Questão de Tempo

22 Capitulo 22


Cap 22

Stella – Do que você está falando??

Mac – Você não vai nessa missão.

Stella – Como eu não vou?? Eu tenho que ir. Você sabe que a troca só será feita se eu estiver lá, se Sinclair chegar lá sem mim tudo estará perdido.

Mac – Ele vai da um jeito nisso, mas não vou autorizar sua participação nisso.

Stella – Como assim ME autorizar? – as vozes já se alteravam na frente de todos na sala, o que deixava a equipe apreensiva.

Mac – Você ouviu muito bem.

Stella – É preciso que eu esteja lá. Você não tem que AUTORIZAR coisa nenhuma, EU vou buscar Sophie, EU vou ao encontro de Dimitrius, não importa o resultado disso desde que Sophi esteja à salva.

Mac – NÃO VAI E ASSUNTO ENCERRADO!!! – ele berra mais alto, mas Stella não se abala com isso.

Stella – Depois de tudo que eu passei não vai ser um homem que vai dizer o que devo ou não fazer. – eles se encaravam com uma fúria nos olhos.

Danny – Pessoal... – Danny tenta intervir e apaziguar a situação, mas foi completamente ignorado.

Mac – Se alguém aqui ousar passar por cima da minha ordem considerem-se despedidos. – saindo da sala.

Stella – O quê? Você vai ser autoritário a essa altura?!! – ele para ao ouvir aquilo e vira-se para encara-la. Sob o olhar de todos Mac se aproxima mais uma vez de Stella.

Mac – Para proteger você eu farei o que for necessário. – ele fala aquelas palavras num tom mais baixo e ainda assim muito autoritário, novamente ele dá às costas e sai da sala.

Stella – Continuem com o combinado ninguém aqui vai perder o emprego, eu vou resolver isso. – ela fala alterada e sai no encalço de Mac.

Danny – O que fazemos agora? – dando de ombros para a equipe.

Flack – Isso é devido à convivência com Mac ou ela sempre foi assim? – olhando para Jô.

Jô – Todos estão com os nervos a flor da pele.

Jessica – Mas temos pouco tempo para a troca.

Sinclair – Menos de 5h.

Flack – Já tem policias monitorando a casa.

Jô – Vamos manter o combinado, o FBI também esta se deslocando não dá pra parar agora. Eu estou indo agora mesmo até a sua casa. – falando com Sinclair e logo saindo da sala.

***

Stella andava apressada atrás de Mac, mas ele não estava no seu escritório, ela ouve o barulho do elevador e sua atenção o acompanha entrar naquela caixa de ferro, ela tenta correr mas apenas avista o olhar impenetrável dele antes das portas se fecharem.

Stella – Que droga!!! – ela arranca as sandálias de salto que ainda calçava e joga em um canto qualquer do corredor quando volta à sala onde toda a equipe estava.

Stella – Flack preciso falar com você!!! – Stella ainda tinha um tom de voz nervoso. Flack apenas a encara e logo seu olhar desce até seus pés descalços. – Será que da pra alguém conseguir pra mim um sapato sem salto nesse lugar?! FLACK AGORA!!! – logo ela sai em direção à sala de Mac.

Flack – Já pensou se ela fosse a chefe? – voltando sua atenção a todos na sala.

Danny – Pelo menos seria melhor que a Quinn.

Lindsay – Quinn? Você falou dela pro Mac?

Danny – Contei tudo.

Sinclair – Não me admiraria se ela estiver metida com eles.

Flack – Deixa eu ir ver o que está acontecendo.

Danny – Boa sorte!

Lindsay – Vou ver se tenho algum par de sapatos sobrando no armário.

***

Flack entra na sala de Mac, mas o que ver é somente Stella de um lado para outro nervosa.

Flack – Cadê o Mac?

Stella – É isso mesmo que quero saber.

Flack – Como assim?

Stella – Esse teimoso saiu.

Flack – Saiu?

Stella – É Flack, você vai me responder com mais perguntas? – ele apenas levanta as mãos em rendição. – Precisamos dele aqui. – ela fala mais calma.

