Questão de Tempo
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Cap 21
Mac e Stella estão de volta ao estacionamento do laboratório, diferente das sensações vividas mais cedo, agora os dois estavam apreensivos com os últimos acontecimentos.
Stella – Mac nós vamos trazer a nossa menina de volta, não é?! – Stella quebra o silêncio. Mac havia desligado o motor do carro, mas nenhum dos dois fez algum movimento para sair.
Mac – Claro meu amor. – ela mal termina de falar Mac retira o próprio cinto e a ajuda a tirar o cinto de segurança e a abraça.
Stella – Eu nunca achei que novamente pudesse ter alguém que fosse tão importante como meus pais foram, assim como você é.
Mac – Stella eu preciso te contar algo.
Stella – O que foi? – ela enxugava as lágrimas que teimavam em aparecer.
Mac – Nós vamos contar tudo à equipe, inclusive sobre seu caso na Grécia e quero que você esteja preparada.
Stella – Obrigada por se importar.
Mac – É claro que me importo. – ela acaricia o rosto dele. – Tem mais uma coisa. – beijando a mão que ela lhe acariciava. Stella permanecesse em silêncio.
Mac – Eu descobri quem é a mãe biológica de Sophie. – ela reagiu surpresa.
Stella – E onde ela está?
Mac – Ela também está sumida, provavelmente foi mais uma vítima de tráfico humano, ao que as provas dizem da quadrilha de Dimitrius.
Stella – Como?
Mac – Lembra-se da carta? Havia um nome Taylor, foi assim que me encontrou. Vasculhamos os antigos funcionários do bar e descobrimos o nome de Sarah Taylor, é uma senhora já idosa hoje, estive com ela. A neta dela também está desaparecida junto com uma amiga desde que as duas aceitaram um trabalho de modelo e foram embora do país. Essa amiga chama-se Any Robson, é a mãe de Sophie.
Stella – Nossa...e tem mais algum parente?
Mac – Até onde apurei não. O pai faleceu quando ainda era uma criança, a mãe até começou uma campanha para da notoriedade ao sumiço da filha, mas morreu num acidente suspeito, também em Nova Jersey.
Stella – Como Niko?
Mac – Exatamente.
Stella – Isso é um padrão?
Mac – Talvez, principalmente se consideramos a morte de seus pais. – Stella se assustou com isso percebendo que tudo pode está ligado ao ex-sogro.
Stella – Você acha que o senhor Dimitrius possa está por trás de todas essas mortes?
Mac – Talvez não pessoalmente como foi seu caso, mas com certeza a quadrilha que ele lidera sim.
Stella – E o pai de Sophi?
Mac – Ainda não tenho nenhuma informação quanto a isso. – ele se incomodou com aquela pergunta, desviando os olhos dela.
Stella – E o seu atentado também está ligado a ele? – Mac não estava preparado para falar sobre aquilo, mas não iria esconder nada de Stella.
Mac – Provavelmente sim. Sheldon está investigando, algumas provas indicam que está ligado sim. Na época eu investigava o desaparecimento de uma mulher e você ouviu mais cedo, é o mesmo padrão das outras mulheres. Jô me alertou que talvez Dimitrius tenha me investigado e me tirado de cena para não continuar.
Stella – Ah não Mac. – ela pula em seus braços.
Mac – Calma. Isso já faz muito tempo, só me deixou com essa cicatriz. – ele leva a mão de Stella ao próprio peito.
Stella – E quem ficou no seu lugar?
Mac – Quinn Shelby, você a conheceu outra noite rapidamente.
Stella – Você acha que ela possa está envolvida?
Mac – É um ponto a ser investigado. Agora vamos.
Stella – Espera. – Stella se inclina e beija-lhe o peito sobre a cicatriz.
Mac – Obrigado. Você sempre será minha cura. – ele ergue o rosto dela e beija-lhe os lábios carinhosamente.
***
Adam – Mac você pediu que eu o esperasse aqui. – entrando na sala logo depois do chefe.
Mac – Muito bem Adam. Eu tenho duas tarefas para você.
Adam – Eu também quero dizer que sinto muito por Sophie.
Stella – Obrigada, Adam.
Mac – Quero que você monitore o telefone de Stella, com certeza vão mandar mais mensagem, rastrei o número enfim, você sabe o que fazer.
Adam – Ok.
Mac – Quero também que investigue esse quadro. – Stella o olhou surpresa. – Esse foi um presente da minha falecida esposa, provavelmente comprou em um leilão, quero que localize as empresas por trás, veja se há alguma ligação com o empresário Dimitrius Papakota ou alguém ligado à embaixada grega. Aqui está o recibo de compra e os extratos da antiga conta de Clarie antes de ser fechada. – ele abria uma das gavetas da sua mesa e entrega uma pasta ao técnico.
Adam – Tudo bem.
Mac – Antes veja o vídeo que recebemos de Sophie se é real, se há montagem com IA e se a hora condiz com o horário que recebemos.
