Querido Irmão

2 Capítulo 2 - Coracao Partido


Notas iniciais
Amei os 3 comentarios, bom presentinho de natal pra vcs, boa leitura...

- Não pode me evitar para sempre. – disse Isabella, alto, assustando Damon.

Damon remexia em seu armário no corredor abarrotado de pessoas do colégio. Era o fim de apenas um dia do início de mais um ano naquela “prisão”, como Damon chamava carinhosamente. Isabella, como sempre, estava com seus cadernos de desenhos e textos apertados contra o peito. Ela não era lá a garota mais popular do colégio, mas gostava de ser chamada só de gostosa pelo time de lacrosse da escola. Ela tinha um sorriso enorme no rosto, o que deixava Damon um pouco nervoso.

Desde que eles ouviram um ao outro gozarem, separados somente por uma porta, uma semana antes, Damon e Isabella não trocavam mais do que um “oi”, “bom dia” ou “tchau”. E aquilo havia deixado Isabella de saco cheio e entediada. Sem contar que ficar sem falar com Damon lhe partia o coração. Coitadinha.

- Não estou te evitando.

- Ah, claro. A quem está tentando enganar, Salvatore? – ela ergueu uma sobrancelha, o desafiando.

- Por que não cuida da sua vida pelo menos uma vez na vida, Isabella? – agora ele parecia irritado.

Damon vestiu o moletom verde da Hurley, pegando a mochila do chão, e passou uma alça pelo ombro, cada movimento sendo acompanhado pelos olhinhos azuis da menina com cara de anjo. Ela balançava o corpo de um lado para o outro igual a uma criança impaciente esperando por seu doce. E nós sabemos que doce Isabella Swan queria. Damon a encarou uma última vez antes de andar em direção às escadas, torcendo para ir embora sem a companhia da menina e trancar-se em seu quarto. Sem pensar nela, claro.

- Nós podemos continuar com esse joguinho a semana toda, Damon, mas sabemos quem vai vencer. – disse ela, o acompanhando.

O rapaz acelerou os passos, agora pulando degraus da escada. Alguém que pudesse salvá-lo daquela situação seria ótimo.

- Você não desiste? – disse ele, parecendo mais alterado e rude.

- De você? – retrucou, provocante.

Isabella aproveitou que chamou a atenção de Damon e o empurrou gentilmente contra a parede mais próxima, deixando todos os cadernos caírem no chão. Quem ligava para os cadernos quando Damon “Tesão” Salvatore estava bem à sua frente? Levou as mãos ágeis para dentro do moletom e da camisa de Damon, cravando de leve as unhas contra seu abdômen, sentindo os músculos do rapaz se enrijecerem. Os lábios levemente rosados se repuxaram num sorriso de lado e um tanto malicioso.

As mãos de Damon agarraram os pulsos de Isabella, retirando-as de sua pele imediatamente, antes que seu toque lhe causasse algum efeito.

- Quer parar com isso? – disse ele entre dentes, provocando uma risada maliciosa da parte de Isabella.

- Ah, vamos Damon, por que não admite logo que se excita fácil na minha mão, hun? – ela soltou-se facilmente das mãos ásperas de Damon, descendo as suas pelo abdômen do rapaz e chegando ao bendito lugar, sentindo o suspiro trêmulo de Damon bater em seu rosto. Ele estava estático na parede enquanto a menina colava o corpo mais ao dele, agora aproximando os rostos dos dois.

Isabella beijou-lhe o queixo de leve, seguindo para a mandíbula e continuando a distribuir beijos pela lateral do rosto perfeito do rapaz até chegar à sua orelha, onde roçava os lábios, deixando um gemido proposital escapar, rindo maliciosa. Disfarçando com o corpo, ela movimentou lentamente a mão sobre o membro de Damon por cima de sua calça, o vendo tombar a cabeça na parede e pestanejar nervoso. Ela riu, o sorriso nada gentil em seu rosto fazendo o corpo de Damon pinicar. Mas que merda, pensou ele.