Flack – Olha Stella eu só vou concordar com isso se ele também concordar.

Stella – Nem ele e nem você tem que concordar com coisa nenhuma, essa decisão é minha.

Flack – Você sabe que ele está com medo que algo possa acontecer a você.

Stella – Mas e se algo acontecer a Sophi? Eu já perdi meus pais, não quero perder mais ninguém, se eu posso fazer algo por alguém é claro que vou fazer.

Flack – Ninguém vai tirar isso da sua cabeça, não é?

Stella – Não.

Flack – E o que quer que eu faça?

Stella – Que ache o cabeça dura do Mac. Você deve saber de um lugar que ele possa ir quando está estressado, quando quer ficar sozinho.

Flack – Eu tenho uma ideia.

Stella – Por favor traz ele.

Flack – Eu vou tentar. – saindo da sala.

***

Horas antes ...

Sinclair – Onde está Stella?

Jô – Ela não quer te ver.

Mac – Que tal você deixar minha mulher fora disso e se concentrar em ajudar? Você disse que estava disposto a ajudar.

Sinclair – Só depois que eu tiver um documento em minhas mãos da federal informando que a minha família estará segura. Antes disso não. – Mac faz um pequeno maneio de cabeça como se respondesse a Jô.

Jô – Eu mesma irei providenciar isso, mas primeiro cumpra sua parte.

Sinclair – Depois que eu tiver um acordo em mãos. – Stella estava do outro lado do espelho acompanhando, não se conteve e interveio.

Stella – Você disse que ajudaria. – aquela voz calma entrou pela porta. Sinclair logo se colocou de pé e quando pensou em se aproximar sentiu a mão de Mac o impedindo.

Sinclair – Eu preciso ter a certeza que minha família vai ficar bem, não posso coloca-los em risco. Essa gente é muito perigosa.

Stella – E você diz isso para mim? Eu que perdi tudo, eu que fui vendida, eu que estou morta. – ela se aproxima de Sinclair. – Eu tenho que agradecer a você. – ele franze a testa. – Pelo menos você me respeitou e não me violou, diferente de Frank que se eu não tivesse encontrado certos esconderijos naquela mansão teria feito isso por puro prazer.

Sinclair – Eu posso ser tudo. Sem caráter, usar de favores para me beneficiar, vazar informações, mas daí cometer um crime desse jamais. Seria muito decepcionante para a minha família, para os meus filhos...

Stella – E estamos tentando encontrar aquela criança que eu tenho como filha, depois de muito tempo encontrei alguém por quem posso lutar e foi arrancada de mim. Por favor, nos ajude a encontra-la. – seus olhos eram de súplica. Sinclair pensou nos filhos, em sua esposa...ficou por alguns segundos em silêncio diante daquele olhar devastado.

Sinclair – Eu vou colaborar com o que vocês quiserem, conto o que sei desde que minha família fique segura.

Stella – Obrigada mais uma vez. – ele é surpreendido com um beijo no rosto e então Stella deixa a sala aliviada.

Jô – Eu mesma irei até a sua casa pegar a sua família, você tem a minha palavra.

Sinclair – Obrigado. – Mac continuou em silêncio olhando o homem que pôs Stella em risco, não se manifestou e deixou a sala.

Jô – Você prometeu colaborar então comece. – entregando para ele o celular.

Da outra sala Adam monitorava as mensagens trocadas entre Sinclair e Badford, todos olhavam a grande tela com expectativa quando Mac entra na sala.

Mac – Como está indo?

Adam – Já tenho uma localização.

Mac – Flack mande uma equipe descaracterizada para monitorar o local.

Flack – Tudo bem. – ele pega o telefone e já aciona um número.

Mac – O quê??? – lendo as mensagens no monitor. Sinclair e Jô entram na sala.

Mac – Isso está fora de cogitação.

Jô – Mas é a condição Mac, você sabia que seria isso. Aliás, esse é o pedido desde o início para o resgate de Sophi, que Stella esteja lá.

