“Queridos Gêmeos”
15 Capitulo 14 - Fogo!
Notas iniciais
POV KATHERINE
– Stefan! Volta aqui! – gritei correndo atrás dele, depois que ele puxou meu copo de cima do balcão.
O bar que escolhemos era enorme. Havia mulheres dançando do outro lado enquanto homens ficavam em baixo babando por elas. Do nosso lado estava mais escuro, dava pra ver as pessoas, mas não pra identificar quem elas eram.
Stefan parou em frente ao palco onde as mulheres dançavam seminuas.
– Uau! – Stefan falou meio que admirado e eu sorri da cara dele. Ele já estava completamente bêbado. – Tá rindo do quê? Maluca.
Caí na gargalhada mais ainda. A fala dele estava arrastada. Eu não estava sóbria, mas entendia tudo que se passava ao meu redor. Stefan pelo visto não.
– Acho que devíamos procurar um hotel. – sugeri.
– Só se levarmos bebidas pra lá. – ele balançou o corpo pra frente e voltou a se inclinar sorrindo.
O peguei pelo braço e nos dirigimos para o balcão. Pagamos o que bebemos, compramos duas garrafas de uísque e eu dirigi o carro.
– Você está bêbada! – Stefan puxou meu braço. – Não pode dirigir.
– Você não sabe nem o seu nome. Não vou deixar você dirigir nem em sonho.
Stefan levantou as mãos pro alto se rendendo.
Entrei no carro e ele se sentou ao meu lado no banco do carona.
– Como é que é meu nome mesmo? – ele virou pra mim divertido com cara de quem não fazia ideia de quem era.
– Stefan Salvatore! – falei em um tom brincalhão.
– Ah! Salvatore vem de salvador? – ele balançava os dedos indicadores como se quisesse juntar as duas palavras.
– Perguntaremos ao seu pai quando voltarmos.
– Quem é meu pai? – ele perguntou sério.
– Fica quieto Stefan! – sorri.
– Não quero ficar quieto! Quero dançar. – ele balançava os braços pra cima, tentando dançar.
– Quem diria que eu veria o mais certinho dos Salvatore dessa maneira.
– Quando eu estiver lúcido, me faça beber de novo e de novo e de novo. Não quero ser certinho.
Sorri assentindo e então ele jogou a cabeça no banco e se calou.
Olhando pelas ruas, encontrei um hotelzinho meia boca e decidi que ficaríamos ali.
Pedi um quarto com duas camas e a moça virou-se para o computador.
– Não, não. Cama de casal, por favor. – Stefan interferiu e virou-se para mim. – Somos amigos e viemos pra cá fazer coisas erradas. Então vamos fazer coisas erradas.
– Ele está bêbado! Não ligue! – falei pra atendente que sorria.
– Estou bem lúcido pra saber o que eu quero. – ele estava meio zangado. – Uma cama de casal. Com ar condicionado. E algum remédio pra dor de cabeça.
Ainda sorrindo a moça atendeu o pedido de Stefan, nos entregando a chave do quarto e eu suspirei derrotada.
Joguei minha bolsa em um canto e puxei Stefan pelo braço.
– Pra onde vamos gatinha?
– Gatinha? – perguntei surpresa.
– Katherine pode ser Kath, que pode ser Kat e facilmente se tornar Cat. Que traduzindo é gata. – ele sorriu como se aquilo fosse muito natural.
O puxei com mais força e entramos no banheiro. Abri o chuveiro na água mais gelada possível e joguei Stefan em baixo dele.
– Ai! – Stefan gritou.
– Deixa de ser fresco! – gritei mais alto.
– Não sou fresco e posso te provar.
– Cala a boca Stefan.
Fechei a porta do box e deixei ele lá por uns minutos.
Quando abri, confesso ter sentido pena. Ele estava sentado no chão com a cabeça apoiada nas pernas.
– Eu já estou melhor Katherine. Me tira daqui! – ele estava com o queixo tremendp.
– Tem certeza que melhorou? – desliguei o chuveiro.
– Não estou completamente lúcido. Mas dá pro gasto. – ele sorriu.
– Você bêbado é um completo palhaço sabia?
– Sou? – ele perguntou curioso.
– Você não sabia nem seu nome.
Sorrimos juntos.
– Obrigado por me ajudar Kath. – ele me abraçou.
– Sabia que você disse que Katherine era um derivado de gatinha? – ele soltou o abraço e me encarou.
– Eu disse isso?
– Disse. – sorri.
– Você é gatinha mesmo! Mas eu não te diria isso desse jeito. – ele ainda me encarava brincando com uma mecha do meu cabelo.
Um frio percorreu minha espinha.
– Stefan... – tentei falar, mas ele me calou.
