Questão de Tempo
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Cap 12
Danny – Mac! Mac! – o vendo sair da sala. – Volta aqui, Mac! – indo atrás dele.
Logo num dos primeiros corredores Mac e Stella se cruzam, assim que tem os olhos um no outro Stella avança contra ele e antes que Mac pudesse dizer algo ele sente o peso da mão de Stella em seu rosto em um tapa estalado fazendo com que todos da delegacia parassem com aquele barulho e voltassem a atenção para os dois.
Stella – NÃO SE APROXIME DE MIM! NUNCA MAIS!! – com o dedo em riste próximo ao rosto dele esbravejando furiosa.
Apesar do ardor em seu rosto Mac paralisou com a visão que tinha de Stella, já tinha visto seus olhos tristes, zangados, chorosos e até com alergia mas nunca enfurecidos como agora. Pareciam faiscar de raiva. Alguns policias se aproximam e a seguram.
Stella – ME LARGA!! – Mac apenas acena pedindo que a soltassem e assim eles o fazem. Stella passa por Mac trombando em seu ombro na direção da saída. Ao sair do transe da situação ele percebe a delegacia praticamente em silêncio e o peso dos olhares de todos em sua direção.
Mac – Voltem ao trabalho!!! AGORA!!! — descontando sua fúria agora em todos a sua volta.
Danny – Acho que tem uma marca no seu rosto, Mac. – com um sorriso de canto muito debochado. O chefe apenas lança um olhar reprovativo em resposta. Lindsay se da conta que Andrew Bedfort não esta mais ao seu lado e se aproxima de Mac e Danny.
Eles seguem pelos corredores da delegacia, o casal se esforçava para alcança-lo. Mac para na porta da sala ao ouvir o choro de Sophie. Ele entra imediatamente já tomando a menina no colo, a bebê já diminui o choro e deita a cabeça no ombro dele. Sophi puxava o ar várias vezes denunciando que estava chorando insistentemente há algum tempo. Mac confere o relógio de pulso lembrando-se do remédio que a criança teria que tomar.
Mac – Tá na hora do remédio dela.
Assistente Social – Senhor...
Mac – Eu vou da o remédio dela. – olhando a Assistente incisivamente. Ela apenas cala diante do homem de olhar cortante em sua direção. – Lindsay pega a bolsa. É umas gotinhas. – a perita procura na bolsa infantil.
Lindsay – Pode deixar comigo Mac, eu tenho mais experiência que você. – ela se aproxima do chefe e com jeitinho consegue pingar as gotinhas na boca da criança.
Mac – Vamos voltar ao laboratório. Agora!
Assistente – Senhor essa criança precisa ir para um abrigo.
Mac – Peça ao seu chefe para me ligar. – ele já caminhava para sair da sala. – Danny a bolsa e o bebê conforto. – ao passar por ele.
Assistente – Senhor eu não posso deixa-lo sair daqui com essa criança. – Mac nem ao menos se da ao trabalho de olhar para trás, simplesmente ignora os protestos da mulher e continua seu caminho.
Lindsay – Vai ficar tudo bem. – se colocando na frente da mulher.
Assistente – Eu vou ficar sem emprego. Quem ele pensa que é para tirar essa criança de mim?!
Danny – Olha vai por mim, você não vai querer comprar essa briga. – pegando a bolsa rosa infantil. Todos ouvem Mac gritar pelo nome de Danny e Lindsay. – Vamos Lindsay! – já saindo da sala.
Lindsay – Faz o que ele disse, peça ao seu chefe para ligar para Mac Taylor da pericia. Agora, anda. – a assistente social logo resgata o seu celular para efetuar o pedido.
***
Drew >— Que droga porque demorou tanto pra atender? << — ele caminhava na rua já fora da delegacia em direção ao seu carro que estava estacionado do outro lado da rua.
Kolovos >— Não é fácil lidar com os problemas da embaixada e ainda ter o senhor Demetrius Papakota no meu encalço. << — ele arrumava a gravata de seda italiana diante do espelho.
Drew >— Precisamos nos encontrar. << — ele destrava o alarme do carro e abre a porta para entrar.