Adam – Ok, vou cuidar disso agora mesmo. Mais uma vez eu sinto muito. – ele já se virava para sair, mas voltou sua atenção ao casal, especificamente a Stella.– Sabe teve uma vez que Sophie ficou aqui e Mac a deixou comigo, eu consegui fazer um canguru improvisado e ela dormiu no meu colo enquanto eu trabalhava.
Stella – Estou feliz em saber que você gosta dela Adam.
Adam – Todos aqui amam aquela garotinha porque ela é uma cópia melhorada do Mac – ele ri mas ao olhar Mac e seu semblante sério ele para. – Eu já vou indo. – saindo da sala.
Stella – Porque você quer investigar esse quadro?
Mac – Descobrir se há novas empresas que possam liga-lo a entrada de obras de artes sem impostos.
Jo – Mac, Stella. – entrando na sala acompanhada por Flack. Pela expressão séria do amigo, Mac pôde perceber que havia algo complicado por vir. – Alguma notícia de Sophie?
Mac – Adam está investigando o número e os vídeos que recebemos. E vocês? Sinclair disse algo relevante?
Jo – Sim ele disse. Ele está falando tudo sem nenhum esforço. Está arrependido de muita coisa.
Mac – E o que ele disse? – Jo tem seu olhar em Stella.
Jo – Stella querida senta aqui.
Stella – Eu? O que aconteceu? – Mac olha para Don que desvia o olhar.
Jo – Sinclair contou como conheceu você.
Stella – Mas eu nunca o vi. Como ele pode me conhecer?
Jo – Ele explicou como aconteceu. Você lembra-se disso? – mostrando uma foto no celular. Na foto estava Stella, Frank e outras pessoas inclusive Sinclair.
Stella – Eu não quero ver isso Jo. – ela afasta o celular.
Jo – Tudo bem. Sinclair está na foto, ele estava com vocês em Paris. Você lembra-se dessa viagem?
Stella – Muito pouco. Foi uma viagem rápida e eu não sei o que aconteceu, eu não estava bem. Lembro que fomos jantar numa mansão, mas não me senti bem e subi para o quarto para descansar.
Jo – Isso aconteceu porque você foi dopada.
Stella – O quê? – e aquela expressão de confusão se fizera presente no rosto de Stella.
Jo – Não queria te dizer isso, mas é o que Sinclair contou. Você sabe que Frank era ligado a cassinos e jogos clandestinos.
Stella – Sim eu sei, mas o que...? – ela não conseguia formular uma frase coerente, sua mente estava uma confusão.
Jo – Nessa mansão iria acontecer uma noite de jogos e você... é ... como eu posso dizer isso? – ela olhava para Flack em busca de alguma ajuda, mas ele continuava calado.
Stella – Fala Jô! Você está me deixando mais nervosa do que já estou.
Jô – Você era... o prêmio principal da mesa.
Stella – O quê??? Oww não...- levantando-se. Ela respira fundo algumas vezes. – Frank era capaz de tudo não sei por que ainda me surpreendo. Ele me vendeu? E eu não lembro? – suas lágrimas começaram a se fazer presente o que foi percebido na sua voz embargada.
Jo – Você estava dopada e Sinclair ganhou o jogo. – ela olha assustada para Mac. – Calma ele não tocou em você. Ele foi muito enfático em dizer que não tocou em você, mas pagou para uma empregada da casa confirmar para Frank. Era exigência de Frank assim teria um trunfo quando....
Stella – Eu já entendi Jô.
Mac tencionava se aproximar de Stela quando ela se afasta.
Stella – Não Mac! Eu...eu...preciso de ar, eu preciso ficar sozinha. – se afastando e saindo da sala.
Mac – Stellaaa. – dando alguns passos para segui-la, mas Jô o faz parar.
Jô – Não Mac, deixa eu vou atrás dela. Acho que nesse momento seja melhor uma mulher a conversar com ela. – Jô sai atrás da amiga enquanto Mac se enfurece com toda aquela situação e desconta sua raiva na prateleira atrás de sua mesa e todas as coisas vão ao chão.
Don – Calma Mac. – ele sabia que aquelas palavras de nada adiantaria, se estivesse no lugar de Mac estaria do mesmo jeito, mas tentava a todo custo fazer o amigo se acalmar, pois temia que ele cometesse uma grande besteira.
Mac – Eu não posso aceitar isso!!! – ele joga os objetos de outra prateleira e depois vira para a sua mesa onde apoia as mãos de cabisbaixo.
Don – Eu sei meu amigo que não está sendo fácil. – tocando o ombro dele, Mac o encara com lágrimas nos olhos tentando ao máximo não deixa-las cair.
Mac – Você ouviu o que ela passou. Pra mim está sendo fácil, mas e para ela? Quem submete a própria companheira a isso? – aquelas palavras saíram raivosas e mais altas do que pensara. Todas as suas emoções estavam vindo à tona naquele momento.
Don – Eu não consigo nem imaginar. No seu lugar estaria como você. – Mac puxa a cadeira atrás de si e se larga nela.
Mac – Por mim eu meteria uma bala na cabeça de Sinclair.