Eu sabia que isso ia acontecer. Desde quando ele me encarou.
Stefan me beijou. Doce e calmo.
Minha mente me mandava afastar o corpo dele do meu, mas meu corpo não reagia. Estava completamente entregue aquele homem.
Stefan soltou o beijo e virou o rosto pro lado.
– Desculpa, eu... eu...
– Stefan. Tudo bem. Aconteceu. Sua noiva jamais saberá disso.
– Ah! Meredith... – ele disse por fim. – Eu não me lembrava dela! – ele sorriu admitindo. – Fiquei preocupado em você querer ou não.
– Eu não recusaria. – admiti. – Mas não quero ser motivo de sonhos eróticos quando você estiver casado. – sorri.
– Estamos aqui escondidos. Ninguém sabe. O que fizemos aqui fica aqui. Certo?
– Certo! – respondi prontamente.
– Então o que vou fazer agora, também vai ficar aqui.
Eu pensei em perguntar do que ele estava falando, mas ele não me deu tempo.
Voltou a me beijar tirando minha blusa no processo.
– Stefan... – minha ideia era me afastar dele, ou pedir pra que ele fizesse isso. Pensava em Meredith. Mas minha fala saiu mais como um gemido, o que o incentivou a continuar.
Ele passou as mãos pela minha costa, descendo até a barra do meu short, o tirando devagar.
Enquanto ele descia abaixando meu short, seus beijos desciam pelo meu corpo. Da boca passando pro pescoço, por meus seios, por minha barriga, até chegar em minhas pernas, onde ele parou e mordeu devagar minhas coxas.
Stefan jogou meu short no canto do quarto e voltou a me beijar ferozmente.
Tirei sua camisa, enquanto ele tirava a calça.
Stefan me pegou no colo, me colocando na cama, e não tirava seus olhos dos meus.
– Eu vou me arrepender depois disso, mas não dá pra evitar. – ele falou mordendo o lábio inferior.
– Tudo que é proibido é mais gostoso não é mesmo? – falei maliciosa.
Ele beijou meu pescoço com vontade.
– Eu estou sem camisinhas. – ele confessou.
– Eu tomo pílulas. Sabe como é né? Vida agitada. – sorri e ele escondeu a cabeça em meu pescoço sorrindo, voltando a beijá-lo.
Arranhei sua costa delicadamente e tirei sua cueca. Ele soltou o meu sutiã e chupou meus seios com ferocidade enquanto eu brincava com seu membro completamente duro, fazendo um vai e vem.
Stefan se jogou na cama, gostando do que eu estava fazendo.
Passei minhas pernas em volta do corpo dele, apoiando minha bunda em suas pernas.
Peguei seu membro em minha mão, voltando a fazer o vai e vem e ele fechou os olhos mordendo os lábios, soltando baixos gemidos.
– Coloca a boca Kath... – ele pediu ainda de olhos fechados.
Tenho que confessar que nunca havia feito isso apesar de ter uma vida bem agitada, como comentei com Stefan, mas ver ele ali daquele jeito e não tocá-lo com a boca, era quase impossível.
O chupei devagar uma vez e gostei da sensação. Voltei a chupar e quando dei por mim, ele mesmo já dava leves estocadas em minha boca.
– Eu quero gozar, mas não na sua boca. – ele mais gemia do que falava.
Trocamos de posição, Stefan ficou por cima e me penetrou devagar.
Apoiou os braços um de cada lado do meu pescoço, seus olhos fixos nos meus e então começou com as estocadas.
– Ah Stefan! Isso! Bem rápido! – pedi.
Ele ainda me encarava. Mas eu não aguentava ficar com aquele vai e vem tão forte, tão rápido e não fechar os olhos pra me deliciar com tudo aquilo.
– Ah... – Stefan se jogou em meus braços quando finalmente gozou.
Ele ficou brincando com o meu cabelo enquanto eu encarava o teto.
– Sabe o que é pior?
– O quê? – virei-me para encará-lo.
– É que essa é a nossa primeira e única vez. – ele suspirou.
– O que acontece aqui, fica aqui não é mesmo? – perguntei e ele assentiu. – Então essa não precisa ser a única vez.
– Como assim? – ele parecia confuso.
– Não vou ser sua amante. Mas podemos nos encontrar aqui sempre que você quiser até o seu casamento. Depois acabou. – respondi rápido.
– Você é tão inteligente. – ele sorriu e voltou a me beijar. – Sabia que a melhor transa que tive na vida foi com você? – ele sussurrou no meu ouvido.
– Ah é? – perguntei maliciosa e o puxei pra beijá-lo novamente.
E mais uma vez eu transei com Stefan Salvatore. O cara que estava a um pé do altar pra se casar com outra mulher.
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