Quero Matar Meu Chefe
6 The Proposal
Notas iniciais
Sakura Haruno
— Acorde a tia Testa, bebê.
Franzi as sobrancelhas... Espero que seja apenas um pesadelo. Porque ninguém merece acordar ouvindo a voz da Porca.
Senti tapinhas fracos de mãozinhas pequenas em meu rosto e suspirei. Lá se foi meu tão sonhado dia de sono.
— Vai se foder, Porca! – Resmunguei com a voz rouca de sono.
— Levanta esse traseiro daí, Testa! – Dessa vez a tapa foi mais forte, de uma mão maior e no meu traseiro.
Será que se eu me fingir de morta ela me deixa em paz? Não movi nenhum músculo e nem abri os olhos. Mas a vadia me puxou pelos pés, me derrubando da cama.
— Vadia! – Resmunguei, enquanto tentava dar uma rasteira nela.
— Foi mal se te acordei. – Ela falou sem um pingo de remorso.
— Foi mal mesmo... Foi péssimo, horrível, lamentável, deplorável, lastimável, ridículo, repugnante... Te odeio, Porca! – Esbravejei.
— Anda, levanta daí! Temos assuntos sérios para conversar. – Pelo olhar da Ino para mim, ela não tá nem um pouco séria.
Me levantei amaldiçoando a minha amiga loira mentalmente. Acho que vou trocar a fechadura da porta do meu apartamento, assim me livro do Sasuke, da Ino e do Naruto.
— Bom dia, Inojin. – Sorri para o loirinho em cima da minha cama. – Você não tem culpa de ter uma mãe assim, não é?
Coloquei o Baby Porco em meus braços e comecei a fazer cócegas nele, fazendo-o rir.
Fui para a cozinha e notei que a Ino fez o café... Único ponto positivo dela ter feito uma cópia da chave do meu apartamento: Ela sempre faz e/ou traz comida quando me visita.
Me sentei para comer as panquecas que ela tinha feito e deixei o Inojin em meu colo.
— Então, Sakura... – Me chamou pelo nome, talvez seja mesmo sério. – Você entrou para o mundo do crime e não me avisou? – Ino perguntou.
Me engasguei com o pedaço de panqueca que eu havia acabado de colocar na boca.
— O-o quê? – Me fingi de desentendida.
— Meu pai te viu saindo da delegacia com o Sasuke e o Naruto. – Ela deu de ombros.
— Excesso de velocidade. – Respondi quase sem voz, por estar engasgada... Não é totalmente mentira.
— Você matou mesmo o Tobi? Porque, se matou, você é uma heroína. Aquele cara era um perigo para o mundo. – Ela me lançou um olhar significativo.
— Eu não matei ninguém, Ino! – Falei depois de me recuperar.
— Então o que fazia na cena do crime na hora do crime? – A Porca cruzou os braços e ergueu uma sobrancelha.
— Coincidência. – Murmurei.
— Certo... Você não matou ninguém, mas tem algo a ver com o crime. Me conte o que sabe, Saky, posso te defender. Afinal, você está ferrada... Muito ferrada. – Agora ela parecia estar séria.
Meu celular tocou, olhei o visor e quase deixei o Inojin e o aparelho caírem. Era o Hiashi me ligando.
Porra! Merda! Inferno! Eu fui descoberta? Mas que droga! Ele vai vir aqui atirar em mim!
— O que eu faço? – Me perguntei.
Mesmo que eu não abra a porta, ele pode atirar por ela e me matar.
— Sakura, o que diabos você fez? – Ino me olhou assustada.
Se eu ficar em meu quarto ele não pode me atingir... Droga! Ele pode atirar nas fechaduras, arrombar as portas... Eu vou morrer!
Engoli em seco e atendi a ligação.
— S-sim? – Pelo olhar da Porca, minha voz não saiu tão firme quanto pensei.
— Senhorita Haruno, houve uma mudança de planos, quero os relatórios para amanhã.— E desligou.
Se eu não entregar ele vai me matar. Ah, Meu Deus! Será que ele leva a arma para o trabalho? Será que eu corri risco de vida todo esse tempo? Eu vou morrer mesmo!
— Sakura Haruno, em que merda você se meteu? – Ino perguntou de novo.
— Fui a um motel com três homens e um deles era um prostituto sadomasoquista, fiz negócio com um ex-presidiário, invadi uma casa, cheirei cocaína, fui cúmplice de furto de celular, invadi outra casa, transei com o Sasuke na cama do meu chefe, vi meu chefe matar o Tobi, dirigi a 100 Km/h em uma área de 40 e passei por um sinal vermelho. – Falei rapidamente.