Don – Ele sabe de muita coisa e está disposto a nos ajudar.
Mac – Não o deixe ficar perto de mim sem vigilância. – Don apenas confirma. – Eu vou dedicar a minha vida a fazer Stella feliz, você não tem ideia do que mais essa mulher passou e a primeira coisa será trazer Sophi em segurança de volta para os braços dela.
***
Stella sentia falta de ar, ela andava apressadamente pelo laboratório até se esbarrou com outros técnicos ao entrar na sala de descanso, ela corre para o banheiro ao entrar numa das cabines logo coloca tudo para fora, seu estomago estava embrulhado desde que soube de mais essa história.
Jô – Oww Stella, minha querida. – segurando os cabelos dela.
Stella – Eu não aguento mais Jô. Por que eu não morri também naquela noite? – ela senta-se no chão aos prantos, Jô apenas a acolhe num abraço. Depois de um tempo as duas se separam.
Stella – Como está a Sam?
Jô – Ela está bem, passou por uma cirurgia no braço, vai precisar de fisioterapia. Ela vai ficar bem, ainda vai ficar em observação mais pela teimosia e a idade.
Stella – Todos que ficam perto de mim se machucam Jô.
Jô – Não é verdade Stella. Você deu uma nova vida a Sam, você foi um raio de sol que a iluminou.
Stella – Eu? Como eu posso ser isso se eu estou em constante treva?
Jô – Vem, vamos passar uma água nesse rosto. – Jô ajuda Stella a levantar-se. A grega se olha no espelho, seus olhos já estavam inchados de tanto chorar, já não sabia se ainda tinha lágrimas. Ela prende os cabelos num coque e tira os óculos, finalmente joga um pouco de água no rosto pra tentar se recuperar.
Jô – Olha para mim. – ela o faz. – Ninguém se machucou por sua causa, a culpa é de toda a quadrilha de Papakota, se tem alguém que deve ser culpada esse alguém sou eu. Se eu tivesse conseguido pegar Papakota antes nada disso teria acontecido, até você estaria bem com seus pais em Atenas.
Stella – Do que você está falando?
Jô – Eu investigo essa quadrilha há muito tempo, mas não consegui impedir muita coisa, eu perdi muito com isso ... mal vi minha filha crescer e meu marido me deixou. – ela continuou com seu relato. – Quando entrei para o FBI também entrei para uma força tarefa de combate a crimes internacionais relacionados a tráfico humano, nos concentramos mais no sudeste da Europa, enfim algumas divisões que o departamento tem; até nos depararmos com a rede que Papakota estava enredando, envolvendo cassinos clandestinos e arte contrabandeada. Mas acabamos sendo desarticulados, pois concentraram nosso pessoal para apoiar outras divisões e eu fiquei quase que sozinha nisso, foi quando achei você naquele hospital, já tinha informações suas, mas ao te encontrar naquele estado eu vi que precisava te salvar primeiro antes de dá andamento há outras acusações se é que eu ainda poderia fazer isso. Era seu depoimento ou nada sobraria para continuar com o caso, mas não iria colocar você frente a frente com esse monstro sem mais em um tribunal e ele ir pra cadeia em Atenas e continuar com o seu trabalho sujo. Foram anos de mais investigações, de idas até a Grécia, de semanas fora, eu não podia deixar ele fazer o que fez com você com mais ninguém, eu fiz disso minha luta pessoal, eu vi a dor de várias famílias que ficavam sem alguém que amavam e principalmente eu tinha medo pela minha própria filha. Não sei...sentia que eu tinha que fazer algo para protegê-la disso também. Eu sofri ameaças e então mandei Robert e Natalie para o Texas por segurança e acabou que por isso quase não fiz parte da vida da minha filha. E de repente ela estava casada e com duas filhas e eu fiquei perdida, foi então que dei um tempo em tudo isso, já que, estava estagnada, você estava bem então achei melhor continuar com a minha vida mais tranquila, tentei me reaproximar de Robert, mas não teve conserto o nosso casamento, e Natalie já estava com a vida encaminhada, voltei ao FBI e depois de um tempo pedi para trabalhar aqui, ainda está em analise segundo a última atualização sobre isso, já tinha trabalhado com Mac antes então nada aqui é novidade pra mim. Pedi isso depois de ver minha filha sofrer agora pela perda do marido, ela veio morar em Nova York com Paul estávamos nos reaproximando até essa tragédia acontecer. Então se tem alguém para culpar, culpe a mim, pois se não é você seria qualquer outra mulher e eu não mudaria nada na minha conduta.
As duas se abraçam emocionadas.
***
Stella – O que aconteceu aqui? – voltando a sala de Mac e vendo toda a bagunça no chão. Ele vira-se na cadeira para também encarar a bagunça.
Mac – Não foi nada. Só um ajuste da raiva. – ela apenas o encarava e ele sustentava o olhar dela.
Don – Jô é melhor darmos um tempo e deixa-los conversarem. – vendo o clima que se instalara na sala.
Jo – Tudo bem. – saindo da sala junto com Flack. Ao ouvir a porta fechando Stella joga o blazer que trazia nas mãos e os óculos na mesa e se agacha para apanhar os destroços.
