Quero Matar Meu Chefe

2 The Expendables


Notas iniciais
Espero que gostem =D

Sakura Haruno

Estava na sala de reuniões. O Anticristo tinha marcado uma reunião com alguns dos funcionários da Byakugan às dez e já eram 10:23. Folheei os relatórios de vendas que ele havia me pedido e suspirei.

– Ele marcou mesmo às dez? – Perguntei ao Shino, que estava sentado ao meu lado.

– Sim. Sabe do que se trata? – Ele me olhou.

– Não, só dizia “reunião” no memorando. – Larguei as folhas do relatório e o olhei. – Engraçado. Ele pega no meu pé por ter me atrasado um minuto, mas ele se atrasa 23. – Shino ergueu o olhar e eu já sabia que ia me ferrar.

– Anda mentindo para os seus colegas também? Se atrasou dois minutos, Haruno. – Ouvi a voz do Sr. Hyuuga atrás de mim.

– Bom dia, senhor. – Falei com um sorrisinho amarelo girando a cadeira em sua direção.

– E eu chego na hora que quiser, sou seu chefe. – Ele me ignorou.

– Claro, senhor. Desculpa. – Respondi.

– Tudo bem. Vou atribuir isso ao seu problema de alcoolismo. – O que? Idiota!

– Eu não tenho pro...

– Sakura, silêncio. Temos uma reunião. Não atrapalhe. – Ele me interrompeu, apontando para os outros na sala, que me olhavam com ar de riso. – Bom dia a todos. Eu finalmente decidi quem eu quero que seja o Vice-Presidente. – Todos me olharam e eu me ajeitei na cadeira, dando-me um ar mais poderoso. – Ele está aqui nesta sala. – Sorri confiante e Shino me deu uma tapinha nas costas. – Sou eu. – O que ele disse? Tenho certeza de que ouvi errado. – Decidi assumir as responsabilidades do cargo de V.P., além das minhas. Se você quer que algo seja feito do jeito que você quer, tem que fazer você mesmo. Então, vou derrubar a parede da sala que seria do V.P. e fazer uma única sala bem grande. – Hiashi se virou de costas para a gente, gesticulando em direção da sala dele e do V.P., olhamos pela parede de vidro. Ele se virou para a gente novamente. – Entretanto, só receberei 90% do salário extra a que tenho direito e isto é auto sacrifício, pessoal. Aprendam com isso.

– Seu monte de merda! – Gritei me levantando em um rompante.

Soquei o rosto do Hiashi, derrubando-o no chão. Arrastei-o pelo chão do escritório, puxando pelos longos cabelos castanhos.

– Seu cara de cu! – Esbravejei.

– Você está demitida. – Ele falou sem fôlego, tentando se soltar.

O joguei pela janela, quebrando o vidro no processo e vendo-o cair sobre o próprio carro, que acabou amassado e com os vidros quebrados. Dei um sorrisinho vitorioso, enquanto os outros comemoravam atrás de mim.

– Reunião encerrada. – Fui tirada de meus devaneios pela voz do Sr. Hyuuga, infelizmente, vivo.

Ele saiu da sala e eu o segui.

– Sr. Hyuuga, podemos conversar? – Indaguei me aproximando dele.

– Claro, o que é? – Ele respondeu sem me olhar. Eu deveria socá-lo agora.

– Há meses que insinua que eu seria promovida. – Falei.

– E veja como você trabalhou. – Ele falou como se fosse um cara maravilhoso.

– Estava mentindo para mim? – Perguntei ficando de frente para ele e o fazendo parar de andar.

– Mentindo? – Se fez de inocente. – Oh, não, Haruno. Eu estava te motivando! – Relaxa, não o soque agora, você ainda precisa do emprego. – Olha, todos tem trabalho a fazer aqui. – Ele apontou para o resto do pessoal. – E sou eu quem vai fazer todo o trabalho extra. Eu quem terei mais trabalho pesado aqui. Faço isso pelo bem de todos.

Hiashi deu tapinhas no meu braço e voltou a andar. Suspirei indignada e me virei para ele, elevando um pouco a minha voz.

– Sabe que, no mês passado, trabalhei tanto que nem me despedi da Vozinha? – Esbravejei.

Parei novamente em frente a ele, fazendo-o parar de andar e me encarar. O cara de cu me olhou confuso.

– Desculpa... De quem? – Perguntou.

– Minha avó. Eu disse que precisava vê-la porque estava muito doente. O senhor disse que, se eu saísse cedo, seria demitida. Ela morreu antes de eu chegar ao hospital. – Expliquei.

– Sinto muito. – Ele falou penalizado. Não acredito nisso.

– Obrigada. – Falei desconfiada.

– Eu não sabia que chamava sua avó de “Vozinha”! – Ele começou a rir e eu tive vontade de socá-lo ali mesmo. – Uma pessoa da sua idade.

Fiquei encarando ele impassível, trinquei o maxilar e segurei minhas mãos para não se encontrarem com o rosto daquele imbecil.

– Desculpa. – Ele ficou sério. – Sinto muito que não tenha se despedido da sua Vozinha. – Ele começou a rir de novo. – Sinto muito mesmo. – Ele ficou sério novamente. – Mas eu precisava que trabalhasse até tarde, porque você é um membro insubstituível para esta operação, mesmo que tenha apenas 25 anos. Preciso de você no cargo em que está.

O babaca voltou a andar.

– Que merda! – Dessa vez não foi pensamento.