O silêncio se instalou no meu apartamento, apenas o Inojin “falava” alguma coisa. A loira me encarava com os olhos estreitos.
— Não sabia que curtia orgias e sadomasoquismo. – Ela riu. Sério? De tudo o que eu disse, isso foi tudo que ela absorveu? – Desculpa. – Ela falou, parando de rir. – Achei que eu seria traficante algum dia, mas você? Nunca pensei que sequer fosse transar algum dia. O que deu em sua cabeça para invadir duas casas?
— O Hiashi insinuou que iria me promover. Ele me fez trabalhar mais que todo mundo e sequer me promoveu. Eu tive vontade de matá-lo. Sasuke e Naruto queriam matar os chefes deles...
— Você matou mesmo o Tobi? – Ino me interrompeu com os olhos arregalados.
— Deixa eu terminar, Porca! – Resmunguei. – Então o Naruto disse que contratou um assassino e nos levou para conversar com ele em um motel. O assassino na verdade era um prostituto sadomasoquista. Então o Sasuke nos levou para um bar barra pesada e pagamos a um ex-presidiário para matar nossos chefes. Mas ele nos enganou e só deu conselhos. Daí invadimos a casa do Tobi, onde Naruto derrubou cocaína e nós cheiramos sem querer. Sasuke roubou o celular do Tobi. Depois invadimos a casa do Hiashi, onde o Sasuke derrubou o celular roubado. Descobrimos algumas coisas úteis. Então fomos matá-los. Naruto ia colocar amendoim no xampu do Hiashi e eu iria colocar veneno no pó do Tobi. Mas aí o Hiashi encontrou o celular do Tobi e matou ele na hora que eu estava com o carro estacionado lá.
A Yamanaka parecia pensativa.
— Quer dizer que você cometeu vários crimes. Vai ser difícil te tirar dessa. – Ela colocou uma mecha da franja atrás da orelha. – Vocês são idiotas e loucos. Por que não ligou anonimamente denunciando o Hiashi?
— Ino... Eu presenciei um assassinato. Tiros. Hiashi atirou duas vezes no Tobi. Eu entrei em desespero! – Quase gritei. – Quando eu estava indo fazer isso, a polícia chegou em meu apartamento e nos levou para a delegacia.
— O jeito é fazer o Hiashi confessar. – Ino comentou.
— É, o Pain disse o mesmo. – Respondi e voltei a comer as panquecas.
— Quem? – Ela perguntou.
— O nosso consultou de assassinato.
A loira começou a rir escandalosamente.
— Vocês receberam conselhos de um ladrão de doces?
— Você o conhece? – Perguntei indignada.
— Sim, eu estava no júri no dia que ele recebeu a sentença.
— Pois é, ele nos enganou. – Resmunguei.
Coloquei o Inojin no chão para ele brincar com a Arya.
— Sugiro que não levem o Naruto quando forem fazer o Hiashi confessar. Ele vai estragar tudo. – A Porca sugeriu.
— Sim, ele sempre estraga. Acho que vou fazer isso só... O Sasuke se mostrou um grande idiota nessa confusão toda. Acredita que ele transou com a chefe do Naruto? – Esbravejei.
— Eu já disse para vocês assumirem um namoro, assim ele não teria te “traído”. – Ela fez aspas com os dedos.
— Somos só amigos... Que transam. – Dei de ombros.
— Sei... – Ela ironizou. – Então, vocês deixaram digitais na casa do Tobi?
— Sim... Estamos ferrados. – Respondi.
— Sasuke é primo dele, usem como desculpa. – Ino sugeriu.
— Ele tem a chave da casa, podemos usar ao nosso favor. – Lembrei deste detalhe.
— Boa! Agora só falta a confissão do Hiashi. – Ela sorriu.
— Você é a advogada mais sem futuro que eu conheço. – Falei.
— Você faria o mesmo por mim. – Deu de ombros.
— Nunca... Inojin, solta a Arya! – Gritei quando vi o Baby Porco apertando minha gata.
Corri em direção aos dois e peguei meu bebê no colo, deixando o loirinho no chão chorando.
— Menino malvado! – Ino aninhou o filho para que ele parasse o escândalo.
— Vai me ajudar a sair dessa? – Olhei esperançosa para a minha amiga.
— Não posso sujar meu nome com um assassinato. – Quase chorei ao ouvir essas palavras. A Ino tem uma mente brilhante para sair de roubadas. Ela é uma criminosa nata. – Mas verei o que posso fazer.
