Questões De Amor 2
1 I - Lágrimas e Consolos
Notas iniciais
A história acontece 16 anos depois da primeira temporada. Vai ser focada nos filhos dos personagens da primeira, mas os personagens que vocês amam (ou amam odiar) vão fazer aparições constantes na história, não com grandes expectativas, mas vão aparecer.
Hoje é mais um prólogo do que um capítulo, só para dar uma animadinha para vocês se prepararem para os próximos capítulos.
A história não vai ser uma songfic, mas esse capítulo tem uma música, mas não vou fazer segredo por que ninguém tentava descobrir. A música é Dançando da Pitty
Espero que gostem. Deixar você lerem logo ou essa nota vai ficar enorme
Ah, esqueci. Prometo que vou embora depois dessa
Eu vou colocar uma fotinha do Rodrigo, ele é mais ou menos assim na minha mente ( na verdade, é a pessoa mais perto do que eu imaginei)
http://s20.postimage.org/d9vxbalhp/Rodrigo_Caleb_Landry_Jones.jpg
Um jovem de 16 anos ouviu um barulho estranho, ele seguiu o som até chegar ao quarto de sua mãe. O ruivo abriu a porta devagar e se deparou com uma cena comum ultimamente. Sua mãe vestida com roupas escuras chorando sozinha no quarto ouvindo uma música clássica tão triste quanto o estado da ouvinte.
- Mom? Are you crying again?
- Filho. Estamos no Brasil, converse em português
- Desculpa. Força do hábito.
O rapaz entrou e se sentou do lado dela e abraçou a mãe com força. A mãe também ruiva chorava e suas lágrimas encharcavam a blusa azul do garoto. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar, mas ela não conseguia evitar. O garoto embalado por todo o clima triste no quarto deixa uma lágrima cair também.
- Ele faz falta, não é? – comentou o garoto enxugando as lágrimas da mãe com seus dedos
- Hector era minha vida. Uma parte de mim – Jessica falou triste
- Você ainda tem a mim, ao vovô, a vovó, o primo Danilo e alguns outros parentes
- Eu sei, mas agora minha está praticamente resumida a você, querido – ela disse acariciando os cabelos ruivos do garoto.
Os dois ficaram deitados abraçados por um bom tempo. Aninhados um ao outro, Jessica acariciava os cabelos do filho que aproveitava do carinho materno que não se pode igualar ao de ninguém.
Duas batidas ecoaram na porta
- Senhora, eu já posso servir o jantar? – perguntou Guadalupe, a empregada
- Sim. Desceremos em vinte minutos – falou Jessica tentando soar o mais natural possível.
Ouviram os passos da empregada se afastando e voltaram a conversar
- Mãe, eu vou tomar banho. – disse o ruivo saindo do abraço
- Pode ir. Vemos-nos no jantar
O garoto saiu e fechou a porta com suavidade. Não estava sendo nada fácil para ele. Rodrigo Monteiro Fagundes nasceu no Brasil, porém viveu a maior parte da sua vida nos Estados Unidos. Seu pai vivia levando ele nas viagens de negócio o que fez dele um poliglota. Donos de uma rede de hotéis pelo mundo, Rodrigo sempre teve muitas mordomias, mas nunca foi preguiçoso. Seu pai tinha resolvido parar de viajar tanto, voltou para o Brasil e abriu um hotel no litoral fluminense. Por causa do abuso de cigarro e uísque acabou causando a morte precoce do pai dele, Hector Fagundes. Três semanas depois da morte de seu pai, Rodrigo estava cuidando dos preparativos para um grupo restrito de amigos e parentes que terão o prazer de estrear o hotel. O Hotel é imenso e não muito longe da praia, tem vários chalés e tem umas partes no meio da mata causando a impressão de um acampamento, mas este também conta com todos os luxos de um bom hotel. A parte que Rodrigo mais gostava nem ficava no hotel. Fica na praia, onde ele surfa. Uma atividade muito relaxante.
O garoto saiu de seus devaneios e foi para o seu quarto. Tirou suas roupas sujas e foi tomar um banho frio para amenizar o calor do verão fluminense. Foi para a sua banheira e ficou relaxando por um bom tempo no meio da espuma, viu que seus dedos estavam ficando enrugados e saiu da água. Enxugou-se, foi para o closet e se trocou. Colocou uma cueca Box branca, uma bermuda cáqui, uma blusa lisa branca e uma camisa quadriculada azul por cima, ele calçou all stars brancos e desceu para a cozinha se desculpando pelo atraso. Era estranho comer na cozinha de um hotel, mesmo que este ainda não tenha aberto. Às vezes Rodrigo se sentia pequeno por morar em lugar onde tudo era tão grande.
Ele e sua mãe comeram em silêncio, logo depois ele saiu pela porta a caminho da praia. Era algo rotineiro Rodrigo sair para olhar o mar, as estrelas e a lua, mas dessa vez ele tinha pegado seu celular e seu fone e ficou ouvindo uma música para relaxar, a primeira música brasileira que tinha escutado. Ele relaxou ouvindo os primeiros acordes da música e logo depois a voz da cantora inundou sua mente preenchendo com a doce canção
“Eu sei que lá no fundo
Há tanta beleza no mundo
Eu só queria enxergar
As tardes de domingo
O dia me sorrindo
Eu só queria enxergar
Qualquer coisa para domar
O peito em fogo
Algo pra justificar
Uma vida morna
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você
Não esqueço aquela esquina
A graça da menina
Eu só queria enxergar
Por isso eu me entrego
A um imediatismo cego
Pronta pro mundo acabar
Você acredita no depois
Prefiro o agora
Se no fim formos só nos dois
Que seja lá fora
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando
O mundo acaba hoje e eu estarei dançando com você ”
Notas finais
O que acharam do Rodrigo?
Lindo? Chato? Apaixonante? Sem Graça?
Estarei mostrando mais sobre ele nos próximos capítulos
Espero reviews ^^
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