Quero você de volta.
6 Capítulo 6
Notas iniciais
~ Regina Mills ~
~ FhashBack ~
Ainda era cedo, e sábado. E eu estava dormindo um sonho maravilhoso. Até que meu celular começa a tocar.
– Alô, Regina.
– Não, a sua mãe. — Falei com a voz fria. Tinha reconhecido a voz.
– Nossa! Que estresse logo cedo Regina. – Disse com uma voz divertida.
– Por isso eu estou estressada Ruby. São – Olhei para o relógio. – 7:37 da manhã de sábado.
– Esqueci que hoje era sábado. Queria te chamar para tomar café comigo.
– Meu deus. Que milagre é esse? Ruby você fez café? – Fui muito irônica. – Tudo bem. 8:00 eu chego ai. – Eu ouvi sua risada no telefone. – Tchau sua chata!
~.~
O dia estava lindo. Ensolarado. Não calor, mas estava quente. Coloquei um shortinho jeans. Uma camisa de botão branca. Nada de “chiqueza.” Fui andando, admirando a beleza do dia. Que estava lindo.
Assim eu cheguei, toquei a campainha. Ruby me recebeu com um sorriso enorme. Ela estava estranha. Não gosta de cozinhar. Nem de acordar cedo. Quanto mais dia de domingo.
– Estava com formigas na cama Ruby?
– Não, hoje acordei feliz, posso?! – Sorriu colocando umas panquecas na mesa, que já avisa: frutas, suco de manga, bolo de abóbora, pão francês, entre outras coisas. – Além do mais, não é ruim acordar cedo. É bom para pele, sabe?
– Sei sim. Mas há alguém por traz dessa felicidade maravilhosa? — perguntei colocando um como de suco.
– Bom, a vida nos dar muitos motivos para ser feliz, né?! Conhecer novas pessoas é uma delas. — A olhei com um sorriso enorme no rosto. Acho que ela estava se referindo a Emma. – Vai, me conta como foi ontem com a loira gostosa.
– Ruby, não precisava fazer um banquete desse para me perguntar sobre o maravilhoso jantar que eu tive ontem com a Emma. – Eu vi seus olhos brilhar. – O jantar estava ótimo.
– E a presença da Emma não? – Ela me olhou interrogativa. Ruby conheceu Emma na faculdade. Elas dividiam um quarto da vila de estudantes de direito. Ruby sabia de todas as safadezas de Emma da faculdade, cada garota que era pegou quando estava lá. Todas as vezes que ela encheu a cara e etecetera. Ruby era a melhor amiga de Emma.
– Emma é uma pessoa maravilhosa, divertida. A noite foi ótima. – Sorri com as memorias recentes. – Cadê a gelatina?
– Tá na geladeira... E vocês vão sair novamente? — Perguntou com uma carinha curiosa. Levantei e fui até a geladeira. Me abaixei e peguei a gelatina. Quando me virei fiquei paralisada. Emma estava se sentando na cadeira que seria a minha. – que dava a visão das costas da loira. — Mas o mais incrível é que ela estava vestida apenas com suas peças intimas vermelhas. Acho que pelo fato de ter me abaixado um pouco para pegar a gelatina, ela deve ter chegado. Mas foi tão rápido.
– Estava conversando com alguém? – Ouço a voz de Emma pela primeira vez. — Nossa que banquete. Isso tudo é para mim? O que eu fiz para merecer isso tudo? – Emma sentando-se.
Ruby me olhou rápido, segurando o uma gargalhada. – Bom..., você levou a Regina para jantar ontem e isso já é bom...
– Mas o que tem haver esse café da manhã com a Regina. Cadê a gelatina? – Emma perguntou interrogando Ruby.
– Está aqui. – Me pronunciei. Se tivesse um buraco ali, eu me jogaria dentro. Dei um meio sorriso, mas não dei nem um passo em direção a mesa.
– Regina, você está ai?! – Ela murmurou. — Ruby, eu vou lhe matar. – E tinha um sorriso completamente sem graça.
– Emma, eu esqueci que você estava aqui. Ai convidei a Regina para tomar café da manhã comigo.
– Não tem problema. – Eu me aproximei da mesa. E Emma se levantou para me cumprimentar. – Bom dia Emma. – Sorri olhando ela de cima a baixo.
– Bom dia Regina Mills. Como está? – Ela foi educada. Gosto disso.
– Estou bem, gostaria de estar que nem você, mas... estou bem. – Ela se olhou por inteiro. E ela fez uma careta engraçada. Seu rosto estava vermelho, deveria ser vergonha.
– Se me dão licença, eu vou no quarto.
– Não Emma. Não precisa ir no quarto. Não a nada ai que eu nunca tenha visto. – Disse Ruby comendo uma uva. Se olhar matasse, Emma teria acabado de matar Ruby. Ela suspirou forte e tornou a olhar para mim.
– Como eu disse Regina, eu vou no quarto colocar uma roupa. – Ela passou seu corpo bem próximo do meu. Nossa, minha vontade era de agarra-la ali. Mordi o lábio inferior quando ela estava andando para a escada.
– Você pode subir se quiser. – Disse Ruby me tirando dos pensamentos safados. Desviei meu olhar para ela e disse com a voz, tentando ser o mais brava possível.
– Ruby. – Depois amancei a voz. – Isso não foi certo com ela. Você viu a cara dela quando me viu? – a frase terminou com um sorriso.
– Vi sim. E vi a sua também. Você quase baba em cima dela Regina. Vocês não... – fez um gesto com as mão. – transaram ontem não?