Mac – Ei, ei! – a puxando pelo braço. – Você não precisa consertar algo que não foi você que quebrou. – falando calmamente.
Stella – Mas eu preciso. – ele a envolve num abraço. Embora deitasse a cabeça no peito de Mac, ela não o abraçava.
Mac – Eu estou aqui. Me deixa ser um pouco do que você é para mim. Cura. Eu não vou a lugar nenhum, eu vou ficar do seu lado. Nada vai me fazer amar menos você. – Stella então responde as palavras dele o abraçando, as unhas são encravadas nas costas dele, Mac sentiu a camisa molhar com as lágrimas silenciosas dela. Eles ficam abraçados por um bom tempo quando ele sente um pouco da tensão dela se dissipar.
Stella – Obrigada. – ele beija-lhe a testa. – Eu só precisava de um tempo, saber que até meu corpo poderia ser violado assim me deixou em pânico.
Mac – Eu não faço ideia do que sentiu, eu só queria fazer algo mais por você.
Stella – Você já faz muito. – o abraçando mais uma vez. – Me acolhendo assim, obrigada.
Adam – Desculpa eu não queria atrapalhar. É só...que tenho algumas informações.
Mac – Já estamos indo Adam. – Mac continuava com a voz calma o que fez até mesmo Adam estranhar. Ele sai da sala do chefe com um certo vinco na testa de estranheza pela forma que Mac falara e volta para a sua sala.
Mac – Vou avisar a Jô e podemos ir. – Stella apenas responde com um gesto de cabeça, Mac busca os óculos dela que estavam na mesa e a entrega. Ela volta os óculos para o rosto e entrelaça a mão na mão de Mac que estava estendida no ar.
***
Mac – Estamos aqui Adam. – adentrando a sala que o técnico estava. Ele logo tira os grandes fones de ouvidos quando é cutucado delicadamente por Stella.
Adam – Ah desculpa. – ela observa o rosto de Mac sério olhando para Adam e logo intervém.
Stella – Acabamos de chegar.
Adam – Queria que vissem isso. – Stella dá um olhar para Mac de quem diz: “para com isso”, sabendo que ele fazia aquela cara só para deixar Adam nervoso. Mac continua fazendo cara de paisagem apenas esperando as explicações do técnico.
Na tela existente na sala a imagem de Sophie dormindo aparece, Mac e Stella sorriem ao vê-la.
Stella – Oww minha menina.
Adam – Eu procurei pontos que pudesse ter sido criado com IA, porém descartei. Tudo parece autêntico, o relógio digital na cabeceira que aparece condiz com a hora de envio da foto, os metadados também atestam. O celular que aparece na imagem mostra uma notícia publicada hoje na versão do jornal online.
Mac – Não da para tirar uma digital?
Adam – Melhor ainda. Apliquei um algoritmo e consegui extrair uma imagem refletida na tela. Com certeza o dono não utiliza película de proteção. Melhorei a imagem e consegui a foto dele. – ele da um zoom e nitidamente da para ver Andrew Badford.
Adam – Ainda tem alguns pontos, mas aqui tem uma outra silhueta o que parece ser de outro homem.
Jô e Flack entram na sala e podem ouvir as últimas descobertas de Adam.
Stella – Senhor Kolovos? Eles que estão com Sophie? Eles trabalham para Dimitrius Papakota?
Mac – Era essa a minha suspeita o que de fato esta se confirmando.
Stella – Então eles sempre souberam quem eu era?
Jô – Não Stella. Na minha investigação Kolovos nem fazia parte, ele era um funcionário de carreira do governo grego. Na época do seu caso na Grécia ele trabalhava na embaixada no Brasil. Depois que Mac me pediu uma investigação sobre Badford acabei fazendo sobre Kolovos também, a associação dele com Papakota só se deu depois que ele veio trabalhar em Nova York, há cinco anos mais ou menos. Acabei de receber mais informações quando falei que a sua localização foi comprometida.
Mac – E como isso passou despercebido?
Jô – Stella trabalhava numa embaixada, ninguém nunca poderia imaginar que Papakota tivesse laços tão estreitos com alguém que teoricamente deveria dificultar suas atividades ilícitas.
Flack – Conseguiu uma localização do telefone, Adam?
Adam – Infelizmente não, ele não fica ligado tempo suficiente para triangular as posições, ainda estou tentado acessar as torres por onde o sinal passa. Ah ele é descartável, apesar disso é um número que Badford sempre mantinha contato.
Mac – E o quadro?
Adam – Ah...eu ainda estou trabalhando. Mas esse quadro não aparece em nenhum registro de compra e venda.
Jô – Que quadro?
Mac – Da minha sala.
Adam – Ainda preciso verificar a autenticidade dele.
Stella – Eu autêntico para você.
Jô – Vocês querem me explicar?
Stella – Eu sei quem pintou esse quadro. Venham comigo. – saindo da sala e todos a acompanham um pouco confusos. Stella entra na sala de Mac e para diante do quadro. – Tirem ele da parede.