Kolovos >— Estou indo para a embaixada agora. << — pelo espelho ele observou a mulher se cobrir com o lençol, um sorriso daninho desponta no canto dos seus lábios. Kolovos gira nos calcanhares e volta à cama puxando o lençol que cobria a mulher deitada.
Drew >— Não, na embaixada não. Estou saindo da delegacia agora. << — dando partida no carro.
Kolovos >— Essas suas informações não estão nos levando a nada. << — ele passava as mãos no corpo da loira deitada nua até alcançar seus seios e seguir até o seu rosto. — << O que você acha que a mosca morta da sua intérprete pode ter de importante? Ela cuspiu num policial? << — rindo em deboche. Kolovos segurava o rosto da mulher firmemente, ele se aproxima e a beija mesmo contra vontade dela o que o fez se excitar com a reação de negação e morder os lábios dela para que ela o obedecesse.
Drew >— Você esta a subestimando. Eu descobri que aquele pacote pequeno foi parar na porta dela.
Kolovos >— Do que está falando? << — ele para o beijo bruscamente ao ouvir aquilo mas segura ainda com mais força o rosto da mulher.
Drew >— A vadia que o seu escudeiro Diakos matou deixou o bebê na porta da Stella. Esta bom pra você? << — Kolovos desconta sua irritação na mulher deitada, a empurrando na cama. Ela se cobre mais uma vez, de seus lábios escorria um filete de sangue.
Kolovos >— Você tem certeza disso? << — levantando-se. Ele passava os dedos para limpar o sangue que sujava o canto da sua boca.
Drew >— Tenho. << — Sai da frente idiota!!! – ele buzinava várias vezes.
Kolovos >— Então vamos recuperar.
Drew >— Agora não dá. Infelizmente nesses casos a criaturinha está sob guarda do Estado.
Kolovos >— E você acha que a vadiazinha de óculos sabe mais alguma coisa?
Drew >— Não sei. Preciso investigar.
Kolovos >— Então faça isso. Não vou mais voltar para a embaixada vou tirar o estresse que você trouxe. << — ele desliga o telefone e afrouxa a gravata olhando a mulher deitada na cama.
Kolovos – E é você vai que vai fazer isso de novo. – mais uma vez puxando o lençol. Ela tentou sair da cama mas Kolovos a segurou pelos cabelos. – Eu adoro brincar de gato e rato você não sabe como isso me excita. – falando no ouvido dela. Ele a joga na cama, a menina logo se encolhe num canto. Kolovos abre a calça. – Antes de brincar de gato e rato eu quero que você faça uma coisa e seja bem delicada se me machucar eu faço bem pior com você. Entendeu bem? – assustada a garota loira balança a cabeça freneticamente dizendo que sim.
***
Adam – Mac ainda bem que você chegou. – entrando na sala do chefe e se deparando com a cena de Mac segurando um bebê no colo, Danny carregava uma bolsa rosa infantil e Lindsay o bebê conforto.
Mac – Espero que seja importante, Adam. – o tom de voz era de poucos amigos o que fez o técnico suar frio mas conseguiu esconder a curiosidade pela marca avermelhada no rosto do chefe, ele até tencionou perguntar mas por sorte percebeu Danny gesticular para ficar quieto.
Mac – Adam! – Mac o chama diante da demora do outro de falar.
Adam – Ah ... sim chefe! É ... eu encontrei uma digital na moeda que estava na casa da Stella.
Mac – E o que tem de importante? Tanto Stella como Sam manuseou a cesta.
Adam – Pois é ... não é de nenhuma das duas. – os três se olhavam intrigado, até mesmo Sophie parecia encarar Adam da mesma forma que Mac, tanto que ele tinha os olhos presos na criança e esqueceu das outras informações.
Mac – Mais alguma coisa, Adam?!
Danny – Desembucha logo!
Adam – Desculpa, chefe. Desculpa, desculpa mas essa menina me deixar nervoso, ela tem o seu mesmo olhar. – Lindsay e Danny sorriem com a cara que Mac fazia. Ainda compenetrado esperando que Adam concluísse sua análise.
