Questões De Amor 2
12 XII - No clima do amor
Notas iniciais
- Agora, você é só meu, Rômulo. Chega de te dividir com aquele Adônis – falou Amanda
Rômulo estava tonto, a última coisa que ele se lembrava, era ter conversado com Adônis e ter ido nadar na piscina por um tempo. A visão estava turva, mas logo ele se acostuma. O loiro notou que estava em uma cadeira amarrado por uma corda grossa e Amanda à sua frente usando apenas um lingerie.
- Meu Deus! O que você está fazendo Amanda?
- Eu fiz de tudo para você me notar, mas você sempre esquiva. Parece um peixe molhado. Sempre fugindo. Resolvi tomar medidas drásticas.
- Me solta! Por que você me amarrou? Como cheguei aqui? – Rômulo exigia respostas
- Qual foi a última coisa que você fez?
- Eu fui nadar na piscina, mas...
- O que você fez antes? – Amanda interrompeu
- Eu estava tomando um suco com o Adônis na lanchonete
- Você reparou nada de estranho na garçonete? – perguntou à loira
Rômulo refletiu um pouco e chegou a uma conclusão
- Espere! Você era a garçonete disfarçada!
- Eu sou a rainha dos disfarces, coloquei uma peruca e um boné e uma maquiagem forte e vocês não me reconheceram – falou Amanda dando uma risada malévola e continuou:
- Eu coloquei um sonífero e fiz um acordo com Glenda para ela ligar para Adônis momento exato. Aí quando você foi nadar e passou mal na água, quem foi te salvar? Euzinha aqui. Disse que era o meu namorado e o trouxe até o meu quarto.
- Você é louca sabia?
- Estou louca de amor. Agora, não vamos mais perder tempo.
Amanda sentou em Rômulo e começou a beijá-lo. Por mais que o loiro estivesse furioso por estar amarrado, não conseguiu negar os beijos quentes e doces de Amanda. Sua consciência estava o alertando que a garota é "chave de cadeia", mas ele ignorou. Sentiu as mãos de Amanda percorrerem todo o seu corpo até pararem na sua pélvis. Ele usava apenas um calção para banho, então a loira não teve dificuldade em deixá-lo nu. A loira começou a desatar o nó lentamente enquanto beijava o pescoço de Rômulo.
Eles se levantaram e caíram na cama, um pouco desajeitado Rômulo removeu a roupa íntima da loira e se prepararam para chegar a um nível superior de prazer, que excedia simples beijos.
*-* *-* *-*
— Teresa! Vá procurar seu irmão. Preciso falar com ele
-Daqui a pouco
- Daqui a pouco não, agora! – a mãe gritou
Teresa chateada resolveu procurar por seu irmão. A primeira coisa que ela fez foi ir à recepção perguntar se ele havia saído. O recepcionista charmosinho disse que Rômulo não tinha saído, já que a recepção é o único caminho de saída. Ela agradeceu e continuou sua jornada.
Teresa olhou na piscina, na sauna, na hidromassagem, no SPA, no campo de tênis, de vôlei, de futebol, salão de jogos e nada. Olhou no apartamento em que ele estava com o pai, mas Charles disse que não o tinha visto desde o almoço.
Teresa caminhava rumo ao restaurante, até esbarrar em alguém e cair por cima do mesmo
- Desculpa!
- Devemos parar de fazer isso – falou Francis embaixo de Teresa
- OH! Perdão! – ela falou saindo de cima do ruivo.
- Fazendo o quê? – ele perguntou
- Te ajudando a levantar, ora – ela falou estendendo a mão ao caído
- Antes de me ajudar, o que estava fazendo?
- Estou procurando o meu irmão. Viu ele por aí
- Eu tinha visto ela na piscina, mas eu acabei de passar por lá e ele já saiu.
- Mas que droga! Já olhei no hotel quase todo
- Talvez esteja com alguém por aí e não queira ser encontrado
- É deve ser isso mesmo
- Vamos dar uma voltinha pela praia?
- Claro!
- Teresa... Posso te pergunta uma coisa?
- Pergunte outra
- Como a gente se define?
- O que você disse? Não entendi nada
- Como você define nossa relação?
- Somos melhores amigos
- Teresa... Você sabe muito bem que não é só isso. Tem algo a mais entre nós, mas você sempre corta isso
- Francis... Eu... Tenho medo
- Medo de quê? De mim?
- Não de você, mas medo de me magoar, medo de sofrer
- Mas, se não tentarmos nunca vamos aproveitar o lado bom.
- Qual lado bom?
Francis roubou um beijo de Teresa, e aos poucos eles foram aprofundando. Eles sentiam uma forte conexão, um sentia o calor e o gosto do outro. Suas línguas duelavam e faziam as pazes constantemente. Eles só se separaram para buscar ar. Teresa ficou um pouco zonza e deu dois passinhos para trás.
- Então, descobriu o lado bom?
- Eu gostei muito do que vi, mas seus pais não vão reclamar com a gente? Talvez eles queiram que você seja... Você sabe.
- Ah! Eu conversei com eles, não ligam se eu for heterossexual. Na verdade, não esperavam que eu fosse gay. Eles até preferem assim.
-Eu também prefiro – ela disse dando um selinho nos lábios dele.
Ele se ajoelhou e pegou a mão dela e deu um beijo e perguntou:
- Teresa, você quer ser minha namorada?
- Seu bobo. Levante daí, é claro que eu aceito. Mas, tem que ser com os meus termos
- Termos? Que termos?
O mais novo casal saiu andando “ajeitando os termos” do namoro. Uma pequena garotinha que tinha visto e filmado tudo botou seu plano em ação.
- Agora, todos vão saber do seu namoro, Teresa. Espero que arranje alguns probleminhas – falou a pequena Isabel enquanto mandava o vídeo pelo celular para todos os números que achou no celular da prima, que ela tinha confiscado antes
- Está pronto! – ela falou com voz tenebrosa e deu uma risada maléfica, mas tem um ataque de tosse no meio do caminho
- Ok, sem risadas maléficas
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