Notas iniciais
Olha ai gente o ultimo de hoje , espero que gostem boa leitura la em baixo falo com vocês sz

Havia no andar térreo um pequeno jardim de inverno, com vidro de dois lados, e Caroline decidiu usá-lo como local de trabalho. Ali havia bastante cla­ridade e o espaço era bem maior do que o do seu quarto.

Estava fazendo as anotações sobre o tratamento de Klaus, quando Bonnie apareceu para conversar, agora amável.

— Klaus disse que você está cuidando dele maravilhosa­mente. Espero que ele possa deixar a cama em breve.

— Receio que a recuperação dele seja lenta — Caroline ob­servou com cautela. — Seus ferimentos foram muito graves.

— Mas ele voltará a enxergar, não é mesmo?

— Há grandes esperanças.

— Klaus é um homem muito importante e precisa ficar bom. Você sabe que, se ele não puder cuidar da fábrica, das terras e de outros empreendimentos, será o caos.

O tom de Bonnie continha uma leve acusação, como se quisesse considerar Caroline a culpada, caso Klaus não se recu­perasse completamente.

— Pode ter certeza de que estou fazendo tudo ao meu alcance para que o sr. Mikaleson fique curado — Caroline tranquilizou-a.

— Bem, logo você terá a ajuda de Stefan.

— Stefan?

— O clínico geral de Klaus. É um médico brilhante. Um homem como ele não devia perder tempo dando consultas num lugarejo. Ele foi convidado para trabalhar em vários hospitais, mas Stefan é um idealista. Prefere continuar no interior cui­dando das pessoas menos favorecidas. — Bonnie falou como se o médico fosse um excêntrico. — No momento Stefan está de férias, mas voltará em duas semanas.

Bonnie saiu do jardim de inverno e Caroline enterrou as unhas na palma da mão. Na sua profissão já tinha conhecido um bom número de pessoas insuportáveis, ligadas aos seus pacientes, e lady Bonnie Bennett vinha a ser uma das mais intragáveis.

Minutos depois Caroline estava no quarto de Klaus.

— Obrigado por não ter trazido o café — ele agradeceu assim que ela entrou. — Bonnie não compreende.

Caroline foi tentada a dizer que Bonnie era noiva dele, por­tanto, devia ser mais compreensiva.

— Eu gostaria de estar fora desta cama na próxima vez que Bonnie vier me visitar — ele acrescentou.

— Isso vai depender de quando será sua próxima visita. Se for amanhã...

— Bonnie só voltará dentro de uma ou duas semanas.

— Então haverá tempo de providenciarmos uma cadeira de rodas. — Ela viu Klaus agarrar a beirada do lençol que o cobria e disse brandamente: — Lamento, Klaus, mas você ainda não tem condições de andar.

— Sei disso. Na verdade, estou resignado. Cheguei a um ponto em que poder sair da cama e ir para uma cadeira de rodas já significa um grande progresso. Pode providenciar a cadeira de rodas.

— Está bem.

As palavras seguintes surpreenderam Caroline:

— Não sou tão mau quanto aparento, Caroline. Os meus aces­sos de impaciência ou de cólera devem-se ao fato de eu não estar acostumado a viver como um inútil.

— Sei que isso é muito difícil.

— Você não me acha odioso?

Por muito tempo, nas suas noites longas e tristes, ela havia odiado o outro Klaus, não este inválido que precisava dela e nela depositava sua confiança e suas esperanças.

— É claro que não — respondeu. — Posso suportar muito mais do que seus desabafos.

Ele esboçou um sorriso.

— Sinto-me inclinado a testar essa sua resistência. Pode ser um desafio interessante.

— Se isso o divertir, faça o teste.

Caroline arrependeu-se do que acabara de dizer, pois o rosto de Klaus tornou-se sombrio.

— Nada me diverte nestes dias de escuridão — ele observou. — Há alguma correspondência para ser aberta?

— Apenas uma. Tem o carimbo de Londres e a caligrafia é cheia de arabescos.

— Deve ser de Jenna, minha cunhada.

— Sua...

