Notas iniciais
Oi meus lindo leitores ai esta mais um capitulo grande e de agora ate o ultimo capitulo vai ser assim bem grande =] mais to começando a bater a tristeza , espero que depois que acabar a fic vocês não me abandone hein kkk enfim cehag do meu drama e curtem o capitulo *--*

O propósito de Caroline quase se desfez ao ver Klaus no dia seguinte. A aparência dele era a de quem passara a noite perseguido por demônios. Tinha olheiras e o rosto contraído. Ela desviou o olhar; a vida pessoal dele não lhe dizia respeito.

Klaus olhou para ela, circunspecto, ao vê-la entrando no quarto usando o uniforme. Fez apenas um ar de desagrado, mas não disse nada.

― Peço-lhe desculpa pelo meu comportamento de ontem à noite ― ele foi dizendo sem preâmbulos.

― Não tem importância. Foi uma reação normal diante do choque que você sofreu. Não vamos falar mais nisso.

― Mas eu quero falar. Você estava certa. Agi como um mal-agradecido. Desculpe.

― Está tudo bem.

― Droga! Pare de falar desse jeito! Cada uma de suas palavras parece ter saído do manual de uma enfermeira. Nunca se ofende se o paciente age como um bruto. Nunca leva a mal o que o paciente faz e, acima de tudo, nunca o trata como igual.

― Não somos iguais. Somos paciente e enfermeira. Nunca devíamos ter esquecido disso. A sua recuperação é só o que conta. Meus sentimentos não importam.

― Isso é mesmo verdade, Caroline? Será que eu imaginei que nós...

― Creio que devemos discutir o seu tratamento, sr. Mikaelson. Temos ainda muito a fazer.

Desalentado, Klaus reconheceu a voz da enfermeira que ti­nha ouvido logo que ela chegara à mansão: eficiente, fria, sem vida. Sua expressão não era diferente da voz. Bem à frente parecia haver um robô.

― Caroline, ouça, por favor...

― Ontem você esforçou-se demais ― tornou o robô. ― Sugiro que hoje não se canse tanto.

― Está certo ― ele cedeu, mas apenas por um momento.

― Preciso fazer algumas anotações. Nos veremos depois do café da manhã.

Ambos faziam as refeições juntos, mas agora ele não tinha remédio senão obedecer. Assim, seu café da manhã foi amargo e triste.

Pensou em Caroline e na sua aparência naquela manhã. Es­tava pálida, tensa, com jeito de quem não havia dormido à noite. Culpa dele.

Ele havia falado com ela impelido pelo choque e arrependia-se das acusações que lhe fizera. Durante a noite refletira sobre o que tinha acontecido e reconheceu que descobrir a identidade de Caroline logo no início só iria aumentar o seu tormento.

O dia presente devia ser o mais feliz de sua vida, porém, em meio à sua felicidade, ele experimentava uma intolerável sensação de perda. Reconhecia sua culpa. Ao mesmo tempo, Caroline não poderia ter reagido de maneira tão fria e implacável.

O fato é que perdera Caroline. Em seu lugar havia uma estranha.

Duas semanas se passaram. Klaus tornou-se mais forte e andava com relativa firmeza. Mas o companheirismo que havia entre ele e Caroline desaparecera.

Klaus sentia-se infeliz mas não se deixava abater. O que o atormentava era a infelicidade de Caroline. Ela havia emagrecido, tinha olheiras e perdera a alegria.

Se pudesse, ele daria tudo para desfazer o mal que tinha feito, mas não sabia como agir. O tempo estava passando e se ele não corrigisse seu erro, Caroline iria embora para sempre.

Naquelas duas semanas eles cavalgaram várias vezes, mas Caroline mantivera uma atitude meramente profissional.

Certa manhã, Klaus decidiu fazer uma abordagem mais direta. Eles saíram para cavalgar e quando desmontaram, perto do riacho, ele puxou Caroline para junto dele e beijou-a. Foi um beijo rude, forçado, e Caroline reuniu todas as suas forças para resistir, mas não houve como fugir da própria paixão e da paixão de Klaus.

― Eu precisava saber se o que sentíamos um pelo outro era real ― ele murmurou, os lábios ainda encostados nos dela. ― Com toda certeza o que experimentamos não foi minha imaginação.

― O que houve entre nós acabou ― ela respondeu.

Ele beijou-a novamente. Seus lábios eram ardentes e firmes, despertando nela o desejo que sentia pelo homem que amava e sempre iria amar. Já havia chorado muito e iria chorar mais ainda por ter de deixá-lo. Mas a decisão estava tomada e ela não iria fraquejar.

