Querido Diário...

1 O começo de tudo...


Elena abre seus olhos de chocolate e tenta acostumar com a luz de seu quarto. Como todo dia, Elena pega seu diário que está escondido em um quadro muito feio. Abriu seu diário e começou a escrever numa nova folha branca:

"Querido diário, "hoje tudo vai ser diferente" é o que eu sempre digo para mim mesma, mas sempre é a mesma coisa, começo a chorar quando eu lembro do acidente de carro que causou a morte de meus pais a mais de dois meses, só que eu sinto que hoje vai ser diferente.

Hoje acordei disposta a seguir em frente, pensar mais no meu futuro do ficar se lamentando pelo resto da minha vida. Se alguém perguntar se eu estou bem, eu terei a resposta na ponta da minha língua "Sim, eu estou bem".

Não vou mais ser aquela garota de antes que chorava todos os dias lembrando daquele dia horroroso. Hoje vou sorrir e ver o que o futuro me aguarda."

Quando Elena escreveu a última palavra, ficou pensando se tudo isso passasse de um sonho ruim, mas era a realidade seus pais não estavam ao seu lado mais sim na sua memória e que teria um lindo futuro pela frente.

Elena fecha seu diário e guarda no quadro de sempre, e resolve se levantar na sua cama. Olhou para o relógio, que estava na sua cabeceira, era 06:15hs da manhã, "15 minutos escrevendo, como o tempo passa rápido" Elena pensa enquanto ia em direção ao banheiro.

Se olhou no espelho e viu que tinha duas olheiras "Só passar pó para cobri-las", mas antes disso Elena resolveu tomar uma ducha para relaxar. Tirou toda a sua roupa, entrou no chuveiro e ligou a água não muito quente. Começou a lavar seus cabelos e hidratar as pontas com um creme, pegou uma esponja cheia de sabão e começou a esfregar seu corpo.

Quando terminou o seu banho, desligou a água e saiu do chuveiro enrolada numa toalha de banho. O banheiro estava coberto de vapor e o espelho estava toda embaçado. Elena como de costume, pegou uma toalha de rosto e limpou o espelho revelando sua imagem.

Saiu do banheiro e foi em direção ao seu quarto enrolada na toalha, não estava preocupada por ser flagrada, porque estava sozinha, desde que seus pais morreram no acidente de carro Elena preferiu morar sozinha, sua tia no começo não gostava da ideia, mas depois respeitou a decisão dela.

Abriu o seu armário e procurou uma roupa descente para o seu primeiro dia de aula, pegou um conjunto não extravagante, uma sapatilha que combina-se e se vestiu. Se olhou no espelho e lembrou de sua mãe, sempre tinha medo de primeiro dia de aula não sabia porque. Ela sempre dizia "Coragem Elena".

– Coragem Elena — diz enxugando as lágrimas.

Olhou para o relógio e viu que já era 06:30hs da manhã. Quando ouviu sua barriga roncar, resolveu descer para cozinha e preparar o seu leite com chocolate e um pão com manteiga.

Desceu as escadas bem devagar, não queria provocar um acidente de escada, desde aquele dia, Elena ficou com obsessão por segurança. Foi em direção a cozinha, naquele lugar tinha lembranças que nunca iria esquecer, como por exemplo sua mãe que era péssima em cozinhar, quase botou fogo por tentar fazer o almoço e seu pai como sempre entrou em pânico não sabia o que fazer, então, Elena ligou para os bombeiros que resolveram o problema. Claro que naquele dia teve que pintar novamente o teto de branco e comprar um fogão novo, desde então seu pai resolveu aprender a cozinhar e nunca deixou sua mãe encostar numa panela para fazer qualquer tipo de comida.

Elena pegou uma caneca no armário, abriu a geladeira para pegar o leite e a manteiga, fechou-a com o pé como sempre fazia. Colocou tudo na mesa bem bonitinho e foi em direção ao armário de novo para pegar o pão, achocolatado e na gaveta uma colher de sopa. Sentou na sua cadeira como de costume, comeu seu pão com manteiga, fez seu leite com chocolate e bebeu. Pegou a caneca suja e a colher e foi em direção a pia para lava-las, tomou muito cuidado, não queria molhar a sua roupa. Quando terminou, pegou um pano e secou suas mãos, guardou o leite e a manteiga na geladeira.

Não estava a fim de ir no seu primeiro dia de aula, mas tinha que mostrar a todos que superou tudo isso, mas é claro que vai ser muito difícil demonstrar isso. Pegou o seu material de escola, se dirigiu a porta principal. Abriu e sentiu o vento em seu corpo, não ficou com frio pelo contrário sentiu bem por sentir essa ventania, sempre gostara de frio.

Trancou a porta e seguiu o caminho de sempre. Passou pelas casas repetidas, na padaria do senhor Anderson que conhecia ela desde pequena e por último o ponto de ônibus. Já podia ver a escola de longe, claro que Elena tinha chegado cedo, não era nem 07:00hs da manhã para abrir os portões do colégio mas gostava de sempre chegar cedo para sentar na sua árvore favorita e ler um pouco os livros escolares.

Quando Elena chegou aos portões fechados da escola, sentiu que hoje iria acontecer uma coisa que iria mudar a sua vida para sempre. Alguém irá conseguir tirar Elena da sua solidão e tentar faze-la esquecer que não era culpa dela.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.