Ele se virou para mim com a sobrancelha arqueada. Pois é, não é fácil me ver irritada... Pelo menos não por fora.

– Estou neste mesmo cargo desde que entrei aqui, há quatro anos. O senhor me colocou aqui pois ficou impressionado comigo. Então por que devo continuar depois do que fez comigo? – O encarei desafiadora, cruzando os braços.

– Porque posso fazer com que ninguém mais contrate você. – O Hyuuga deu de ombros.

– Mentira! – Esbravejei.

– Não. Vão exigir carta de recomendação, certo? E não hesitarei em dizer que você é uma bêbada insubordinada e mentirosa.

– Bem, isso é uma mentira. Então o senhor não pode falar isso. – Estreitei meus olhos.

– Vou te dizer uma coisa, vadiazinha. – Ele se aproximou de mim e eu tive que erguer um pouco a cabeça, por ele ser mais alto que eu. – Eu sou seu dono. Você é minha escrava. Então não pense que tem vontade própria aqui, porque não tem. Posso esmagá-la quando eu bem entender. Então, abaixe a bola, porque vai trabalhar aqui por muito tempo. – Ele finalizou e saiu como se nada tivesse acontecido.

Viram? Por isso eu digo para engolir a merda toda. Me ferrei totalmente.

...

Sasuke Uchiha

Cheguei à empresa, depois da Missa de 30 dias da morte do tio Madara, algumas pessoas chegaram junto comigo. Estava me dirigindo a minha sala.

– Ei, Sasugay. – Ouvi a voz do Tobi e suspirei. Me virei para ele. O imbecil estava sentado na cadeira dele, em frente a própria sala, me olhando. – O que aconteceu?

– O que? – Arqueei uma sobrancelha.

– Por que chegou duas horas atrasado? – Ele mostrou o relógio no pulso dele.

– Fui à Missa do meu tio... Ou do seu pai, como preferir. – Respondi irritado.

– Essa desculpa poderia colar com meu pai, mas sou eu quem manda aqui agora. – Que idiota.

– Essa desculpa não faria sentido se o tio Madara estivesse aqui. – Falei.

– Minha sala, agora. – Tobi falou e deslizou a cadeira em direção à sala dele.

O segui e, quando entrei, ele estava sentado de costas.

– O que quer? – Chamei sua atenção.

Ele girou a cadeira de frente para mim e se levantou. Revirei os olhos. Ele parece uma criança... Ou um demente.

– Senta, garoto. – Ele falou como se estivesse falando com um cachorro e apontou para uma cadeira.

– Não sou um cachorro, Tobi. – Resmunguei, me sentando.

– Bom menino. – Ele falou, jogando um biscoito para mim, e se sentou novamente. Joguei o biscoito no lixo. – Andei examinando os livros e você é quem cuida das finanças. Diga-me, por que a empresa vai mal?

– Não vai mal. Houve uma queda do último mês para cá, mas estamos bem longe de ir mal. – Respondi. Desconfio que tenha sido pelo desvio de dinheiro para o contrabando e consumo de drogas do Tobi. E para prostitutas, álcool, festas, apostas... Tudo que não presta.

– Besteira. Olha, sei que você e meu pai eram amigos e, francamente, sempre achei isso meio afrescalhado. – Ele falou.

– Sabe o que essa palavra significa? – Perguntei com a sobrancelha arqueada. Ora, ele era meu tio, tinha quase 70 anos.

– Significa pênis com pênis. Sempre achei meio estranho e não sei o que ele via de tão especial em você. – Inteligência, talvez? – Mas isso não importa mais, porque ele morreu e adivinha: Sou seu chefe e haverá mudanças aqui. – Ele vai mudar a Tsukuyomi de petroquímica para produtora de cocaína?

– Estou ansioso para ouvi-las. – Falei com um sorriso falso.

– Certo, vamos por partes. Contas do hospital. Por que pagamos as contas de... – Ele olhou para a folha que estava em suas mãos e a virou para mim. – Maito Gai, se ele nem trabalha mais aqui?

– Ele não trabalha mais aqui porque sofreu um acidente no nosso depósito. O cara perdeu o movimento das pernas. – Respondi.

– Exatamente. Não quero mandar dinheiro para o Artie Abrams. – Ele falou.

– Quem é Artie Abrams? – Ouvi ele resmungar: “Glee”. – Ele é um cara que trabalhou aqui por muitos anos e...

– Corte a grana dele. – Me interrompeu. – Segundo... – Me mostrou o papel novamente. – Sarutobi Gestão de Resíduos. O que é isso? É dinheiro no lixo, literalmente.

– Tio Madara optou por descartar nossos resíduos químicos responsavelmente. Para isso é preciso gastar um pouco mais. – Expliquei.

– Foda-se. Os bolivianos irão fazer pela metade do preço. Vou contratá-los. – Ele sorriu.

– Não, não pode contratá-los. – Neguei.

– Mas irei.

– Vai pôr em risco a vida de milhares de bolivianos. – Esbravejei.

– Dane-se que alguns indígenas tenham câncer. Estou me lixando. – Ele se levantou batendo as mãos na mesa.

– Não são indígenas, são imigrantes. – Gritei.

– Você acha que eu me importo? – Ele me olhou em desafio e eu me levantei.

– O tio Madara preferiria morrer do que economizar e ferir pessoas. – Murmurei o olhando seriamente.