Damon apertou os olhos com força, empurrando-a de forma brusca quando viu a figura de Victoria vestida numa mini saia caminhando confiante pelo corredor. Isabella o encarou com um olhar fulminante e o rapaz se assustou. A menina se agachou no chão para juntar seu material largado de qualquer maneira no chão enquanto Victoria se aproximava. Esta olhou para Isabella, revirando os olhos e passou um dos braços pelo pescoço de Damon, apoiando a lateral na parede em que o namorado estava.

- Oi, bebê. – disse ela com uma voz manhosa que fez Isabella fingir uma ânsia de vômito.

A menina se levantou, passando a alça da mochila pelo ombro. Deu um olhar significativo para Damon e um sorriso cínico para a loira de merda do lado de seu homem. Seguiu caminhando pelo corredor até a saída do colégio, uma raiva louca alojada em seu peito. O ódio era tão forte que ela sentia que podia esmagar a cabeça de Victoria entre os dedos. Mordeu o lábio, respirando pesadamente. Ela iria se arrepender no momento em que Isabella fizesse sua vida se tornar um inferno.

xxx

Mais uma vez Damon e Isabella ficaram sem se falar. Ela sabia o porquê e também não queria mais falar com ele. E aquilo doía em Damon, por mais que ele já tivesse – tentado – fazer o mesmo. Ficar sem Isabella por perto o machucava mais do que ele podia imaginar, e aí jogava toda sua frustração numa noite de sexo com Victoria... E a melhor parte? Ela não se importava nem um pouco.

Ele não podia fingir que não era Isabella que tinha em sua cabeça a cada investida. Era o nome dela que ele sempre evitava que saísse de seus lábios entre seus gemidos. Era nela que ele pensava para se excitar. E doía quando ela estava longe ou todas as vezes que ela virava a cara quando Damon a olhava com um sorriso simpático e sincero. E aquilo continuava em qualquer lugar onde os dois estivessem. Damon estava a ponto de enlouquecer caso Isabella continuasse com todo aquele fogo no cu.

E foi numa tarde em que Isabella ficaria na casa de Bonnie para estudar para algum teste, prova ou o que fosse. A casa estava vazia e silenciosa, a única coisa que se podia ouvir era o canto dos pássaros do lado de fora. Mas não por muito tempo. Um estrondo contra o vidro da porta do quintal ecoou pela casa e uma risadinha maliciosa pode se ouvir em seguida. As mãos rápidas de Damon escorregaram pela cintura de Victoria, subindo-as pela pele quente para dentro da blusa fina e branca quase transparente. Os lábios avermelhados da menina grudavam aos do rapaz com certa urgência, soltando suspiros enquanto descia as mãos pelo peito de Damon. Sorriu maliciosa com os lábios roçando aos de Damon ao sentir a ereção bem evidente por cima de sua calça e mexeu as mãos rapidamente para arrancar-lhe o cinto que prendia suas calças largas sem muito sucesso.

Damon a afastou rapidamente, abrindo a porta de correr do quintal e entrando na casa. Puxou a menina pelo quadril e Victoria rapidamente levou os lábios ao pescoço de Damon, distribuindo chupões e leves mordidas por toda a pele branquinha. Subiram as escadas de forma desajeitada sem descolar os corpos um do outro, tropeçando em seus próprios pés. Ao chegarem ao corredor longo e estreito dos quartos, Damon riu baixinho com sua idéia de provocar alguma raiva em Isabella. Era o único jeito de ele falar com ela, mesmo que fosse com Isabella gritando e correndo atrás dele com uma faca, como uma psicopata.

Empurrou gentilmente o corpo de Victoria contra a primeira porta do corredor, jogando-a sobre a cama de casal com um cobertor azul celeste cheio de nuvens cinzas felizes com raios coloridos. Deitou o corpo delicadamente sobre o da namorada, apoiando-se nos antebraços enquanto levava as mãos até os cabelos dourados brilhantes. Penetrou a língua por entre os lábios de Victoria, correndo as mãos pelas laterais de seu corpo, rapidamente retirando a blusa e jogando-a em qualquer lugar, sem preocupação alguma.