Ótimo... Agora preciso fazer os relatórios para amanhã, ou então meu chefe me mata com um tiro na cabeça e outro no peito. Cara, como vou encarar meu chefe depois de tudo isso?
Se formos considerar as vezes que fui ao fundo do poço e voltei, em minha vida passada eu seria um balde. Eu só me meto em furadas... Graças ao Sasuke e ao Naruto. Preciso ser menos influenciável, urgentemente!
...
Naruto Uzumaki
— Está me ouvindo, amor? – Hinata passou a mão na frente do meu rosto.
— Claro, sempre te ouço. – Menti.
— Então, você vai, não é? – Ela perguntou.
— Claro que vou. – Não sei para onde, mas ela vai me lembrar.
— Certo, não esqueça amor, senão...
Estava muito concentrado, jogando Mortal Kombat X, até parei de ouvir o que a Hina estava falando.
Ouvi a porta batendo, a Hinata deve ter saído...
Ouvi uma sirene de alerta de segurança tocar... Eita, porra, é minha mãe! Larguei o controle do videogame no chão e me joguei na cama, para pegar o celular.
— Fala m...
— Que história é essa de você ser suspeito de assassinato? Moleque burro, malcriado, é isso que você se torna depois de toda a educação que te dei? Um delinquente? Eu vou quebrar a sua cara antes de você ir preso, ouviu bem?— Ao fundo dos gritos da mamãe, dava para ouvir a voz do meu pai pedindo calma... Uma coisa impossível, vindo da dona Kushina. – Calma uma merda, Minato! Você não ouviu o que seu filho fez? — Houve uma pausa. – Perguntar o que aconteceu? Eu sei o que aconteceu... Seu filho é um assassino.
— Mãe, eu não ma...
— Por que você não pode ser um bom menino igual ao Sasuke?— Claro, um cara que fode uma garota diferente ou a Sakura a cada dez minutos e ainda roubou um celular. – Não... Você tem que ser o delinquente cheio de tatuagens, que mija em criancinhas... E ainda mata o primo do melhor amigo. Vou te por de castigo atrás das grades.
— Eu só tenho duas tatuagens e são discretas. Eu não mijei em crianças, o parquinho tava vazio e estava de madrugada... E eu não matei ninguém, mãe. – Me defendi.
— Não matou mesmo?— Ela perguntou desconfiada.
— Kushina, acha mesmo que alguém com a inteligência do Naruto iria matar alguém?— Até meu próprio pai pensa isso de mim? – Ele não ouviu isso, não é?
— Narutinho, querido, eu acredito em você... Mamãe te ama e papai tá mandando um beijo. Tchau, meu amor.
Sério... Minha mãe é louca... Mais louca que a tia Mikoto... Talvez mais louca que a Sakura... Não, a Sakura é a pior... Espero que ela não saiba que penso isso dela. Ainda bem que tenho a Hinata, porque todas as outras mulheres que conheço são loucas.
A porta se abriu lentamente e eu caí da cama. Será um fantasma? Ou pior, será minha mãe?
— Naruto? – Hinata apareceu por cima da cama.
Suspirei de alívio.
— Er... Oi, Hina... Achei que era a minha mãe. – Me levantei e sentei com ela na cama.
— Meu pai falou que você é suspeito de assassinato.
Eita... Fodeu... Minha mãe sabe, meu pai sabe, meu sogro sabe, meu sogro tem uma arma, meu sogro sabe usar essa arma, meu sogro vai usar a arma e bang! Adeus mundo!
— O-o-o q-que? E-e-e-u n-não t-tenho n-nada a v-ver com i-isso, amor! – Minto muito bem, eu sei.
— Tudo bem, eu sei que você não faria isso. – Ela sorriu.
— N-n-nunca!
— Eu tenho uma coisa para te contar. – Ela corou levemente.
— O que é? – Perguntei me aproximando e a abraçando.
— Eu... Eu estou grávida.
Fiquei um tempo parado, absorvendo a informação.
Eu vou ser pai. Eu vou ser pai. Eu vou ser pai. Eu vou ser pai.
A felicidade começou a me invadir e tudo que eu conseguia fazer era beijar e abraçar a Hinata. Eu estava todo alegre, rindo.
Mas aí eu lembrei que meu sogro não sabe que nós estamos noivos, meu sogro sabe que sou um suspeito do crime que ele comete, ele tem uma arma... Agora o desespero tomou de conta. Meu filho ou minha filha não vai crescer com o pai presente.
