Quero você de volta.
7 Capítulo 7
Notas iniciais
~ FlashBack ~
Prov Regina Mills
Eu e Emma estávamos saindo. E bom, vamos dizer que “nada” não aconteceu entre nós. Eu estava envolvida emocionalmente com ela. Havia sentimentos ali entre nós.
~.~
– Ruby, queria te perguntar uma coisa. – Ela me olhou e acentuou a cabeça. – Emma é realmente lésbica? – Ela olhou para mim e começou a gargalhar. – Por que você está rindo?
– Porra Regina. A Emma é a pessoa mais lésbica que eu conheço. – Parando mais com as rizada – mais, por que a pergunta?
– Bom, é que já estamos saindo a três semanas e bom... “nada” aconteceu
– VOCÊS AINDA NÃO TRANSARAM? – Ela falou em voz alta.
– Ruby, fale baixo poxa. – Corei no exato momento.
– Meu Deus, por que vocês ainda não transaram? Vocês estão saindo a três semanas e ainda não transaram?! – Ela parou me olhando alguns segundos. – E o que vocês fizeram? – Ela não hesitou nem um pouco em perguntar.
– Só... nos beijamos. – Ela levantou a sobranceira com cara de surpresa.
– Regina o que você sente pela Emma afinal? – Parei um momento.
– Eu não sei o nome. Só sei que é forte, sabe?! Ela me faz sentir-me livre. E ela me dá a liberdade de ser quem eu quero ser. – Ruby me olhava com um olhar que esbanjava felicidade e com um sorriso no canto dos lábios. – Por que você está me olhando assim?
– Por que estou diante de uma mulher apaixonada. E isso é lindo...
– NÂO! Isso não é lindo. Você sabe que eu estou pensando em voltar para casa da minha mãe. E se estou apaixonada por ela, não sei. Mas ela seria o motivo da minha ficada aqui.
~.~
Prov Emma Swan
Hoje eu vou leva-la para o meu lugar favorito da cidade. Quero ver o pôr-do-sol. É um momento magico. E eu quero compartilhar com ela. Quando estou com sua companhia, me sinto diferente. Meu coração fica parecendo que vai sair pela boca. Posso até está pensando besteira, mas sinto que estou me apaixonando. E isso é ruim, não posso me apegar a ninguém. Sendo que eu tenho essa droga de doença que pode me matar a qualquer momento.
A última vez que fui ao médico, ela disse que o tumor estava diminuindo. E que as chances de escapar era cada vez maior. E pelo visto ela estava certo. A minha última consultar já vai fazer 2 anos.
Liguei para Regina, perguntei se ela queria sair comigo. Eu falei que era surpresa. Ela aceitou.
~.~
Passei na casa dela as 17:00pm. Eu disse que não era para ela se arrumar, por que iriamos para um lugar muito comum. E assim ela fez, vestiu um vestido simples e leve com uma sandalinha de dedo comum. Linda, ela estava completamente linda.
Após entrar no carro, ela veio logo me cumprimentando com um selinho, não um selinho rápido, mas um selinho demorado que se tornou um beijo quente. Que, nossa. Como ela conseguia fazer isso comigo.
– Olá. – Sorri
– Boa tarde Swan. Para onde vamos?
– Surpresa! – Ela acentuou, dei a partida e saímos da frente da sua casa.
Fomos conversando sobre o nosso dia. E ela disse que fez o almoço na casa de Ruby. Me convidou para ir na sua casa jantar, para eu provar da sua comida. Já não bastava ter me conquistado pela companhia, queria me conquistar pelo estomago.
~.~
Chegamos outro lado da cidade. Tínhamos que andar um pouco entre as arvores e suas raízes. Ela tropeçou em uma das raízes e eu a segurei firme pela cintura. Puxei ela para perto para me certificar se estava tudo bem.
Ela me olhou intensa e tomou os meus lábios nos seus com fome. Me empurrou conta uma arvore que estava atrás de mim e passou a dar beijos e leves mordidas no meu pescoço. Apertei mais seu corpo contra o meu e apertei sua cintura em minha mãos. Eu comecei a ofegar. Ela saiu do meu pescoço e voltou a me beijar, agora com mais delicadeza.
