Questões De Amor 2

8 VIII - Por Água Abaixo


Notas iniciais
ME PERDOEM!!! (desvia de uma chuva de pedras lançadas pelos leitores)
Eu prometo que tenho como justificar o atraso. Eu viajei no último final de semana e não deu pra adiantar o capítulo, depois minhas aulas começaram, na segunda eu não tive tempo para nada, na terça de tarde eu até tentei escrever mais a coisa não tava fluindo.De noite, a criatividade veio com tudo e eu escrevi o capítulo quase todo, mas a televisão me seduziu e acabei indo assisti-la em vez de terminar o capítulo, mas hoje eu terminei finalmente.
Para recompensar vocês, meus babys, este capítulo tem o dobro do tamanho.
Vou viajar esse final de semana, então novos capítulos podem demorar por causa do carnaval. O próximo deve estar pronto na quinta-feira.
Vou logo avisando, o ritmo de postagens vai diminuir já que agora estou no terceiro ano e tenho que estudar muito ^^

Fani Agnelli Monteiro acordou de seus devaneios e se retirou da praia carregando a blusa do ruivo encantador que encontrou, o qual apelidou de Thor enquanto não descobre o verdadeiro nome do rapaz. Ela nunca acreditou em amor à primeira vista, mas vai que isso acontece mesmo e não é algo que ela apenas vê nos livros e filmes. Envergonhada pela brincadeira que fez com o recepcionista, ela foi para a recepção com "a cara no chão" e perguntou qual o prédio e o apartamento dela. Armando respondeu mais por obrigação do que por vontade própria, a brincadeira tinha magoado seus sentimentos de certa maneira.

Ela estava saindo do cômodo quando uma família, assim ela esperava, entrava. Ela estranhou os três mais jovens do grupo, acreditando terem visto eles em algum lugar talvez, uma sensação de familiaridade a incomodava, mas não teve coragem ou ânimo para conversar com os desconhecidos. Talvez fosse só uma coincidência, não queria pagar nenhum mico na frente de estranhos e principalmente na frente do recepcionista que provavelmente riria dela.

Ela chegou a seu apartamento e tinha um bilhetinho dos pais colado na geladeira da cozinha do apartamento

- Por que sempre deixam na geladeira? Será que eles acham que sou obsessiva por comida? — ela se perguntou

“Filha,

Estamos na piscina, devemos demorar. Se tiver fome, tem umas notas no seu quarto para comprar alguma coisa no restaurante.

Seus pais que te amam muito”

- Que meloso! – comentou a garota indo para o quarto. Em cima da cômoda, tinha uma boa quantidade de dinheiro.

- Uau! Acho que meu pai vai dizer que tenho esse dinheiro para a semana inteira. Não acho que vou gastar tanto.

Ela sentiu algo macio e suave caindo no seu pé e olhou para baixo e percebeu que era a camisa do seu Thor que tinha caído. Ela pegou a camisa do chão, foi na pequena lavanderia e após longos minutos lendo o manual da máquina de lavar colocou a roupa dentro. Se sua avó visse essa cena, ela ganharia uma bronca por lavar na mão, todavia Fani não se arriscaria tanto, suas unhas estavam feitas e tinham que permanecer impecáveis até depois do seu encontro, digo, a devolução da camisa.

- Eu tenho que escolher o que vestir! – ela se lembrou saindo desesperada para o quarto abrindo a mala e jogando várias roupas em cima da cama, criado-mudo e chão. Depois de muitas possibilidades e indecisões, ela estava em dúvida em apenas duas indumentárias ouviu um apito e foi seguindo o som até a lavanderia. A blusa, já estava limpinha e torcida, só faltava estender, ela pegou a camisa e colocou na varando do apartamento onde batia mais sol. Ela sabia que era errado, estava na listinha de boa conduta de hotel, mas se fosse estender naquele varalzinho da lavanderia onde bate pouco sol ia levar uma eternidade até a roupa ficar seca. Ela olhou no relógio e ligou para o serviço de quarto, pediu um filé com fritas e uma Pepsi em lata e ligou em canal de clipes. Enquanto a comida não chegava, ela ficou cantando e dançando até ouvir a campainha tocar, adivinha quem veio integrar o prato dela, o Armando

- Oi – ela falou sem-graça

- Seu prato, senhorita

- Desculpe-me pela minha brincadeira mais cedo. Saiu sem querer

- Tudo bem. Agora tenho que ir

Fani não tinha acreditado que foi perdoada, mas resolveu não se preocupar com isso, depois do seu almoço, ela escovou os dentes e foi para o povoado comprar uma blusa nova para o Thor.

