, não iria agüentar muito tempo.
– Aaahh CARALHO me fode logo! – levantou o roupão empurrando o quadril contra seu membro em uma tentativa falha de ser penetrado.
– Quer que eu te coma aqui na varanda? Onde qualquer um pode nos ver?- enfiou a glande, retirando e repetindo o ato, queria acabar com aquilo e se aliviar logo, mas era divertido de mais provocá-lo.
– NÃO! Ah... não brinque comigo- choramingou entre os gemidos, estava excitado demais, não podia deixar ser controlado assim, mesmo que Kamijo fosse malditamente sexy e bom no que fazia.
Tirou a mão dele de seu quadril se erguendo e sob um olhar interrogativo do outro loiro foi pra cama, se jogando de quatro entre os lençóis com a cabeça enfiada no travesseiro, olhou-o por cima do ombro com a cara mais obscena que conseguiu e não precisou de mais nada para Kamijo pular na cama afoito penetrando-o bruscamente.
– AHHHH- um gemido em uníssono pode ser ouvido e logo ambos estavam se movimentando, os quadris chocando-se um com o outro sem delicadeza alguma, o suor voltou a cobrir-los, Ruki segurava nos lençóis como se isso dependesse de sua vida, seu corpo sendo jogado pra frente a cada nova estocada, trepavam como animais, mas sem a intenção de reproduzir e sim de extravasar as angustias do dia a dia, sem sentimentos, só o bom e velho sexo.
Depois de alguns minutos os dois estavam novamente deitados na cama, exaustos, sem abraços ou beijos, apenas olhando um pra cara do outro, satisfeitos.
– Vou tomar banho – Ruki se levantou, rumando ao banheiro pela segunda vez, Kamijo ia se oferecer para lavar suas costas, mas corriam o risco de fazerem uma quarta vez e estava realmente cansado, aproveitou a espera para fumar e recolher suas roupas, após terminar ficou sentado mexendo no celular, a foto de uma certa pessoa fazendo seu coração doer um pouco ,e qual foi a sua surpresa ao ver o nome da tal pessoa piscando no visor do celular, atendeu com as mãos tremulas.
O vocalista voltou do banho a tempo de pegar o fim da conversa.
– É claro que eu vou visitá-lo, aparece na loja qualquer dia, sinto sua falta Hiza-chan- uma pausa, provavelmente a pessoa estava falando alguma coisa no outro lado da linha, Ruki sentou na cama acendendo um cigarro, Kamijo já havia percebido sua presença. – Tenho que desligar, matta ne.
– Namorado?- deitou com um dos braços apoiando a cabeça, não estava interessado era apenas a curiosidade.
– Mais ou menos- sorriu amarelo- Você tem alguém?
– Se eu tivesse alguém não estaria com você aqui hoje.
– Digo o mesmo — respondeu sem muito interesse no assunto, estava cansado até de pensar.
– Ok então — disse encerrando o assunto, também estava cansado, porém não dormiria, nunca dormia com os caras que transava, até porque eles normalmente iam embora depois de se satisfazerem e mesmo que não fossem corria o risco de ser roubado, seqüestrado e etc. Não achava que Kamijo pudesse fazer qualquer coisa desse tipo, mas tinha uma carreira a zelar e todo cuidado era pouco. Iria para casa se não estivesse tarde demais para pegar o metro e se taxi àquela hora da madruga no local onde estavam, não fosse quase impossível.
Kamijo já dormia ao seu lado, fechou os olhos relaxando, mas não o suficiente para pegar no sono, as vezes tirava alguns cochilos, mas sem dormir realmente, estava tão acostumado em fazer aquilo que de manhã não se sentia tão cansado. A cama se movimentou ao seu lado e logo o loiro alto e sedutor não estava mais ali e provavelmente nunca mais repetiriam a dose, já que nunca transava com o mesmo cara por mais de uma noite. Outra precaução, só que dessa vez contra o apego, a ultima coisa que queria era acabar se apaixonando por um dos caras com quem transava, por isso quanto mais frio e violento ele fosse, melhor.
