Quero Matar Meu Chefe

9 This Is The End


Notas iniciais
Como o nome do capítulo sugere, é o fim ^-^

Sakura Haruno

Acordei e a primeira coisa que ouvi foram alguns bipes. Lembrei que eu deveria estar em um hospital, afinal eu levei um tiro. E, caralho, como essa porra dói.

Senti alguém alisando meus cabelos. Tive esperança de ser o Sasuke. Tipo: “Que lindo, ele ficou aqui comigo”. Mas era uma mão feminina, então, com certeza, era a Ino.

Pisquei os olhos, tentando me acostumar com a claridade.

— Ei, Testa! – Ela deu um beijo em minha testa. – Se sente... – Ela fez uma pausa. – Bem?

Ela parecia meio receosa ao perguntar isso.

— Foi só um tiro, ele vai precisar de muito mais para derrubar Sakura Haruno... A não ser que ele tenha conseguido se safar. Eu não estou presa estou? – Me desesperei um pouco, erguendo minhas mãos para ver se não estavam atadas.

Senti uma pontada no local do tiro.

— Ei, ei, ei. Vai com calma, mocinha! – Ino me empurrou para o colchão, levemente. – Você tem que repousar, passou por uma cirurgia.

— Você passou a noite aqui? – Perguntei.

— Sakura Haruno, isso é decepção em sua voz? Sua mal-agradecida. – Ela cruzou os braços e virou o rosto.

— Desculpa, Porquinha. Obrigada! – Sorri. – O Sasuke está bem?

— Ele foi para casa dormir, a noite de vocês foi cheia. – Ela me olhou de novo.

— E o Naruto?

— Bem, bem, bem ele não tá, afinal ele tem sérios problemas mentais. Fora isso, deve estar bem. – Ela deu de ombros.

Sorri aliviada que tudo estava bem... Mas... Meu sorriso foi diminuindo e meu rosto assumiu uma expressão de pânico. Ergui as mãos e passei a puxar meus cabelos. Droga, droga, droga, droga, droga...

— Saky? – Ino chamou.

— Meu... Carro... Meu carrinho. Não tinha nem três anos de uso. – Comecei a chorar.

— É... Eu ia esperar você ficar bem para te dar a notícia, mas... Bem, não tem concerto.

— O que? – Gritei. – Não, não, não, não, não... Por que isso tinha que acontecer?

— A culpa é de vocês, por bolarem aquele plano idiota. – A loira zombou.

— Eu sei. – Suspirei cabisbaixa.

Ouvi batidas na porta e o dia pareceu ficar menos ruim.

— Posso entrar? – A voz perfeita dele perguntou.

— Claro. – Ino respondeu. – Vou indo, tenho que cuidar do meu outro bebê.

— Não sou um bebê, Porca! – Resmunguei.

— É sim... Tchau... Se precisar de algo, sabe que pode me perturbar. – Ela sorriu e se levantou para sair. – Tchau, Uchiha. Cuide bem dela. – E saiu.

— Oi. – Ele falou e sentou onde a Ino estava antes. – Você está bem?

Agora sim! A mão que me acariciava era a dele.

Eu sorri automaticamente com o toque dele em mim.

— Estou... Bem, mais ou menos... Meu carro já era.

— Melhor o carro do que você.

— Eu preferia que não tivesse estrago nem em mim, nem nele. Mas a vovó me ensinou que nem sempre temos o que queremos.

— É... Acho que você vai ficar super sexy com uma cicatriz. – Ele me olhou com um sorriso sacana.

— Argh... Você tem que dar sentido sexual a tudo. – Fiz uma careta.

— Eu... Eu fiquei com medo. – Ele falou olhando para baixo.

— Por causa do Hiashi? É, acho que nós três ficamos. – Concordei.

— Medo de perder você, por causa do tiro. – Ele estava corado.

Fiquei surpresa com o que ele falou. Não é sempre que podemos ouvir declarações de Sasuke Uchiha.

— Eu estou bem, Sasuke.

Me aproximei dele para acariciar o seu rosto. Droga, meu peito ainda está doendo. Ele me empurrou de leve contra o colchão.

— Acho que você tem que repousar. – Ele falou e beijou meu rosto.

