Questões De Amor 2
9 IX - Jogo de Sedução
Notas iniciais
O capítulo saiu muito mais cedo do que eu esperava ^^ Isso é bom para vocês, mas não se acostumem. Por que não sei se vai ser sempre assim.
- Algum problema? – Rodrigo perguntou
Fani ficou calada por um instante até notar que Rodrigo falava com ela.
- Não. Onde é o banheiro, por favor?
- Você pode usar o do meu quarto, é por ali. Vou ver se minha mãe precisa de algo
O ruivo se levantou e saiu do quarto, deixando a garota sozinha. Ele estranhou a mudança repentina da garota, mas não quis comentar nada. Ela foi para o banheiro e ficou encarando seu reflexo por um momento. Ela pensava como tinha investido em algo sem retorno. Mal tinham começado e um balde de água caiu sobre ela. Seus brilhavam mais do que o normal, e ela sabia que não era alegria e sim as lágrimas que insistiam em vir. Ela tentou afastá-las, mas a persistência delas foi maior do que a da própria dona. Então, lágrimas quentes e salgadas desceram pelos olhos azul-esverdeados, atravessando o terreno das bochechas até caírem na pia com um suave pingo. Ela sabia que não podia ficar chorando, ou logo seus olhos estariam vermelhos e sua cabeça já começava a doer. Ela lavou o rosto, encarou sua face, lavou o rosto outra vez e secou o mesmo. Ela saiu do quarto de cabeça baixa e esbarra com alguém e vai ao chão.
- Ai, minha cabeça! – ela reclama
- Eu ia te chamar, mas estava distraído – falou Rodrigo
- Sem problemas. Vamos para a sala então.
Rodrigo ofereceu ajuda para ela se levantar, mas a garota fez isso por si mesma
- Aconteceu alguma coisa?
- Não. Por que a pergunta?
- Você está diferente
- Está bem, aconteceu sim, mas não quero falar sobre isso agora. –falou Fani revirando os olhos
Os dois seguem para a sala e Fani se surpreende com a quantidade surpreendente de pessoas no cômodo. Vinte ou mais, ela não contou direito. Ela tinha a impressão de conhecer algumas pessoas, mas outras ela tinha certeza
- Rômulo? Teresa? Francis? Glenda? O que estão fazendo o quê aqui?
- O mesmo que você – falou Rômulo
- Também conhecem o Rodrigo? – ela perguntou
- Rodrigo? – Teresa pergunta
O ruivo sai da escuridão do corredor impressionando alguns dos presentes
- Este é o meu filho, Rodrigo – disse Jessica simpática – Sente-se – ela falou para Rodrigo e Fani
Assim eles fizeram e o jantar começou a ser servido. A entrada foi uma sopa que cheirava muito bem.
*-* *-* *-*
Amanda ficou muito feliz por sua mãe e seu padrasto terem sido convidados por Jessica. Ficou mais feliz ao ver Rômulo todo perfumado, ela tinha feito questão de sentar-se do seu lado. Todos na mesa conversavam e incrivelmente todos se entendiam. O único ponto negativo até o momento é que um garoto bonito de nome estranho sentou-se ao lado de Rômulo e agora Amanda tinha que disputar a atenção do loiro com o moreno.
- Rômulo, você estuda no mesmo colégio que eu, não é?
- Isso, Amanda. É incrível que nunca tenhamos nos encontrado lá.
- Deve ser uma questão de horários
- É bem... – Rômulo ia falar algo até ser interrompido por Adônis
- Hein, Rômulo, você mora perto da minha casa se não me engano, já vi você na praça lá perto.
- Acho que sim.
- Rômulo! – Amanda chamou
Ela estava visivelmente irritada, por que ficou assim, disputando a atenção do loiro com o moreno o jantar inteiro. Até que quando o jantar acabou, ela o convidou para ir à varanda para ver a paisagem e ele aceitou. Eles se levantaram educadamente e ela deu um sorriso vitorioso para Adônis na mesa e balbuciou: Ele é meu e ele respondeu de volta: Só nos seus sonhos.
*-* *-* *-*
Adônis ficou irritado com as insinuações da loira ao lado do Rômulo. Ele conhecia Rômulo há um bom tempo e sempre teve um interesse de conhecer melhor o loiro. Mas, a tal da Amanda estava atrapalhando tudo. Ela estava quase se sentando no colo dele e falando “Me possua”. Ele não sabia ao certo se eram ciúmes, mas não resistiu quando Amanda o provocou. Se for guerra que ela queria, então é guerra que ela terá. Adônis com certeza é muito competitivo e vaidoso, todavia mais competitivo que vaidoso. Ele ficava o tempo todo esticando o pescoço e tentando ver ou ouvir algo da conversa da loira com Rômulo, mas ele não teve sucesso então resolveu prestar atenção no que os outros falavam.