O sol começava a lhe incomodar, levantou sem muito animo, precisava ir pra casa revisar algumas musicas e dormir por pelo menos três horas ou não conseguiria trabalhar direito, assim que saiu do motel agradeceu mentalmente por Kamijo ter pagado a conta, era raro encontrar caras como ele, honestos, bons de cama, gentis e ainda sim nem um pouco carinhosos.
Um pequeno sorriso brotou em seus lábios ao entrar no humilde apartamento, ele estava limpo mesmo tendo chegado todo ensangüentado na noite anterior, havia limpado tudo antes de tomar banho e sair, para que quando voltasse mais desestressado tudo estivesse arrumado. Estava aliviado por agora só faltarem mais sete almas para que o contrato se concluísse, nada de Kyo, nada de ter que caçar vitimas, nada de assassinatos ou sangue, apenas aquilo que esteve buscando desde que todo aquele inferno começou.
Sempre matava em intervalos irregulares, de formas não convencionais e pessoas que ninguém queria viva, para não levantar suspeitas da policia ou do submundo. Como agora tinham um álbum para lançar, ficaria um mês ou mais sem pensar nisso.
Decidiu agilizar com as musicas para que pudesse descansar, eram seis da manhã e o dia seria longo.
~//~
Terminou de pegar suas coisas, checando em sua lista mental se não havia esquecido nada, Kyo se apoiou no parapeito da janela olhando para rua entediado, quando um carro se aproximou, estacionando na frente do prédio, arqueou uma sobrancelha, sorrindo debochado.
– Princesa, a sua carruagem chegou– virou pra Ruki, ainda rindo em deboche — Como foi a noite com o príncipe encantado?
– Perfeita – respondeu entre dentes, irônico, não que a noite com Kamijo não tivesse sido boa, só não estava com vontade de revidar as provocações de Kyo -Tenha um bom dia– usou a mesma ironia de antes, vendo o demônio fazer uma careta antes de sair.
Preferiu descer pelas escadas, encontrando um Aoi buzinando sorridente dentro do carro.
– Bom dia — cumprimentou-o, entrando no automóvel.
– Dia- ligou o carro, manobrando-o para fora da vaga, à caminho da PSC.- Que raro pedir carona pra mim.
– Se eu fosse pedir pro Reiki não chegaria hoje e o Kai acorda muito cedo- o moreno concordou rindo- Mas por que o Uruha não veio com você?
– Ele disse que iria mais tarde, coisas a resolver.
– Isso ou ele não queria encontrar comigo fora da gravadora- o carro parou bruscamente fazendo com que fosse levemente pra frente graças ao cinto, olhou para Aoi que olhava fixamente para frente, só então percebendo que o sinal havia fechado.
– Por que acha isso?- sorriu tentando parecer indiferente, mas sabia que Ruki havia notado seu nervosismo.
– Porque ele vem me evitando ultimamente, não me liga mais e nem conversa direito comigo- deu uma pausa observando as reações do guitarrista- Eu sei que você sabe o motivo, então desembucha- o moreno suspirou vencido.
– Nós tivemos uma briga e eu acabei comparando ele com você sem querer- encolheu os ombros sem ter coragem de olhar a cara que o vocalista estava fazendo.
–Você é um idiota- frio e direto como uma faca, Aoi se encolheu ainda mais.
– Eu sei! Droga eu não queria fazer isso, sabe como o Uruha pode ser ciumento e competitivo quando se trata de ex-relacionamentos e...
– O sinal abriu- o carro voltou a andar com um vocalista serio e um guitarrista abatido dentro dele.
– Só fale com ele, por favor, ele esta bravo demais comigo pra me ouvir.
–Esta bem- virou para a janela, mirando a rua por ela, cinco segundos de silencio se seguiram até o loiro voltar a falar- Kouyou sabe que é como um irmão mais velho pra mim, é ridículo ele ficar com ciúmes! Todos da banda, até você Aoi são a minha família e eu nunca trairia a confiança de nenhum de vocês.