– Olha só, ele morreu, não foi? – O Idiota falou e pegou a folha novamente. – O que mais? Ah, sim, precisamos queimar calorias.

– O que? – Estreitei os olhos.

– Quero que demita os gordos.

– O que? – Gritei. Ele só pode estar de brincadeira.

– São preguiçosos, lentos e me dão tristeza só de olhar. Pode começar pela Anko Baleia, depois o Chouji Elefante. – Ele falou e foi até a porta. – Anko, venha até aqui. – Gritou.

– O que? A Anko não é gorda, está grávida. Não vou demiti-la. – Falei irritado.

– Ah, é? – Se virou para fora de novo. – Fique onde está, Anko. Parabéns! – Gritou. Por que ele não usa o maldito telefone?

– Pode demitir o Freddy Krueger. – Ele falou animado e foi para perto da parede de vidro, me chamando.

– De quem está falando? – O segui e vi o Ibiki passando. Outro gigante que trabalha aqui. – Tá falando do Ibiki? – Estou cada vez mais indignado.

– É. Ele me incomoda, andando por aí o dia inteiro com essa cara assustadora. Ele está tramando algo. – Ele sussurrou e abraçou meu pescoço, falando em meu ouvido. – E se ele entrar em meus sonhos?

– Isso no Ibiki foi um acidente de carro, ele se arranhou e se queimou. Não vou demitir ninguém, Tobi. – Reclamei.

– Ninguém, jura? – Ele estreitou os olhos.

– É, juro. – Respondi. – Você não dá a mínima para esta empresa.

– Não dou mesmo. Para mim é só um caixa eletrônico! – E ele nem tem vergonha de admitir. – Acha que quando eu era criança sonhava em ser dono de uma das maiores multinacionais do mundo? – Quem sonharia em ser um dos caras mais ricos do mundo? Vocês sonham? Eu não sonho. Sintam a ironia. Ele é realmente um imbecil. – Não! Meu sonho era uma praia, em um resort 5 estrelas e uma gata me servindo bebidas tropicais. Este era meu sonho. E é isso que vai acontecer quando eu arrancar todos os lucros desta empresa fodida. Mas vamos por partes. Demita o gorducho ou o Freddy, senão, demito os três! – Apontou para mim. – A decisão é sua. Pode ligar para um amigo, perguntar para a plateia, pedir ajuda a um universitário. Faça as contas, um perde o emprego ou três. Você decide. Acho que sei quem vai demitir, e diga a ele para não entrar em meus sonhos.

– Ele não pode entrar em sonhos. – Falei.

– Um ou três. – Ele arqueou uma sobrancelha e apontou para a porta, me expulsando.

Suspirei e saí da sala dele. Meu Anticristo é pior que o da Sakura. Caminhei lentamente, ponderando se fazia isso ou não. Mas se eu não fizesse, ele demitiria três pessoas. Parei em frente ao Ibiki, sei que vou levar uma surra, o cara é um gigante, mas o Chouji precisa mais do emprego. Não estou confortável com a situação. Finalmente me aproximei dele.

– Ei, Ibiki, tudo bem? – Não tá tudo bem, ele vai ser demitido.

– Tudo, e com você, Sasuke? – Ele é assustador.

– Estamos passando por um período financeiro complicado e... – Tenho que enrolar e dar um motivo plausível. – Vamos ter que te despedir. Sinto muito.

Ele me olhou boquiaberto.

– Pessoal. Atenção por favor. – Tobi apareceu gritando e eu me virei para olhá-lo. – Tenho um comunicado a fazer. Acabei de saber que o Sasuke demitiu o nosso amigo Ibiki. – O que ele pensa que está fazendo? – Só quero que saibam que estou tão chocado quanto vocês.

– O que está fazendo? – Esbravejei.

– Por favor. Isso é uma decisão do departamento financeiro. Minhas mãos estão atadas. Desculpem-me. Você é frio e sem coração, Sasuke!

Senti Ibiki se levantar atrás de mim. Tô fodido!

Me virei para ele e tive que erguer um pouco a cabeça. Sentiu o tamanho do cara? Eu sou alto, imagina ele...

– Ibiki, não foi ideia minha. – Falei em rendição.

– Vai se foder, Uchiha. – Ele deu um soco muito bem dado em meu nariz, até sujou minha camisa de sangue.

Ele saiu pisando duro e todos ficaram me olhando mal. Olhei para o Tobi através da parede de vidro da sala dele e o babaca me mostrou o dedo do meio. A vingança virá, pode apostar.

...

Naruto Uzumaki

A Mei tinha me chamado até a sala dela. O que será que aquela ninfomaníaca quer agora?

Bati na porta e ouvi um “entre” vindo dela. Entrei na sala.

– Mei, queria falar comigo? – Olhei para ela e vi que ela não vestia nada além do jaleco e uma calcinha. – Caralho! – Gritei e me virei para sair.

Mei trancou a porta por um botão na mesa. Quando essa maldita instalou isso? Que merda!

Tentei abrir a porta, mas estava bem trancadinha mesmo. Me virei e a olhei assustado. Ela apontou para uma cadeira com um sorrisinho inocente fingido.

– Quer se sentar, Naruto?

– Eu preciso? – Perguntei receoso. Minha voz saiu em um chiado agudo.

– Por favor. – Ela pediu educadamente. Fingida!

Fui me aproximando em passos lentos e cautelosos.

– Isto é ridículo, mas... – “Estou preso.” Completei mentalmente.

