Querido Diário... Coisa Mais Clichê!
19 "Tarado. Socorrooo. Policia"
Notas iniciais
Primeiro quero agradecer a todas as lindas que mandaram review's no capítulo passado. Brigada de verdade. E também quero dar as boas vindas aos leitores novos que são fantasmas. Espero conhece-los logo, por favor.
Bem, o capítulo passado... Foi triste né? Desculpa, mas eu tinha que colocar ele no "ar" para ficar legal na história... Mas esse vai ser melhor, ela está voltando a ser engraçada ok? Por favor, espero que gostem desse capítulo e não me crucifiquem. Por que eu não curti muito esse capítulo (como sempre.) Ah! Não deixem de ler as notas finais, pois é importante, tá?
Boa Leitura!
Saí daquele lugar chorando, sai daquele lugar me sentindo a ultima pessoa do mundo. Não queria saber de nada. Algumas pessoas falavam comigo, mas eu não queria ouvir. Eu dizia que estava bem quando eu ouvia uma pergunta idiota “Você está bem?” insistiam em perguntar, claro que eu dizia que sim. Embora minhas lágrimas denunciassem que eu não estava nem um pouco bem.
Andei até meu quarto. Na verdade só descobri que estava nele quando eu me joguei na cama me acabando de chorar mais do que nada. Só descobri que meu inconsciente havia me levado para o aconchego de minha cama. Não conseguia fazer mais nada além de chorar e chorar e eu nem sabia que tinha tanta lágrima assim.
Simplesmente eu naquele momento estava me odiando. Estava odiando o mundo e a mim mesma. Simplesmente queria abrir um buraco até a China e me enterrar nele. Talvez eu encontrasse algum buraco aqui na escola e caísse nele indo para o País das Maravilhas e assim eu teria alguma coisa felicidade na minha vida no momento e esqueceria que o idiota havia destroçado meu coração sem dó nem piedade.
Sentei-me na cama com os olhos cheios de lágrimas, cada vez mais ficando intensas minhas lágrimas. No momento estava torcendo que uma estrela cadente caísse na escola e explodisse ela, fazendo com que ninguém sobrevivesse. Seria um sonho realizado. Peguei o meu travesseiro e comecei a socar ele com raiva.
Como eu pude ser tão idiota a ponto de acreditar naquele idiota?
Como eu pude ser tão estupida em acreditar que ele poderia gostar, nem que seja um pouco de mim? Uma menina que só sabe chorar por que um “lobo mal derrubou sua casa de vidro”. Uma que não sabe fazer mais nada a não ser entrar em confusões que nem ela sabia que poderia arranjar? Como eu, Amy Parker iria ter a atenção dele?
E como pode existir este tipo de gente que só sabe nos fazer sofrer?
E como eu pude ser a idiota que cai na lábia deles?
Por quê? Por quê? Por quê?
Eu jurei mesmo que ele tinha mudado. Ou melhor, eu achei mesmo que quando ele me beijou ele estava sendo sincero ou quando ele passou suas mãos pela minha cintura e me puxou para um beijo... Aquela sensação eu senti, eu poderia até mesmo acreditar que ele estava sentindo aquilo. Mas é claro que eu estava enganada.
Marcos Stuart sempre. SEMPRE. Vai ser o ser o garoto idiota que não pensa em mais nada além da própria pessoa, que não sabe o que fazer quando vê uma garota chorando. Sempre vai ser aquele idiota que pega uma por noite. Que tem aventuras que ninguém jamais imaginou. Aquele que não fica bêbado com muita facilidade. Aquele que entrou em uma aposta para poder infernizar a vida de duas pessoas que ele odeia. Aquele que é um canalha, idiota, safado, egocêntrico, exibido, convencido... Aquele que eu me apaixonei perdidamente deste aquele dia em que ele me ameaçou. Não sei por que, mas alguma coisa despertou em mim...
“– Perdeu alguma coisa?”
“– Você!”
Desde aquele dia, parece que o meu coração ficou cada vez mais rápido. Eu senti algo novo, que eu não sentia desde a segunda série. Senti algo que mudou de algum jeito a minha vida. Senti algo verdadeiro por alguém... Mas é claro que nada é um mar de rosas... Ele tinha que pisar machucar o meu coração e de quebra teve a ajuda de outras pessoas que eu odeio.