Adam – Ahh ... sim ... as digitais, né?! As digitais pertencem a Lana Deker. – virando o tablet para que todos vissem uma foto dela. – Esta desaparecida cerca de uma ano.
Lindsay – Espera. – abrindo a pasta que ainda trazia em uma das mãos e retira uma das fotos que estava dentro. – Reconstruímos digitalmente o rosto da desconhecida que encontramos perto de Nova Jessey, Mac. As duas são muito parecidas. – mostrando a foto ao lado do tablet para que os outros comparassem.
Mac – É a mesma pessoa. – ele conclui assim como os outros. – Lindsay chame o Sheldon aqui. – ela vai até a mesa do chefe e do telefone existente liga para ele da linha interna do laboratório. – Adam quero que faça outra coisa.
Adam – Fala chefe.
Mac – Danny a mamadeira.
Danny – Ãh? – Mac aponta para a bolsa. – Ah. – ele vasculha a bolsa.
Sheldon – Mandou me chamar, Mac?! – dando uma batida de leve na porta de vidro da sala antes de entrar. – E isso no seu rosto? – vendo um lado da face avermelhada.
Mac – Esse não foi o motivo para te chamar até aqui. Quero que você colha o sangue de Sophie e compare com o DNA das mulheres que estamos investigando dos casos das moedas gregas.
Sheldon – Você acha que alguma delas pode ser a mãe de Sophie? – a seriedade tomou conta dele diante da suspeita que Mac vislumbrou.
Mac – Precisamos testar essa suspeita. – Mac tentava fazer com que a Sophie fosse para o colo de Sheldon sem choro mas era impossível, até o médico perito ter a ideia de pegar uma luva no bolso e enche-la de ar, assim conseguiu chamar a atenção da criança e toma-la no colo.
Mac – Hawkes, cuidado ela não é o Franklin. – se referindo ao ursinho que um dia o perito teve na sua bancada da pericia.
Sheldon – Posso também comparar o DNA dela com o seu? – Mac tentou não se contaminar pelo riso contido que os outros lançaram. Sheldon apenas o olha de forma afável e deixa a sala.
Mac – Logo ela vai abrir o berreiro de fome e Adam essa é sua tarefa, dê a mamadeira de Sophie.
Adam – Eu?!!! – ele não sabia se sentia lisonjeado por Mac confiá-lo aquela tarefa, bem longe das suas atribuições é verdade, mas aquele bebê era considerada sua filha então não podia falhar ou se ficava mais nervoso exatamente pelo mesmo motivo. – Ahh ... ainda tem mais uma coisa.
Danny – Essa investigação ta cada vez melhor.
Adam – E cheia de surpresas também.
Lindsay – O que foi Adam?
Adam – É Stella.
Mac – O que você descobriu sobre ela?
Adam – O que eu não descobri.
Danny – Do que você está falando?
Adam – Ela ... ela ... na verdade acho que esse nem é o nome dela. – por alguns segundos Mac perdeu o ar com aquela notícia.
Lindsay – Conclui Adam. Do que está falando? – um misto de surpresa e curiosidade mas principalmente medo que estivesse enganada quanto a ela.
Adam – Ela tem a identidade protegida.
Danny – Explica melhor Adam. – Mac deu graças a Deus por ele perguntar.
Adam – Eu não sei. Eu passei todas as digitais pelo CODIS, só resultou que Sam tem passagem por desacato, quem diria que aquela velhinha simpática ...
Mac – Foco Adam!
Adam – Ok! Ok! Pois é não tinha achado nada sobre ela, nem uma multa, nem uma infração de trânsito, nem uma reclamação da tv acabo, é perfeita de mais... quer dizer uma perfeição assim absurda não existe. A única informação que aparecia era o de trabalhar na Embaixada Grega. – Adam sentiu o olhar penetrante de Mac e só queria se livrar daquilo então respirou fundo e continuou com o relato mesmo com as mãos suando.
Adam – O resultado da Stella voltou com restrições nas suas digitais após eu passar pelo Banco de Dados do FBI e resultar isso. – virando mais uma vez o tablet para eles e a foto de Stella aparecer como um arquivo protegido.
Adam – Então ou ela é uma agente federal espiã ou ...
