Querido CEO Irresistível
11 De volta a Rotina
Notas iniciais
–Mãe, foi maravilhoso passar esses dias aqui, mais maravilhoso ainda saber que tem um pequeno Gilbert a caminho — passei a mão em sua barriga — Eu amo vocês — abracei meus pais
–Nós também te amamos minha pequena — falou — Jeremy não fique se roendo de ciumes atoa meu bem, venha aqui — chamou minha mãe. Ele ficou meio emborrado no inicio, mas logo nos abraçou calorosamente.
–Elena meu amor, eu gostaria que acompanhasse a gravidez de sua mãe. Sabe, vir aqui sempre, e trabalhar menos, ter uma vida.
–Pai, eu tenho uma vida ta. E sim, eu vou acompanhar a gravidez da minha pequena Gilbert
–Já te disse que vai se um menino Elena — interrompeu-me Jeremy — Eu amo estar aqui, em família, mas precisamos voltar Lena
–Vou sentir saudades mãe, pai, volto assim que der
..
Jeremy veio dirigindo já que eu dirigi na vinda. Eu sentia saudades de quando morava aqui com Jeremy e meus pais. Não que não seja bom levar minha vida como eu levo, pelo contrário, é maravilhoso também, fazer o que eu faço de melhor, ser responsável por mim mesma. Mas não sei, a saudade aumenta tanto que as vezes parece que não irei aguentar. Que quebrarei a qualquer momento.
–Também sinto falta deles Lena, e olha que estou muito menos tempo que você longe deles — disse Jeremy
–Eu amo o que faço Jer, mas as vezes acho que fiz a escolha errada quando vim trabalhar na cidade
Jeremy me acordou quando chegamos, mas eu estava tão cansada que ele teve que me carregar no colo, não me pergunte como ele conseguiu fechar o carro e abrir a porta de casa. Ele me colocou na cama e disse que mais tarde me acordaria.
..
–Lena, acorda, ou você não dormirá de noite — falou me cutucando
–Hmmm
–Anda Lena, tem uma visita na sala — despertei
–Quem? — perguntei
–Vai lá que você vai ver
–Manda esperar, vou tomar um banho e terminar de acordar
–Tudo bem, não demora.
Entrei pro banheiro que tem dentro do meu quarto e tomei banho. Quem será que está lá na sala? Não me lembro de ter marcado nada com ninguém. Coloquei um vestidinho solto que geralmente uso para ficar em casa e prende o cabelo em um coque qualquer.
–Jer quem é que ta.. — falei entrando na sala
–Mon cher — correu me abraçou e me lascou um baita de um beijo. Me deixando sem fôlego
–Damon? — falei quando recuperei o ar — O que está fazendo aqui?
–Hm. É.. não.. Quer dizer.. Nada.. Não vim fazer nada — gaguejou — Só queria saber como você estava, e como passei por aqui e vi a luz acesa descidi parar e averiguar se estava tudo bem — falou sério
–Bom, já viu que estou bem, ótima na verdade
–É.. Já que estou aqui gostaria de ir naquele lugar? Que te levei aquele dia? — perguntou cauteloso
–Mas já esta de noite Sr Salvatore
–Lá fica mais lindo ainda de noite Lena. Vamos — implorou
–cof cof Vai cof cof — Jeremy fingiu tossir
–É, ok então — ri
Como Damon havia dito, ficava realmente mais bonito de noite, as luzes da pequena ponte que tinha ali iluminava o lago, o deixando com uma cor extremamente linda. As poucas crianças que tinha ali pareciam realmente felizes. Brincavam umas com as outras igual da primeira vez que vim aqui. Damon segurava minha mão, o que para mim era estranho, porque não era sempre que ele mostrava algum tipo de afeto. Andamos um pouco e paramos em frente a duas crianças sentadinhas no banco com um casal do lado, suponho que sejam seus pais. Senti que Damon me olhava e quando virei para ele, me beijou, um beijo terno e calmo, mas ao mesmo tempo profundo. Ouvi risadinhas de fundo e me afastei colando minha testa na dele e logo em seguida olhando para as crianças que agora estavam em nossa frente.
–Oi, eu sou Julie, esse é o Petter, mamãe disse que vocês são um casal apaixonado — deram mais uma risadinha gostosa
–E papai disse que parecem eles quando não tinham se casado — Damon corou na hora e eu ri me abaixando perto das crianças
–Oi, sou Elena, e esse é o Damon, não somos um casal, somos amigos só — falei os fazendo rir
–Uma vez mamãe disse para nós que antes de namorarem eles diziam isso também — disse Petter
–Vamos crianças, deixem eles em paz — gritou os pais fazendo-os correr até eles
–Mamãe eles se amam — escutei a menininha cochichar e agora quem estava corada era eu
–Não precisa ficar tenso, imaginação de crianças vai longe — falei o sentindo enrijecer atras de mim
–Quer um sorvete? — mudou de assunto
–Ah, tudo bem
Damon comprou os sorvetes e continuamos andando. Não vimos mais a Julie e o Petter, terminei meu sorvete antes de Damon, e para me maltratar, ele comeu o dele bem devagarzinho, negando me dar um pouco. Quando terminou, o cantinho de sua boca estava sujo.
–Ta sujo aqui — amostrei ele apontando para minha boca — ele limpou, só que limpou o lado que estava limpo
–Deixa que eu limpo — ri passando a mão no canto de sua boca e pronto, o clima está de volta. Ele colou sua testa na minha e susurrou baixinho
–Eu preciso de você. Agora
–Damon..