Me sentei encarando ela nos olhos, não posso dar o gostinho de olhar o corpo dela... Se fosse o Sasuke, ele já teria tirado tudo de cima da mesa e estaria comendo ela. Mas eu sou um rapaz direito. Fiquei em guarda, vai saber o que essa maluca pretende.

– Ouça, Naruto, sabe que gosto de certas brincadeiras no trabalho. – Ela começou a falar enquanto se sentava. Brincadeiras... Sei... – E posso até ter exagerado um pouco. – Exagerou? Nem percebi... Olha só, eu sei ser irônico. Tenho que contar para o Sasuke e a Sakura. – Mas a última coisa que quero é deixá-lo constrangido. Não é profissional, sabe? E me orgulho de ser uma profissional. Portanto, de agora em diante, quero que me avise quando e se eu passar dos limites, está bem?

– Está bem. Agora. – Falei.

– O que? – Ela se fez de desentendida.

– Está passando dos limites agora... Porque está pelada. – Apontei para o corpo dela.

– Pelada não, Naruto. Está vendo minha vagina? – Arqueou uma sobrancelha?

– É verdade. Mas acho que só em dizer essa palavra já é...

– Passar dos limites? – Me interrompeu.

– Um pouco. – Estreitei os olhos.

– Está parecendo uma bichinha, Naruto. – Ela sorriu sacana.

– Olha só! Infringiu a lei outra vez. – Alertei.

– Não fale em infringir a lei. Você gosta de urinar em garotinhos. – Ela sorriu se levantando.

– Foi em um parquinho vazio, de madrugada. – Me levantei também, me defendendo.

– Pior ainda. – Ela fingiu uma cara assustada. – A pobre criança deve ter ficado horrorizada.

– Estava vazio! Por que que todos acham que tinha crianças no parquinho? – Gritei indignado.

– Quer saber? Esqueça. – Ela se aproximou de mim e eu olhei um pouco para cima. Que foi? Só tenho 1,72 e ela tá de salto. – Ouça, vamos ao que interessa, rapaz. Está noivo agora.

– Isso. – Afirmei.

– E respeito muito a instituição do casamento para transgredi-la. Por isso terá que me comer bem antes do casamento. Porque, quanto mais perto da data, menos santa eu vou ser. – Ela falou tudo isso em voz baixa e ameaçadora.

– Mei, não vou transar com você. – Respondi no mesmo tom.

Ela começou a passar a mão pelo meu rosto e foi descendo pelo meu pescoço, peitoral, abdômen e agarrou o Naruto Júnior. Prensei meus lábios entre meus dentes e prendi a respiração, ficando tenso. Que ousadia. E a Sakura acha que não tenho problema no trabalho... Pior, o Sasuke acha que isso é legal.

– Vamos ver. – Ela me olhou ameaçadoramente e eu afirmei com a cabeça. – Saia. – Ela mandou e soltou meu pinto.

Voltei a respirar e saí praticamente correndo até a porta e fiquei movendo a maçaneta, até que ela apertou o botão e destrancou a porta.

...

Sakura Haruno

Depois do trabalho liguei para o Sasuke me encontrar no bar de sempre. Estava sentada na mesma mesa de sempre, bebendo cerveja para acalmar meus nervos e esperando o Uchiha. Fala sério... O Hiashi é um idiota.

Eu ficava encarando a porta do bar de segundo em segundo, até que finalmente ele apareceu. Franzi as sobrancelhas quando notei todos os olhares femininos caírem sobre ele. Ele é perfeito, mas não é necessário que todas as garotas o sequem.

Ele estava andando em direção a nossa mesa. Parecia até que andava em câmera lenta, de tanta perfeição que ele esbanjava. O cabelo negro bagunçado. Os olhos negros profundos. O nariz quebrado... Espera, o que foi isso? Ah, deixa eu terminar de admirá-lo... Onde parei? Ah, sim, os lábios finos. Passei a olhar seu corpo, e que corpo! Sasuke malha quatro dias por semana, logo, tem um corpo escultural, músculos bem definidos, mas ele não é um fisiculturista, tá? Ele é gostoso não monstruoso. Ah, aqueles braços... Adoro quando ele me pega no colo. Quanto ao pacote no meio das pernas, ele chama de Sasulittle, mas de “little” não tem nada.

Ino insiste em dizer que sou apaixonada pelo Sasuke. Mas eu apenas acho ele perfeito, qual o problema nisso? Não vejo problema nisso. Ele só é meu amigo... Colorido.

– Que estresse todo era aquele quando me ligou? – Ele perguntou, deu um beijo em minha testa e sentou.

– Sou uma idiota. O Hiashi nunca ia me promover. – Falei irritada e bebi mais cerveja. – O que foi isso no seu nariz?

Ele pegou meu copo e bebeu o resto do líquido.

– Aquele viciado idiota vai destruir a Tsukuyomi. – Ele falou visivelmente irritado e levantou o copo, pedindo mais cerveja. – Ele me fez demitir o Ibiki, e eu ganhei isso aqui. – Apontou para o nariz, antes perfeito, agora... Bem, aposto que quando sair o arroxeado vai continuar lindo. – Ele vai demitir todo mundo e cortar todos os lucros. Até os resíduos ele quer descartar de qualquer forma. Ele é maluco.

A porta do bar se abriu e vi uma cabeleira loira se aproximando. Naruto sentou com a gente e ficou encarando o meu copo vazio com um olhar perdido. Será que levou um fora da Hinata?