— O que foi, amor? – Hinata me olhou confusa.
— Seu pai vai me matar...
— Relaxa, ele é um amor, você sabe como ele é carinhoso.
O que? Carinhoso? Ele é um assassino!
— Ah... C-claro que s-sei.
...
Sasuke Uchiha
Eu detesto reunião de família. Essa que estou participando no momento, então, supera todas as expectativas.
— Eu não te abriguei durante nove meses em meu ventre e te criei por 26 anos para você ir parar na cadeia, Sasuke Uchiha. – Tecnicamente, ela só me criou por 22 anos. – Como assim você é suspeito de assassinato? Ainda mais do seu próprio primo! – Dona Mikoto, minha mãe, esbravejou comigo.
— Calma, mãe... Olhe o lado bom, o Tobi era um imbecil. – Itachi intercedeu por mim.
— Calado, Itachi! – Mamãe gritou e o Itachi se encolheu na poltrona.
— Estou decepcionado. – Papai falou simplesmente.
Agora fiquei na dúvida se ele está decepcionado por eu não ter tido 100% de sucesso ou se é por eu ser um criminoso, afinal ele também detestava o Tobi... Todo mundo detestava o Tobi. Só não pergunto porque tenho amor a minha vida.
— O que aconteceu, meu bebê? – Mamãe perguntou calmamente... Bipolar!
— A Sakura estava passando pelo local do crime na hora, ela estava em alta velocidade, então suspeitaram dela... Como Naruto e eu estávamos com ela, somos suspeitos também. – Dei de ombros.
— Ué... Não foi você? – Itachi me encarou. – Estou decepcionado também.
— Itachi! – Papai o repreendeu. – Vou ao banheiro.
Estranhei... Papai nunca sai para ir ao banheiro... Às vezes acho que ele não tem bexiga nem faz o número dois.
— Sasuke, bebezinho da mamãe, não se deve fazer mal aos outros... Se bem que matar o Tobi deve fazer mal só aos lucros das prostitutas e dos vendedores de cocaína... Mas, mesmo assim, é seu primo, não deveria ter feito isso. – Eu amo minha mãe.
— Não fui eu mãe. – Falei me segurando para não rir.
Ela se aproximou mais de mim e sussurrou em meu ouvido:
— Eu não conto para ninguém.
— Mãe! – A repreendi e ela me deu uma tapa na nuca.
— Não fala assim comigo, moleque insolente!
— Sasuke! – A voz do meu pai surgiu imperiosa na sala. – Está se travestindo ou trazendo prostitutas para cá? – Ele mostrou um sutiã e três calcinhas.
Ah! Então era aqui que essa lingerie de renda vermelha estava. Vou devolver, assim a Sakura usa mais vezes.
Eu sabia que o papai não tinha ido ao banheiro, estava atrás de provas do meu crime. Daqui a pouco ele pede meu celular e meu notebook.
— São da Sakura. – Dei de ombros.
— Se são da sua namorada, está tudo bem. – Ele se contentou e voltou para o meu quarto para guardar as peças de roupa.
— Está namorando com ela? Eu shippo tanto vocês, meu bebê! – Mamãe ficou com os olhos brilhando.
— Eu também shippo. – Itachi comentou.
— Eu não estou namorando com ela... Somos só amigos. – Expliquei pela milésima vez.
— Não te criei para transar com amigas, assume logo o namoro. – Mamãe esbravejou.
— Ela é melhor que a Karin, a Ino e todas as garotas com quem você se relacionou por uma noite. – Itachi falou.
— Eu gostava da Karin e da Ino, mesmo sendo um pouco barulhentas. – Papai refletiu, voltando para a sala. – Mas a Sakura é a mulher certa.
Ótimo! Agora vão ficar falando dos meus antigos relacionamentos.
— Me empresta seu notebook. – Papai pediu.
Não disse? Depois ele pede meu celular.
— Está em cima da minha cama. A senha é 280390. – Falei... Sim, é a data de nascimento da Sakura.
Ele voltou para o meu quarto. Perfeito! Agora meu pai está me investigando... Droga, ele vai achar o nude da Sakura que eu tirei sem ela saber.
— Você será o novo dono da Tsukuyomi, não é? Digo, se você for mesmo inocente. – Mamãe puxou um novo assunto.
— Eu sou inocente, mãe. – Resmunguei.
— É bom que seja mesmo! Senão, além de ser estuprado na cadeia, levará uma surra quando voltar para casa.
Por que as mulheres da minha vida necessitam ser tão ameaçadoras e loucas? A Sakura disse que já comprou a cera para me depilar, agora minha mãe me ameaça com uma surra.