Mac – Stella.
Stella – Eu sei o que estou fazendo Mac. Flack, Adam podem tirá-lo. – eles o fazem, Stella vai até a mesa de Mac a procura de algo que possa abrir o quadro, ela visualiza um abridor de cartas no porta canetas e o pega. – Virem. – Flack e Adam viram o quadro deixando a parte detrás visível, Stella então consegue deslocar uma tampa e abrir a parte detrás revelando uma outra pintura infantil.
Stella – Eu fiz isso com meu pai no atelier da minha mãe. Esse quadro não fazia parte do acervo dela, mas ela sempre dizia que esse era o mais valioso, esse quadro ficava pendurado no quarto dela, ela colocou lá depois que eu fui morar com o Frank. Ela sempre falava que assim ela tinha a minha arte e do meu pai ao alcance dela. Talvez tivessem achado que essa pintura fosse valiosa pelo valor de mercado, mas na verdade era valioso pelo valor sentimental. Quando estávamos fugindo esse foi o único quadro que meu pai quis levar, estava dentro do carro no dia do acidente. Eles tiraram praticamente do túmulo dos meus pais. – ela falava tudo aquilo sem olhar ninguém na sala. Então mais uma vez ela procura a cumplicidade de Mac com o olhar. – Agora entende porque me emocionei tanto ao encontrá-lo na sua parede? Ele representa muita coisa. – ela se afasta um pouco e se recosta na mesa de costa para todos.
Stella – É muita coisa para digerir, mas eu não vou mais chorar, eu não aguento mais e nem tenho mais lágrimas para isso. – ela fala aquilo mais raivosa como se assim pudesse impedir as lágrimas de virem à tona.
Flack – Stella estamos com você. – tocando o ombro dela, ela então vira-se e o encara. Flack tinha os olhos emocionados não por pena, mas por admiração por tudo que ela já sofreu e está de pé.
Stella – Obrigada. – tocando a mão dele que ainda estava em seu ombro.
Mac – Adam continue precisamos achar mais coisas.
Adam – Tudo bem chefe.
Mac – Continuem com Sinclair ele sabe de mais coisas. – Jô deixa a sala. – Flack avise a equipe que assim que tiverem as primeiras informações preciso de uma reunião com todos.
Flack – Tudo bem, vou saber deles como estão indo.
Mais uma vez Mac e Stella estão sozinhos na sala. Então é a vez dele de encará-la.
Stella – Vai passar Mac. – ela coloca as mãos na cintura impaciente, e ele pode ver o quanto ela apertava o próprio corpo.
Mac – Vamos tocar nas suas feridas mais uma vez, agora com a equipe, você vai está bem para isso?
Stella – Pelo menos vocês tocam com mais delicadeza. E será por um bom motivo. – ela arca a sobrancelha tentando aliviar aquela tensão. Ele faz a mesma coisa e Stella se desarma e o abraça. – Seu abraço me dá conforto.
***
Mac caminhava com Stella para a sala de reuniões, ela para diante da porta o que faz com que ele pare também.
Mac – Você está bem?
Stella – Eu vou me desnudar diante de pessoas que conheço tão pouco ... isso é meio assustador. Mas vamos em frente. – ela agarra a mão de Mac e os dois entram na sala. Eles passam a porta e o silêncio pairou. Lindsay logo se pronuncia.
Lindsay – Mac, Stella. Eu sinto muito. – a perita não se contém e assim que eles entram na sala ela os detém com suas palavras. – Eu posso muito bem imaginar pelo que vocês estão passando.
Mac – Obrigado Lindsay. – Mac sabia que aquela mulher sabia muito bem o que estava dizendo e conhecia aqueles sentimentos que estava experimentando. Ao ver os olhos emocionados de Stella, Lindsay a abraça.
Lindsay – Eu sou mãe e sei que você ama aquela garotinha como mãe também. – falando no ouvido dela. – Conta comigo pra ajudar no que for preciso. – olhando um e depois o outro.
Stella – Obrigada. – por mais que Lindsay quisesse dar um abraço também em Mac, sabia que ele não é dado a grandes demonstrações de afeição no trabalho então apenas toca-lhe no braço e ele apenas acena agradecendo.
Mac – Pessoal que bom que estão todos aqui. Se é que dessa vez eu posso começar essa reunião assim. – ele estava parado diante da grande mesa, onde tinha algumas caixas dos outros casos e toda a equipe estava ao redor dela. Mac coloca as pastas que trazia em cima da mesa e em seguida apoia as duas mãos por breves minutos enquanto respira fundo para dá continuidade, seus olhos continuam sobre as pastas, sabendo das informações que estavam lá e então volta a encarar todos a sua frente.
