Queridos Pesadelos.
6 Sangue condenado.
Notas iniciais
" " = Pensamento do personagem.
( ) = Expressão do personagem.
~ = Narração do personagem.
Negrito = Lembranças.
Itálico = Escritas do diário.
Negrito + Itálico = Música que acompanha o capítulo.
Ao se iniciar uma frase ou parágrafo sem esses sinais, narração da autora (eu).
Ótimo. Sinais de um dia perfeito. Não se engane, estou apenas sendo sarcástica.
Meu despertador? Que nada, fui acordada por um trovão de assustar estátuas mesmo. Lâmpada acesa? Que nada, foi o luminoso raio que cortou o céu... O raio... Acho que é a coisa mais luminosa que verei hoje... O trovão... Acho que será a coisa mais silenciosa que escutarei.
Sem meu diário meu chão desaba, meu teto sobe e a única coisa em que me agarro tem nome — Hiran. Estou em frente à porta da classe à uns 20 minutos, e só agora o vejo vir ao lado da diretora.
_Toma. — (disse, me entregando o caderno) — A diretora me deu palestra e me fez lustrar seu diário. Pode ficar tranquila que nada saiu dele. — (deu a intender que ele não tinha lido, já que estava com um sorriso brincalhão no rosto e disse o que disse, porém, não deixei de ficar insegura, a frase tinha muito bem um duplo sentido).
_Obrigada Hiran... Mais devia ter me devolvido quando podia.
_Você saiu correndo... venha, faltam uns 10 minutos para as aulas, vamos dar uma volta. — (lá vem bomba, que ótimo).
_Então, você não me esconde, sei quando as pessoas mentem pra mim. — (disse me sentando em um banco de cimento).
_Desculpa, mais eu não queria mais palestra daquela mulher... ela me assusta. — (disse com um sorriso bobo no rosto se sentando ao meu lado... eu desaprendi a sorrir? Ou isso não é mesmo momento para sorrisos?).
_Agora me diga... o que leu? — (perguntei).
_Muita coisa, até começarem os relatos dos pesadelos...
_Você se assusta com a diretora, mais comigo não... — (sorri, era engraçado, só conseguia sorrir com ele).
_É que eu não me sinto ligado com ela...
_Como assim Hiran?
_Eu li o que você disse sobre os Branlieri e sobre os Nivkienzi — (começou com uma certa curiosidade, afirmava mais do que qualquer outra coisa, expressava ansiedade mais do que qualquer emoção) — Eu acho que eu... acho que eu já ouvi algo em minha família...
_Como assim?
_Malese, antes de tudo me responda... O quanto sabe sobre sua família?
_Tudo o que eu sei escrevi antes de relatar os pesadelos, ou seja, você já sabe.
_E tem algum lugar onde nós possamos procurar pistas? Sei lá, investigar?
_Porque está fazendo tantas perguntas? Tem sim, os diários de meu pai, de meu avô, alguns registros no banco de dados da cidade, já que a família nunca saiu daqui e devem ter mais registros nos lugares onde viviam...
_Perfeito... minha família tem uma casa abandonada, lá também tem registros e escrituras...
_Sua família? Do que está falando? — (me aproximei).
_Me prometa que não vai fugir me mim, renegar ao meu chamado ou desistir — (Hiran pegou em minhas mãos as juntando uma na outra com as dele por cima... diferente das minhas, as mãos dele eram quentes).
_P-prometo... — (gaguejei e ele suspirou soltando minhas mãos) — Agora conta! — (reforcei a voz, séria).
_Quando pequeno eu tive uma experiência um tanto... estranha. Tinha um entalho em madeira muito antiga, uma madeira parecida com chestnut, só que muito mais acabada com um nome quase ilegível, mais só percebia as letras BRA, depois disso eu pensei em algo como sendo um pequeno pesadelo, pra mim eram minutos, mais mal se passaram segundos. — (escutava atenta o seu relato).
