Quero Você mais Um Dia
2 Parte II
Notas iniciais
— Acho que eu te amo, Thiago. — Ele enrolou meus cabelos.
Sorri. Fiquei de frente para ele, ele se virou para mim também, e ficámos assim, deitados, olhando um para o outro, até que ele tomou a iniciativa de me beijar.
Aproveitei para agarrar ele, acariciar seu rosto, enrolar seus cabelos e ele era realmente um anjo caido do céu. Parecia milagre até que finalmente eu estava agarrando ele. Nosso beijo não foi só um selinho, ele quis mais que isso.
— Thiago, eu... — Levou as mãos nos olhos. — Eu sou heterossexual...
— Porquê tem que ser?
— Porque é o que está certo.
— Não, que bobagem! Quem te falou isso?
— Ora, Thiago, você sabe perfeitamente que homossexuais são discriminados por todo mundo e deixam de ser pessoas e passam a ser tratados abaixo de cachorro. — Ele estava agora sentado na cama.
Olhei para ele.
— E você se importa com isso?
— Claro. Quem não se importa?
— Eu não me importo.
Ele soltou um riso.
— Desde que eu tenha você para mim, podem até me chamar de idiota. Mas eu te amo, e faria todos os sacrifícios para ter você. — Me sentei. — Você faria isso por mim, Douglas?
Ele ficou parado, encarando o chão. Então, se levantou e se sentou no meu colo, virado para mim. Chorou, escondeu seus olhos por trás do cabelo.
— Por você... faria tudo. — Me beijou só de selinho. — Eu te amo faz tempo. Não andei sofrendo aí de ciúmes e andando aí tímido para depois não levar recompensa nenhuma. — Eu sorri e ele pausou. — Por favor, não fale de nada na escola. Vamos namorar, mas ninguém precisa saber. — Ele me jogou para trás e se deitou em cima de mim. — E você é uma delicinha.
Eu ri e abracei ele.
— Pode vir aqui mais vezes?
— As vezes que forem precisas, amor. — Douglas é uma delícia, só como ele sabe ser.
Ficámos no amasso durante horas. Acabámos esquecendo a prova.
— Posso dormir aqui essa noite, Thiago?
— Claro, Douglas. — Beijei a testa dele. — Não quer fazer nada mais...?
— Acho que isso não preciso pedir. — Ele sorriu.
— O que faremos na escola?
Ele ficou calado. Esperei a resposta, mas ele não falou nada. Fechei os olhos.
— Andaremos juntos. — Ele me abraçou. — Acho que não conseguirei me controlar na escola, depois desse dia que estivemos juntos.
E assim adormecemos, agarrados, felizes.
— Thiago. — Acordei com alguém me chamando, era Douglas. — Quero você todos os dias.
Sorri.
— Eu também, amor.
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