*-* *-* *-*

Francis lutava contra o sono, mas este estava ganhando de lavada. Ele se esforçava para não acabar dormindo em cima do seu prato de comida. Toda a família tinha ido almoçar em um restaurante do povoado. Ele estava cansado da viagem e eles nem tinham feito uma pausa. Ele notou que os outros na mesa, não estavam muito melhores que eles. Por isso, o almoço foi feito em silêncio na sua maior parte, quebrado apenas por alguns comentários e perguntas de Fred, o mais animado do grupo, devido à excessiva dose de Red Bull que tomou na viagem

Ele tinha notado uma garota muito parecida com a Fani, uma amiga da sua melhor amiga Teresa, mas talvez o sono estivesse lhe pregando peças. Mas, aparentemente a irmã teve a mesma impressão. Talvez fosse só coincidência.

Na recepção, eles ficaram sabendo que Jessica, a dona do hotel daria um jantar para amigos mais próximos e isso incluía Eric, Fred e família. Então, Adônis, Glenda e Francis foram comprar roupas novas, pois de acordo com Glenda, eles deveriam estar perfeitamente perfeitos. Não que Francis ligasse para isso, mas Glenda e Adônis às vezes eram vaidosos demais. Contra sua vontade, Francis comprou roupas, nada extravagante, ele não gostava de chamar muita atenção e seus cabelos ruivos já faziam isso por ele, acabou levando uma blusa azul-escura com gola v. A pior parte não foi comprar roupas, mas sim esperar Glenda que levou uma eternidade para escolher a roupa, a cada veste ela pedia opinião para dois terços das pessoas presentes na loja. Já Adônis foi rápido, uma blusa preta justa deixando seus músculos bem marcados.

- Pronto! Agora eu já posso ir para o hotel dormir – comentou Francis sonolento

- Eu queria tirar umas fotos e visitar uns pontos turísticos

- Não, Glenda! Vamos ficar uma semana inteira aqui ou mais, vamos ter muito tempo para visitar qualquer lugar — argumentou Adônis

- E não vai querer sair nas fotos com essas olheiras vai?

- Olheiras! – a garota se desespera e pega um espelho na bolsa e vê que seu rosto está bem cansado. Envergonhada, ela ajeita seu chapéu para esconder melhor o rosto

- Vamos para o hotel agora! – ela falou autoritária por entre os dentes

— Sim, senhora – falaram os garotos em tom irônico

*-* *- * *-*

Fred estava abraçado a Eric que se aconchegava em seu peito. Ambos admiravam a praia

- É um belo lugar, não acha?

- Sim, muito bonito

- Acho que os garotos gostaram

- Eu também gostei, é um ótimo lugar. A praia é linda, é tranqüilo e não muito longe da cidade. E se quisermos alguma agitação, tem festas na cidade mais próxima.

- Você engoliu o guia turístico ou é só impressão minha? – brincou Fred

- Bobo – falou Eric dando um tapa de leve no ombro do moreno e depois deu um tímido selinho nele

- Acho que devíamos dormir

- Já pensando nessas coisas a essa hora da tarde – foi a vez de Eric brincar

- Não, falo dormir mesmo. Sem brincadeiras

- Tudo bem, estamos exaustos da viagem e ainda temos uma festa para ir

*-* *-* *-*

Era fim de tarde e Teresa devorava um pacote de batatas fritas,digo, devorava as batatas fritas do pacote. Ela e sua mãe tinham se perdido, na verdade, sua mãe que entrou na esquerda quando era para entrar na direita e foram parar numa fazenda bem longe do destino original. Esse erro fez a viajem ter o dobro do tamanho. Elas tinham entrado no hotel há pouco tempo, Teresa estava escorada no balcão da recepção e sua mãe conversava com o recepcionista charmosinho. Elas ficaram sabendo que a dona do hotel, já tinha reservado um apartamento ótimo para elas e ainda teria que ir a um jantar ou uma festa, ela não sabia ao certo, à noite.

Teresa só queria ir para o quarto e tomar um ótimo banho e trocar de roupa. Estava tudo chato até ela ouvir uma voz estranhamente conhecida

- Teresa? –uma voz infantil perguntou

A morena se virou e se deparou com sua priminha Isabel correndo até ela. Teresa pegou as garota no colo e deu um abraço forte

- Meu Deus! Como chegou aqui?

- Papai e mamãe decidiram viajar

Após a frase ser dita pela garota, Mabi até então não tinha percebido a presença da sobrinha, nota Gustavo e Madu entrando. As ruivas não resistiram e correram para um abraço, fazia um bom tempo que não se via, a última vez tinha sido no enterro do pai.

- Quanto tempo, vadia!

- Sua vagabunda, nem me ligou!

As ruivas percebem que Teresa tampava os ouvidos de Isabel evitando que a garota tenha sua inocência corrompida

- Tem crianças aqui, se vocês não se lembram

Depois que as palavras de baixo calão foram deixadas de lado, Isabel abraçou a tia e Teresa cumprimentou os tios.