Por que não posso simplesmente parar de pensar nele?
Por quê?
***
- Amy abra essa porta. – Escuto alguém gritar do lado de trás da porta me acordando.
Eu havia adormecido sem eu perceber. Meu rosto estava vermelho, inchado e tudo que pode imaginar. Parecia que eu havia dormido chorando e acordei chorando. Só com outras coisas diferentes, por exemplo, minha cara estava achada por causa do sono.
Levantei a cabeça rápida e não ouvi ninguém. Deve ter sido sua imaginação fértil Amy. Deitei novamente na cama me concentrando em dormir para afogar as magoas, já que bebida alcoólica estava fora da minha lista até eu atingir a maioridade.
- Parker, abra a porra desta porta. – Ouvi de novo. Sem muita escolha e sem identificar a voz que me acordava quando eu precisava dormir.
Isso dava para ver na minha cara. Vale ressaltar.
- Quem quer que seja, vá embora... – Digo abrindo a porta e sou atacada.
Isso mesmo é atacada. Um tarado invadiu o meu quarto e agora está me beijando perdidamente e eu não consigo me desvencilhar por que ele está me agarrando forte que mal consegui respirar.
SOCORRO. POLICIA. LADRÃO... Espera, ele não é ladrão. POLÍCIA. TARADO ULTRAPASSANDO OS LIMITES. SOCORROOO.
Eu tentei dizer isso, mas era difícil quando tem uma língua enfiada na sua garganta que impossibilita qualquer som sair da minha boca. Realmente eu tentei me livrar daquele tarado que ousa me perturbar e ainda por cima acha que tem alguma liberdade para me beijar assim do nada.
Ele me puxa mais para dentro fechando a porta do quarto com pé que faz um barulho quase mudo. Deveria ser noite já, lá por meia noite. O que não era muita coisa boa. Afinal um tarado entrar no seu quarto, te beijar a meia noite...
É PEDOFILO.
SOCORROOOOOOO.
Eu andei até a minha cômoda e peguei o primeiro objeto que encontrei e joguei na sua cabeça quebrando o tal objeto no meio e o safado-tarado caindo no chão desacordado. Depois disso nem olhei para quem seja aquele ser dentro do meu quarto corri para o banheiro para vomitar. Quem quer que fosse que estava desacordado no meu quarto iria ficar assim por um bom tempo enquanto eu colocava tudo –que não havia consumido naquele dia- para fora. Saí do banheiro e fui olhar quem era o imbecil que havia me ataco anteriormente e quase tive um infarto e caiu desmaiada em cima daquele idiota estirado no meu chão.
Um doce –que eu não tenho- para quem adivinhar quem estava ali no local atirado.
Se você chutou um bêbado descalço, com roupa de marinheiro e um chapéu de dragão feito de esponja na cabeça... Bem você errou! Mas como eu queria que fosse este tipo de gente estirada no meu chão.
Era simplesmente o motivo de todas as minhas lágrimas hoje. Sim, senhoras e senhores é Marcos Stuart que está desacordado no meu quarto. Palmas para a pessoa que quase matou o menino que ama há pouco.
Mas eu não tenho culpa se ele estava agindo como um tarado, me agarrando e me beijando sem dar um oi. Não que eu precisasse de um oi para querer que ele me beije, mas pelo menos que se identifique.
Amy... Foco! Tem alguém que pode ter morrido no seu chão.
Ah é. Ele ainda estava ali.
Bem que eu percebi que ele não estava brigando comigo ou me enlouquecendo.
Andei até a porta e a tranquei. Peguei as patas daquele garoto e joguei para a cama de Charlote. Depois peguei sua cabeça e coloquei delicadamente (leia-se: desajeitada; jogando) na cama e depois foi só eu pegar um banquinho para apoiar seu corpo até eu o fazer rolar para a cama batendo na parede.