Mac – Do programa de proteção de testemunha.
Adam – Isso. – definitivamente parecia que a cabeça de Mac ia explodir com tanta informação. Danny percebeu o quanto o amigo parecia abalado e tomou as rédeas.
Danny – Tudo bem Adam pode ir. – passando a mamadeira para ele. Mac ao ouvir aquilo acorda do seu transe e delega mais funções.
Mac – Linds verifique a identidade que Adam descobriu, verifique o que ela tem em comum com Vivian Davis.
Lindsay – Ok, Mac. – saindo junto com Adam. – Eu vou te ensinar a esquentar uma mamadeira Adam.
Mac da à volta na mesa e senta-se em sua poltrona, ele queria afundar e sumir dali mas diante da figura de Danny em pé segurando uma bolsa rosa de bebê seria bem difícil.
Mac – Você conseguiu um novo emprego? O de segurar essa bolsa? – Danny lança um sorriso debochado e senta-se na cadeira a frente da mesa do chefe mesmo sem ele pedir com a bolsa nas pernas.
Danny – Mac seja sincero você acha mesmo que Stella está envolvida nesses casos? Mesmo diante do que Adam descobriu?
Mac ponderou e tentando encontrar uma resposta razoável, mas antes que pudesse dizer algo Sinclair invade sua sala visivelmente chateado com algo.
Sinclair – Mac o que está acontecendo?!! Acabei de receber uma ligação dizendo que você roubou um bebê da delegacia é claro que eu disse que isso era um absurdo mas ao chegar aqui vejo o Ross brincando de papai e todas essas coisas na sua sala parece que é verdade. – se referindo ao bebê conforto e a bolsa que Danny ainda mantinha sob sua guarda.
Mac – Eu posso explicar.
Sinclair – Você pode explicar devolvendo essa criança para a guarda do Estado.
Mac – A guarda dela vai ficar com o pai dela que sou eu. – Mac nem percebeu que seu tom de voz saiu mais alto que gostaria, mas vendo os olhos dos dois homens a sua frente que pareciam que saltariam das órbitas, teve certeza que foi rude na forma de falar.
Sinclair – O quê??? Do que está falando? Taylor me atualize desses casos já!!
Mac – Danny nos deixe a sós. – falando calmamente.
Danny não esperava por aquela reação do chefe, aquele bebê mudou Mac ele já havia notado mas não imaginava até que ponto ou se só Sophie era a motivadora das mudanças. Danny olha para um e depois para o outro homem de pé ao seu lado, ele levanta-se ainda meio atordoado e sai da sala. Sinclair senta-se no lugar antes ocupado por Danny mas quando tentou falar algo foi interrompido por ele que voltava a sala.
Danny – Desculpa, desculpa só vim devolver isso. – deixando a bolsa rosa no sofá e saindo logo em seguida.
***
Andrew permanecia de pé na frente da porta de Stella, ele já havia tocado a campahia várias vezes mas não houve respostas, tentou ligar no celular mas continuou sem repostas mais uma vez tentou a porta dessa vez batendo com força e chamando pelo nome dela e continuou em silêncio. Ele volta para seu carro e ficou prestando atenção na casa dali de dentro quando em poucos minutos um carro para na frente da casa e uma mulher sai quase que correndo do veículo e entra na casa com a chave. Andrew achou estranho mas só podia ser alguém da família ainda permaneceu dentro do carro observando até ver alguma movimentação na parte de cima da casa.
***
Lisa – Stella!!! – entrando na casa da irmã. – STELLAAAA!! – subindo as escadas correndo. – Stella, cadê você??!! – seu coração ficava ainda mais acelerado ao não notar a presença da irmã na casa. Lisa entra no quarto de Stella mas encontra apenas uma cama desarrumada.
Lisa – STELLAAA!!! Onde você se enfiou??!! – ela já deixava o quarto quando pisou em uma poça de água, ela parou e percebeu a água vinda do banheiro então correu pra lá. – STELLA!!! Stella!! Fala comigo minha irmã. Fala comigo!!! – ela praticamente se atira na banheira para puxar Stella.