Sinclair – Eles estão querendo adiantar o prazo achando que posso leva-la.

A mensagem que deixou Mac nervoso foi que Badford pedia que ainda aquela noite Sinclair levasse Stella para trocá-la por Sophie.

Stella – Vocês estão falando como se eu não estivesse aqui. Como se eu não tivesse poder de escolha.

Mac – E você tem? – ela se chateou com a resposta afiada dele.

Stella – Claro que tenho. Eu vou com ele.

Mac – Isso está fora de cogitação. – as vozes começaram a ficarem alguns tons mais altos o que começou a chamar atenção de todos.

Stella – Do que está falando??

***

Não demora muito Flack estava entrando no bar que Mac tocava, ele entra e se surpreende mais uma vez com o lugar funcionando, logo ele avista Gary, o dono que os atenderam da outra vez, ele apenas faz um maneio com a cabeça apontando onde Mac estava sentado. Flack passa entre os frequentadores e senta no bar ao lado de Mac.

Mac – Tinha um motivo para não falar a ninguém sobre esse lugar. – nem mesmo olhou para o amigo para disparar.

Flack – É bom saber que você está bem aqui bebendo enquanto está todo mundo preocupado com você, inclusive uma mulher de olhos verdes que está deixando todo mundo louco naquele laboratório.

Mac – Eu não posso concordar com isso.

Gary – Vai uma dose ai também detetive Flack?

Flack – Eu vou aceitar o dia ainda não terminou e as coisas estão bem complicadas. – Gary serve uma dose de whisky para o policial. – Obrigado. – tomando a bebida.

Mac – Você está trabalhando.

Flack – Você também. E não faça essa cara porque eu sei que não vai deixa-la ir sozinha. – Mac respira fundo sabendo que era verdade.

Mac – Eu não posso perdê-la Flack. Eu já perdi Clarie, descobrir que Sophi é filha do Badford já está sendo ruim demais, não posso perder Stella.

Flack – Nós estaremos lá, ok?! Agora vamos que temos pouco tempo. – Mac toma o restante da sua dose e coloca o copo no balcão.

Mac – Coloca na minha conta Gary.

Gary – Você não tem conta aqui.

Mac – Estou abrindo hoje. Você ouviu, o dia ainda não acabou e complicado é pouco para esse hoje. – Mac pega o blazer que estava no balcão e sai com Flack.

***

Stella – Mac você pode me ouvir? – ele continuava de costas olhando pela janela da sala com as mãos nos bolsos.

Mac – Estou ouvindo. – não esboçava nenhuma reação de virar.

Stella – Tudo bem você quer agir assim. – chateada pela forma que ele a estava tratando. – Eu não vim aqui pedir seu consentimento. – sua voz começava a se alterar. – Não vim aqui pedir que vá comigo. Eu estou informando, você goste ou não, eu irei nessa missão. Não vou me acovardar agora, Sophi está em risco por minha causa e eu não permitirei que ela sofra mais. Isso não é sobre você ou sobre aquela garotinha inocente, é sobre mim. Sobre tudo o que eu já passei, o que eu já sofri por causa desses dois homens inescrupulosos. Eu perdi tudo o que uma mulher pode perder, minha dignidade, minha família, até minha sanidade. Agora chega! Se eu posso colocar um fim nisso eu o farei. Se você estiver comigo me sentirei mais segura, mas se não...não importa, não farei de você minhas muletas de sustentação. Eu vou enfrentar e eu vou buscar Sophi. – ela falava firme e segura. Mac podia sentir pela voz dela o quanto tudo aquilo tinha outro efeito sobre Stella, mas seu medo de perdê-la ainda falava alto. Embora uma pontinha de orgulho daquela mulher fizesse seu coração bater ainda mais forte por ela. Um pequeno silêncio tomou conta da sala.

Mac – Eu ouvi. – ele permanecia de costas.

Aquela reação causou uma outra em Stella, de raiva e indignação. Ela girou nos calcanhares e deixou a sala dele possessa, ele podia ouvi-la esbravejando com alguém pelos corredores. Ele se permitiu da um pequeno sorriso, aquela era a Stella que conheceu.

