Querido Irmão

1 Capítulo 1 - Provocacoes


Era uma manhã agradável na casa da família Swan. Um churrasco que o homem da família, Charlie Swan, estava fazendo para comemorar um ano de casamento com sua nova esposa, Sue. Agora mais um ano como Sue Swan. Os convidados conversavam alto, falando de assuntos diversos, mas sempre comentando como Sue parecia radiante e como Charlie voltara a sorrir. Os pais do casal estavam sentados na mesa de madeira com bancos compridos, todos relembrando os tempos da década de 30 – aqueles mesmos assuntos das nossas aulas de História. Já perto da churrasqueira de pé, estava Charlie, pagando de churrasqueiro, Damon, o filho de Sue, sentado numa cadeira de madeira com a namorada de dois meses, Victoria, em seu colo.

Do lado oposto do casal 20, estava a menina Isabella Swan, filha de Charlie, sentada numa posição desconfortável, rabiscando em seus cadernos de desenhos. Olhava na direção de Damon, decorando cada traço de seu rosto, cada detalhe de seu corpo. Admirava como ele conseguia ser tão perfeito sem fazer nenhum esforço. Ela desenhara Damon sentado, todo lindo, na cadeira de madeira, com sua lata de cerveja na mão e no lugar da namorada piranhinha dele, colocou uma loira oxigenada com o pescoço cortado e a cabeça rolando no chão.

Isabella sorriu vitoriosa, erguendo uma sobrancelha. Era daquele jeito que Victoria deveria estar a muito tempo. Morta.

Ela não conseguia se esquecer de como fora quando Damon chegou na casa de seu pai, junto com sua mãe chata e com mania de arrumação. Ele estava lindo, vestindo uma camisa Element azul, uma bermuda cinza e tênis largos brancos. Tinha uma mochila nas costas, uma capa de laptop nos braços e olhou para ela com um sorriso sem graça. Naquela época, ele tinha 17 anos, e ela, 16. Isabella lembrava até do que tinha pensado quando o viu pela primeira vez. “Esse é o cara mais lindo que já conheci em toda a minha vida”, e até hoje, Isabella não mudou de opinião. Depois de namorar mais ou menos três garotos, ela não conseguia ver ninguém mais bonito do que Damon.

Damon era um típico garoto popular. Mesmo depois de se mudar para a casa de George, na parte Leste de Londres, e mudar de colégio, em menos de dois meses, Damon já estava popular de novo. Tudo por causa de uma banda. E Isabella sempre dizia em seu diário como Damon ficava um tesão segurando um violão quando sentava na varanda de seu quarto só para tocar, ou como ela queria que Damon a jogasse em sua cama, os dois com seus corpos grudados e suados...

Seus pensamentos foram interrompidos por um tapa no ombro que recebeu de sua melhor amiga de infância, Bonnie.

- Você não consegue ser mais discreta para babar pelo seu irmão, não é? – sussurrou ela, sentando-se atrás de Isabella na espreguiçadeira.

- Eu não estava babando... Por ele. – disse Isabella, tentando esconder o desenho da amiga, apertando o caderno contra o peito.

- Imagina, você desistiu do Damon e começou a ter uma quedinha lésbica pela Victoria, claro.

- Cala essa boca, Bonnie! – gritou ela, rindo alto.

Sentiu o olhar de Damon sobre ela e Isabella puxou um pouco o short jeans para cima, na esperança de provocar Damon de modo discreto. Sendo que nunca era discreto. Mas não importava de nada para Isabella, desde que Damon a olhasse. Virou um pouco o rosto para Bonnie, ainda com os olhos fixos nos de Damon.

- Olhe a reação dele. – sussurrou Isabella.

Puxou um pouco mais o short, revelando por entre a barra do short que não era colado ao corpo que estava sem calcinha. Ela sempre fazia questão de ficar sem calcinha quando tinha oportunidade de provocar Damon. Para uma adolescente de 17 anos, ela tinha os hormônios a flor da pele e um belo corpo, mas ainda era virgem. Isabella dizia que o homem de sua vida era Damon, que ela esperaria o tempo que fosse. Mesmo que isso fosse um tanto quanto... Brega.

Damon estremecera na cadeira com Victoria em seu colo, ficando desconfortável ali. Cruzou as pernas, tentando esconder a ereção da namorada e de Isabella. Mais de Isabella do que da namorada. Damon não admitia de jeito algum que Isabella percebesse que tinha algum poder sobre ele. Era óbvio que ela tinha um baita poder.

- Eu já volto, amor. – disse Damon, seco.