Dei de ombros e fui ver se o individuo estava respirando. Para a minha felicidade ou infelicidade, ainda não decidi, ele estava respirando. Acho que demoraria uma pouco para acordar. Então, peguei meu celular –nada moderno- que tem televisão nele e lanterninha e coloquei em um canal que eu não sabia qual era, mais estava passando uma série ridícula chamada “Meu Namorado de Mentira” de uma diretora mais ridícula ainda. Reviro os olhos e mudo de canal. Comecei a assistir minha novela favorita na madrugada quando eu não consigo dormir chamada “Amor de Primos Nunca Acaba”.
Quando o capítulo da madruga (São quase duas horas da madrugada. Eu dormi para cacete e esse garoto me perturba na madrugada. Isso é um tapa na cara da sociedade.) acabou, ouvi gemidos de dor vindo de um ser que estava na cama de minha amiga.
Antes de falar o que houve em seguida... Lembra-se diário que eu comentei que Charlote foi viajar para ver seu pai? Pois bem, resumindo sua história... Ela foi expulsa de casa pela sua mãe, não quis vir morar comigo e por algum tempo está morando com o seu pai naquela cidade sem dono. Então, acho que ela não se incomodaria se alguém deitasse na sua cama.
- Ai... Minha cabeça. – Ele começou a falar e deixei meu celular jogado ao meu lado. Olhei para ele com cara de “Seu tarado você me atacou, agradeça que não te matei nem chamei a policia.”. – Você me atacou sua maluca!
- Você me atacou seu tarado. – Falei.
- Aquilo foi um beijo sua maluca idiota. – Ele falou se sentando. – Você me acertou com um vaso?
- Não sei... – Eu digo com sinceridade. Olho para o chão e vejo que era um vaso idiota que eu havia ganhado da minha mãe. Nem lembrava que ele existia mais. – Sim, foi um vaso.
- Por que você me acertou com uma porcaria de um vaso? – Ele perguntou passando sua mão pelo cabelo.
- Por que você me atacou. – Respondi novamente.
- Caralho, eu não te ataquei. – Ele fala novamente. – Não sou nenhum monstro para te atacar.
- Você que pensa. – Eu falo revirando os olhos. – O que você veio fazer no meu quarto está hora na madrugada?
- Eu vim fazer as pazes. – Ele falou com um sorriso no rosto se levantando.
UMA COISA QUE DEVO DIZER: AQUELE GAROTO ERA MUTANTE. EU ACERTO O IDIOTA COM UM VASO NA CABEÇA E ELE NEM RECLAMA DE DOR, DESMAIA NOVAMENTE. NÃO PEDE ANALSÉGICO. NADA. OH PESSOAS MUTANTES NESTA MINHA VIDA.
- Quem você pensa que é? – Eu pergunto ficando na sua frente e elevando a voz. – Que é um Edward da vida que foge e quando eu te “encontro” eu vou correr para os seus braços te derrubando e seremos felizes para sempre?
- Você anda vendo muito Crepúsculo. – Foi o seu primeiro comentário.
- Tanto faz. – Eu grito. – Estou falando que só por que eu estou perdidamente apaixonada por você não significa que você pode fazer isso comigo. – Estou gritando.
Acho que acordei um monte de garota do dormitório.
Opa!
- Você... – Ele começou a dizer, mas eu estava gritando demais para ouvir uma palavra da anta chamada Stuart.
- Descubro que você é um idiota que namora aquela vadia sem cabimento da Julieta e depois você me deixa sozinha chorando naquela bosta. Dai chega aqui no meu quarto me ataca e agora diz que quer fazer as pazes? – Eu grito mais forte ainda. – Você é um idiota, te odeio seu canalha. Vadio. Sem cérebro. Idiota. Safado. – Com cada palavra eu batia mais forte nele.
Ele me segurou pelos pulsos quando eu bati nele. Fez-me parar e me olhou com um olhar que eu não decifrei. Olhei de volta para seus olhos.
- Você está perdidamente apaixonada por mim? – Ele perguntou me olhando.
Foi ai que eu parei para analisar minhas reais palavras.
Eu acabei de confessar que estava apaixonada por ele... Para ele?
Eu só posso ter merda na cabeça mesmo.