Coloquei a mão na nuca dele, para que não se afastasse, e o beijei. Nem parecia um de nossos beijos comuns. Geralmente, quando nos beijávamos, já estávamos tirando as roupas, ou estávamos sem elas. Dessa vez era um beijo calmo, sabem, esses beijos clichês de casal apaixonado de filmes, livros e afins. Apenas estávamos aproveitando um ao outro.

Infelizmente, tivemos que nos separar, afinal ainda estávamos em um hospital.

— Amanhã tenho uma reunião na Tsukuyomi. – Ele falou.

— Você vai ser o dono. – Sorri para ele. – Como você sempre quis.

— É...

Mais uma vez o desespero tomou conta de mim.

— Droga, droga, droga! – Bati em minha própria testa.

— O que foi dessa vez? – Sasuke riu.

— Meu emprego...

— Eu te dou um. – Deu de ombros.

— Sério? – Me segurei para não agarrar ele.

— Claro. Um dia vamos nos casar e comandar juntos. – Ele sorriu de lado.

Droga, como amo odiar esse sorriso presunçoso idiota.

...

Naruto Uzumaki

De volta ao trabalho, resolvi que transar com a Mei seria minha salvação.

— Hey, Mei... Acho que deveríamos cuidar logo do paciente. – Falei com a voz sedutora.

— Você sempre me surpreende, seu safadinho! – Mei parou do outro lado do paciente anestesiado.

— Espere e verá. – Sorri.

Ela puxou a calça do paciente e se aproximou do pênis dele.

— Como eu queria fazer sexo com a Mei. – Ela fez uma vozinha enjoada.

O paciente começou a rir... Droga, não foi esse o combinado.

— Droga... Foi mal... Que idiota, ela ‘tava falando com o Suisui. – Suigetsu falou.

Suisui? Qual o problema dele e do Sasuke? Só eles para darem nome ao próprio pênis.

— Quem é você? – Mei perguntou.

— Mei, este é meu amigo Suigetsu. – Apresentei.

— É um prazer, gatinha. – Ele sorriu sedutor e estendeu a mão.

— Não me toque... – Ela resmungou.

— Bem, o Suigetsu faz qualquer coisa por dinheiro... Então eu paguei a ele para me ajudar a te incriminar.

— Sério? É tudo que você tem? Sua palavra contra a minha? – Mei estreitou os olhos.

— Oh... Não se esqueça daquele cara. – Apontei para a janela, onde o Yokito, Yajiko... Ah, foda-se! Onde o Pain estava com uma câmera. – Sorria, vadia, porque você está... Bang!... Sendo filmada.

— Seu canalha! – Ela ficou emburrada e mostrou o dedo do meio para o Pain.

Aparentemente o plano da Sakura está funcionando. Claro que sou inteligente suficiente para bolar um sozinho, mas a Saky insistiu em ajudar, então eu aceitei.

— Deixa eu falar uma coisa, Mei. O que vai acontecer é o seguinte: Eu vou tirar duas semanas de férias e terei uma viagem maravilhosa e cara bancada por você. Essa viagem chama-se Lua de Mel... Quando eu voltar, venho para o trabalho e não terá nenhum assédio, certo? Porque se você sequer olhar para meu traseiro gostosinho, eu te mando para a cadeia, sua vadia maluca! – Falei tudo isso sem respirar e com a voz aguda.

O que? Eu não sou o cara mais corajoso do mundo, estava nervoso... Não sabia se ia conseguir fazer tudo como a Sakura falou. Primeiramente, sabe-se lá se o Pain iria mesmo obedecer minha amiga maluca. O Suigetsu é facilmente comprável, mas, a pedidos do Sasuke – e pagamento também –, ele prometeu fazer tudo direitinho.

— Certo, Naruto. – Mei respondeu com a cara fechada.

Cara... Me sinto ótimo. Colocar tudo isso para fora é tão libertador.

— Cara... A sensação de poder é boa. – Sorri satisfeito.

Só espero que o Pain e o Suigetsu cumpram o acordo direitinho.

...