— Jenna casou-se com meu irmão, Kol, o caçula da fa­mília. E uma lady encantadora.

O mundo pareceu parar. O envelope que segurava não era real. As palavras dançaram diante de Caroline.

Kol estava casado!

Lembrou-se das palavras dele:

Vou levá-la a minha casa para apresentá-la a Klaus, e nos casaremos o mais depressa possível...

Mas ele se casara com outra. Klaus Mikaelson tinha feito isso com ela. Toda a velha amargura veio à tona, deixando-a com o peito e a garganta apertados. Virando-se abruptamente, ela foi até a janela.

— Caroline? — Klaus chamou-a.

— Eu... estou aqui.

— Leia a carta de Jenna. Ela e Kol estiveram aqui logo depois do acidente.

Com grande esforço, Caroline voltou para junto da cama, sen­tou-se na poltrona e começou a ler:

"Querido Klaus,

Espero que você esteja bem melhor ao receber esta carta. Kol e eu acabamos de chegar da viagem à América. Foi bem mais difícil do que pensávamos, mas trouxemos algumas coisas que irão lhe interessar..."

— Eu sabia que essa viagem seria perda de tempo — Klaus murmurou, a testa franzida. — Ainda não estamos bem en­grenados para vender nossas máquinas aos Estados Unidos, mas meu irmão insistiu em fazer a viagem.

— Como é esse seu irmão caçula? — Caroline perguntou, es­forçando-se para a voz soar natural. — Você fala sobre ele como se fosse um garoto.

— Kol está com vinte e sete anos, mas para mim é um menino. Está sempre alegre. Gosta de divertir-se.

Um garoto risonho e feliz! Até aquele último dia, quando se virou para ela cheio de amargura porque Klaus o enganara, fazendo-o pensar que ela o havia traído. Caroline continuou a ler:

"Devo admitir que, realmente, gostei de Nova York. A viagem aca­bou tornando-se uma segunda lua-de-mel. Kol e eu estamos muito felizes. Eu não poderia ter um marido mais adorável."

Ela parou porque Klaus resmungou e torceu a boca num gesto de ceticismo. Essa interrupção a alegrou, pois saber no­tícias de Kol daquele modo estava sendo mais difícil do que tinha receado.

— O que houve? — indagou, querendo saber a razão daquele resmungo. — Você parece não acreditar nas palavras de sua cunhada.

— Eu sei que ela é louca por Kol e insiste em acreditar que ele é o melhor homem do mundo.

— Talvez uma esposa deva acreditar que o marido é mesmo maravilhoso — Caroline opinou serenamente.

Klaus suspirou.

— Quem sabe o casamento deles seja mesmo feliz. Como eu disse, Jenna é uma lady encantadora e Kol fez os maiores elogios a ela. Ficou repetindo que ela é o amor de sua vida, que ele nunca amou verdadeiramente antes de conhecê-la. To­das essas tolices.

Querida Carol, você é a primeira garota que amo de verdade. Eu nunca imaginei que pudesse sentir-me assim. Sei que não poderei amar outra mulher.

"Todas essas tolices..."

Caroline ouviu Klaus falar consigo mesmo:

— Deus sabe que fiz o possível para convencê-lo a desistir do casamento. Talvez eu estivesse errado.

— Você não queria que ele se casasse com Jenna? — Dulce perguntou, com veemência.

— Não, eu não queria.

— Ela não estava à altura de seu irmão?

— Eu achava que o casamento deles não daria certo, por várias razões... Para começar, Jenna é um pouco mais velha do que ele... Mas por que estou comentando isso com você? Por favor, termine de ler a carta.

Nos outros dois parágrafos Jenna só elogiava Kol. Acres­centou algumas palavras de conforto e assinou.

Terminando a leitura, Caroline ficou sentada, pensativa, o pei­to oprimido. Por fim, recompôs-se.

— Vou ver se Isobel já preparou o almoço.

— Você está bem? Sua voz soou estranha.

— Estou muito bem — ela afirmou.