Jess – Porque você está assim?

Stella – Seu irmão! Quando quer ser cabeça dura.

Jess – Vem, não fica assim. – ela a pega pela mão e a leva para a sala de descanso.

Stella – Eu tinha até esquecido esse defeito dele.

Lindsay – O que aconteceu?

Stella – Mac me tirando do sério.

Jess – Não fica assim. Ele só está com medo que algo possa acontecer, ele perdeu a esposa de forma trágica e agora que refaz a vida, você e Sophie estão em risco, não é fácil para ele.

Lindsay – Stella eu entendo você. Só uma mãe tem certas coragens. – Stella percebeu quando o olhar da loira se perdeu em alguma lembrança.

Stella – O que aconteceu?

Lindsay – Danny foi perseguido por um rapaz por causa de um caso, consequentemente eu e minha filha também fomos perseguidas, um dia acordamos no meio da noite e ele tinha invadido nossa casa e estava com Lucy no colo no quarto dela.

Stella – E o que você fez?

Lindsay – Atirei no desgraçado. – voltando a realidade.

Jess – É por isso que ninguém brinca com a Montana. – fazendo uma piadinha para amenizar o clima.

Stella – Montana?

Lindsay – Meu antigo apelido, dado por quem? Pelo cara que hoje é meu marido e pai da minha filha.

***

Don – Nós temos que ir. – aparecendo na sala onde as meninas estavam.

Todas acompanham Flack até o elevador, Stella ainda olha para trás para a sala de Mac mas ele estava de costas ...

No estacionamento arrumavam os equipamentos necessários e Lindsay ajudava Stella a colocar a escuta. Quando mais uma vez o elevador da um sinal sonoro e Mac salta dele, vestido com um colete aprova de balas e uma jaqueta de identificação da polícia, ele se junta aos outros mais distante no furgão arrumando a arma.

Stella – O que ele faz aqui?

Lindsay – E você achou mesmo que ele não participaria? — Lindsay se posiciona bem na frente de Stella para arrumar o microfone no sutiã dela. Embora ele estivesse distante Stella ficou mais calma ao saber que ele estaria lá.

Stella – O que é isso?

Lindsay – Um microfone, vou colocar isso aqui e nós vamos conseguir ouvir do furgão e todos que estiverem com esse aparelhinho no ouvido. – ela abre uma caixinha e mostra o aparelho. – Toma, você também vai usar, deixa seu cabelo solto pra esconder mais ainda. Quando entrar na casa da um jeito de colocar para nos ouvir, Sinclair vai te ajudar.

Stella – Eles não vão perceber?

Lindsay – Vai passar quase despercebido. Por isso tome muito cuidado.

Stella – Isso está me incomodando. – se referindo ao microfone. Ela tentava mexer para ficar numa melhor posição.

Lindsay – Espera vou ajeitar. A propósito Mac pediu para te entregar isso. – a perita entrega o blazer dele que ela vestia mais cedo, mas desde que havia tirado no banheiro não o colocou mais.

Stella sai apressadamente em direção a Mac, Lindsay apenas se virou e quando voltou ela já saía apressada e apenas a acompanhou com o olhar...

Stella – Quando você quiser me entregar algo... – ela empurrou o blazer de volta pra ele e o segurava contra o peito dele. – ...faça você mesmo. – seu tom de voz mais uma vez estava mais alto. – Não deixe que façam algo por você, assim como se quiser me dizer algo faça agora. – Stella o olhava desafiadora, mas apenas o olhar de Mac passivo de volta silencioso a deixou ainda mais possessa.

Mac – Só estou fazendo meu trabalho. – ele respondia com uma certa frieza e um tom baixo de voz. Ela já virava para sair quando é surpreendida por Mac segurando sua mão contra seu peito a fazendo virar.

Stella – O quê... – tentando tirar a mão, mas Mac continuava a segurando. Ele tira o blazer e coloca sobre um dos carros.

Mac – Precisa arrumar o microfone. – ele falava calmamente, a puxando e encostando o corpo dela no seu.