Sasuke Uchiha

Estava de saída da minha nova sala na Tsukuyomi... Sim, eu sou o novo dono da empresa. Farei com que ela volte a ter aumento no lucro. Salvarei o que o meu primo quase destruiu.

Eu contratei o Ibiki de novo. Tive medo de ser socado novamente, mas era por um bem maior... Bem dele, para falar a verdade.

Passei pelos funcionários, cumprimentando todos... Como disse antes: o segredo é não desagradar, nem preciso agradar.

— Oi, Anko... Ah, qualquer ajuda que precisar com o bebê, é só falar. – Sorri de canto. Esse sorriso encanta a todas.

— Que bebê, senhor Uchiha? – Ela me olhou e eu parei de andar, voltando minha atenção para ela.

— Ah... O seu, ué. – Respondi sem compreender.

Ela estreitou os olhos e eu senti que estava ferrado.

— Eu não estou grávida... O senhor me chamou de gorda? – Ela começou a alterar a voz.

O que eu faço? Droga... Pensa... Porra, por que não nasci com o raciocínio rápido da Sakura?

— Ah... É que... Bem... Você está tão... É... – Pensa, porra! – Você está tão radiante, achei que estivesse grávida... Não tem nada a ver com gordura, ou algo do tipo... É só que... – Comecei a me afastar. – Ah, até mais, Anko, preciso falar com a Sakura.

Isso não era de todo mentira. Eu precisava falar com ela. Ela, meus caros, é a única funcionária que eu quero realmente agradar e não apenas não desagradar. Minha nova Vice-Presidente, Sakura Haruno.

— Oi.

— Estou ocupada, Sasuke. Meu chefe me deu muitos trabalhos para fazer. – Ela reclamou.

Droga... Agradar, agradar, agradar... Não posso desagradá-la.

— Seu chefe é um imbecil... Mas ele é novo no cargo, dá um desconto. – Me defendi.

Ela me olhou e sorriu docemente.

— Eu perdoo ele, então.

— Ótimo... Tenho algo para te mostrar. – Falei.

— O que? – Perguntou sem me olhar.

— Venha comigo. – Puxei ela de leve pelo braço.

— Ok... – Ela ergueu uma sobrancelha e me seguiu.

Eu a guiei até o estacionamento, parando na vaga reservada para ela, ao lado da minha, ode estava estacionado um Mercedes AMG GT. Mostrei a chave para ela.

— Agora dá para você ganhar um racha. – Sorri.

Sakura ficou boquiaberta, olhando da chave para o carro, do carro para mim, e mim para a chave... E assim se seguiu o ciclo, até que ela parou seu olhar em mim.

— Sério?

Sorri de lado.

— Não... Você não ganharia um racha, é certinha demais para dirigir em alta velocidade. – Dei de ombros e logo senti a dor do soco dela em meu braço. – Ai!

Ela pulou em mim, me abraçando. Abracei-a de volta, me aproveitando para sentir o perfume maravilhoso dela.

— Eu te amo, Sasuke.

— Eu também te amo, Sakura. – Liberei ela do meu abraço. – Então, Saky... A confusão acabou, talvez agora seja a hora certa... Então, quer casar comigo?

Ela franziu o cenho e me socou novamente.

— Não!

A rosada tomou a chave do carro de minha mão e caminhou a passos duros de volta para a sala dela.

Ela é minha namorada, mas ainda tenho um longo caminho a percorrer se eu quiser me casar com a mulher mais perfeita deste mundo... Na verdade, acho que nem namorados somos oficialmente. Preciso trabalhar nisso o quanto antes.

Corri para dentro de novo e me dirigi à sala da Sakura.

— Oi...

— Vai se foder, Uchiha! – Ela continuou digitando sem me olhar.

— Que tal sairmos para jantar hoje? Só nós dois, sem o idiota do Naruto atrapalhando...

Ela voltou seus lindos olhos para mim e suspirou derrotada.

— Certo... Eu aceito ir.

— Ótimo, te pego às oito. – Sorri e saí da sala dela.

Objetivos de vida: Ser dono da Tsukuyomi, feito! Viver ao lado de Sakura Haruno, quase feito!

Notas finais
Obrigada por lerem, e desculpa a demora para postar, nem eu sei o motivo da demora, so sorry ;**
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!