Levantou-se da cadeira, quase deixando Victoria cair no chão com sua pressa. As imagens de Isabella com as pernas abertas e sem calcinha vestindo aquele short mínimo foram se formando em sua cabeça e ele não estava agüentando aquilo. Passou pela porta de vidro dos fundos que dava para a sala de jantar, percorreu a sala de estar e correu pela escada, pulando de dois em dois degraus. A ereção dentro de sua bermuda agora parecia pulsar. Parou na porta de seu quarto, esperando se distrair um pouco. Encostou-se na porta, fechando os olhos e torcendo para que sua ereção acabasse logo. Ele tentava botar imagens broxantes na cabeça – como o dia em que a vovó se animara demais e entrara na piscina com um biquíni inapropriado -, mas a imagem de Isabella com as pernas abertas para ele, se tocando como uma ninfeta de filme pornô vinha à tona em sua mente.Pervertido.

Sentiu uma mão delicada tocar-lhe as coxas, chegando em sua ereção com uma rapidez inexplicável. Damon soltou a respiração pesada num suspiro alto e abriu os olhos ao sentir uma respiração quente batendo contra seu pescoço. Isabella massageava o membro de Damon por cima da calça, dando beijinhos de leve em seu pescoço e sussurrando obscenidades ao pé de seu ouvido.

Por que não consegue admitir que se excita fácil só de me ver sem calcinha, hun? – murmurou, apertando a ereção de Damon em sua mão, mordendo o lábio. – Eu sei que você se imagina entre as minhas pernas, me penetrando naquela velocidade violenta que você tanto gosta... – ela lambeu o pescoço do mais velho.

rapaz estava entregue na mão dela, só Isabella para saber seu ponto fraco. Com a outra mão habilidosa, abriu o botão e o zíper de seu short jeans e procurou a mão de Damon. Levou-a até dentro de sua peça de roupa, afastando um pouco as pernas. Damon começou a movimentar seus dedos na intimidade de Isabella, enquanto ela começava a gemer baixinho em seu ouvido, pedindo por mais toda vez que ele ameaçava diminuir o movimento de seus dedos. Mesmo louco de tesão como Damon estava, ele a respeitava, somente estimulando-a no clitóris em vez de penetrá-la, como ele faria se fosse Victoria. Por mais pervertido que Damon fosse por trás de sua carinha de anjo, com Isabella tudo era diferente.

Isabella começou a movimentar seus quadris a fim de provocar o meio-irmão, mordendo o lábio para abafar um gritinho. Ela levou a mão até o botão e o zíper da bermuda de Damon, puxando um pouco para baixo a peça de roupa junto com a boxer. Sorriu maliciosa ao ver o membro duro do rapaz, parecendo pulsar em sua mão, com Damon olhando-a com toda a luxúria alojada em seu olhar. Envolveu o pênis de Damon com a mão delicada, começando movimentos para cima e para baixo, arranhando de leve sua virilha e o vendo apertar os olhos.

- Goza pra mim. – sussurrou ela, mordendo o lóbulo da orelha do irmão, levando a outra mão para dentro de sua camisa, arranhando com força o abdômen definido de Damon. – Você sabe que quer. – ela riu maliciosa e deu um gritinho ao sentir Damon penetrar a ponta do dedo em sua entrada como uma provocação. – Continue, amor.

Mas antes que eles pudessem chegar ao ápice juntos, Damon parou, empurrando gentilmente Isabella e entrando em seu quarto correndo. Ele ia bater uma punheta, não tinha como se segurar naquele estado. Mas não podia deixar que Isabella o fizesse gozar. Ela nunca fizera antes, ele não se entregaria agora.

Eles sempre faziam aqueles joguinhos de provocações, sempre com Isabella no controle. Eles sabiam que era totalmente errado, que eram da mesma família, mas era inevitável. Damon causava efeitos estranhos em Isabella, assim como a menina loira de olhos azuis com aparência de anjo lhe causava coisas nas suas “áreas baixas”. Eles tinham de fingir que nada acontecia, mas Isabella estava completamente louca por Damon e sabia que talvez ele pudesse não sentir o mesmo. Mas que enquanto isso, ela poderia muito bem provocá-lo para conseguir o que quisesse dele.