― Deixe-me, Klaus, agora.

Klaus baixou apenas um braço, mantendo o outro ao redor da cintura dela.

― Caroline, ouça-me. Quando um homem e uma mulher sen­tem o que sentimos um pelo outro, não podem fingir que não existe amor entre eles. Será que me iludi, pensando que você me amava? Será que você sentia pena deste seu paciente?

Incapaz de falar por causa da emoção, ela sacudiu a cabeça.

― Vamos conversar ― ele sugeriu.

Ambos sentaram-se no tronco caído de uma árvore.

Fazia calor, mas Caroline tremia. Klaus desejou abraçá-la para aquecê-la e confortá-la, porém o instinto lhe disse que se tocasse nela naquele momento ela iria embora e desapareceria para sempre.

― Amo você, Caroline ― ele começou.

― Por favor, Klaus ― ela pediu quase num grito, como se as palavras a magoassem.

― Você precisa me ouvir. Se Bonnie não tivesse desman­chado o nosso noivado, eu iria terminar tudo. Era o que eu queria lhe dizer logo que ela rompeu comigo. É com você que eu quero me casar.

Caroline não conteve o riso.

― No passado eu não estava à altura de me casar com um Mikaelson.

― Para o inferno com esse discurso! Minha família é um bando de negociantes que teve sorte e angariou uma fortuna enorme. Nenhum de nós tem a sua generosidade e a sua gran­deza de alma. Seremos uma família muito melhor quando você fizer parte dela.

― É tarde demais.

― Olhe para mim. ― Klaus tentou segurar o queixo dela, mas ela levantou-se num salto e afastou-se.

― Não vá embora ― ele pediu. ― Não posso segui-la. Caroline parou e encostou-se a uma árvore.

― Você me contou que perdeu a pessoa que mais amava. Essa pessoa era Kol, não era? E você ainda o ama?

― Não o amo.

― Você imagina que eu quis afastá-la de Kol por achar que você não servia para ele. Mas foi justamente o contrário; eu quis que meu irmão terminasse o namoro porque você era boa demais para ele. Kol arruinou a vida de muitas garotas. Sempre foi um irresponsável. Externamente é encantador, mas no fundo é cruel, frio, egoísta e rancoroso. Naquele verão, eu não me lembrava de que a tinha visto na fábrica quando você era pequena. Foi Kol quem me contou aquela história, assim que ele e eu ficamos a sós.

― Ele prometeu não dizer nada!

― Trair as pessoas, revelar segredos, era divertimento para ele. O que ele não fazia para dar uma boa risada! Como eu conhecia bem meu irmão e vi que você era muito jovem e inocente, achei que devia protegê-la. Mas como? Palavras não iriam adiantar porque você não acreditaria em mim. Tentei assustá-la, ofereci-lhe dinheiro. Não funcionou. O beijo que lhe dei naquela noite foi um gesto desesperado. Eu sabia que Kol iria nos ver e terminaria o romance. Você não sabe, mas aquele beijo afetou-me profundamente. Nenhuma mulher jamais me deixou tão perturbado. Eu quis encontrá-la, procurei-a durante meses, em vão. Desde aquele dia mudei muito. Comecei a ver como os meus atos se refletiam nas outras pessoas. Devo-lhe isso, além da minha presente recuperação. E agora...

― Não há agora ― Caroline cortou.

― Olhe dentro dos meus olhos e diga que não me ama.

― Não posso.

― Por quê? Porque perdi a calma sem razão? Porque agi como um bruto você não pode me perdoar? Quem ama perdoa.

― Não é isso. Tenho medo. Não posso correr o risco de amar e sofrer nova decepção. Deixe-me só, Klaus. Não vou permitir que você me magoe novamente.

Ela afastou-se da árvore e pegou as rédeas de Tansy, mas não montou-a. Encostou o rosto no pescoço da égua, chorando convulsivamente.

Klaus observou-a, angustiado.

― Meu Deus! ― murmurou. ― O que eu fiz?

― Então, o jantar dançante anual da empresa não será cancelado? ― perguntou o gerente da fábrica.

― É claro que não ― Klaus respondeu.

― Avise a todos que o sr. Mikaelson estará presente e andando ― afirmou Caroline.

― Você falou com tanta segurança ― observou Klaus assim que o gerente saiu.

― Estou segura. Ainda faltam três semanas para esse jan­tar; até lá você estará andando muito bem.

― Eu gostaria que você me acompanhasse.

― Não perderei essa festa por nada.