— Preciso comer. – Falei me levantando só para me livrar deles por um momento.
Às vezes eu só quero ficar de boa, mas meus familiares aparecem e atrapalham a minha “deboeza”.
Abri a geladeira para ver o que tinha... Preciso fazer compras, só tem ingredientes para fazer fotossíntese aqui... Estou pior que a Sakura.
— Sua namorada é bonita mesmo... Pode me emprestar o celular? – Meu pai falou baixinho ao meu lado, nem percebi ele chegando.
É... Ele achou o nude da Sakura.
...
Depois de me livrar dos meus pais... Ah, meu pai não achou nenhuma prova do crime, mas achou estranho as ligações entre o Dobe e a Sakura. Me livrei dessa com a desculpa de que são praticamente meus únicos amigos, então ligo bastante para eles. Mamãe e Itachi me ajudaram – ou não – dizendo que a Sakura é minha namorada.
Entrei no apartamento da Sakura, preciso relaxar... Nada melhor para relaxar do que estar com ela!
— Seu namorado tá aqui, Testa! – Ouvi a voz da Ino. – Bom dia, Sasuke... Meus parabéns pela morte do Tobi... Digo, pêsames. – Ela sorriu.
— Nem me fale... Sabe que somos suspeitos? – Perguntei.
— Sei.
— Eu não tenho namo... – Sakura apareceu na porta do quarto, apenas de toalha. Uma bela visão. Ela olhou para mim e depois olhou feio para a Ino. – Vai se foder, Porca!
— Não fala nome feio na frente do Inojin, Testa.
Foi só então que notei o loirinho no chão, brincando com alguns bloquinhos. Tão calado, nem parece filho da Ino. Passei a mão no cabelo dele, assanhando.
— Acho que já vou. A Sakura falou algo sobre cera quente... Prefiro não presenciar a cena da sua depilação, Sasukinho. – Ino sorriu maldosa.
Como eu disse, todas as mulheres que me rodeiam são loucas. A Ino já foi minha namorada.
A loira juntou os brinquedos do filho e se despediu da Sakura, gritando como sempre.
Depois que ela saiu, entrei no quarto da rosada. Ela estava com um short estampado curto e uma camiseta com a filosófica frase: “Vapa put a keep are you”. Ainda bem que ela só usa essas idiotices em casa. Ela estava com o notebook no colo e usando os óculos de armação vermelha. Deve estar trabalhando. Ela fica tão sexy com esse coque mal feito.
Me sentei ao lado dela e olhei a tela do computador... Office aberto e nada escrito.
— Algum problema? – Perguntei.
— Problema? Não, claro que não... Meu chefe é apenas um assassino e quer esse relatório, que seria para a próxima semana, para amanhã, e eu nem comecei. Não há problema algum! – Ela gritou. Histérica!
— Relaxa... Ele não vai te matar.
— Como pode saber? Ele pode levar a arma todos os dias...
Revirei os olhos. Segurei o rosto dela entre minhas mãos e a beijei, na tentativa de acalmá-la.
— Relaxa... Lembre-se que você é inteligente, vai fazer esse trabalho aí ligeirinho.
Fui deitando lentamente e puxando ela junto.
— Eu ainda tenho que depilar você. – Ela falou docemente... Nem parece a psicopata que é.
— Esquece isso.
— Jamais! – Ela gritou e saiu de cima de mim. – Vou pegar a cera.
— O que? Não! – Gritei.
Estou lascado!
Corri até o banheiro, atrás dela. Ela é capaz de cortar meu pênis fora. Preciso distrai-la urgentemente!
— Nem adianta tentar me pa...
— Quer casar comigo? – Mas o que? O que foi isso?
— O que? – Ela parou de procurar a cera e me olhou boquiaberta e com os olhos estreitos.
Ficamos nos olhando por alguns segundos... Até que pensei em uma saída.
— Quer parar com isso? Foi isso que perguntei.
Espera, isso foi decepção no rosto dela?
— Vai se foder, Uchiha!
Bem... Ela desistiu da cera e voltou para o trabalho dela.
Mas que merda eu perguntei? Não posso fazer isso, ela é minha amiga... Melhor amiga... Que transa comigo... A garota mais linda que conheço... A mais sexy também... A louca que aguentei por mais tempo durante a minha vida, com exceção da minha mãe... A garota que meu irmão gostaria de ter como cunhada... A garota que meus pais gostariam de ter como nora...
Porra! Será que estou mesmo apaixonado por ela?
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