“Queridos Gêmeos”
13 Capítulo 12 - Sorriso!
Notas iniciais
POV STEFAN
Beber com Katherine não tinha sido uma ideia tão boa assim. Apesar de ter sido bom. Era divertido estar com ela. Ela me fazia tão bem como Damon fazia em new Orleans.
Katherine me olhou assustada ao ver Meredith nos encarando. Apesar de ter o olhar fixo em nós dois, as outras pessoas nem chegaram a suspeitar.
– Me preocupei tanto em ter problemas com ela e olha só no que deu. – Katherine brincou.
Apesar de toda tensão que tinha em meu corpo, não pude evitar sorrir.
– Você é engraçada até quando não deve.
Katherine cambaleou e eu a segurei pelo braço.
– Você não pode ficar aqui. Não tem condições pra isso.
– Eu consigo ir sozinha pra casa. – ela tinha a fala arrastada.
– Você tá louca? – a encarei nervoso. – Não vou te deixar fazer isso. Você tem as chaves de sua casa? – ela assentiu apontando para a bolsa e então eu a carreguei nos braços.
Lancei um olhar de desculpa para Meredith e parti em direção a porta. Havia poucas pessoas na sala e quase ninguém reparou em mim. Agradeci por Meredith ser uma pessoa refinada e não fazer escândalos.
Do lado de fora procurei por Damon ou Elena, mas não os vi. Abri rapidamente o meu carro e a coloquei deitada no banco de trás.
– Fica aqui quietinha! Eu já volto! – fechei o carro e fui à procura de Damon.
Rodei, rodei e rodei, e não o encontrei. Nem ele, muito menos a Elena.
Entrei de volta na casa e Meredith me puxou pelo braço.
– O que foi aquilo? – ela perguntou com raiva.
– Ela está bêbada. A culpa é minha. E agora vou leva-la pra casa.
– E me deixar aqui sozinha?
– Meredith, meu amor. Eu já procurei o Damon, procurei a irmã dela, mas não os encontro. Também ne? Você e meu pai convidaram tanta gente que eu me perco.
– Tudo bem. Seu lado bom moço tá falando mais alto. Vai! Mas não demora.
– Volto logo. Obrigado amor. – lhe dei um selinho.
Voltei correndo pro carro. Nesse instante, Katherine poderia estar o quebrando todo, tentando sair.
Mas quando cheguei lá, estava tudo calmo. Entrei no carro e virei para olhá-la. Ela dormia como um anjo. Tão parecida com a Elena, mas ao mesmo tempo tão diferente. De alguma forma, ela conseguia ser mais bonita.
Mystic Falls não era assim tão grande, e pelo fato da família Petrova ser bem conhecida, não foi difícil encontrar a casa.
Desci do carro, peguei a bolsa de Katherine e abri a porta de entrada. Voltei para o carro e a carreguei nos braços novamente, ainda dormindo.
Entrei na casa, passei direto pela escada e dei de encontro com a cozinha.
“O quarto dela deve ser lá em cima.” – pensei.
Subi as escadas e abri as portas devagar. Até entrar em um quarto com duas camas, com as paredes pintadas em marfim. Logo me dei conta de que era ali. Não sabia qual das camas pertencia a Katherine, então a coloquei na que ficava mais próxima a porta.
Tirei suas sandálias e a vi dormir por uns segundos.
Coloquei sua bolsa em cima da outra cama e me virei para sair.
– Elena... – Katherine sussurrou.
– Shi! Sou eu! Stefan. – me aproximei dela novamente.
– Não me deixa sozinha. – ela segurou minha mão, ainda de olhos fechados. Talvez sonhando. Mas eu não podia deixa-la ali assim.
– Eu não vou. Já volto. – ela soltou minha mão e eu desci.
Fechei o carro e então subi novamente.
Katherine estava virada para o outro lado. Mas se mexeu quando sentiu minha presença.
Me sentei ao seu lado na cama e por impulso, mexi em seus cabelos.
Mesmo dormindo, ela soltou um leve sorriso.
Agora eu tinha certeza, eu não conseguiria sair dali.
Ela se mexeu algumas vezes. Em uma delas, parou com o braço em minhas pernas, as abraçando.
– Serei seu ursinho de pelúcia hoje. – sussurrei sorrindo.
Fiquei ali vendo-a dormir por um bom tempo, até que ela voltou a se mexer e tirou o braço de minhas pernas.
Levantei em silencio e avistei em cima da escrivaninha um caderno aberto com uma caneta em cima. Resolvi escrever um bilhete.
“Querida Katherine, beber com você foi uma das melhores experiências da minha vida. Principalmente quando eu tive que trazê-la carregada a sua casa. Mas essa não foi melhor parte. O melhor da noite foi ser abraçado por você enquanto dormia. E ver o seu sorriso quando fiz carinho em seus cabelos. Mas esse é nosso segredo. Topa beber comigo de novo em breve? Escondida de todos? Rs. Espero sua resposta.”
Deixei meu numero anotado em baixo e saí de fininho.
Entrei em meu carro e voltei para casa.
Imaginei que a essa hora a festa estava acabando. E não estava errado. Quando avistei a mansão, vi que muitos carros dos que estavam ali quando saí, não estavam mais.
Meredith devia estar uma fera.
– Filho, até que enfim. – meu pai veio até mim assim que me viu passar pela porta. – A moça está bem?
– Sim pai. Ela está bem. – o acalmei.
– Que orgulho tenho de você! – ele sorriu.
Eu sorri de volta assentindo. No fundo eu sabia que meu pai imaginava que eu havia ficado com Katherine. Meu pai era desse tipo.
– Stefan! – ouvi Meredith falar um pouco alto demais.
– Desculpa Mer. Tive problemas.
– Que tipo de problemas?
– Você não entenderia!
Meredith ia abrir a boca pra falar alguma coisa, mas eu avistei Damon e saí em sua direção.
– Katherine ficou bêbada. A culpa foi minha. E eu a levei pra casa. Espero que não se importe. – acabei falando rápido demais.
– Tudo bem irmão. – ele tocou em meu ombro. – Agora eu acho melhor você ir deitar. Parece meio agitado. – ele sorriu e saiu.
Por um lado Damon tinha razão. Eu precisava deitar mesmo. Cumprimentei alguns convidados que estavam perto de mim, e ignorei Meredith até o fim da festa.
Quando ela estava se despedindo dos últimos convidados, eu subi sem que percebessem e me tranquei em um quarto de hóspedes.
A minha noite tinha sido muito boa. E eu amava a Meredith, mas não queria que ela estragasse essa noite com brigas.
Tirei a roupa e deitei somente de calça na cama.
A intenção era deitar e dormir. Mas eu só deitei. E em vez de dormir, fiquei pensando no sorriso da Katherine quando mexi em seu cabelo.
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