– Ela ficou esfregando os peitos na minha cara. – Lá vem ele falar da Mei.

– Sabe, seu problema não é um problema. – Sasuke sorriu de lado. Esse sorriso é tão sexy.

– Não vou falar mais nele. – Naruto ficou amuado. – Por que vocês não pedem demissão? Foi a Mei quem me contratou. São criminosos sexuais também?

– Pensei nisso, mas aí o Anticristo disse que podia fazer com que eu nunca mais fosse contratada. – Revirei os olhos. – Cara, estou sem sexo há meses, tudo isso por causa que ele me fez trabalhar o dia todo para conseguir a promoção.

O garçom apareceu e deixou três copos de cerveja na mesa. Peguei um e beberiquei.

– Por que proteger o nome da empresa se nem o filho protege? Deve ter mil empregos por aí. – Sasuke falou ironicamente. Ele sonha em ser o dono da empresa do tio. Naruto é burro a ponto de mandar ele procurar outro emprego?

– Sim, pode arranjar outro emprego. – Naruto falou animado.

– Claro que não imbecil. – O moreno deu uma tapa na nuca do loiro. – Um dia assumirei a empresa e mandarei o Tobi ir se foder.

– Não acredito! Olha só! – Ouvi uma voz atrás de mim. – O Time 7. Naruto, Sasuke e Sakura. Como nos tempos da escola. – Suigetsu apareceu ao meu lado, ele tá diferente... Ah, pintou o cabelo. Time 7 era como nos chamavam depois de um trabalho em grupo no colegial, nós fomos o sétimo grupo a apresentar.

– Caramba, se não é o Suigetsu! – Sasuke fez high five com ele.

Os dois aprontavam juntos... Sabe, as coisas mais pesadas, como pequenos explosivos nos armários dos professores, destruindo as provas; Laxante na cafeteira da sala dos professores; Pasta de amendoim no sanduíche do professor Asuma, que era alérgico; Roubar as revistas pornográficas do professor Iruka, que era um pervertido enrustido; Filmar o professor Jiraya se masturbando no banheiro da escola e usar o vídeo como chantagem. Por aí vai.

Com o Naruto ele aprontava as coisas mais leves, como fazer caricaturas de outros alunos na parede da escola.

– E aí... – Naruto fechou a cara.

Ah, é, Naruto não gosta do Suigetsu desde que ele comeu a Karin, priminha querida do nosso loirinho idiota.

– Puxa, adorei encontrá-los! – Ele exclamou animado.

– Soube que se mudou para Nova Iorque. Trabalha com o Orochimaru, certo? Grande empresário. – Sasuke falou.

– Trabalhei para ele sim. – Ele afirmou.

– Que máximo. – Naruto falou sem animação.

– E o que faz aqui em Seattle? – Perguntei.

– Não leem jornal? – Não tenho tempo nem pra limpar o cocô da Arya, quem dirá ler jornal. – Prenderam ele. A empresa Hebi era fachada.

– Sério? – O Sasu perguntou.

– Pois é. Ele era um dos maiores fabricantes de cocaína. Exportava milhões todos os dias. Acabaram o pegando. – Suigetsu deu de ombros. – Estou procurando emprego há alguns meses.

– Como não conseguiu nada? – Naruto foi irônico, nem acredito nisso.

– Não, isso é ridículo. Só porque fui preso por tráfico de drogas, acreditam nisso? – Ele falou indignado. Só por isso? – Consegui fugir da cadeia, fico mudando a cor e o corte do meu cabelo, assim fica mais difícil de me acharem. Até uso lente. – Ele mostrou o olho que tinha a cor roxa.

Naruto e eu ficamos apreensivos e Sasuke murmurou um “Legal”. Ele é louco, só pode.

– Nem dá para acreditar, Suigetsu, o delinquente, preso e procurado. – Falei ironicamente.

– Não é? Nem eu acredito que fui preso. – Ele falou e eu revirei os olhos. – Se eu pudesse, eu matava o Orochimaru. Mas o cara tá preso em segurança máxima.

– Não te culpo. – Sasuke falou.

– Cortaria ele em pedaços com uma espada, colocaria em vasilhas separadas e distribuiria pelo mar para os tubarões comerem. – Ele sempre gostou de espadas e tubarões.

– É uma boa ideia. – Falei.

– Vai com calma, Suigetsu. – Naruto falou.

– Vocês não entendem. Eu ganhava muito e fui preso, graças aquele imbecil. E agora tenho que andar me escondendo e nem posso pagar este drink.

– A gente paga, certo? – O Uchiha se ofereceu. – Naruto paga.

– Eu não posso pagar. – O loiro falou.

– Nem olhe para mim. – Empurrei o rosto do Sasu quando ele me olhou.

– Ok, eu pago. – Sasuke deu de ombros.

– Têm um extra para me ajudar? – Suigetsu se inclinou para mais perto da gente.

– Além do drink? Não mesmo. – Falei.

Naruto negou com a cabeça e Sasuke deu uma nota de US$100,00 a ele. Fala sério, o Uchiha pervertido vai acabar virando um procurado.

– Obrigado, cara. – Ele abraçou o Sasuke.

O babaca verificou a nota e guardou. Ele olhou para os lados e depois se inclinou novamente.