Sempre que tinham uma oportunidade, eles estavam se tocando quase sem roupa em algum lugar da casa ou até em lugares públicos. Damon já perdera as contas de quantas madrugadas Isabella apareceu em seu quarto com seus pijamas curtinhos e blusinhas brancas quase transparentes, pedindo para ele lhe tocar. Quantas vezes ela invadiu um banheiro masculino, indo atrás do meio irmão só para masturbá-lo por alguns minutos. Eram aqueles momentos que Damon nunca conseguia tirar de sua cabeça. Como uma menininha tão inocente conseguia deixá-lo louco daquele jeito? Se perguntava de vez em quando quantos filmes pornôs ela assistia por mês.

Ele se trancara no banheiro de seu quarto, escorregando pela porta. De imediato, levantou um pouco o quadril, abaixando as calças e suas boxers num movimento rápido até os tornozelos. Levou a mão áspera e grande até seu membro, resmungando ao sentir a falta do toque delicado de Isabella. Mordeu o lábio devagar ao iniciar os movimentos lentos, provocantes, como Isabella os fazia (muito bem, diga-se de passagem).

A menina abriu a porta pintada de branco do quarto de Damon devagar, olhando em volta. Reparou a porta do banheiro fechada e sorriu maliciosa, entrando no cômodo em passos lentos, olhando tudo em volta. Todos os pôsteres nas paredes, os instrumentos no canto, o laptop que nunca se desligava na mesa de frente para sua cama de casal. Na mesinha de cabeceira, ao lado da cama, tinha a coleção de camisinhas de Damon na segunda gaveta. Ela sempre roubava uma e jogava na cara de Damon só para rir.

Seus pensamentos foram cortados quando ouviu um gemido num som alto o bastante vindo do banheiro. Era ele.

Damon aumentava os movimentos aos poucos, apertando os olhos. Sua ereção parecia pulsar como antes, precisando ser estimulada. Chegava a ser desconfortável, não era o mesmo toque que ele pedia, que ele queria. Trincou os dentes, sentindo a dor aguda no maxilar. Murmurava o nome de Isabella entre os gemidos, tombando a cabeça para trás, deixando-a apoiada e relaxada na porta.

Isabella encostou a cabeça contra a porta branca, ouvindo os gemidos de Damon num volume bom. Mordeu o lábio para segurar uma risada. Seu poder sobre Damon estava melhorando. Ela não tinha o coração, mas o pinto por enquanto era suficiente. Só por enquanto. Se sentou no chão, terminando de abrir o short jeans da forma adequada e levantou o quadril, empurrando-o para baixo com as mãos. Levou as mãos lentamente para sua intimidade, sentindo os dedos gélidos contra sua entrada. Soltou um breve suspiro, fechando os olhos e deixando que sua imaginação deixasse com que ela pensasse em Damon ali em sua frente, a estimulando de um jeito que ninguém faria.

Já o mais velho estava numa velocidade mais avançada de seus movimentos, esperando mais do que tudo que assim que se aliviasse, que a imagem de Isabella completamente aberta e se oferecendo para ele sumisse de sua cabeça. Era quase inevitável, ela fazia aquilo de propósito e Damon era homem! Nenhum homem agüentaria ficar vendo aquilo sem pelo menos cogitar a idéia de um cinco contra um. (n/a: pra quem não sabe, é um “apelido” pra masturbação, EURI).

O short jeans de Isabella agora estava mais afastado. Ela havia afastado um pouco mais as pernas, permitindo uma estimulação mais intensa, assim como Damon fazia. Seus gemidos eram mais altos, ela tinha os olhos apertados e os lábios vermelhos de tanto mordê-los. Os movimentos dos dedos ágeis foram aumentando gradualmente assim que os gemidos de Damon eram mais altos. Se ela pensasse bem, eles podiam estar fazendo sexo sem tocar um ao outro, aquilo até que podia funcionar...

Os movimentos de dedos e mão dos dois era extremamente intenso, eles podiam sentir a sensação do prazer extremo próximo o bastante para permitir que seus gemidos saíssem roucos, porém altos. Damon trincou os dentes após o longo espasmo de prazer e os arrepios que sentiu ao ouvir um gemido alto do outro lado da porta. Um gemido que ele adorava ouvir. Isabella agora estava deitada no chão, o short deixado de lado, com as pernas afastadas e costas arqueadas. Os olhos estavam apertados enquanto esta mordia o lábio inferior sem parar. Os movimentos de seus dedos foram aumentando, se tornando cada vez mais urgentes e uma onda de calor atingiu seu corpo violentamente. Isabella gritou quando chegou ao seu ápice, logo em seguida ouvido um grunhido de Damon.

O rapaz olhava derrotado para o nada enquanto se recuperava de uma das melhores punhetas de sua vida. Digamos que o motivo a tornava especial.