Mas quando se viu no corredor, parou, respirou fundo al­gumas vezes e censurou-se por causa de sua reação absurda. Perdera Kol havia anos e não tinha motivos para sentir-se tão perturbada. Agora ele nada significava para ela. Nada que dissesse respeito a ele lhe interessava.

Convencendo-se disso, começou a descer a escada.

Demorou bem pouco para Caroline descobrir que Klaus era um paciente muito rebelde. Sua obstinação em não querer ajustar-se à sua nova condição só criava mais problemas para ele próprio.

O fisioterapeuta, um homem de meia-idade chamado Matt, vinha três vezes por semana para forçar Klaus a exercitar-se, mas ele cancelava a visita do homem, ou abreviava as sessões para fazer telefonemas. Cansada daquele comportamento de seu paciente, Caroline deixou a diplomacia de lado e perguntou rispidamente:

— Você quer voltar a andar ou não?

— Como se esses apertões e cutucões adiantassem alguma coisa — ele apontou, cético.

— É claro que adiantam. Eu sei o que é melhor para você. A massagem vai ajudar sua musculatura a tornar-se mais forte. E há os outros exercícios que você insiste em não fazer. O sr. Matt estará aqui, amanhã, às duas horas.

— O gerente da fábrica vai chegar...

— Ele terá de esperar que o sr. Matt termine a massagem e os exercícios.

— Você é uma mulher muito teimosa — Klaus acusou-a, impaciente.

— Sou! Estou feliz porque você já percebeu isso.

Matt era um homenzinho nervoso, maçante e irritadiço. Mas tecnicamente era perfeito. Caroline entendia um pouco de fisioterapia e acompanhava as sessões atentamente. Então sugeriu a Klaus:

— Reconheço que o sr. Matt é eficientíssimo, mas é também um homem difícil. Diante disso, quero fazer-lhe uma sugestão. Cuidarei das sessões de fisioterapia e chamaremos o sr. Matt apenas duas vezes por mês. O que acha da ideia?

Klaus concordou com certa relutância, mas logo nas primeiras sessões notou alguma melhora. Em pouco tempo sentiu-se revi­talizado, mas insistiu em continuar dirigindo seu império, mesmo a distância. O esforço roubava-lhe as forças, tão logo as recuperava.

— Você não pode continuar assim — Caroline suplicou-lhe. — Ainda não está em condições de envolver-se tanto com o seu trabalho.

— Enfermeira Forbes, tenho uma fábrica em expansão e vinte mil acres de terra para administrar. Emprego ao todo mais de mil e quinhentas pessoas que têm contas a pagar — Klaus argumentou. — Se meus negócios fracassarem, como ficará toda essa gente?

— Você tem seus gerentes.

— Gerentes! Uns inúteis. Meus negócios funcionam e pro­gridem porque mantenho tudo sob controle. Tenho pulso firme.

Esse era o velho Klaus, arrogante, dominador, estabelecendo as leis, Caroline pensou. Disse em voz alta:

— Você controla tudo, mas se vier a faltar, se tiver um colapso, toda essa gente que depende de você ficará perdida.

— Não vou morrer, como você acabou de insinuar, tampouco vou sofrer um colapso.

— É o que você pensa. Mas se não se cuidar, é o que irá acontecer. Saiba que esse seu jeito de querer controlar tudo, de querer que todos dependam de você, é puro egoísmo. E se não gostou de ouvir essas verdades, não precisa me mandar embora, porque já estou indo.

Sem esperar que ele respondesse, Caroline saiu do quarto in­tempestivamente.

Notas finais
Bom como amanhã vai ser... todo mundo saber que vai ser a virada de ano e duvido muito que alguem vai ta aqui na net e pra aquele que tiver aqui sinto informar que eu não vou postar , so na terça eu acho , mais se eu dermorar a posta eu vou compendar com uns 3 capitulos em um so dia =] minha lindas quero desejar um Feliz ano novo pra vocês e que esse ano de 2013 vocês posam realizar todos os seus sonhos e nos vemos em 2013 e espero que tenha mais leitores pra mim bjs e muito obrigada por acompanhar Querido Paciente *--------*