–Por favor.. Eu preciso de você Elena, eu estou ficando louco
–Também senti saudades Sr Salvatore — e o beijei cedendo ao seu pedido
..
–Sabe Elena, eu adoro fazer sexo com você — falou ainda deitado em meus peitos
–Levarei isso como um elogio — falei rindo
–Mas foi um elogio — riu também
–Eu também gosto de fazer sexo com você Damon, apesar de ter provado melhores antes — falei o fazendo parar de rir
–O que? — disse levantando — Isso não foi nada elegante
–É, eu sei
–Você esta mentindo, não teve ninguém ai dentro melhor que eu — era legal curtir com a cara dele, ele ficava vermelho de raiva, mas se negava a admitir
–Claro que tive, o Klaus.. O Kol.. o Dean — eu nem sei quem é Dean, nunca transei com o Klaus, já com o Kol..
–Se é assim. Eu também já tive varias outras mulheres melhor que você — falou tentando se vangloriar
–Eu não me importo — continuei sem nenhuma expressão no rosto
–Ai Elena, que saco, admiti que eu fui o seu melhor, como você foi a minha — admitiu
–Eu sabia que eu era a melhor — ri — eu sou a melhor em tudo Sr Salvatore
–Não vai dizer que eu sou o seu melhor?
–Não — falei o beijando e dando fim a esse assunto
..
–Não acredito que me fez dormir aqui, vou me atrasar pra chegar na empresa — falei levantando correndo e arrumando o cabelo em um coque — E olha a minha roupa. Ta amassada, eu não posso ir assim pro trabalho assim
–Está linda na minha opinião, e não se preocupe com chegar atrasada, seu Maravilhoso e Gostoso chefe vai te deixar em casa e você pode chegar um pouco mais tarde na empresa
–Sabe, eu já estou sentindo falta da casa da minha mãe — falei e fui em direção a porta da frente.
Ele me levou em casa e foi para a empresa, corri pro quarto, peguei um vestido social e uma bota cano longo preta. E cá estou eu, de volta a rotina, mas tarde ligarei para minha mãe, quero saber como ela e o bebê esta. Eu sei que faz um dia que sai de sua casa, mas não consigo evitar me preocupar com a pequena Anny. Eu não sei direito porque tenho tanta certeza de que é a Anny, e não o Antony, ou será Christian? Não entendo também porque a mãe quis colocar esse nome na menina, eu sei que é tão importante para ela, quanto é para mim. Sinto falta de Anny.
#FLASHBACK ON#
–Vovó, vovó. Mamãe a vovó chegou — gritei para ver se mamãe me escutava
–Olá minha pequena Cupcake, cadê meu docinho amargo? — Vovó gosta de chamar o chato do Jeremy assim — Venha me dar um abraço meu amor — chamou eu e logo me joguei em seus braços
–Eu estava com saudades vovó Anny — continuei animada
–Vovooooooooó — o chato do Jeremy veio e a abraçou também
–Eu amo muito vocês meus doces — disse nos fazendo cosquinha
#FLASHBACK OFF#
Sinto falta de Anny, era a melhor avó do mundo. Lembro de como Jeremy e eu sofremos quando ela faleceu. Anny adoeceu muito, e por mais forte que fosse, não conseguiu suportar e acabou falecendo, nosso avô, Bil, havia morrido 3 anos antes dela, mamãe sempre manteve nossos avós vivos em nossas memórias. Ao em vez de olharmos para a morte deles com olhos tristes, ela nos fazia reconhecer que foi o melhor que Deus pode fazer. Que apesar de não estarem presentes em carne e osso, estariam presentes sempre em nossos corações. Senti uma lágrima rolando em minha bochecha, e a enxuguei sorrindo. Não demorei a me arrumar. Peguei um táxi já que Jeremy estava com meu carro. Cheguei na empresa em 15 minutos e corri logo para minha mesa para adiantar os relatórios e tudo que estava atrasado. Ouvi gritos vindo da sala de Damon, não ousei chegar perto antes de ouvi-los se dissiparem. Depois de uns 20 minutos de calmaria, resolvi aparecer por lá e lhe oferecer um café. Bati na porta e o escutei mandando entrar.
–Sr, vim lhe perguntar se gostaria de tomar um café — falei — Ou um suco de maracujá
–Não estou para piadas, quero um café, não demore ou ficará frio — disse grosso. Assenti e me retirei
Quando lhe trouxe o café, ele disse que estava frio e me mandou buscar outro. Nem parece o Damon que dormiu comigo noite passada. As vezes eu esqueço que Damon muda de humor constantemente.
–Aqui Sr — lhe entreguei a outra xícara de café e me retirei da sala
Passei o resto do dia fazendo relatórios e alguns slides, não vi a fuça de Damon o dia inteiro, desde o mal humor dele de manha. Deu a hora de ir embora e Bekah foi me chamar para me dar carona.
–Você vem? — perguntou
–Sim, deixa só eu avisar o Sr Megalomaniaco Irritante ali — falei e quando me virei bati com o nariz no peito de Damon — É.. rum.. Eu já estou indo Sr — meus olhos pareciam que iam pular para fora
–Eu levo você em casa — pediu
–Não precisa, irei com Rebekah
–Faço questão — insistiu. Ainda estava grosso de mais para eu atender a seus caprichos
–Eu já disse que não Sr Salvatore, irei com Rebekah, até amanhã — Se era esse o jogo, ele não perdia por esperar
Continua..
Notas finais
xoxo
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