– Isso foi tão lindo!- olhou para o maior novamente que estava com um celular em mãos, a câmera virada em sua direção, gravando tudo o que falara.
– “Maldito!” Apaga essa porra agora!
– Nem pensar! Eu vou mostrar pra todo mundo sua declaração, tenho certeza que vão se emocionar tanto quanto eu – riu, fingindo secar uma ‘lagrima’ de emoção.
– Só por cima do meu cadáver!- tirou o cinto pulando encima do maior que dirigia apenas com uma mão, já que com a outra segurava o celular, se esticando para pega-lo sem se importar em tampar sua visão da rua.
– Seu loco, o que ta fazendo?!- esticou o braço se esquivando das insistentes tentativas do menor sem que perdesse a direção. Ruki sentou em seu colo usando as duas mãos pra tentar pegar o celular, o moreno continuou balançando o braço acima da cabeça, se esticando e desviando do loiro para conseguir ver a rua. A cena era totalmente hilária e insana, mesmo que o carro ziguezagueasse quase batendo nos que estavam em volta, e Aoi estivesse desesperado tentando evitar isso, os dois não conseguiam deixar de rir.
O vocalista já estava quase desistindo quando teve uma idéia diabólica, aproveitando que o outro estava com o braço levantado fez cócegas em sua aqucila, o moreno abaixou o braço automaticamente largando celular.
– Consegui!- saiu de seu colo, sentando no banco de passageiro.
– Seu viado filho da p..- se segurou para não terminar o xingamento, avistando a gravadora logo em frente, acelerou estacionando em uma manobra arriscada que fez com que o vocalista caísse em cima de si, soltando o celular, pegou o aparelho correndo para fora do carro, sendo seguido pelo outro- O que você estava dizendo Ru-chan?
– Da essa porra agora... – ameaçou, mas sua baixa estatura e toda a situação não deixavam o moreno levá-lo a serio.
– Não é porra, é o meu bebê que eu batalhei muito pra comprar- corrigiu falsamente serio- Você queria morrer por acaso? Quase nos matou!
– Não, mas é melhor você apagar esse vídeo ou eu vou ter que espalhar fotos constrangedoras suas por toda PSC.
– Oh- levou a mão a boca completamente chocado- Você não faria isso.
– Eu ainda tenho aquelas fotos de quando você surfava, acho que o Uru ia adorar vê-las.
– Você é um diabinho em forma de gente- se aproximou dele que estava com a mão esticada esperando que entregasse o celular.
– Obrigado- sorriu sarcástico, pegando o aparelho e rapidamente apagando o vídeo.
– Você é um demônio- o menor mostrou a língua, andando em direção a entrada da empresa- Eu ia apagar o vídeo, mas foi tão bonitinho você falando o quando éramos importantes e do seu amor incondicional por mim- brincou, seguindo-o.
– Sei e eu não falei nada sobre amor incondicional- devolveu o celular.
– É, mas eu sei que no fundo você me ama- riu vendo o outro parar de repente apontando com a cabeça para frente, sem entender também parou, olhando para onde este apontava encontrando certo guitarrista loiro estagnado no meio do caminho com a maior cara de indignação de todas.
– Kou...- o loiro balançava a cabeça incrédulo, havia um nó em sua garganta que o impedia de proferir todos os palavrões que estava pensando, bufou segurando a alça da mochila com firmeza para que não a jogasse no homem a sua frente, dando as costas e entrando no prédio em passos pesados.
– Merda- saiu correndo atrás deste, esquecendo completamente de Ruki .
– “Que problemáticos, mas até que combinam”- riu, voltando a andar calmamente, o local em volta estava bem agitado com varias pessoas indo e vindo, staffs, equipamentos, outros artistas e afins, observando tudo, seus olhos recaíram para uma parte mais afastada da área ampla onde o prédio ficava, no deposito de mercadorias. Um caminhão estava sendo carregado com varias caixas, mas aquilo era irrelevante, o que realmente lhe chamou atenção foi um garoto no meio das outras pessoas que trabalhavam ali, ele era alto, loiro e tinha o nariz tampado por uma faixa branca, o conhecia de algum lugar, mas não lembrava aonde.