- Que quarto é esse, bebê? – disse ela entre os suspiros, reparando na mobília e nas paredes azul piscina. Os pôsteres ela até poderia confundir com os de Damon, mas o mural de fotos post-its coloridos era muito feminino para ele.

- Não importa. – disse ele com a respiração pesada, suspirando entre os beijos no pescoço de Victoria. – Eu não ia agüentar esperar chegar ao meu quarto.

Riu malicioso, sendo acompanhado da namorada.

Damon desabotoou de forma violenta os botões da saia jeans de Victoria, puxando-a para baixo enquanto se ajoelhava na cama. Victoria o encarava com o olhar transbordando de desejo. Era inevitável se sentir daquele jeito perto de Damon. Ele sabia muito bem o que fazer com uma mulher e como fazer.

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Isabella empurrava com a maior dificuldade a porta da frente com as costas, segurando dois sacos de papel entupidos de besteiras. Era dia de ressaca de Damon Salvatore e ela adorava se trancar no quarto para comer besteira e tentar botar em sua cabeça o quão idiota ele era, repetindo aquilo como uma lavagem cerebral. Que nunca funcionava. Era inevitável não amá-lo. Ele era perfeito demais, mesmo que não prestasse – afinal, que irmão come a própria irmã? Ela bufou ao ver a mochila de Damon largada próxima a escada junto com a bolsa de marca de Victoria. Legal, agora ela precisaria ouvir música no último volume para não ter que ouvir os gemidos altos vindos do quarto do irmão. Devia ouvir Spice Girls, de preferência uma música bem broxante como Wannabe.

Subiu as escadas quase que arrastada. Não estava com saco para aquilo. Por incrível que pareça, ignorar Damon era mais complicado do que ela podia imaginar. Suspirou fundo ao lembrar-se de como aqueles olhos a olharam durante aquela semana. De como ele sorria e de como ele parecia querer agradá-la todas as manhãs, dizendo um “bom dia” super meigo. Ao arrastar os pés pelo corredor estreito, pode ouvir os gemidos altos e desesperados. Se ela não soubesse que Victoria estava em casa, acharia que tinha talvez um gato morrendo no quarto de Damon.

Mas os gemidos estavam mais altos na medida em que ela caminhava sem vontade na direção do quarto. Isabella franziu o cenho e sentiu a respiração saindo pesada. Ah, não, não podia ser. Os dedos se fecharam em volta do papel dos sacos e ela trincou os dentes, um ódio incontrolável se alojou em seu peito, crescendo com o tempo. Isabella chutou a porta de seu quarto com toda a força de seu corpo. Sua respiração falhou ao ver a imagem de Damon com o corpo sobre o de Victoria, os braços apoiados em sua cama, movimentando o quadril contra o dela, a penetrando com uma violência assustadora para quem vê Damon sempre tão delicado com ela.

Victoria olhou na direção da porta com o barulho e deu um sorriso cínico para Isabella, que ainda estava estática. Deixou os sacos com guloseimas caírem no chão, sentindo as pernas trêmulas. Ver Damon comendo Victoria era ainda pior do que só ouvir os gemidos, é claro. Ela saiu nervosa pelo corredor, descendo as escadas correndo. As lágrimas estavam a ponto de transbordar pelos olhos. Não era dor, era raiva. Uma raiva maluca que a deixava trêmula desde a ponta dos dedos até o último fio de cabelo.

Ouviu os passos pesados contra os degraus das escadas e Isabella apressou o passo para cozinha. Ficou com o corpo de frente para a pia, ignorando a aproximação de alguém. Limpou as lágrimas grossas que rolavam por sua face levemente rosada. Abaixou a cabeça, apertando os olhos com força.

Notas finais
reviews?