Assim que parou o beijo. – Para onde estamos indo? — Sorriu. Você quer me matar, mulher? – pensei.
– Contemplar o belo. – Segurei na sua mão e fomos andando até o topo do monte. Onde tínhamos a melhor visão de mais da pequena cidade e um pôr-do-sol maravilhoso. Sentamos na grama.
– Emma... – olhei para ela. – O que nós estamos fazendo? – franzi a face.
– Estamos olhando o pôr-do-sol, oras. – Eu talvez tenha entendido o sentido da pergunta, mas não quis dar continuidade. Sem esperanças, sem magoas. – É lindo né? – disse depois de alguns minutos.
– Hum? – ela parecia está em outro mundo.
– O pôr-do-sol, é lindo. Eu amo vim aqui. Ele me dá uma segurança, como se tudo pudesse dar certo e que na vida não há limites para viver. Ele pode significar o fim de um dia ruim. Ou se você pensar de um modo positivo, ele pode ser como o nascer do sol, um novo começo. – dei uma breve risada. – mas em horários diferentes.
Ela me olhou, tento decifrar. Mas eu sou complicada. Ela tem um olhar magico, um sorriso encantador. Ela é o mais próximo que eu tenho da felicidade.
~.~
Já era 18:10 quando chegamos a sua casa. Descemos do carro e eu a acompanhei até a porta. Ela não tinha me dito nada, até...
– Emma, nós somos namoradas? – ela perguntou muito rápido, eu tomei um susto.
– Hã? – eu realmente não havia entendido.
– Eu e você Emma, somos o que?
– Aaah Regina, somos felizes...
– Eu deveria ter desconfiado. Você nunca tentou nada de mais comigo... – me interrompeu e eu fiz o mesmo.
– Eu não quero compromisso. Eu não quero magoar ninguém Regina. – Minha voz estava ficando cada vez mais triste, carregada pelas lagrimas que queriam descer.
– Mas se você não percebeu que isso já aconteceu. – Seus olhos brilhavam com as lagrimas que estavam sendo presas.
– Eu sinto muito. – Abaixei a minha cabeça permitindo que uma lagrima descesse.
– Então, por que fez acreditar que valeria a pena? – Eu não respondi nada. Tensos segundos eternos depois, ela disse com a voz carregada de tristeza- adeus Emma. – dando as costas e abriu a porta. Eu sussurrei “Eu não vou viver para ser feliz com você.” Segundos depois de terminar a frase ela entrou e eu tenho certeza que quando ela fechou a porta, eu vi lagrimas em sua face.
~..~
Da casa de Regina eu fui direto para casa de Ruby, precisava conversar com alguém que me entenderia.
Ao chegar lá, não bati na porta. Já fui entrando aos prantos gritando por Ruby. Ela apareceu do alto da escada com um roupão
– O que foi? Ai meu deus, você está chorado. — Ela vinha descendo e me abraçou assim que nossos corpos se encontraram. Eu não precisei dizer nada, ela sabia que alguma merda tinha acontecido e que era grave. Eu aprendi a ser forte e me mantar firme no meio de uma tempestade, mas naquele momento, não deu. Fomos até o sofá. Ela não me soltou em nem um momento. Eu deitei a cabeça em seu colo. Corei até não haver lagrimas mais em meus olhos para serem derramadas.
– Emma o que aconteceu? — Ela não tinha me perguntado nada até então...
– Eu tenho uma vida de merda. Com essa merda em minha cabeça... – As lagrimas começaram a voltar.
– Não acredito que isso aconteceu de novo?! Emma, você não pode se privar de viver por conta desse tumor.
– Mas ele me priva de viver dês do mento que eu posso morrer a qualquer minuto.
– Emma, qualquer pessoa pode morrer a qualquer momento... Pode ser andando por uma vazia e do nada, cai uma bola em sua cabeça. Uma pessoa pode escorregar no chão bater a cabeça e morrer. Então, não bote a culpa de você não tentar no tumor.
– Mas Ruby, imagina eu estando no alto da minha felicidade com a minha família formada. Uma esposa linda como a Regina. Um batalhão de guris e gurias correndo pela casa, ai do nada, eu morro. Não dá pra ser feliz assim Ruby. Não da. – voltei a chorar e ela me dava carinhos na cabeça.