- Oi? – Eu me faço de desentendida. – Claro que não. – Não espero ele falar alguma coisa e falo: — Você está namorando Julieta?
- Oi? – Foi à vez dele se fazer e desentendido.
- Você está namorando a biscate da Julieta? – Eu repito com raiva.
- Não mais. – Ele fala e me olha ainda.
- Você estava namorando ela? – Eu pergunto sem querer saber a resposta.
- Sim. – Ele responde eu explodo de irritação e jogo a primeira coisa que vejo pela frente: Porta-joias de vidro.
Ela explode na parede soltando vários pedaços de vidro. Marcos se assusta com a minha reação. Até eu mesma me assuste com a tamanha irritação que senti. Ele me olhou assustado, mas me deu um sorriso.
- Você está apaixonada por mim. – Ele falou e deu um passo para frente.
- Eu te odeio! – Eu falo procurando algo para atirar nele, mas não encontro nada que machuque profundamente aquela pele perfeita dele.
Droga!
- Não odeia não. – Ele fala dando um passo para frente e me puxando pela cintura.
- Odeio sim. – Eu falo. – Você destruiu minha vida. – Eu falo e começo a chorar.
Assim que comecei a chorar ele me puxou contra seu peito. Estava chorando e soluçando em seu peito. Ele começou a passar a mão pela minha cabeça me acalmando e se sentou me puxando para cima de seu colo. Em outras situações eu poderia até ficar constrangida pela posição que estávamos, mas naquele momento eu estava me sentindo protegida. Estava me sentindo de alguma forma como se tivesse alguém neste mundo que estaria lá para me escutar soluçando e chorando apesar de tudo.
- Calma minha princesa... Não precisa chorar. – Ele falou passando seus dedos no meu cabelo alisando-o. – Eu sei que eu te magoei. Eu peço desculpas.
Continuo-o chorando.
- Eu sei que eu namorei a Julieta para te provocar... – Ele começou a falar. – Eu achava que você estava apaixonada pelo Brown. Eu sabia que Julieta queria te machucar e eu a ajudei... Desculpas. Por favor, me desculpe. Eu não queria que você chorasse desta maneira. Não queria mesmo. Sei que andei agindo como um babaca, mas não tenho culpa de ser assim... Deste jeito idiota e torto.
Ele ainda falava. Pedia desculpas por tudo que fez. Eu escutava soluçando e chorando. Mas com cada palavra de desculpas dele meu coração de algum jeito ficava leve. Eu ia parando de soluçar e minhas lágrimas iam desaparecendo.
- Por favor... Perdoe-me! – Ele falou isso com um sussurro em meu ouvido que me fez arrepiar.
Eu o olhei. Sua mão veio até o meu rosto e limpou minha ultima lagrima que caiu. Ele me olhou direto aos meus olhos e sussurrou mais uma vez em meu ouvido fazendo com que eu ficasse toda arrepiada como gato que tem medo de agua.
- Você é minha?
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Explicação dos negritos
Meu Namorado de Mentira: faz menção de uma nova história que eu criei e já falei para vocês. Bem, sem mais explicação. Se alguém quiser ler é só ver no meu perfil. Amor de Primos que Nunca Acaba: Quando eu era pequena e brincava de Barbie e eu tinha o Ken e ele era meio gay. Daí ele via esta “novela” e eu decidi colocar aqui na história. Edward: Quando eu escrevi este capítulo eu estava vendo Lua Nova, então já viu. Daí eu decidi colocar na história. Só para avisar, eu sou fascinada por Crepúsculo, mas ao mesmo tempo critico. Ok?Notas finais
Bem, se não tem nada para responder, me diga qual é a sua fic favorita, ou o que eu devo melhor nesta. Digam se tem erros na história, falta de coerência ou sei lá, me contem como foi o Natal e como vai ser o Ano Novo?
Bem, até mais e mais uma coisa: Posto o próximo capítulo quando eu tiver pelo menos quinze review's. =P Autora exigente, então é melhor todo mundo aparecer, pq tenho mais de 50 leitores e nem metade me aparece aqui. Tem gente que eu nem conheço ainda. Tristeza!
Beijos e até os review's
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