– Bem, isso não dá para muita coisa. Então farei uma proposta. Ouvi a conversa de vocês e você disse que está sem sexo. – Ele apontou para mim e eu arqueei uma sobrancelha. – Posso te dar prazer por uma noite toda, por apenas US$ 500,00. A noite toda, o tempo que você aguentar, e faço tudo o que você quiser, em sigilo total. É um bom preço, o que me diz? Podemos começar lá no banheiro. Masturbo os rapazes também, por cem cada um.

– Você virou gay? – Naruto perguntou.

– Eu não vou dar para você. – Fiz cara de nojo.

– Eu não virei gay! Mas, por dinheiro, qualquer negócio é válido. – Ele fez cara de nojo também. – Qual é, rosinha, você tá solteira, não é? Sem sexo e tal. Vamos lá...

– Cai fora, cara, a Sakura não vai transar com você. – Sasuke ficou sério de repente.

– Vamos lá, rosinha, eu sou bom de cama, pergunta à Karin. – Suigetsu falou.

– Não vai tocar na Sakura. – Sasuke se levantou, ficando entre mim e o prostituto. Ele parecia um armário, vi que o Suigetsu se encolheu.

– Ei, já mandei ir embora. Se não for agora, vou chamar os seguranças. – O dono do bar gritou para o Suigetsu.

– Se mudar de ideia, é só ligar para mim. – Ele bebeu o resto do drink dele rapidamente e deixou um papel sobre a mesa.

Sasuke pegou o papel, rasgou e jogou no lixo. Ele se jogou na cadeira com a boca torcida em desgosto, sobrancelhas franzidas e os braços cruzados.

– Eu poderia querer. – Falei com um sorriso sarcástico.

– Nem pensar. – Esbravejou.

– Esse cara trepou com a minha prima. – Naruto murmurou emburrado.

– Deve estar atrás do seu primo Nagato agora. – Eu ri e bebi um gole da minha cerveja.

– É melhor não largar o emprego, Teme. – O loiro falou e bebeu também.

– Quer dizer que vamos continuar sofrendo nas mãos daqueles abusadores de poder? É isso? – Sasuke fez uma careta e nos acompanhou na bebida.

– É o que parece. – Naruto se curvou na mesa, triste.

– Por que está falando isso? – Perguntei.

– Não temos escolha, temos? – O loiro me olhou.

– Podemos largar o emprego e virarmos atores de pornô. Eu me daria muito bem, sou bonito, sou ótimo na cama. Sakura também se daria bem. – Sasuke falou e eu revirei os olhos. – Mas você.... Você tem o pau pequeno, melhor escolher outra coisa. – Ele apontou para Naruto, que mostrou o dedo do meio. – Ou podemos manter nossos empregos e nos tornarmos uns covardes que passarão a vida sonhando em matar seus chefes.

– Também sonha com isso? – O olhei por cima do copo.

– Claro. – Ele deu de ombros bebendo mais um pouco.

– Isso é insano. – Naruto falou nos olhando assustado.

– Não. É um modo de desabafar. – Sasuke disse.

– Não se preocupe, Naruto, não vou matar seu sogro, nem o Sasuke vai matar o primo dele. – Falei.

– Que bom. – Ele nos olhou desconfiado.

– Mas nossas vidas seriam bem mais fáceis se eles não estivessem vivos. – Sasu sorriu de lado. – Vamos supor que pudéssemos matá-los sem sermos pegos. Vocês topariam?

– Não – O loiro respondeu.

Eu balancei a cabeça negativamente.

– Eu toparia. – O Moreno falou desafiador.

– Você não faria isso. – Falei com desdém.

– Sim, faria. – Ele sorriu.

– Mesmo? – Naruto perguntou.

– Claro. Não é crime se tiver justificativa. Homicídio justificável. Isso existe. – Sasuke começou a falar.

– Essa eu quero ouvir. – Falei para mim mesma com um sorriso na face.

– Se uma pessoa má tiver que morrer para um bem maior, que morra. Tobi Uchiha é um monstro. Um grande imbecil cheirador. Se não for impedido, vai matar milhares de bolivianos inocentes. Acho que insano é deixá-lo vivo. E, quando ele morrer, eu assumo a empresa e poderei empregar a Sakura, e o Hiashi não pode impedir isso. Todos saem ganhando. – Sasuke falou como se fosse um plano real e infalível.

– Não vi onde eu ganho algo com isso. – Naruto se pronunciou.

– Vai ver dois amigos seus felizes e vai se livrar do seu sogro. – O moreno sorriu.

– Então, devo matar o Hiashi por não deixar eu me despedir da Vozinha? – Perguntei sem interesse.

– Sim, você deve. – Sasuke falou.

– Dane-se que nossos chefes sejam do mal. Não somos assassinos. – O loiro falou cabisbaixo.

– Mei está estragando sua vida. Isso é errado. – Falei.

– Está afetando seu casamento. – Sasuke falou.

– Não está afetando. – Ele rebateu.

– Sua vida seria mais fácil sem ela? – Sasu perguntou.

– Tem razão! Sabe o que vou fazer? Vou até a casa dela, vou cortá-la em pedacinhos, dividir os pedaços em duas caixas e mandá-las para os dois mafiosos aí. – Ele apontou para a gente. – A vagina e os peitos vão para o Sasuke. Chega dessa conversa. – Ele falou se levantando. – E vocês pagam a minha cerveja porque me tiraram do sério. – Terminou e saiu do bar.

– Só levantei uma hipótese. – Sasuke deu de ombros.

– Eu também. – Sorri.

...