~Hiran~
–
Um imagem, eu não me via, era como se meu inconsciente corresse, vivesse. Entrei em uma estradinha de barro, em uma trilha no meio do mato e adentrei em uma floresta. Logo avistei fogueiras acesas, uma mesa improvisada com pedaços de madeira... eu conhecia aquele lugar... já estive lá... a cada vez mais perto, mais escutava. Havia um grupo de pessoas ao redor da fogueira, uma figura arcada com uma espécime de cajado, segurando o que parecia ser um bebê nos braços. Eles falavam em uma língua estranha, só posso dizer que eu entendia exatamente tudo, e ao mesmo tempo, exatamente nada.
_Este é o filho dele. Menino que iniciará a maldição dos Nivkienzi. — (dizia alguém, minha visão se aproximou e conseguiu ver a dona da voz pegar algumas pedrinhas presas em fios nas parede e jogar em algo).
_E só com um. Só com um beijo... — (dizia uma voz rouca, parecia a voz de uma senhora falando) — Só assim se quebra.
_Não quero que se quebre! Quero que seja eterno! O que um dia acabou comigo acabará com cada um deles. Eu quero a queda deles!- (dizia a voz também feminina, mais muito mais jovem de antes).
_Se acalme Khata--- (se interrompeu para olhar na minha direção... ou na direção onde eu parecia vir, mais não era eu, por de dentro de mim passou um homem, vestido de pele, longos cabelos, um homem bem desenvolvido mais parecendo ter vivido à uns 2.000 anos atrás) — Você! — (parecia pasma).
_Era pra esta criança ser minha! Mais não é, por sua culpa os descendentes dessa criança vão desejar nunca terem existido! — (a mulher mais jovem disse, o homem pega em seu pulso e torce, a mulher não mostra um sinal de dor, apenas sorri e geme fraco, parecia era gostar, logo o homem cai de joelhos sob seu olhar, eu não entendia, ele estava calado).
_E agora, o selamento! — (a velhota saca uma faca e corta o pulso do homem, ele apenas abriu a boca, nenhum som saia, mais a aparência era de dor) — O sangue de um Nivkienzi, a partir desse momento, está condenado! — (berrou para os céus, levando o pulso do homem à boca do bebê).
Após isso, todas as imagens se cravaram em minha memória, a mulher literalmente jogou a criança que só chorava no chão sob o corpo do homem de uma forma cruel, imperdoável, horrível.
–
_Se não está inventando isso... — (começou Malese, estava assustada).
_Não estou... seus pesadelos começaram ai, nesse selamento, essa criança cresceu, teve filhos, que tiveram filhos, que tiveram filhos, que tiveram descendentes, e você é uma. Aquela mulher também, teve filhos, netos, descendentes... E aquela velha também, pode ter tido filhos quando jovem, e ela também disse algo relacionado com um beijo para quebrar. Junte as peças... como acha que eu sei de tudo isso?
_Hiran, não é possível, só se você fosse um...
_Eu acho que eu sou um Branlieri, Malese... não foi apenas sua família que tem registros de ter mudado o sobrenome... Eu acho que sou um dos que fizeram isso com você.
Three Days Grace — PAIN
Você está cansada de se sentir magoada;
Você não é a única;
Eu a tomarei pela mão;
E vou te mostrar um mundo que você pode compreender;
Essa vida é preenchida com feridas;
Quando a felicidade não funciona;
Confie em mim e pegue a minha mão;
Quando as luzes apagarem você irá entender;
Dor, sem o amor;
Dor, eu não tenho suficiente.
Notas finais
Prometo fazer alguns maiorezinhos que estão por vir, já que investigar coisas dá assunto asuhasuhusahsauhuhsa , mais ainda vai rolar tanta coisa, mais tanta coisa com esses dois antes de eles descobrirem metade da história, que 6 nem magina uauhashuashuashusahuas;
Uma novidade --- VAI ENTRAR MAIS UMA PESSOINHA NA TRAMA *-----*
Beijos ;*
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