Mac – Vocês podem imaginar como esse caso está sendo difícil para mim. – ele confessa mesmo sabendo que todos ali sabiam disso. Mac tira de dentro de uma das pastas a foto de Sophie. – E é por isso que eu tenho um grande pedido a fazer a todos. – ele cola a foto no grande flanelógrafo de vidro atrás de si e depois se volta para o grupo de trabalho. – Precisamos de vocês mais profissionais do que nunca, nenhum detalhe pode passar despercebido. Eu falo precisamos por que ... – ele estende a mão pra que Stella se aproxime e ela o faz. — ... nos foi arrancando uma pessoa importante do nosso convívio, da nossa família. E tudo é muito complexo então peço a máxima atenção de todos.
Todos na sala observavam a cena de Mac e Stella de mãos dados e do como ele estava pronunciando aquelas palavras, eram de dor e de súplica. Se não fosse pelo mau momento eles receberiam todas as felicitações, mas infelizmente isso iria esperar.
Stella volta a se afastar um pouco ficando próxima de Jô e Jessica que estavam de pé e Mac continua com a sua explicação ou começa definitivamente toda a explicação.
Mac – Sophie foi sequestrada hoje pela manhã do meu apartamento e o caso dela está ligado aos casos que já vinhamos investigando de Vivian Davis e Lana Deker. As mulheres vítimas de homicídios completamente diferentes, mas com algo em comum. – ele mais vez abre a pasta, tira as fotos das mulheres citadas coloca próximas à foto de Sophie e escreve seus nomes embaixo de cada foto.
Mac – Primeiro, o fato que em todos esses casos há uma moeda grega com as vítimas. Uma das moedas pertence à Sebastian Diakos, funcionário da embaixada grega, outro fato que é em comum nesses casos. – mais uma vez ele tira da pasta a foto de Diakos e da moeda e coloca no flanelógrafo. – Outro fato importante, foi encontrado DNA da vítima Lana na cesta de Sophie e o DNA de Sophie, Lana e Diakos num escritório abandonado pertencente à Niko Angelis, outro funcionário da embaixada. Lana e Vivian supostamente aceitaram um emprego de modelo e desapareceram, provavelmente vítimas de tráfico humano de mulheres. Consegui apurar que a mãe biológica de Sophie também foi vítima da mesma quadrilha, também desaparecida depois de aceitar trabalhar como modelo junto com Lana, as duas eram vizinhas. – todos na sala se surpreendem com aquela informação, mais uma foto é posta no quadro e ele escreve o nome Any Robson. – Essa é a mãe biológica de Sophi, fiz o teste de DNA.
Danny – Como você conseguiu Mac?
Mac – Através da carta que foi deixada na cesta de Sophie. Havia um endereço de um bar, onde eu toco todas as quartas a noite, foi assim que Stella me achou. Apesar do papel está bastante molhado dava para ler o nome Taylor, vasculhando as fichas de antigos funcionários achamos o nome de Sarah Taylor, avó de Lana. Entrei em contato e apesar de ser uma senhora bem idosa me forneceu material genético para fazer a comparação e ainda mantinha coisas das amigas intactas como escova de cabelo e de dente o que foi possível também fazer a comparação com Sophie. Eu peço desculpas por não compartilhar isso antes, mas estava em jogo outro caso e precisava ter mais indícios e agir com bastante cautela, já que, eu mesmo pus sua segurança em risco. – olhando para Stella.
Lindsay – Como assim? Além do seu próprio atentado ainda existe mais? – desde que ele tinha falado da investigação do atentando Lindsay ficou com aquilo martelando em sua cabeça, já que, ela mesma investigara, mas não teve como conversar com Mac antes, tudo estava muito corrido e urgente ultimamente.
Mac – Sim existe. É uma rede muito bem tramada que temos que desvendar. Esse é um dos motivos que a agente do FBI Danville está aqui, estamos em colaboração.
Stella – O caso que Mac se refere é meu. – ela não deixa que ele continue, embora todos soubessem que falava dela, mas não sabiam como ela estava implicada em um caso. Stella não queria ser uma mera expectadora de sua própria história e por isso tomou a frente. Mac apenas a fita um pouco apreensivo, mas ela demostrava uma força que apenas deixou que ela conduzisse.
Stella – Eu estou envolvida num caso que aconteceu na cidade de Trikala, na Grécia. Preciso testemunhar contra um empresário com dupla cidadania envolvido no mercado de artes, até então legal e os jogos clandestinos, casas de apostas ilegais e tráfico de mulheres. Conheci o senhor Dimitrius Papakota quando morei na mansão dele com o filho dele, Frank Mala que também tem origem italiana, ele só começou a ter acesso ao mundo obscuro do pai quando se mudou para Atenas. Enfim, tive um relacionamento conturbado com Frank no contexto de violência doméstica e do que mais vocês possam imaginar. Um dia para não morrer eu atirei nele com sua própria arma, eu juro que não sabia manusear uma arma, mas no momento do desespero puxei o gatilho e fechei os olhos, foram três tiros no peito dele quando ele caiu sobre mim sem vida. Então eu fugi e desde então o senhor Dimitrius me persegue e tenta se vingar, o que já vitimou meus pais na época que tentaram me ajudar e eu fui acusada de homicídio. – ela limpa a lágrima que escorreu pelo seu rosto e volta ao seu relato. – Entrei para o programa de proteção a testemunha do governo americano e fui dada como morta na Grécia, já que, conhecia a casa e algumas coisas dos negócios e é por isso também que a agente Danville está aqui. – Mac se aproxima e beija-lhe a mão, não esperava que ela falasse tudo assim, mas por incrível que pareça aquilo foi libertador para Stella e lhe deu mais força.