- Gustavo Rudolph e família, eu sou um grande fã da sua banda – falou o recepcionista para o loiro.

- Sim sou eu. Obrigado por gostar do nosso trabalho

- Poderia me dar um autógrafo?

- Se adiantar nossas reservas, até uma foto – brincou o loiro

O recepcionista adiantou as reservas e terminou de resolver as reservas de Mabi. Ele ainda ganhou um autógrafo e uma foto deixando o funcionário muito feliz, este não perdeu a oportunidade e tirou uma foto com Mabi depois que soube que ela era famosa.

- Então temos um jantar para ir hoje à noite? – perguntou Gustavo

- Isso mesmo. Que bom que trouxe uns vestidos mais arrumados – falou Mabi

— Mana você pode me emprestar alguma coisa?

- Claro. Mas, não tenho certeza se vai gostar

- Eu aceito correr os riscos – falou Madu sorrindo

*-* *-* *-*

O sol ainda não tinha se posto e Fani foi para o apartamento do ruivo misterioso. Tímida, ela tocou a campainha e seu querido Thor abriu a porta. O que mais surpreendeu ela não foi ele ter aberto a porta e sim o fato do ruivo estar só de cueca. Fani ficou vermelha como um pimentão e Rodrigo reparando na sua situação fechou a porta envergonhado

- Já volto – ele falou pela porta

Então, ele abriu de novo, dessa vez de bermuda, mas ainda assim descamisado

- Desculpe-me. Saí do banho neste instante

- Sem problemas. Eu trouxe a sua blusa.

- Ah claro! Vamos para o meu quarto, acho que fica melhor para a gente conversar. Aqui está uma cacofonia

“Que lindo! Ele sabe o significado de cacofonia. Usou em sentido figurado, mas está valendo” – o espírito nerd pensou por ela

Ela observou algumas pessoas arrumavam a sala de estar e a sala de jantar, carregando coisas, tirando coisas, limpando e mais. Ela caminhou pelo corredor logo atrás do ruivo e chegou ao imenso quarto dele

- Esse é o seu quarto?! É imenso! – a garota falou espontaneamente

- Sim, mas não fico muito tempo aqui, fico mais na praia.

O quarto era bem grande, dava três vezes o tamanho do quarto de Fani em sua casa, pintado em vários nuances de verde, azul e branco davam um clima claro e aconchegante ao local. Tinha uma cama de casal, uma porta que dava para o closet e outra para o banheiro. Uma estante bem grande com livros, artigos de decoração e mais. Uma televisão de 57 polegadas, videogames modernos, uma mesa moderna com um computador e um violão pendurado na parede.

- Você toca violão?

- Sim, eu toco. Mas, a gente veio pra que mesmo?

- Ah! Eu vim devolver a blusa, está limpinha, mas eu achei melhor comprar outra por via das dúvidas. – falou a garota mostrando as duas camisas dobradas, uma delas ainda empacotada.

Ele pegou as duas e foi para o closet, quando voltou usava a camisa que Fani comprou especialmente para ele, era justa marcando o tanquinho dele. Com certeza, agradou a garota, contudo a dúvida a deixava confusa quanto ao gosto do rapaz

- E então? O que achou?

- Ficou ótima! Parece ter sido feita especialmente para você

- Eu concordo, acho que ficou bem legal

- É...

- A gente devia se encontrar mais vezes

- Pode ser — ela falou tímida

A porta que estava entreaberta foi se abrindo e um novo feixe de luz invadia o local. Um rosto apareceu e era o de Jessica

- Como você cresceu querida! Vejo que você já conhece o Rodrigo — a ruiva falou empolgada

“Rodrigo... Então esse é o nome dele” – pensou Fani maravilhada com o belo nome do rapaz

- A gente se conhece? – perguntou Fani

- Você não se lembra? Com certeza não, da última vez que nos vimos você batia aqui – falou Jessica com a mão indicando uma altura um pouco acima do joelho

- Não devo me lembrar mesmo

- Onde estão os seus pais? Já chegaram?

- Você conhece meus pais?

- Claro que sim, fui a madrinha de casamento deles. Sou eu, a prima Jessica, como já conhece esse é o Rodrigo, meu filho.

Então, era a prima Jessica, a prima do seu pai, mas isso quer dizer que ela e Rodrigo são primos, mas então quer dizer que eles provavelmente não aceitariam o relacionamento deles – era o que Fani pensava. Ela tinha perdido o chão, seu relacionamento com o Thor tinha ido por água abaixo antes mesmo de começar.

A campainha tocou e Jessica foi ver quem era. Fani ficou estática até receber um leve toque dos dedos de Rodrigo em seu ombro.

- Algum problema? –ele perguntou preocupado, mas a garota não respondeu.

Notas finais
That's all, folks
Espero que tenham gostado e me perdoem pela demora. Se vocês deixarem um review, eu ficaria bem feliz