Se ainda houvesse aquele companheirismo entre eles, com que entusiasmo Klaus estaria esperando por aquela festa! Po­deria dançar com Caroline, estreitá-la nos braços e beijá-la. Agora ela massageava-lhe as pernas, obrigava-o a fazer exercícios o tempo todo, dava-lhe boa-noite e desaparecia.

Na noite do jantar dançante, Caroline apareceu fascinante, usando o vestido de chiffon. Klaus também estava elegantís­simo, usando smoking. Tinha apenas uma bengala para ser­vir-lhe de apoio.

Jonh dirigiu o carro até Hampton Mikaelson. Quando o carro parou na frente do prédio da Câmara Municipal, onde a festa ia ser realizada, Klaus disse:

― Não quero usar a bengala.

― Ótimo. Você pode andar sozinho.

― Sozinho, não, com você.

Caroline saiu do carro, deu a volta, ofereceu o braço a ele e caminharam juntos até a entrada do prédio. A cada passo Klaus ganhava mais confiança e seu andar tornava-se mais firme.

Assim que eles apareceram à porta todos os convidados deram vivas, saudando a volta de Klaus Mikaelson. Eles entraram no salão ao som da orquestra que executou um hino de boas-vindas. Os aplausos calorosos e sinceros que se seguiram mostraram a Caroline que Klaus Mikaelson era popular e querido entre os seus funcionários. Eles dirigiram-se para a mesa de honra, enfeitada com flores, e Klaus recebeu os cumprimentos de uma centena de pessoas. Depois do jantar, foi o momento dos discursos.

Quando Klaus ficou de pé, recebeu aplausos e vivas. O leão retornava em triunfo. Ele começou a falar.

― A maioria dos presentes não conhece Caroline Forbes, a lady sentada a meu lado. É a minha enfermeira e lutou para que eu voltasse a andar e a enxergar. Fui o pior paciente do mundo, mas ela sobreviveu e ensinou-me a sobreviver.

A seguir Klaus fez um relato bem-humorado das longas semanas de tratamento, sempre mencionando que devia tudo a Caroline Forbes. Esse era Klaus Mikaelson: confiante, espirituoso e generoso. Caroline ouviu-o com um nó na garganta.

Por fim, ele ergueu a taça de champanhe para um brinde.

― Peço a todos que bebam comigo à saúde da melhor en­fermeira do mundo.

Klaus levou a mão de Caroline aos lábios e beijou-a. Ela mal podia vê-lo através das lágrimas.

Outros discursos se seguiram e, finalmente, o baile teve início. Klaus estendeu a mão para Caroline.

― Você prometeu que um dia dançaríamos juntos ― ele lembrou-a.

Ela foi para os braços dele e ambos dançaram juntinhos, uma vez que Klaus ainda precisava do apoio dela.

― Está vendo como preciso de você? ― ele murmurou.

― Não precisa mais. ― Ela suspirou. ― Oh, Klaus, você não devia ter feito tudo isso!

― Esta não é, afinal, uma doce vingança?

― Eu nunca pensei em vingança. E seja como for, isto está sendo uma tortura.

― Tortura será o que teremos de suportar nos anos futuros se você insistir em ir embora; se, por causa desse orgulho tolo, você desprezar o meu amor e sufocar o que sente por mim.

― Não é orgulho. É medo. Não sou forte como pensei que eu fosse.

― O amor vence o medo. Se você não me ama bastante para superar esse medo, a culpa certamente é toda minha. ― A expressão de Klaus traiu seu desespero.

Lágrimas nublaram os olhos de Caroline enquanto eles dan­çavam, recebendo sorrisos e aplausos dos presentes.

A dança terminou. Klaus olhou no rosto de Caroline e percebeu que ela estava mais distante dele do que nunca. Começou a ficar angustiado. Tentara tudo para convencê-la a ficar, inu­tilmente. O que mais poderia fazer para não deixá-la partir?

As pernas doíam, ele queria pensar, mas teve de dar atenção a algumas pessoas. Quando, finalmente, voltou para a mesa, seu rosto iluminou-se. "É isso!", disse a si mesmo. "Como pude ser tão cego e idiota para não pensar nisso antes?"

Notas finais
amnhã vamos ter grandes revelaçoes então não percam bjs e inté.
No proximo capitulo
A porta do escritório estava aberta e ela ouviu o som da risada de Kol.
______________
― Isso mesmo. Carol. Carol Forbes― a voz dele soou muito suave. ― É maravilhoso revê-la.
então e isso =] comentem xD