Querido Professor

3 Capitulo 2 - Novo começo.


Notas iniciais
Agora a história está tomando um rumo mais parecido com a história da serie. Então espero que gostem.

Após 6 horas de viagem, desembarcamos no meu novo lar. A sensação de passividade que eu senti a 6 horas atrás se foi e deu lugar para uma ansiedade e alguma coisa bem parecida com tristeza, mas acredito que seja algo pior, solidão.

Pegamos um taxi que nos leve para a casa que meu pai comprou, não faço a mínima ideia de como ela é, espero que seja algo simples e que não chame muita atenção, mas que seja bem aconchegante e confortável parecido como nossa antiga casa. Como fiz na minha despedida do meu antigo lar, observo a cidade através da janela do taxi, a cidade é muito bonita e têm lugares que parecem ser legais de se passar o tempo, como um lugar parecido com uma lanchonete bem tosca com um toque moderno e com inspiração meio “trash”, que vi perto de uma faculdade chamada “Hollis”.

Após um tempo que pareceu ser bem longo, chegamos a casa, e ela é exatamente do jeito que imaginei. A casa é grande, porém simples, feita de madeira em um tom marrom escuro em boa parte e com uns detalhes em amarelo, é grande e tem um segundo piso com janelas — espero que tenha uma vista legal, porque algo me diz que aquelas janelas pertencem ao meu novo quarto — Quando entramos na casa, noto que ela já está toda mobiliada o que vai evitar estresse na compra de móveis, peço para meu pai me ajudar a levar as coisas para cima e encontro o quarto onde tem as janelas e pergunto se poso ficar com ele e sem nem precisar lutar muito, eu consigo. Meu pai desce para ajudar com o resto das roupas e eu deito na cama que tem no quarto e alguns pensamentos me vêm à cabeça que me apavoram. Se eu não me da bem na nova escola? Se as pessoas não gostarem de mim? Será que eu vou fazer amigos? Quando percebo que estou sozinha, a sensação de solidão e vazio, volta na sua potência máxima e me consome por dentro, como um frio congelante que aos poucos se espalha pelo meu corpo me deixando preocupa e apreensiva. Como será minha vida aqui?

Decido sair para conhecer a cidade e me distrair dos meus pensamentos. Como não conheço nenhum lugar ainda, acabo indo na lanchonete que vi enquanto estava no taxi e com sorte ainda lembro e acerto o caminho.

****

Depois de meia hora caminhando eu encontrei a lanchonete. Peguei uma cadeira próxima ao balcão, algumas cadeiras depois de um cara que estava sentado lendo algum livro.

– Vai querer alguma coisa? – pergunta o atendente.

– Um X-burguer, por favor- eu peço, apesar de não gostar muito de carne e estar em uma importante tentativa de me tornar vegetariana. Sinto-me um pouco culpada a principio, mas um pedaço de carne, não vai fazer muita diferença.

Os pensamentos que me deixaram apreensiva e me fizeram vim até aqui voltaram em um turbilhão e as mesmas perguntas preencheram minha cabeça de uma vez só, o que me deixou momentaneamente tonta.

– Você está bem? Parece um pouco preocupada – Pergunta o cara sentando a algumas cadeiras de distância.

Demorei alguns segundos para perceber que ele se dirigia a mim, o fato é que ele era bem bonito e eu não tinha percebido isso, até ele falar comigo. Tinha pele clara e traços fortes e bem definidos, suavizados por um cabelo preto ondulado e olhos azuis, ele tinha uma barba mal feita o que o deixava extremamente sexy e um corpo que poderia ser confundido facilmente com o de um deus grego qualquer. Depois de alguns instantes de espanto e confusão, por um estranho se dirigir a mim, eu o respondi.

– Sim, sim ... e-e-e-u, eu estou bem. Só um pouco cansada, acabei de chegar de viagem- Falei me atrapalhando um pouco com as palavras enquanto eu olhava em seus olhos azuis e o comparava com uma piscina na qual eu não me importaria nenhum pouco em me afogar.