~ Fim FlashBack ~
~ Prov Regina Mills ~
– Mammy, quando vamos na casa da Vovó? Estou com saudades dela. – Valenthina perguntou a mim. – Estou querendo muito uma tortinha de maça...
– Ah minha pequena. A mammy faz para você... – Respondi colocando a cobertura no bolo de chocolate
– Pode ser. Mas a da Vovó Cora é bem mais gostosa que a sua. – Olhei para ela de boca aberta. Levando a mão a boca, com cara de ofendida. – Pronto falei.
– Não fala assim da mamãe Thina. Eu amo a sua torta mãe. – A Loloy fica tão linda defendendo a mamãe! — pensei
– Meu Deus. Traída pela própria filha, quem aguenta uma vida dessa?! Obrigada minha pequena – Falei voltando a sorrir. – Vamos lá no próximo final de semana, certo? Ligue para ela para avisar.
Ela acentuou e correu para o telefone. Fiquei feliz que a minha pequena já estava melhor. Agora a lei da casa era: nada de cerejas.
~..~
Aquele sábado tinha sido um calor infernal. Não quantos graus tinha dado a temperatura máxima do dia. Só sei que estava muito quente. Passei o dia inteiro de shortinho e regata. E ainda assim suava.
~...~
Coloquei as pequenas em suas camas, cobrindo-as com um lençol fio por conta do calor. Dei um beijo na testa de ambas e fui para o meu quarto. Quando abrir a porta, Emma estava de costas para mim completamente nua. Vontade de tomar o seu corpo e deixar aquela pele branquinha, toda vermelha ou roxa, com meus beijos. Mas me segurei.
– E..e..e. eta... E-elas já dormiram. Disseram que estavam exaustas – Eu apreciava o seu corpo. E ela percebeu que eu a comia com os olhos.
– Hoje está tudo muito quente. – Ela seu um ênfase no tudo. Safada. Concordei com ela e fui até o banheiro tomar um banho de água fria. Estava precisando...
Ao sair, Emma estava deitada na cama lendo um livro, com uma calcinha e um top que parecia mais uma blusa super pequena. Eu estava de com uma camisola curtíssima de seda rosa bebê.
Deitei ao seu lado. E ela guardou livro e me olhou. Eu a olhei de volta. Dei um meio sorriso.
– Você está linda. – ela falou baixinho liberando o sorriso mais lindo.
– Obrigada. Você está... Nossa, tá calor, né? Vou dormir para ver se passa. Boa noite Emma. – Ela bufou rindo e respondeu Boa Noite. E apagamos as luzes. Mas o nosso quarto ficava iluminado por algumas luzes que havia no tento. Emma tinha medo do total escuro. Ela se sentia só.
Cerca de 1 horas depois do ocorrido, eu não tinha dormido. Levantei e tirei minha camisola, ficando de calcinha e um sutiã de uma renda que não esconde nada. Não estava aguentando mais aquilo. Eu ouvir um longo suspiro. Percebi que ela estava acordada ainda. Mas não disse nada. Sabia também que ela estava me olhando. Deitei novamente na cama...
Eu estava tentando relaxar, mas estava difícil. Fiquei de olhos fechados dês de que deitei.
Emma começou a alisar o meu cabelo levemente. Depois começou a fazer carinho no meu rosto. E eu sentir um peso leve sobre os meus lábios. Ela havia me dado um selinho. O Qual eu correspondi sem nem uma dúvida do que eu queria. Ao separar o selinho, eu abrir meu olhos e encarei os olhos verde a minha frente. Ela me deu um grande sorriso.
Dessa vez foi eu que selei nossos lábios. E não foi um beijo de desespero. Foi um beijo delicado. Um beijo de amor. Nossas línguas dançaram uma na outra. E feito isso, o beijo foi aprofundado. Seu corpo veio sobre o meu devagar. Minhas mãos estavam em seu rosto, segurando em ambos os lados.
Ela estava sobre mim, suas pernas estavam entre uma das minhas. E o beijo foi cortado lentamente. Todo cuidado estava sendo tomado ali.
– Faz amor comigo hoje? – Ela me perguntou com uma voz doce, calma.
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