Lisa – Não Stel!! Stel!! Fala comigo!!! – trazendo o corpo inerte para a superfície. – O que você fez? Fala comigo! – batendo no rosto da irmã para que ela despertasse. Lisa tira forças do seu desespero de ver a irmã daquela forma e a arrasta para deita-la no chão frio do banheiro e em seguida lhe fazendo massagem cardíaca até que Stella da os primeiros sinais vitais.
Lisa – Stella! Stel estou aqui. Vamos deixe a água sair. – a virando um pouco de lado. Stella cospe a água com dificuldades e ainda tossia muito.
Stella – Porque não me deixou Lisa? Finalmente eu teria paz. – sua voz saiu rouca e falha.
Lisa – Stel porque fez isso? – ela falava com tanto amor na voz. Stella ainda deitada no chão apenas abraça as pernas chorando muito. – Você é minha Stell. – abraçando a irmã.
Sella – Eu nunca vou ter paz, Lisa! Eu nunca vou ter paz. Ele nunca vai deixar que eu tenha paz.
Lisa – Você está longe da Grécia.
Stella – Mas ele da um jeito de me encontrar, ele não vai parar enquanto não conseguir me pegar, nem que para isso ele viva cem anos.
Lisa – Nós o pegaremos primeiro, você vai ver.
Stella – Não, não vão! – se desvencilhando da irmã e sentando-se no chão gélido e molhado. – Eu já estou fora da Grécia há quase dez anos e nada aconteceu Lisa. – ela encarava a irmã com uma suplica nos olhos. – Eu me escondo enquanto ele está desfrutando de toda sua riqueza. Eu só queria ficar com os meus pais. Eles morreram naquele maldito acidente tentando me ajudar, você tem noção do tamanho da minha culpa?!! – batendo no próprio peito. – Foi minha culpa!! – batendo com mais raiva.
Lisa – Eu tive tanto medo de perder você agora. – segurando os braços dela para que parasse com o autoflagelo.
Stella – Nem capacidade pra isso eu tenho. – ela mais uma vez chora em desespero. – Eu só queria calar essa voz na minha cabeça, mesmo sabendo que eu mudei ele sabe o meu nome, ele me chama.
Lisa – Ele não está aqui! Olha pra mim! – segurando o rosto da irmã com as mãos. – Frank está morto.
Stella – Eu o matei. – as lagrimas verteram de seus olhos como se fossem dois rios caudalosos. – Eu só queria mata-lo também dentro de mim, dentro da minha cabeça. Aqueles tiros ecoam na minha cabeça até hoje.
Lisa – Ow Stella! – trazendo a mulher para seu peito.
Stella – Ele vai me pegar Lisa. – saindo do colo dela e a olhando.
Lisa – Nós vamos ligar para Jô.
Stella – Escuta Lisa. – tirando as mãos dela de seu rosto. – Demetrius me encontrou e vai se vingar.
Lisa – O quê?!!
Stella – Eu vi uma moeda grega hoje e estava o tempo todo na minha casa.
***
Samantha passeava com seu cãozinho observando aquele carro parado perto de sua casa e alguém dentro dele, ela deu várias voltas e ele continuava lá parado então resolveu agir.
Sam – Cassius não faça isso, esse carro é muito caro eu não posso pagar o seu prejuízo. – o cãozinho apenas a olhava. Como não tinha respostas de dentro do carro ela bateu de proposito no veículo. É então que o vidro do lado do motorista é aberto e ela pode sentir o ar frio vindo de dentro.
Drew – Aconteceu alguma coisa?
Sam – Desculpa. Foi culpa do Cassius. – apontando para o cachorro. Andrew tencionava sair do carro mas o cachorro logo começou a latir o que fez ele se assustar ao ver o tamanho do cachorro. O cãozinho Cassius era da raça pastor alemão.
Drew – Não tem problema. Não deve ter sido nada. – voltando a fechar a porta do carro. E assim o cachorro parou de ladrar.
Sam – Você está procurando alguma casa para alugar? Você tai parado já tem um tempo.
Drew – Na verdade eu queria falar com a moça que mora naquela casa mas eu já fui lá e ninguém atende. Você a conhece? Conhece Stella Bonasera?