Stella – Em resumo é isso.
Jô – E tudo indica que Dimitrius está com Sophie e quer trocá-la por Stella para finalizar sua vingança. E tem o apoio de funcionários da embaixada grega e até desse departamento. É por isso que Sinclair está sendo mantido aqui, temos desconfiança que na delegacia também possa ter informantes.
Jessica – Sinclair?
Mac – Ele deu o paradeiro de Stella e tem ligações com essa quadrilha. Os funcionários são Sebastian Diakos, que eu já mencionei, ele cuida da segurança de George Kolovos, secretário geral da embaixada que está envolvido nisso também, além de Andrew Badford. – Mac também dispõem as fotos dos outros citados que Adam retirou da filmagem.
Lindsay – E como seu atentado se relaciona?
Mac – Ainda não temos muitos indícios, mas ao que parece eu investigava mais uma vítima, uma mulher que aceitou trabalhar como modelo e sumiu.
Sheldon – Verifiquei Mac, e tudo se confirma, mesma agência e traços de GHB no sangue encontrado como as outras vítimas.
Stella – Provavelmente Sinclair sabe mais sobre isso, mas precisamos nos concentrar em resgatar Sophie. Terá outras oportunidades para interrogá-lo sobre outros assuntos. – todos olham para Stella como se ela fosse a chefe.
Stella – Desculpa é ...
Mac – Não tem que pedir desculpas, você está certa.
Lindsay – Mas tem uma coisa que não se encaixa. O que Sophie fazia nesse lugar? – ela levanta e aponta para a foto do escritório abandonado.
Sheldon – Provavelmente nasceu em cativeiro. – Stella e Mac o encaram um pouco assustados. – Essas moças vítimas de tráfico não tem acesso a hospital, se forem até lá precisam apresentar documentos e elas não têm, os passaportes ficam apreendidos com os bandidos e se por acaso conseguem ir ou são levadas até um hospital ficam sob vigilância o tempo inteiro. Quando trabalhei no Mount Sinai em Miami, peguei um caso desses, foi difícil a paciente denunciar. A vítima Vivian Davis tinha acabado de dá a luz quando morreu, talvez tenha tido uma hemorragia logo após o parto e deixaram ela ali para se livrar do corpo, se essas mulheres estão sendo explorada sexualmente é bem possível. A minha paciente relatou casos assim, em que deram a luz no próprio cativeiro e depois essas mulheres sumiam e o bebê acabava sendo vendido, não é difícil encontrar uma família disposta a pagar qualquer quantia para ter um bebê e burlar o sistema de adoção. Provavelmente a mãe dela morreu no parto e ela estava sendo levada para alguma família.
Lindsay – Mas ela é filha biológica de Badford.
Mac – O quê?
Stella – Badford?
Lindsay – Vocês não sabiam? Por isso eu disse que não fazia sentido Sophie está naquele escritório. Está sendo cuidada até então por uma desconhecida. Eu mesma comparei o material genético. – ela abre um tablet e mostra o resultado na tela.
Mac – O que fez você fazer essa comparação?
Lindsay – O suposto sequestro dela da casa da Stella. Achei estranho tudo aquilo para levar Sophi e comparei com as amostras masculinas, já que até então tínhamos feito a comparação com as amostras femininas que tínhamos e resultou em nada.
Stella – Ele não sabe disso.
Lindsay – Tem certeza? Só isso explica a tentativa de leva-la da sua casa.
Stella – Eu sei, mas ele esteve na minha casa no dia do acontecimento. Ele viu Sophie comigo e não esboçou nenhuma reação com relação a ela, ele praticamente a ignorou.
Danny – Ele poderia está tentando esconder alguma reação.
Stella – Com a Sophie? Nem o Mac conseguiu ficar imune a ela. – ele apenas arcou a sobrancelha a encarando.
Mac – Na delegacia após a prisão de Diakos ele só fez perguntas relacionada à Stella, só mencionou que ela poderia está com a sobrinha, ele foi muito enfático em saber da localização da Stella.
Stella – Foi essa a informação que eu dei, que Sophi era minha sobrinha.
Sheldon – Talvez a tentativa de sequestro dela tenha sido na verdade uma tentativa de resgate pelo valor alto que ela vale no mercado de adoções ilegais.
Jô – Assim faz sentido ela está nesse escritório abandonado, ele não sabia que iria vender a própria filha. Ou será que ele teria coragem de fazer isso?
Mac – Não importa. Tratem aquela menina como minha e acabou. Preciso saber se encontraram algo que possa indicar onde ela está.
Danny – Achei traços de seiva de uma planta que não é nativa daqui, trazida por algum paisagista ainda preciso fazer uma busca mais refinada.