Stella – Você não está perto de mais?

Mac – Isso incomoda você? – ele a encarava de forma desafiadora. Stella apenas revira os olhos, não tinha como negar que aquele toque não a incomodava em nada. Mac continuava arrumando seu microfone para que ficasse seguro no sutiã dela e mais uma vez percebeu a pele dela arrepiar com o seu toque.

Stella – Sim incomoda. – ele apenas levanta os olhos sabendo que a reação dela dizia outra coisa. Stella desvia dos olhos dele não conseguindo sustentar seu olhar.

Mac – Vira! – ele falava de uma forma imperativa que ela não teve outra reação se não virar. – Preciso esconder esse fio. – ela respira fundo tentando controlar a raiva. Ele puxa o cabelo dela passando o bendito fio pelas costas o que deixou a curva do pescoço dela bem amostra. Mac se segurava para não beijá-la na frente de todos.

Mac – Pronto. – passando as pontas dos dedos pelo pescoço dela quando voltava o cabelo para o lugar. Stella virou-se e o fitou. – Não vou deixar você sozinha, nunca isso me passou pela cabeça. – ela finalmente respirou aliviada. Mac pega de volta o blazer e abre para que ela pudesse vesti-lo. Stella aceita a ajuda dele e em seguida o encara mais uma vez.

Stella – Nem ouse fazer isso comigo. – ela o puxa e eles se beijam.

Mac – Eu vou está a poucos metros de você, a qualquer sinal de perigo eu entro na casa. – Stella apenas o abraça e depois sai.

Lindsay – Pelo visto agora você está bem. – vendo o pequeno sorriso que ela carregava nos lábios.

Stella – Agora sim sinto que posso tudo.

Danny – Deu pra ver Bonasera, só você para fazer Mac ter uma reação humana antes de uma missão dessas. – a voz dele sai no aparelho no ouvido de todos. Mac apenas sorri do outro carro e nada fala.

***

Todos estão posicionados próximo a casa onde será a troca de Stella por Sophie. Mac estava no furgão e pede que Adam desative os aparelhos para que Stella não ouça o que vai dizer.

Mac – Quanto menos Stella nos ouvir melhor, ela pode ficar nervosa. Flack venha comigo, traga mais dois agentes.

Jô – O que vai fazer?

Mac – Precisamos entrar pelos fundos. Adam consegue imagem das câmeras de segurança de dentro?

Adam – Estou tentando chefe. Estou burlando o firewall.

Mac – Consiga as imagens e me avise, veja quantos seguranças, Flack comigo.

Jô – Eu vou com você.

Eles acessam por uma rua e partem para os fundos da casa.

Sinclair – Stella eu preciso mais uma vez pedir desculpas.

Stella – Você já esta se desculpando ajudando com tudo isso.

Sinclair – Por favor, quando entrarmos tenha em mente que você não sabe de nada, eu vou dizer que Mac não esta na cidade hoje.

Mac – Stella, eu estou com você. Vai da tudo certo, você vai esta diante do seu maior medo, mas faremos tudo para que esse pesadelo acabe logo.

Stella – Engano seu, o meu maior medo é que ele faça uma barbaridade com um bebê que já passou por muita coisa nesse pouco tempo de vida e de que você seja obrigado a fazer alguma barbaridade ou se coloque em risco.

Mac – Lembra quando eu falei que a equipe conseguiria me frear?

Stella – Sim.

Mac – Esse é o momento. Não estamos sozinhos. Bem diferente do que você já passou e do que eu já passei.

Stella – É isso que me conforta e me faz respirar mais aliviada.

Mac – Vocês precisam ir, já está na hora.

Sinclair – Tudo bem Mac, tirando o comunicador por enquanto. Vocês conseguirão nos ouvir, mas não ouviremos vocês, com certeza terá uma pequena revista mas farei de tudo para que não aconteça, assim que for possível farei algum sinal para perceberem que estamos ouvindo.

Lindsay – Ok Sinclair. Boa sorte a todos.