Como se sentisse que estava sendo observado, o garoto olhou em sua direção e mesmo daquela distancia Ruki pode ver seu rosto ficar vermelho como um tomate, havia sido descoberto, porém não tentou disfarçar. Tinha se lembrado dele, o garoto da loja de CDs, depois daquilo chegou a conclusão de que ele era seu fã, não tinha outra explicação para ele ter ficado tão assustado quando o viu.
O outro loiro desviava o olhar nervosamente, mas sempre voltava à olhar para o vocalista corando ainda mais.
– “Definitivamente um fã”- o garoto voltou a carregar as caixas só que de cabeça baixa e acabou trombando com um homem que estava fazendo o caminho contrario, recebendo uma bronca enquanto se desculpava, fazendo varias reverencias. Ruki abafou o riso com a mão.
– “De certa forma ele é fofo”- sorriu, era pra estar na sala de ensaios aquela hora, não sabia por que estava tão interessado em observá-lo, só que era interessante. Viu o garoto suspirar depois de levar o sermão, sendo surpreendido quando ele o fitou sem corar ou hesitar, um olhar profundo e sexy que fez com que um arrepio subisse por sua espinha, foi à vez do vocalista desviar o olhar.
– “Que repentino!”- espiou-o pelo canto do olho, ele encarava-o de forma mais penetrante do que antes, até ser empurrado pelo mesmo homem com que havia trombado, para que voltasse ao trabalho.
Balançou a cabeça espantando o leve ardor que havia subido por suas bochechas, finalmente entrando na gravadora.
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Ao sair do elevador foi recepcionado pelo guitarrista mais novo, que o esperava no corredor com uma expressão claramente arrependida.
–"Parece que eles se acertaram".
– Ruu...eu, me desculpe por ter te ignorado esses dias, você já deve saber o motivo né?- assentiu, indo até ele- Você desistiu do Yuu por minha causa, as vezes eu me sinto incomodado com isso, culpado, eu acho — se encostou na parede ao lado de Uruha, pousando a mão em seu ombro.
– Eu nunca gostei do Aoi como você, o amor de vocês é tão explicito que me da enjôo- fez uma careta fazendo o loiro maior rir, sabia que aquele era o jeito do vocalista de animá-lo e ainda manter a pose.
– Valeu- abraçou o menor forte, rapidamente o soltando — Ok, melhor deixar essas gayzisses com o Aoi- riram, indo em direção a sala de ensaios.
– Me diz uma coisa- o guitarrista assentiu para que continuasse-Ele é o uke não é?
– Na maioria das vezes, mas agente reveza.
– Sabia- riram- Vou zuar muito com a cara dele.
– Só não fala pra ele que fui eu que te contei.
– Combinado- bateram os punhos, entrando na sala para mais um dia de trabalho.
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A primavera estava quase no final e ainda não havia admirado as cerejeiras, então assim que o serviço terminou, um pouco mais cedo por ser sábado, foi ao parque mais próximo, sentindo o perfume adocicado das flores atingirem seu rosto suavemente, parando em frente à maior cerejeira. Não era tão apaixonado por sakuras como a maioria dos japoneses, mas se sentia ligado a elas por suas memórias de infancia, que não tinham nada de felizes ou tranqüilas, pelo contrario eram até um pouco macabras.
Não se lembrava de todo o seu passado, por alguma razão partes da sua memória que deveria lembrar foram apagadas desde que conheceu Kyo, mantinha o pensamento de que se havia esquecido então não eram importantes, ainda assim as vezes se sentia perturbado, como se algo faltasse no quebra-cabeças de sua vida.
Porém da sua infância se lembrava muito bem, da negligencia dos seus progenitores e do trauma que sua falecida mãe havia lhe causado em uma sakura como aquela, felizmente havia se recuperado muito bem e observá-la não lhe trazia uma sensação ruim, só ... nostálgica.