Sheldon – Achei DNA nas roupas da Samantha que batem com o cara que invadiu a casa da Stella, é irmão do que está preso, tem uma ficha bem interessante.
Mac – Jessica pressione o irmão preso, cuidado com as informações para não acontecer qualquer vazamento.
Jessica – Deixa comigo. – ela logo sai da sala.
Mac – Danny continue nas buscas por essa planta pode ser uma pista de onde Sophie está. Sheldon ajude Adam com as demandas pode ser que nos vídeos e fotos que enviaram de Sophie também possa conter alguma pista que possa nos ajudar a encontra-la. – Adam, Sheldon e Danny deixam a sala em seguida.
Mac – Lindsay continue analisando o que recolheu do meu apartamento.
Lindsay – Mac...eu não queria ser a portadora dessa notícia.
Mac – Está tudo bem, você fez o seu trabalho.
Jô – Eu vou coordenar com o FBI e depois retorno para continuar o interrogatório de Sinclair. – as duas mulheres deixam a sala.
Mac – Logo teremos mais pistas.
Flack – Eu vou me certificar que você vai ficar bem longe de Sinclair. – também saindo só restando Mac e Stella na sala.
Stella – Ei...você ficou abalado com essa notícia.
Mac – Badford?!!
Stella – O pai dela é você, é pra você que ela corre quando ouve sua voz, é no seu peito que ela dorme quando está assustada, é você que ela chama de papai do jeitinho dela. O laço dela é com você, não é com Badford. Eu testemunhei esse laço nascer bem ali na sua sala, eu sei do que estou falando.
Mac – Obrigado. – aceitando o carinho que ela fazia eu seu rosto. Mac mais uma vez ele beija-lhe a mão que ela lhe acariciava e então olha as fotos no quadro. E aquele olhar de quem tem mais questionamento do que respostas se faz presente, Stella podia ver o olhar de Sophie nele.
Stella – O que foi?
Mac – Ainda temos muitas perguntas. – ele começava a rabiscar o quadro fazendo anotações e desenhando setas.
Stella – Como o quê?
Mac – Se essas mulheres sumiram daqui de Nova York aceitando um emprego em outro país porque então foram achadas aqui? As trouxeram de novo para cá por quê? Os acidentes que vitimaram a vó de Sophie, Niko e seus pais tem alguma ligação? Tem mais algum informante na polícia? E o meu acidente? Até que ponto Sinclair sabia? Eu sei que foi investigado pela Lindsay e confio nela, mas até que ponto o próprio Sinclair pode ter comprometido?
Danny – Com licença Mac. Eu vim buscar o meu telefone que havia esquecido e ouvi o que dizia sobre a minha mulher, ela está ligeiramente chateada com isso, mas é bom saber que confia nela e agradeço por isso, sei que ela deu seu melhor para concluir, mas esse tempo que ficou fora foi um pouco conturbado.
Mac – Do que está falando?
Danny – Acho que ela não te contou. Quinn desmontou quase toda a equipe, redistribuiu os casos e nos colocou praticamente sozinhos em tudo ou com novos peritos, não desmerecendo o trabalho deles, sei que estão aprendendo. Em alguns momentos ela nos sobrecarregou, foi o que aconteceu com a Lindsay enquanto investigava seu caso, ela me obrigou trocar de turno quando descobriu que nos relacionávamos. Foi um verdadeiro terror com ela aqui, só melhorou depois que quase brigo com Sinclair, só consegui voltar ao meu turno quando ela teve que assumir outras funções em Nova Jersey e já estávamos com pouco pessoal e então dei uma mão na chefia.
Mac – Ninguém me contou isso.
Danny – Sabíamos que eram próximos. – ele dá um leve olhar sem graça para Stella que entendeu o quão próximo eles eram. – Não queríamos preocupar você com isso então o tempo passou, tudo voltou ao normal e esquecemos isso.
Stella – Você acha que ela fez tudo isso de propósito para conturbar? Tipo cortina de fumaça para sumir com alguma prova?
Danny – Ela é boa nisso chefe, quando for dividir a chefia já sabe. Você era policial antes de vir para Nova York?
Stella – Não. Fazia parte de uma companhia de dança. – Danny dá aquele olhar desconfiado para Stella. – Quer que eu mostre alguma sequência de dança para você? – ela fala desafiadora.
Danny – Não precisa, confio em você. Olha o que posso dizer é que o período que Quinn esteve à frente do laboratório foi um desafio para todos nós.
Mac – Danny quero que faça uma coisa, depois analise o acidente de Niko que você já estava fazendo e procure o caso de July Robson, é a vó de Sophie que também teve uma morte suspeita num acidente de carro em Nova Jersey, compare-os. – entregando para ele uma das pastas que estava sobre a mesa. – E também compare com o acidente que Stella sofreu junto com os pais que os vitimou em Trikala, na Grécia. Depois envio os arquivos do caso de Stella.
Danny – Tudo bem.
Stella – Agora, por favor, acha algo que possamos encontrar Sophi.
Danny – Eu farei até o impossível para ajudar.
Stella – Obrigada. – em seguida Danny sai da sala.
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