Mac recebe um aviso de Adam que já invadiu a segurança cibernética e tem a visão de dentro do prédio das câmeras. Mac, Flack, Jô e outros agentes entram pelos fundos com Adam indicando o caminho que podem seguir sem serem pegos. Adam já havia feito um pequeno vídeo e deixava rodar para a equipe de segurança da casa.

Danny – Mac tem poucos seguranças na casa ou eles estão muito confiantes ou essa equipe de segurança é muito ninja.

Adam – Chefe a sala de segurança deles fica descendo as escadas do lado direito da casa. Cuidado alguém se aproxima pela esquerda entrem logo, há somente dois seguranças no local.

Mac e a equipe adentram a sala e predem os seguranças.

Mac – Quantos funcionários e seguranças existem na casa? – ele apontava a arma para a cabeça de um dos seguranças que monitorava através das câmeras.

— Não sei, têm poucos, a equipe de funcionários quase toda foi dispensada e a equipe de segurança foi reduzida.

Mac – Por quê?

— Ninguém me da explicação, só me dão ordens eu cumpro.

Mac – Por quê? – destravando a pistola.

— Tá, tá ... estão todos inquietos, ou vão receber uma visita que ninguém pode saber ou vai acontecer algo que também ninguém pode testemunhar.

Mac – Adam já pode deixar as imagens reais nos monitores aqui da casa.

Adam – Ok.

Mac – Onde é isso? – apontando para uma imagem no monitor onde Stella, Sinclair e Badford entram numa sala.

— Fica na biblioteca, andar superior sul.

Mac – Mais alguém na casa fora as pessoas que estão nesse cômodo? – novamente apontando para o monitor em que Stella aparecia.

— Só uns dois empregados na cozinha. – Mac faz um gesto e Flack acompanhado de mais um policial saem já sabendo para onde iriam.

Mac – Chame os outros seguranças que ainda estão por ai. Diga qualquer coisa e chame-os.

— Tudo bem.

Mac – Danny você já pode entrar com a polícia. – os poucos seguranças entram na sala e são presos junto com os outros.

Mac – Vocês dois fiquem aqui, vigiem os presos e monitorem qualquer coisa vocês intervêm. Jô comigo.

Jô – Ok. – eles saem silenciosamente da sala de segurança e entram na casa.

Mac – Adam como estão?

Adam – Estão conversando de forma não muito amigável. Sophie já está nos braços de Stella.

Mac – Sinclair logo vai sair, Jessica assim que ele sair pegue Sophie e vá para o laboratório, Sheldon está esperando para fazer qualquer exame.

Jessica – Ok Mac.

***

Enquanto isso na biblioteca a conversa nada amigável precisava resultar numa confissão de Dimitrius Papakota ou aquela operação seria muito perigosa.

Papakota – Você gosta muito dessa criança não é? Você não arriscaria seu pescoço por alguém que não significasse nada para você. – ele passava a mão levemente no braço de Sophie que estava chorosa no colo de Stella.

Stella – Você teria coragem de machucar um bebê somente para me atingir?

Papakota – Você tirou meu filho de mim.

Stella – Seu filho me espancava. – ele levantou a mão para atingir a criança mas Sinclair interveio.

Sinclair – Calma. Eu não posso chegar com essa criança machucada.

Andrew – Estou curioso pra saber o que você disse para o Taylor.

Sinclair – Eu mandei ele para uma conferencia longe da cidade, só volta amanha. Ele vai da palestra não pode ficar no celular, mas logo ele vai entrar em contato.

Andrew – E o que vai dizer com o sumiço dela?

Sinclair – Tem gente no FBI que me deve favores, logo vai aparecer uma desculpa que ela teve que mudar de cidade até ele descobrir a verdade e saber que foi uma grande confusão do próprio FBI espero já está tudo resolvido.

Kolovos – Olha isso já deu para mim. Isso é coisa do senhor, já chega para mim. – ele deixa a sala.

Stella – O preço pelo resgate da criança foi pago, eu estou aqui a deixe ir. – Dimitrius apenas faz um aceno.

