Queridos Mamãe e Papai
3 Chegando à Hogwarts
Notas iniciais
Queridos Mamãe e Papai
Finalmente cheguei em Hogwarts, estou instalado em meu dormitório e gostaria de contar a vocês como foi.
Claro que a Vovó foi até a estação comigo e claro que ela ficou ao meu lado, como se fosse um cão de guarda, mas já estou acostumado. Logo na estação, Trevo fugiu de mim. Eu pedi à Vovó que me ajudasse a procurar, mas ela disse que se o encontrasse, me enviaria com o restante das coisas que eu esqueci. Quando finalmente embarquei no trem, eu o procurei em todo lugar e não encontrei, então uma garota muito legal (e meio mandona) me viu chorando e disse que iria me ajudar a procurar meu sapo perdido. Ela foi comigo de cabine em cabine, perguntando pelo Trevo, mas não o encontramos. Ao invés disso, conhecemos dois garotos: Ron Weasley e Harry Potter! Talvez vocês não saibam disso, mas o Harry é famoso porque os pais dele foram mortos por Você-Sabe-Quem e por sorte, acabou sobrevivendo. Mesmo bebê, não se sabe muito bem como, acabou derrotando Você-Sabe-Quem e ficando apenas com uma cicatriz na testa. A Vovó disse que vocês conheceram os Potter e que eram amigos. Será que se vocês estivessem bem e os pais do Harry vivos, nós teríamos sido amigos de infância e crescido juntos? Acho que nunca saberemos, já que ele é criado com os tios trouxas...
Voltando ao trem, não achamos mesmo o Trevo. Eu já tinha até me conformado em ter perdido, quando o trem foi parando e desembarcamos na estação de Hogsmead. Logo, um homem enorme começou a chamar pelos alunos do primeiro ano e fizemos a travessia em barcos! Eu juro que vi algo parecido com um tentáculo subindo pelo meu barco. Era assim na época de vocês também? Depois que atravessamos o lago, chegamos a uma espécie de hall onde a Professora McGonagall nos recebeu e explicou tudo que faríamos para a Seleção. Vocês não vão acreditar que foi justamente ali que eu reecontrei o Trevo... Que vergonha...
Quando entramos no Salão Principal, vi aquelas milhares de velas flutuantes e o teto imitando o céu do lado de fora. É tão lindo! A Professora McGonagall trouxe o Chapéu Seletor e o negócio abriu um rasgo em forma de boca e cantou uma canção sobre as Casas ali mesmo, na frente de todo mundo! Logo depois da cantoria, finalmente começou a Seleção de verdade e um a um, os outros alunos foram chamados. Juro que cheguei a pensar que o Chapéu seria colocado em minha cabeça e não diria uma palavra, mas não foi assim. Na verdade, o Chapéu Seletor conversou comigo e pareceu entender o que se passava dentro da minha cabeça. No fim das contas eu fui mandado para a Grifinória e quando levantei do banquinho, tive que voltar, porque estava levando o Chapéu comigo.
Ah, o jantar! Preciso falar sobre o jantar! Eu nunca tinha participado de um banquete antes. Tinha tanta comida de tanta forma diferente que eu fiquei meio perdido. O melhor é que eu pude comer o que eu quis, sem supervisão (não contem isso à Vovó, ok).
Ainda durante o jantar, os fantasmas vieram nos dar as boas-vindas. Confesso que fiquei assustado no começo, mas vi o quanto eles são amigáveis, principalmente o Nick-Quase-Sem-Cabeça, que é o fantasma da Torre da Grifinória.
Antes de o Professor Dumbledore nos liberar para os dormitórios, ele nos avisou que a Floresta é proibida para os alunos e que o corredor do terceiro andar também. O que será que tem lá? Também nos foi apresentado o Professor Quirrell, que passaria a ensinar Defesa Contra as Artes das Trevas.
Quando nos foi permitido, todos os alunos do primeiro ano, inclusive o Harry, o Ron e a Hermione, foram guiados para a entrada do Salão Comunal, que é guardado pelo retrato da Mulher Gorda. Ela pede sempre uma senha, mas acho melhor não escrever aqui, caso alguém chegue a ler essa carta. Depois de escolhermos nossas camas, cada um dos outros garotos deu seu toque pessoal no seu espaço e eu aproveitei para escrever à vocês. Vou dormir agora.
Espero que vocês também tenham bons sonhos.
Amo vocês.
Neville Longbottom.
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