–Claro que não né? Por que se isso acontecesse, ela não dormiria aqui. – Voltei a comer, pouco tempo depois. Emma chegou toda tímida, comeu e depois começou a se descontrair. E foi assim até dar 11:00. Antes de ir ao trabalho. Ela aproveitou um momento que Ruby foi a cozinha e me convidou para jantar hoje novamente. Timidez estava em Emma naquele momento. Será que ela achou mesmo que eu recusaria?
~ Fim do FlashBack ~
Acordei com uma leve cocegas no meu pescoço. Um ventinho quente. Havia um peso na linha do meu quadril. Um braço a baixo dos meus seios. Emma me abraçava por completo. Eu estava com saudades desse peso sobre meu corpo. Mas o vento no meu pescoço me deixou a desejar.
Abri os meus olhos devagar. O quarto estava começando a ficar claro. Olhei no relógio ainda era 5:00. Faltava 40 minutos para dar o remédio para Valenthina. Emma estava sobre mim. Estava tão bom, ela me esquentando. Se nós estivéssemos “bem” Eu acordaria ela com vários beijos pelo rosto. Mas como estamos, como estamos...
Tirei seu braço decima de mim, afastei meu corpo um pouco do dela e deitei de lado com sua perna ainda em cima de mim. Contemplei a sua beleza por alguns instantes. Tirei os cabelos que estavam em seu rosto. Alisei de leve seu rosto. Passeei meus dedos sobre seus lábios. Os quais de um susto, deu um beijo sobre eles e sorriu ainda de olhos fechados.
– Agora você olha as pessoas dormindo? – Ainda sorrindo e abriu os olhos... Aaa, aquele sorriso. Só sexo pela manhã supera esse sorriso.
– Bom... – o que eu diria? – não... na verdade sim. – gaguejei. – é só que...
– Por que acordou tão cedo? – interrompendo-me
– Estava sentindo uma leve cocegas no meu pescoço. – Ela me olhou sem entender. – Sua respiração... Ela estava fazendo...
Emma estava aproximando-se de mim perigosamente. E eu não para de olhar para os seus lábios. Seus lábios estavam acerca de 6 centímetros do meus.
– O que ela estava fazendo Regina? – Sua voz era um sussurro. Sentir novamente sua respiração contra a minha pele.
– Ela... Ela estava fazendo... – Minha respiração estava ofegante e eu sussurrava. – Emma... — nossos lábios por milímetros não selaram-se...
– Regina, Regina...? Você está bem? – Emma estava no mesmo lugar rindo. – Você dormiu acordada?
– Oh, desculpe. Acho que dei uma viajada aqui nos pensamentos. – Sorrir sem graça. Ok, agora vou começar a ter alucinações beijando Emma. – pensei-.
– Sim, sua respiração estava fazendo cocegas no meu pescoço. Além de um braço muito pesado no meu estomago e uma perna... – Olhamos juntas para as nossas pernas entrelaçadas, que ela rapidamente retirou o contato.
– Oh, desculpe-me.
– Tudo bem. Você pode voltar a dormir. Hoje é sábado, seu turno ainda é as 15:00pm.
– Estou cansada, mas não estou com sono. – E sum rápido silêncio se fez. Seus olhos conversavam com a minha alma. Eu sentia que ela querias muito me abraçar. Seu corpo estava relaxando e tenso. Meio sem saber o que quer fazer. Eu me aproximei dela e plantei um leve beijo na sua testa. O qual ela recebeu carinhosamente. Me afastei, sorrir e levantei. – Vai para onde?
– Ah, estou com vontade de cozinhar e já está quase na hora de dar o remédio para Thina.
– Quer ajuda?
– Atá Emma, você na cozinha? Não, obrigada. Mas aceito quer você dê o remédio da nossa pequena. – Ela acentuou na cabeça e eu fui para o banheiro fazer a minha higiene matinal. A qual Emma também achava que demorava um século.
~.~
– Mamãe, você vai morar aqui de novo? – Perguntou Heloise com a boca cheia de Waffles.
– Filha, não fale de boca cheia. – Repreendi. – Sua mãe nunca deixou essa casa. Ela simplesmente dormiu fora. – Emma não me olhava.
– Mas ela disse que ia vim pegar as roupas dela no outro dia, que seria ontem...
– Heloise, fique quieta. – Valenthina que disse, percebendo que o olhar de Emma tinha ficado triste. – Você não entendeu que a mammy disse que ela nunca saiu de casa?
– Chega desse assunto né?! Hoje vocês vão querer comer o que no almoço?
– Lasanha. – Disse as duas pequenas. Eu observei o olhar de Emma, não era o mesmo olhar que ela tinha quando acordamos. Esse era triste. Mas mesmo assim ela sorriu.
~.~
Eu levei Emma até a StarBucks para ela pegar o seu carro. Quando descemos, ela entrou, pegou o de sempre e eu fiquei com ela todo o tempo calada. As meninas tinham ficado em casa. Valenthina só dormia. O seu remédio dava muito sono e muito fome. Heloise adorava jogar vídeo game. Levei bolo para elas.
– Obrigada por me deixar voltar para casa. – Emma disse assim que saímos e paramos ao lado do seu carro.
– Não a nada o que agradecer. Por quer aliás, você nunca saiu de casa. — Sorri
– Mas mesmo assim, obrigada.
~.~
Já havia passado duas semanas que Emma estava em casa. Não houve nem um toque. Apenas algumas investidas perigosas tipo: passar pela porta sendo que a outra está encostada dela, — fazendo os dois corpos roçarem. – entrar no quarto sem bater – ok, não era preciso bater mais... era oras! -... E sim, nós estávamos dormindo na mesma cama todos os dias. Mas isso teria que mudar. Eu não estava mais com raiva ou alguma coisa do tipo, ou qualquer sentimento negativo sobre a minha mulher. Eu a quero e eu a terei.
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