Sinclair – Stella. – ela da um beijo no bebê e ao perceber que iria sair do colo de Stella, Sophie abre o berreiro.

Papakota – Não aguento mais essa criança chorando. A tire daqui logo.

Sinclair – Stella por favor.

Mac – Stella entregue a criança ao Sinclair, eu estou aqui do outro lado dessa porta apenas esperando a hora certa, que ele confesse algo. Faça-o falar sobre o que aconteceu com você na Grécia.

Stella – Certo. – Stella se despede da criança e Sinclair deixa a biblioteca.

Stella – Então é isso. Eu estou aqui para finalmente você terminar o que começou em Trikala? – ela senta-se em uma poltrona a frente da mesa, pois se continuasse de pé suas pernas falhariam. Não se imaginou frente a frente com Dimitrius Papakota assim.

Papakota – Eu não fiz nada em Trikala, você sofreu um acidente junto com seus pais. Eu pensei que tivesse morta, a ribanceira que o carro caiu direto no mar era enorme, não sabe a surpresa quando esse jovem me mostrou sua foto. – apontando para Badford.

Stella – Então foi você quem me entregou para o meu carrasco. – ela voltava a sua atenção para Andrew sentado num sofá no canto da sala saboreando sua bebida, ele balançava o copo vagarosamente. Stella conseguia ouvir as pedras de gelo bailando dentro do copo e deduziu que fosse whisky.

Drew – Sem drama Stella ou devo chama-la de Nefeli? – ele então levanta seu olhar para encara-la. – E sem ressentimento, tenho meus interesses nesse jogo.

Stella – Como descobriu?

Drew – Você que até então não era ninguém na embaixada até começar a trabalhar para mim de repente anda com uma agente do FBI, só poderia ter alguma coisa errada. Ai foi fácil cobrar favores de pessoas importantes e a mágica acontece.

Stella – E quais seus interesses? O que ganha com isso? – ela falava com uma certa aflição na voz, com a sensação de ter sido vendida.

Papakota – Chega dessa conversa! – batendo forte com sua bengala no chão. – Você já pode ir.

Drew – Como disse tenho meus próprios interesses e preciso de respostas.

Papakota – O que você quer?

Stella – Então temos uma fila para respostas aqui. – a intervenção de Stella faz os dois homens laçarem olhares curiosos sobre ela.

Papakota – Não tenho respostas para você. – sentando na poltrona de frente para Stella.

Stella – Não tem? Da última vez que vi você me perseguia em alta velocidade pelas ruas de Trikala e diz que não tem participação no meu acidente?!

Papakota – Você arrancou tudo o que eu tinha! – ele fala de modo raivoso.

Stella – Tudo o que você tinha era um filho canalha que me batia, que me humilhava. – ele mal fechara a boca e Stella cuspia-lhe as atrocidades que vivia debaixo do mesmo teto que Frank.

Papakota – Ele era meu filho! – alterando o tom de voz, o que deixou a grega ainda mais indignada com aquela situação.

Stella – Ele era sua cópia. Frank herdou toda aquela maldade de você. Você gostava não é quando ouvia meus gritos ecoando pela casa, você se deliciava com isso. Por que eu não enxerguei isso antes??? Eu deveria ter abandonado aquela casa há muito mais tempo.

Andrew não imaginou o inferno que Stella já havia passado e por um instante fechou os olhos e se arrependeu do que fizera, mas precisava saber de seu filho, onde estava. Então tomou mais um gole da sua bebida e balançou a cabeça repetidas vezes afastando tais pensamentos.

Papakota – Você não abandonou porque era uma deslumbrada. Quando que meu filho iria se interessar por uma matuta que não tinha onde cair morta?! Frank nunca deveria ter cruzado com você. – ele ficou de pé e caminhou para a janela, precisou respirar um pouco.

Stella – Exatamente, aí nós concordamos. – ela fica de pé e apoia as mãos na mesa enquanto falava cada vez mais alto. Stella percebeu que perdia seu medo. – Eu não era uma deslumbrada, eu era INGÊNUA. – então bateu com as duas mãos na mesa. Mais uma vez os dois homens a encaram.