Sam – Sim, minha vizinha.
Drew – Você sabe dela?
Sam – Ah sabia que reconhecia você de algum lugar, você é o chefe dela bonitão que a levou para uma festa esses dias, não foi?
Drew – Isso mesmo. – sorrindo vaidoso com o elogio. – Sou Andrew Bedfort.
Sam – Ela está com uns problemas familiares, a irmã está ai para ajuda-la nem sei se ela já chegou da rua.
Drew – Tudo bem, amanhã eu passo para vê-la. Obrigado! – ele levanta o vidro do carro e sai em disparada. Sam prestou atenção na placa do carro desconfiada daquela história.
***
Depois que Sinclair deixou sua sala Mac foi imediatamente procurar Sophie mas ele parou na porta da sala ao ver Adam andando de um lado pro outro com Sophi presa no seu peito, ele improvisou um canguru com jaleco e deixou a menina dormindo em seu colo enquanto trabalhava. Mac sorriu com a cena.
Danny – Ele soube se virar, não é?! – se aproximando do chefe. – E ai como foi a conversa com Sinclair?
Mac – Nada agradável como sempre, mas Sophie não vai sair daqui já deixei bem claro.
Danny – E você o atualizou de tudo mesmo? – Mac sabia onde o amigo queria chegar.
Mac – A parte de uma possível identidade secreta eu deixei oculto, ainda preciso investigar mais sobre isso pra ter alguma conclusão. Agora pegue sua esposa e vão para casa, vão ficar com Lucy. Amanhã nos vemos.
Danny – Tudo bem. Eu vou deixar isso para analisar amanhã.
Mac – O que é isso?
Danny – A boneca improvisada que Stella citou que estava na cesta. Vou procurar por pistas. – Mac apenas assente. – Até amanhã Mac.
***
Mais uma vez era madrugada e Mac estava em seu escritório no laboratório mas dessa vez não era só os papeis que lhe faziam companhia, tinha um serzinho dormindo no bebê conforto em cima de sua mesa disputando espaço com os seus documentos. O telefone em sua mesa toca, Sophie se remexe mas continua dormindo. Definitivamente aquela era uma visita que ele não esperava. Alguns minutos depois ele escuta batidas na sua porta já sabendo da visita, ele apenas acena para entrar enquanto assinava um relatório.
— Obrigada por me receber. – Mac ergue a cabeça para encará-la e é surpreendido pela semelhança da mulher a sua frente com Stella. – Sophie você está aqui, amor. Ow Stella vai ficar mais tranquila quando souber.
Mac – Lisa, não é?
Lisa – Isso, Lisa Cuddy.
Mac levanta-se e estende a mão por cima da mesa para cumprimentá-la. Ela o cumprimenta de volta.
Lisa – Stella me falou de você. – Mac acena a cadeira a frente de sua mesa para que ele sentasse. – Obrigada.
Mac – Não posso deixar de citar o quanto vocês são parecidas. Mas confesso que não esperava sua visita.
Lisa – E eu não esperava ver Sophie aqui. – sorrindo mais uma vez ao ver a menina dormindo. – Mas agora eu tenho certeza que fiz a coisa certa.
Mac – Eu não sei se posso ajudar Stella está ...
Lisa – Primeiro eu quero que você ouça o que tenho a dizer. – Lisa o interrompe. Mac se surpreendeu pela forma um pouco rude ao ser interrompido.
“ – Irmã de quem?!” – ele pensou.
Lisa – Desculpa se fui ... enérgica. – percebendo que ele não havia gostado nada daquilo.
Mac – Eu diria ríspida. – arcando uma das sobrancelhas.
Lisa – Pelo marido que eu tenho a minha paciência já se esgotou. Eu gostaria muito de continuar essa conversa falando do meu marido, adoro falar mal dele mas a pessoa que me trás aqui é outra. – ela respira fundo. – Eu não viria aqui se não fosse muito importante. Eu tive que da um calmante bem forte para que Stella conseguisse dormir um pouco e o mais importante ela nem imagina que estou aqui e muito menos contar o que vou contar.
A expressão antes amena em Mac agora dera lugar a um franzir de testa preocupado.
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