Notas iniciais
Eu estava uma pessoa muito sentimental e romântica no dia em que escrevi esta estória, por causa disso ela ficou bem cândida e singela; Uma estória simples e pura. Espero que gostem.

Os semideuses estavam retornando animadamente aos dormitórios após o jantar. Sorriam e davam risadas alegres, correndo e se empurrando, como velhos amigos.

– Ah, Leany, você é um idiota. Ter deixado aquele pegasus sair dos estábulos bem na hora em que o Sr. D estava passando, putz... Fortuna não deve gostar muito de você não.

– Para com isso, Carly, você não foi melhor. Naquele dia, mesmo, eu me lembro de que você se esqueceu de colocar as luvas para lavar os pratos e ia queimar inteiramente as mãos com a lava que as harpies usam pra limp..

– É, mas você me salvou. – respondeu o loiro, antes de perceber que o fez em voz alta. – Ah... quer dizer, eu sabia da lava, só estava brincando. – retrucou, tomando um tom mais sério, tentando esconder o nervosismo – não quero que você fique me protegendo assim.

– Nossa, desculpa. Não precisa ficar nervosinho, tá? E, pode parar de me chamar de Leany? Odeio quando você faz isso.

– Uh, por que, Leanie? É tão fofinho. – disse Carlisle, aproximando-se do outro, sorrindo de uma maneira atípica – e você me chama de Carly, por que então não posso também te chamar por um apelido? É injusto, sabia? – terminou, esfregando sua mão no topo da cabeça do amigo, fazendo força para baixo, num sinal de camaradagem.

– Por que “Carly” não tem nenhum problema. Mas “Lean”, pô, você acha que eu sou magro ou coisa assim? Ou pior, que eu sou algo de má qualidade?

– Não, não. – o outro rio – e “Carly” é muito feminino, também. – Carlisle fez uma cara emburrada – e “Lean” não significa só isso. Também pode significar “apoiar” ou “inclinar”, como eu gosto de fazer quando estou com você. É bom reclinar meu corpo ao seu...

Ele se conteve, percebeu o que acabara de fazer. Deuses, foram duas vezes na mesma noite. Estava começando a acreditar em Leander, aparentemente, Fortuna não estava indo com a cara dele também não.

O outro pareceu não ter percebido o embaraço do amigo, pois estava prestando mais atenção ao dele próprio mesmo sem saber. Leany parecia olhar pro nada enquanto sussurrava algumas palavras:

– Mas eu acho que cai tão bem em você. Não interessa se é feminino, ora.

O rapaz de cabelos ondulados e castanhos dizia aquilo calmamente, como se estivesse fazendo isso para si mesmo. Após dizer a última palavra, seu rosto inconscientemente tomou um tom de rosa muito forte, mas não tanto quanto o de Carlisle, que estava escondendo o dele, tirando sua face de vista.

Depois de uns momentos caminhando e um longo período de silêncio e vergonha (pelo menos por parte de um dos garotos), os dois rapazes chegaram aos dormitórios.

Hoje, parecia que o tempo estava estranho. Os semideuses sentiam como que se houvesse passado séculos até chegarem àquele lugar, mas, ao mesmo tempo, a conhecida sensação de que os minutos passavam mais depressa, também, era presente; como sempre acontecia quando eles faziam aquele trajeto todas as noites.

– Então... – depois de um intervalo, tentando achar coragem para dizer alguma coisa, Carly começou a falar apressadamente – acho que é melhor nos despedirmos. Digo, para dormir, não é? Não tô dizendo que eu vou embora, ou algo do tipo, e mesmo que eu pudesse, para onde eu iria? Afinal somos semideuses e não pod...

– Carly, você tá bem? – o outro se aproximou do amigo, observando-o um pouco mais atentamente, por detrás dos óculos de aro fino.

Não obtendo resposta; parecendo, pelo contrário, que o loiro havia ficado ainda mais assustado com aquela aproximação, ele perguntou outra vez, tentando soar mais calmo, mas visivelmente preocupado com o mais novo – Carly, você, tá, bem? E fala mais devagar. Eu sei que não podemos sair. Por que você tá me dizendo isso?

Leander estava prestes a levantar a mão para medir a temperatura do amigo num sinal de preocupação, mas antes de ele fazer um movimento sequer, Carlisle repentinamente deu meia volta e disse ao moreno:

– Ah... nada, nada não. Então, boa noite, durma bem e... nos vemos amanhã. Tchau.

O garoto correu até seu quarto, deixando o outro para trás sem entender muito bem o que tinha acontecido.

– Ahn..ok. – respondeu Leany. Mas havia um leve desapontamento em sua voz.

No chalé, certificando-se de que não estava falando em voz alta dessa vez, Carlisle pôde compartilhar consigo mesmo suas aflições.

“Deuses, o que deu em mim hoje? E-eu não me sinto bem. Isso... isso está piorando. Não sei o que está me acontecendo ultimamente. Leany me desconcentra. E... aquilo foi... o que eu disse foi... Ah... não, não, esquece; Não foi nada. Não foi nada. E o Leander nem percebeu o que eu tinha dito. Ele estava mesmo sem entender. É, ele não ouviu. Graças aos deuses”

Foi o que Carlisle pensou, mas... por que aparentemente isso o estava incomodando e até mesmo o desapontava?

Nada que o rapaz de cabelos loiros quisesse discutir naquele momento.

E, assim, com o coração acelerado – crendo Carly que pela corrida que deu até seu dormitório, embora algo dissesse que aquela palpitação acorrera um pouco mais cedo do que a corrida, parecia inexplicavelmente remontar a uma caminhada constrangedora e silenciosa que tivera – ele foi nervosamente à sua cama, tentar repousar sua cabeça, cheia de confusos e inquietantes pensamentos.

Qu'est-ce que ce serait?

Notas finais
Olha, eu sei que pode dar um pouquinho de preguiça fazer comentários, mas eu gostaria imensamente de pedir que você que leu até o fim fizesse um esforcinho e comentasse qualquer coisa sobre a fic: Se gostou, se achou mais ou menos, se odiou até... Pode comentar. E, se possível, dizer também no que acertei e no que posso melhorar. Cara, isso é tão importante e deixa os autores tão felizes ^w^ Então, se você quiser e for possível, deixe um review, oks? Beijão seus yaoístas fofuxos! ;3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!