- Adônis, é um nome interessante – comentou Rodrigo
- É grego – respondeu o jovem
- Adônis na mitologia grega era um jovem de grande beleza e carisma que nasceu das relações incestuosas do rei Cíniras de Chipre com sua filha Mirra. A deusa grega Afrodite, do amor e da beleza sensual, apaixonou-se por ele. No entanto, o deus Ares, da guerra, amante de Afrodite, ao saber da traição da deusa, decide atacar Adônis enviando um javali para matá-lo. O animal desferiu um golpe fatal na anca de Adônis, tendo o sangue que jorrou transformado-se numa anêmona. Afrodite, que corria por entre as selvas para socorrer o seu amante, feriu-se e o sangue que lhe escorria das feridas tingiu as rosas brancas de vermelho. O jovem morto desceu então ao submundo, onde governava ao lado de Hades e sua esposa, a deusa Perséfone – a rainha do submundo, que também se apaixonou por ele. Isso causou um grande desgosto em Afrodite, e as duas deusas tornaram-se rivais. Inicialmente, Perséfone, compadecida pelo sofrimento de Afrodite, prometeu restituí-lo com uma condição: Adônis passaria seis meses no submundo com ela e outros seis meses na Terra com Afrodite. Cedo o acordo foi desrespeitado, o que provocou nova discussão entre as duas deusas, que só terminou com a intervenção de Zeus, que determinou que Adônis seria livre quatro meses do ano, passaria outros quatro com Afrodite e os restantes quatro com Perséfone. Mas, a única coisa que ambas as deusas não sabe é que Adônis se apaixona pela filha de Hades e Perséfone, Macária. Adônis tornou-se então símbolo da vegetação que morre no inverno e volta na primavera. – falou Fani sem se dar conta do que falava
- Uau! Quanto conhecimento! – brincou Jessica
- Ela ama mitologias – comentou Bruna.
Fani ficou envergonhada por ter chamado tanta atenção, e se retirou corada para o quarto de Rodrigo que a seguiu logo depois.
*-* *-* *-*
Dylan tinha ficado surpreso ao encontrar Charles no tal jantar que pai obrigou-o a ir. Propositalmente Charles sentou-se a frente do rapaz. Como os dois usavam bermudas, Charles passava o pé e a perna nos membros inferiores do outro o deixando arrepiado. Charles sabia muito bem como deixar alguém excitado com poucos toques, mas ele resolveu não torturar muito o garoto.
O maior tinha reparado que Rômulo estava sendo disputado pela loira peituda que ele deu carona e por um rapaz musculoso. E ele não conseguiu esconder o sorriso quando viu a loira saindo com seu filho. Entediado com a conversa dos mais velhos que insistiam em falar sobre negócios, trabalhos e viagens chatas, ele voltou a torturar, ou acariciar dependendo do ponto de vistas as pernas de Dylan, já tinha visto isso muito em filmes e sabia que funcionava. Seus pés foram subindo cada vez mais até chegarem bem perto da virilha do garoto que discretamente afastou o pé do outro daquela região. Logo depois ele saiu dizendo que estava interessado na biblioteca da dona do apartamento. Charles não perdeu tempo e deu a desculpa de que iria ao banheiro.
Dylan dava passos largos e apressados, não queria encontrar com Charles num local público e sabia que o loiro não ligaria para isso. Dylan era muito bom em observar as pessoas e sabia que Charles era um tarado, que Fani parecia um pouco desapontada com alguma coisa e que o moreno ao lado de Rômulo tinha algum interesse no loiro menor. Quando Dylan chega à porta da biblioteca, ele sente seu corpo sendo imprensado por um corpo maior, isso o fez soltar um gemido
- Seus gemidos são excitantes – Charles sussurrou nos ouvidos do menor que se arrepiou todinho e começou a sentir um volume suspeito.
Mesmo imprensado, Dylan conseguiu abrir e ele caiu com o “desaparecimento” repentino da porta em que se apoiava
- Parecia que não queria me encontrar? Não gostou dos meus carinhos? – perguntou Charles
- O que você queria? Estávamos em um lugar público e se alguém nos visse? Você quase me deixou duro lá na mesa – protestou Dylan
- Isso significa que ainda sou bom com pés. Podemos continuar o que começamos não acha? – falou Charles beijando o pescoço de Dylan, enquanto trancava a porta da biblioteca e imprensava o jovem na parede. Dylan não conseguiu resistir e sou outro gemido que deixou Charles com um sorriso malicioso no rosto.
Notas finais
Espero que gostem ^^ Deixem um review por favor *.*
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