Naruto Uzumaki

Estava no trabalho, assinando uns papeis, quando senti mãos femininas em meus olhos.

– Adivinha quem é. – A voz era sedutora.

– Olha, não estou nem um pouco a fim disso. – Esbravejei e me virei. A Mei me tira do sério.

– Não está a fim de que? – Hinata perguntou.

– Oi! – Falei espantado, então era ela?

– Oi, amor. – Ela respondeu.

– O que faz aqui? – Perguntei. Minha voz estava aguda, demonstrando meu desespero.

– Eu a convidei. – Mei falou, escorada no batente da porta.

– É, ela ligou. Disse que, como estamos noivos, me oferecia tratamento grátis. – Hinata falou animada. – E lembra que senti dor no dente quando comi aquela maçã ontem? Foi muita gentileza da Mei. – Inocente.

– Você é rica, não precisa de tratamento grátis, amor. – Falei rapidamente.

– Mas ela ofereceu... Ela é muito gentil. – Hinata falou.

– Ah, tudo bem, Hinata. É um prazer. – Mei se aproximou e abraçou a Hinata. – Você faz parte da família agora.

Fiquei boquiaberto e com os olhos arregalados, olhando aquilo. Isso só pode ser armação. Hinata se virou toda feliz e eu logo fingi um sorriso.

– Não acho isso uma boa ideia, querida. – Falei.

– Por que não? – Ela perguntou surpresa.

– Porque estamos misturando prazer com trabalho. Trabalho e prazer. – Enrolei, sem saber o que falar. – Estamos nos aproveitando da Mei. – Isso, essa é uma boa desculpa.

– Naruto! Nada do que fizer será para se aproveitar de mim. – Falsa!

Hinata a olhou e eu estreitei os olhos para Mei, que estava sorrindo. Quando minha noiva me olhou novamente, fingi um sorriso de novo.

– Que gentil. – Hinata se emocionou e eu afirmei com a cabeça.

– Tudo bem, vou anestesia-la com o gás agora, está bem? – A falsa falou toda sorridente.

As duas foram ao consultório.

– Só faltava essa. – Resmunguei para mim mesmo.

Hinata se acomodou na cadeira e colocou a máscara do gás anestésico. Ela sorria já de olhos fechados, enquanto Mei fazia uma contagem regressiva. Hina procurou meu rosto com a mão.

– Cuidado, amor. Deixe sua mão em um lugar seguro. Há instrumentos cortantes aqui. – Falei segurando a mão dela e deixando-as ao lado do seu corpo.

Ela dormiu e Mei se atirou por cima dela em minha direção, querendo abrir minha calça. Eu me afastei assustado, caindo do banco que eu estava sentado.

– O que está fazendo? – Praticamente gritei.

– Vai me dar esse pinto, Naruto. – Ela falou séria.

– O que? – Esbravejei me levantando.

– Quero ele na minha boquinha gulosa. – Ela lambeu os lábios sedutoramente.

– Você ouviu o que você disse? Quem fala assim? – Franzi as sobrancelhas.

– Vamos transar em cima dela, vamos usá-la como cama. – Ela olhou para a Hina desacordada.

– Ei, ei! Desça! Saia de cima dela! – Gritei, puxando a Mei que já estava sobre a Hinata. – Maldita! Chega, tá? Passou dos limites. – Continuei gritando. – Estou fora! Me demito, ok, Mei? Não preciso deste emprego. Adeus. Chega.

– Vou dizer a ela que você me comeu. – Ela rebateu em tom ameaçador.

– O que? – Fiquei confuso.

– Se não me comer, vou dizer a ela que me comeu.

– Pode dizer, ela não vai acreditar. – Dei de ombros.

Mei caminhou até o armário atrás de mim e eu a segui com um olhar desconfiado.

– Ela já sabe que você é um criminoso sexual. E acho que depois de ver isto... – Ela pegou um iPad e o balançou em minha frente. – Ela vai acreditar em mim.

– O que é isso? – Perguntei.

– Lembra-se da sua primeira semana aqui, quando troquei a coroa do seu dente? – Ela ligou o aparelho.

– Sim. – Falei me aproximando dela para ver a tela do objeto.

– Tirei algumas fotos do tratamento. – Ela falou e me mostrou as fotos.

Na primeira ela estava com a cabeça entre minhas pernas, e a minha calça estava abaixada. Eu estava desacordado, mas parecia que minha cara era de prazer, com os olhos revirados e tal.

– Oh, meu Deus! – Exclamei exasperado.

Na próxima, ela estava sem roupa e minha cabeça estava entre as pernas dela, que estava sentada e com o rosto torcido em prazer. Na outra estávamos totalmente despidos e ela cavalgava em mim, eu estava com a mesma cara da primeira foto.

– Tirou as fotos enquanto eu estava inconsciente? – Perguntei.

– Sim. – ela passou mais uma foto. Nessa eu “comia” ela de quatro. – Essa é a minha favorita. – Ela deu zoom em nossos rostos.

– Estupro, estupro. Isso é estupro. Você é uma estupradora e me estuprou. Estuprou! – Gritei com a voz esganiçada e as mãos na cabeça.

– Calma aí! Seu pinto nem estava duro. – Ela apontou acusadora para o meu amiguinho. – Se me permite dizer, é pequeno, mas eu ainda quero.

– Não permito. – Coloquei as mãos em meus ouvidos. – Isso não me traz nenhum alívio.