–Hm... Legal. Você estuda na Hollis? – Pergunta ele. – Eu me chamo Ezra.

–E eu me chamo Aria e não, eu não sou daqui, cheguei hoje ainda estou me acostumando com a nova cidade e você estuda lá? –

– Acabei de me formar, meu primeiro emprego como professor – Diz ele com um sorriso tímido e meio torto e abaixa a cabeça.

– Legal, eu queria ser professora – Eu falo. O que é verdade... Sempre achei mágica a arte de ensinar o que você sabe e fazer com que as pessoas se apaixonem pelo o que você ensina, o que não é uma tarefa nada fácil.

Ele sorriu, daquela maneira torta e tímida. Um silêncio um tanto constrangedor tomou conta do ambiente, até que uma música que eu gosto começa a toca e me alivia um pouco da tensão.

– Ah, eu adoro essa música – Eu falo meio que sem querer, simplesmente sai.

– Muito boa! – ele responde com o mesmo sorriso que ainda não sumiu do seu rosto, mas dessa vez mantém seus olhos em mim – Hm... É... Você é formada em que? – Ele pergunta.

Ela acha que eu sou formada. Eu não quero mentir para ele, mas também não quero dizer que sou uma mera colegial.

–É... Eu estou pensando em fazer literatura – Não disse que era uma colegial, mas também não disse que não era formada. É a verdade, só escondendo alguns fatos insignificantes.

– Ah, é o que eu ensino – Fala ele, com animação e sempre mantendo seu sorriso.

– Eu escrevo também, mas por enquanto não é nada serio – Falo eu lembrando a quantidade de coisas que já escrevi e que nunca mostrei para ninguém.

Ele da um sorrisinho meio de lado e se aproxima um pouco mais.

– Estou impressionado –

– Por quê? -

– Por que, se você escreve apenas para você mesma é por pura paixão. Tentei escrever também, mas não fui muito longe... Será que eu posso ler, alguma coisa sua?

– Você quer ler?-pergunto um pouco hesitante.

– É, claro – Ele confirma com a cabeça – Você é inteligente, viajada, tem bom gosto para música – eu dou uma risadinha nessa parte – eu quero conhecer você melhor – ele termina se aproximando cada vez mais.

– É eu também quero te conhecer melhor. – Me aproximo também.

– Vamos para um lugar... Hm... Mas reservado quem sabe? — Ele pergunta sem se afastar nenhum pouco.

– Claro –

Fomos parar no banheiro da lanchonete. Sentei na pia para ficar mais ou menos da altura dele e nos beijamos, a cada toque dele parecia deixar um trilha de fogo pelo meu corpo, enquanto eu o beijava parecia que toda aquela sensação de solidão e vazio foram embora, dando lugar a uma felicidade e um desejo único, desejo dele. A cada beijo eu queria mais e mais, nossas línguas dançavam em uma dança que apenas nós conseguíamos reproduzir, minhas mãos passavam pelos seus cabelos macios e ondulados e descia para sua nuca, trazendo seu rosto e sua boca cada vez para mais perto de mim. Suas mãos repousavam na minha cintura e o forçava meu corpo contra o seu, como se fossemos um ser só. Ele me beijava cada vez com mais desejo, se afastava mordia meus lábios e meu queixo o que fazia percorrer arrepios por todo meu corpo e voltava a me beijar e eu retribuía cada vez mais intensamente, suas mãos iam para minhas pernas e depois subiam novamente para minha cintura e eu deixava as minhas de vez em quando passear pelas suas costas, paramos para respirar um pouco e olhando um nos olhos do outro ríamos e voltávamos à dança particular que ocorria em nossas bocas. A boca dele parecia veludo enquanto tocava meus lábios e o mundo parecia não existir, apenas eu e ele e aquela boca rosada incrivelmente irresistível.

****

Com muita dificuldade para me soltar dos braços de Ezra eu voltei para casa e dormi feito uma criança, pensando que esse novo começo está sendo mais interessante do que eu imaginei.

Notas finais
Obrigada, por ler ;3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.