Stella – Eu era apaixonada por aquele crápula que não percebi todas as maldades bem na minha frente. Era você ou era o Frank que sumia com as empregadas da casa?!!!

Andrew engoliu a dose de whisky que parecia cortar a sua garganta percebendo que não era só jogos clandestinos e prostitutas...havia muito mais coisas obscuras.

Papakota – Até hoje você é ingênua. – seu sorriso foi irônico. – Empregadas da casa? – Dimitrius abaixara o tom da conversa e sentava agora na cadeira da mesa como se fosse um rei. Ele remexeu na sua bengala encarando o adorno que tocava e depois encarou a mulher a sua frente, ela queria parecer forte, mas estava em frangalhos, ele podia ver seus olhos suplicantes.

Papakota – Elas me pertenciam. – ele falava calmamente. – Eu transformei a vida delas, se ganhavam em Euro então tinha por direito me devolver uma parte do que gastei com elas.

Mac – Muito bem Stella. Pergunte sobre os jogos.

Stella respirou fundo ao ouvir a voz de Mac, tinha que retomar o controle de seu corpo, de suas emoções ... foi o que pensou enquanto encarava as próprias mãos.

Stella – Você sabe que eu fui prêmio numa mesa de jogo? – ela voltou a encarar o senhor a sua frente. Diante do olhar vacilante do senhor Dimitrius, Stella percebeu que ele não sabia de tal situação.

Papakota – Você o quê? – acompanhando o movimento dela de sair da frente da mesa e agora ocupar o lugar que antes ocupara próximo a janela. Ela ficou em silêncio por alguns minutos pensando em como usar essa informação para desestabiliza-lo. Finalmente Stella vira-se para o seu carrasco, cruza os braços no peito, ele parecia um pouco vulnerável daquela posição.

Stella – Seu filho que dizia tanto me amar uma vez me colocou como prêmio de uma mesa de jogo.

Papakota – Ele não fez isso. – ele sorria sem saber se acreditava ou não naquilo.

Stella – Pergunte ao próprio Sinclair. – Papakota sabia do tunfo de Frank contra ele, da ameaça de divulgar informações sobre a participação dele em jogos, mas não sabia que Stella fazia parte.

Papakota – Bem a cara dele mesmo fazer isso.

Stella – Só assim ele tinha tesão em mim. Seu filho não passava de um babaca que para ter tesão na própria esposa outro homem tinha que possuí-la a força. Era isso que você queria esconder? Que seu filho além de pervertido não sabia comer uma mulher. O incentivo dele era estuprar, era violar o corpo de uma mulher porque ele não sabia comer ninguém.

Papakota – Eu vou matar você! E tudo vai parecer um acidente como foi com seus pais. Sua vadia!!! – ele já avançava contra Stella quando a porta abre e Mac atira no joelho dele.

Andrew – Não, não!!! – avançando contra Mac, Jô revida e atira no peito dele.

Papakota – O que você fez?

Stella – Finalmente aquela noite terminou. – ela tira o microfone escondido e mostra.

Mac – Você vai pagar por tudo. – apontando a arma para Dimitrius que estava caído recostado na mesa.

Papakota – Atira. Eu arquitetei aquele atentado contra você para parar de me investigar. Eu ofereci dinheiro, ofereci tudo o que um homem pode querer, mas você continuava com aquela investigação, ainda assim você sobreviveu aquele tiro, agora anda vai me mata.

Stella – Mac. Não. – tocando o braço dele. – Acabou. – ele a encara e depois se agacha.

Mac – Você está preso, tem o direito de ficar calado, tudo o que disser poderá e será usado contra você no tribunal.

Jô – Uma ambulância. Agora.

Stella – Badford. Por quê fez isso ?

Andrew – Filho. – sua voz saiu quase que inaudível. – Descobrir...filho.

Stella – Você esteve com ele. Quero dizer ela, Sophie é sua filha.

Andrew – Minha...- seus olhos se fecham no mesmo instante que os paramédicos entram na sala.


Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.