Seus pés se moveram lentamente, dando a volta no grosso tronco quando uma figura que também observava a árvore o fez parar, encolhendo os ombros como se pudesse esconder sua presença.
– “Isso só pode ser perseguição!”- o mesmo garoto da loja de CDs que estava na PSC antes, agora observava as cerejeiras, a mesma que ele, ou era apenas coincidência ou havia arranjado um stalker. Estava começando a suspeitar da segunda opção.
Se escondeu atrás da árvore pensando no que fazer, talvez fosse melhor se aproximar propositalmente, saiu do seu esconderijo voltando a analisar a sakura como se não tivesse percebido a presença do outro ali, este continuava da mesma forma- encantado com as flores rosadas- decidiu agir.
– Bonito...- o outro loiro se sobressaltou, encarando-o como se visse um fantasma, corando absurdamente e respirando com dificuldade, viu-o cerrar os olhos, colocando a mão no peito tentando se acalmar.
– “Deus ele esta quase chorando de desespero!”- segurou o riso, não podia deixá-lo ainda mais constrangido, ele abriu os olhos parecendo mais calmo, fitando a cerejeira.
– É... – uma resposta! Baixa e tímida como um sussurro, sorriu.
– Você vem sempre aqui?- clichê, mas não sabia outra forma de começar uma conversa com o loiro.
– Hás vezes... depois do trabalho- falou um pouco mais alto, seu coração batia feito louco em sua caixa torácica, estava tentando se controlar, mas a presença do vocalista o deixava ... –“Histérico!”
– Ah- colocou as mãos no bolso, mais interessado em observar suas reações do que as sakuras- Eu posso saber o seu nome já que você provavelmente sabe o meu- o garoto se engasgou com a própria saliva.
– Está tão na cara assim? – sorriu timidamente, vendo o outro assentir rindo- É Ak- parou, não podia falar — Reita, Suzuki Reita.
– Hum..nome diferente, prazer Reita- o rosto do outro se iluminou.
– O prazer é meu Ruki-san- abriu um amplo sorriso, radiante e sincero que fez com que o coração do vocalista palpitasse levemente, ele não fazia seu tipo, nem no físico, nem na personalidade e provavelmente era bem mais novo do que si, mesmo assim..
– “Por que não?” – avistou um carrinho de picolé passando, cercado de crianças- Reita você quer tomar um sorvete comigo?
– Sorvete? – seu rosto ferveu, não podia ter ouvido certo.
– Sim, quer? – sorriu de forma que sabia estar seduzindo. Reita quase perdeu o ar novamente.
– Claro! Eu adoraria, ia ser incrível eu – parou quando percebeu que estava se empolgando demais, tossindo para disfarçar- Seria bom- sorriu, mas por dentro estava gritando e pulando de alegria.*
– Ótimo- saiu andando na frente, fazendo um movimento com a mão para que o outro o seguisse.
Kyo observava eles se afastarem de cima da cerejeira, principalmente Reita, uma aura negra ao lado deste fazendo com que franzisse o cenho.
– Quem é esse cara?
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Notas finais
é eu tmb acho u-u-q
Mas prometo que o Reita vai ficar mais macho ao decorrer da hitória.
Próximo capitulo lemon Reituki, e pelo que vocês podem notar do leve KamijoxRuki eu não sou boa em lemons, porém esse é necessário então vou me esforçar ao máximo pra fazer algo decente.
Por isso estou intimando todos que lerem essa fanfic que mandem reviews u-u ou o Kyo vai devorar suas almas-q
Eu também ia dar uma dica bem legal sobre a fic, mas só vou dar se receber reviews *chantagemmaxima*
Não sei quando o capitulo 3 vai estar pronto pq acabei de terminar este daqui -.-, talvez eu poste sábado talvez não, depende apenas de vcs.
Ok juro que essa é minha ultima chantagem-q
Kissus :*
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