– Mas vai ficar da próxima vez. Se não ficar, a mocinha aí vai ver meu álbum de fotografias. – Ela apontou para a Hina desacordada e alheia a tudo. – Então, por favor, prepare a paciente para um raio X. Eu volto logo. – Falou saindo da sala e piscando para mim.

...

À noite eu dirigia o Range Rover da Hinata, desgovernado, até o apartamento da Saky. Sasuke tinha ido ajudá-la a fazer compras, deviam estar lá ainda. Por um milagre, meu sogro tinha liberado a Sakura às 17:00.

Cheguei ao andar do apartamento da rosada, peguei a chave extra escondida em um vaso que decorava o corredor e abri a porta, nem fechei, com a raiva que eu estava, fui logo abrindo a porta do quarto dela.

– Eu topo! Vamos matar aquela vadia! – Gritei.

Sasuke caiu nu no chão e Sakura se cobriu com o lençol. Sabia que não era só amizade.

– Naruto! – Sakura gritou.

– Idiota! Isso é forma de entrar no apartamento dela? E se ela estivesse trocando de roupa? Ela é uma dama. – Sasuke deu uma tapa em mim.

Que visão horrível! Essa coisa grande no meio das pernas dele. Por isso eles dizem que o meu pau é pequeno, o dele é gigante. Mas... Sério que ele falou isso da Sakura? Ele tava transando com ela e ele reclama supondo que eu poderia vê-la trocando de roupa?

– Do que você tá falando? – A Sakura perguntou, estava extremamente vermelha, enrolada no lençol e vindo em minha direção.

Ela me socou na cabeça. Isso dói, como o Sasuke aguenta isso sorrindo? Sempre que ele fala alguma sacanagem ela bate nele e ele ri... Ah, claro, ele é forte e eu sou normal.

– Que vadia? – Sasuke perguntou.

– “Que vadia”? Pessoal, minha chefe. Nossos chefes têm que morrer. Vocês têm razão, precisamos fazer isso.

– Estávamos bebendo ontem. Matar é errado. – Sakura esbravejou de dentro do banheiro.

– Eu sei, eu sei. Mas hoje a Mei queria transar em cima do corpo inconsciente da Hinata. – Falei.

– Jura? – Sasuke falou surpreso, enquanto vestia a calça. Parecia animado. Tarado!

– É, cara. Ela pirou de vez. Tirou um monte de fotos dela transando com meu corpo inconsciente.

– Onde estão? Cara, isso é excitante, deveria comer ela logo. – O Teme falou animado.

Sakura saiu vestida do banheiro na mesma ora e jogou um sabonete, ainda no pacotinho, na cabeça dele. Ele mereceu, falar que outra mulher é excitante depois de ter transado com a namorada... Bem, eles dizem que não são namorados, mas são algo bem próximo disso.

– Ela vai arruinar a minha vida, cara! Não posso mostrar a vocês. Ela está me chantageando! – Esbravejei com o Sasuke. – Vocês topam ou não?

– Eu topei ontem à noite. – Sasuke concordou.

– Saky, que tal? Vamos matar meu sogro! – Dei pulinhos me aproximando dela, mas voltei quando vi seu olhar para mim.

– Vai embora, Naruto. – Ela gritou.

– Vamos lá, irritante, vamos ma... – O Teme se interrompeu quando viu o olhar dela e se virou para mim. – É, Naruto, estragou a nossa noite, vai embora.

– E a sua Vozinha, Saky? Ela não pôde se despedir da neta favorita. E por que? Porque o chefe imbecil não liberou, certo? O que sua Vozinha gostaria que fizesse? – Insisti.

– Ela não ia querer que eu o matasse. Mas, eu posso matar você se não sair daqui. – Ela sorriu docemente e eu engoli em seco.

– Tá, esqueça a Vozinha, ela morreu. Trata-se de você. O que você quer agora? – Falei.

– Quanta sensibilidade. – Sasuke murmurou ao meu lado.

– Eu quero me livrar do meu chefe e de você e transar com o Sasuke. – Ela deu um sorrisinho sádico.

– Exato! Então vamos fazer isso... Só a parte do chefe. – Falei.

– Como faremos isso? – Sasuke perguntou.

– Já cuidei de tudo. Hinata e eu gostamos de assistir Law & Order. Somos fãs. Os criminosos pisam na bola o tempo todo, certo? Eles deixam raspas de pele, cartuchos de bala, esperma... Na maioria das vezes é esperma. Mas não é esse o problema. O problema é: Não é nossa praia, temos que contratar um profissional

– Está falando em um assassino de aluguel? – Sakura perguntou. Acho que ela está menos irritada agora.

– Sim. – Respondi.

– É uma boa ideia. – Pela forma que ela tá me olhando, acho que vai contratar um para me matar. – Onde vai achar um?

– Deixem isso comigo. Já pensei em tudo. Ligo para vocês amanhã. Direi onde me encontrarão. – Fui falando com uma voz misteriosa e saindo, deixando um ar de mistério.

– Por que não diz agora? – Sasuke arqueou uma sobrancelha.

Olhei para os dois. Ambos estavam com a sobrancelha arqueada para mim.

– Porque ainda não sei. Mas saberei. Vou para casa e começarei. – Respondi ainda com a voz misteriosa.

– Vou ficar aqui mais um pouco. – O Teme sorriu para a Sakura, que sorriu de volta para ele.

Fui embora dali, antes que a Sakura me matasse mesmo.

Notas finais
Espero que tenham gostado ^-^