Querida prima Anne
50 Capítulo 45
Notas iniciais
Elizabeth e Kitty desfrutavam do privilégio de ter um pessoa capaz de arrumar seus cabelos de forma elegante. Mesmo que a menina fosse uma só ainda era melhor do que em Longbourn onde todas as cinco só tinham uma pessoa para ajudar e normalmente acabavam ajudando umas as outras.
Elizabeth recebeu da madame um vestido vermelho muito escuro quase perto do marrom, mas ainda muito fácil de diferenciar a cor. Kitty por sua vez vestia um água-marinha em um modelo que ela escolheu junto com a madame. Os dois haviam sidos entregues a meia hora e incrivelmente prontos para serem vestidos, nenhuma dobra era vista na superfície dos tecidos.
Ambas meninas se sentiam parte da alta sociedade neste momento, com cabelos lindamente adornados e vestidos nobres.
Escadas abaixo estava Anne perfeitamente vestida, seu cabelo não estava pronto para a noite mas se não houvesse tempo poderia ficar desta maneira. Ela corria por todos os lados arrumando os últimos detalhes. Não era um baile mas de todas as formas as pessoas que foram convidadas mereciam o melhor, muitos dos convidados pertenciam a nobreza.
Anne sabia que o aniversário de seu primo esse ano não era realmente o foco, era a primeira vez que ela saia para a eventos na sociedade de Londres em muitos anos e também sua primeira vez organizando um evento sozinha, relativamente, pois ela recebeu um pouco de ajuda de Lady Ellen Fitzwilliam. Sou eu quem deve estar nervosa não Fitz.
E Fitzwilliam Darcy não estava nervoso, ao menos não por causa da noite mas uma dama em especial. Ele temia que seus primos fizessem brincadeiras que a incomodasse. Enquanto os Stevens eram pessoas animadas e os Darcy sério os Fitzwilliam aos menos os atuais, eram naturalmente humoristas encontrando diversão na grande maioria dos assuntos. Interiormente ele implorava por presentes decentes ao menos esse ano.
Nas mansão do Fitzwilliam o coronel orava, rezava e recitava todos os tipos de mantras, na esperança de que o clima estranho entre ele e Anne se tornasse mais agradável. Após o fatídico jantar com o conde eles não conseguiam se comunicar sem uma grande parte de constrangimento. Então sempre que ia na casa dos Darcy apenas ficava com Fitzwilliam em seu escritório.
Darcy desceu as escada faltando pouco menos de meia hora para os convidados chegarem e a visão que viu não podia ser comparada a nada a não ser um filhote de cachorro pulando em seus donos por todos os lados sem saber o que fazer além disso. Anne andava em todas as direções parava empregados ocupados e lhes fazia perguntas, de certa forma parecia uma dança estranha e ele não pôde evitar a sua risada. E chamou atenção da prima.
“Fitz!” Ela aparentava brava, mas alguns dos criados estavam pasmos muitos deles eram novos que substituam aqueles que haviam se aposentado após a morte do antigo sr. Darcy então raramente viam o mestre rir. Mesmo que no último ano ele aparentava ter melhorado seu humor a cena ainda era muito estranha, confusa e até um pouco assustadora.
“Eu entendo que seu cabelo está tão bem fixo como se estivesse colado mas acho que nem ele sobreviveria a essa movimentação. Não quero te ver com os cabelos bagunçados no dia do meu aniversário.”
“Hunf!”
“Anne vá terminar de se arrumar, eu não preciso que você se preocupe tanto com um simples jantar.”
“Você não entende que hoje é oficialmente o meu retorno a Londres.”
“Entendo e me preocupo com você entrando em colapso de tanto se preocupar. Vá se arrumar, ninguém irá te julgar essa noite não se preocupe. Vá.” Ele disse como um irmão mais velho de verdade. E Anne cedeu, dentro de quinze minutos ela já havia voltado e estava em devidas condições para receber os convidados. Graça a sua privilegiada linha de visão ela pode ver uma cena que gostaria de uma maneira de capturar para sempre poder ver.
Seu primo calmamente conversava com Stewart e de repente simplesmente parou de falar. Por um segundo ela e o mordomo estavam confusos, mas logo e seguida vira as irmãs Bennet descendo as escadas, ambas meninas deslumbrantes mas era claro que apenas uma chamou a atenção de Fitz. Anne quis rir por um momento enquanto via a cena se lembrava do episódio que havia visto no dia anterior.
A distância entre a mesa e o sofá que Elizabeth estava era de pelo menos um metro e meio de distância um do outro, então os dois estavam a uma distância segura.
Mas aparentemente a mente do casal estava muito mais adiante do que a dela.
No momento que Anne foi vista os dois se levantaram e com rostos vermelhos e uma forma muito desajeitada tentaram explicar o que aconteceu, ou melhor o que não tinha acontecido. Vendo aquela cena a jovem Lady Stevens não conseguiu resistir a um ataque de risos. Depois vocês me dizem que não há grandes chances de ficarem juntos. Ela não se lembra por quanto tempo teve que ouviu as mais diversas explicações, que muitas vezes não fazia sentido algum.
Vocês têm que se casar nem que seja no último dia da minha vida.
“Lizzy! Kitty! Você estão lindas! Como esperado da madame as duas ficaram ótimas nas roupas.”
“Anne você está exagerando. Eu não estou bonita com diz.”
“Mas Lizzy se você não está bonita o que eu vou fazer? Você é muito mais bonita que eu.” A menina disse de forma inocente. Os mais velhos não conseguiram evitar de sorrir.
“Minha prima está certa, as duas estão lindas. Verdadeiras beldades.” A voz grave do sr. Darcy assustou Kitty fazendo ela pular levemente de surpresa.
“Não estamos tão lindas como sua prima, não é sr. Darcy?” Lizzy brincou.
“Ambas as belezas Bennet e Stevens são de natureza diferente, por isso comparações não são possíveis.” Ele disse de maneira muito calma.
“Parabéns sr. Darcy. Tanto por seu aniversário quanto pela sua capacidade de agradar a ambas as partes interessadas.” Ela recebeu uma reverência séria, mas cheia de um sentimento positivo que apreciou profundamente.
“Lizzy vocês vão entrar ou ficar conosco comprimentando os convidados?”
“Acredito que é melhor entrarmos.” Um pequeno suspiro foi ouvido vindo de Kitty e um quase inaudível: mas…
“Se você entrarem não terão muita companhia que estão familiarizadas. E ficando aqui podemos lhes apresentar a todos.” O sr. Darcy tentou ajudar a garota.
Elizabeth já pensava diferente. Ela seria apresentada a muitas pessoas e entre elas provavelmente algumas não muito agradáveis.
“Eu acredito que ainda vou entrar. Mas se Kitty pode ficar a vontade para decidir o que fazer.”
“Então eu vou ficar Lizzy…” Então ela viu viu a irmã partir.
Nesse momento a família do conde Fitzwilliam chegou; a condessa, o conde, o visconde e o coronel, todos estavam lá. A condessa foi logo para os braços dos jovens anfitriões.
“Querido Fitzwilliam parabéns pelos seus vinte e sete ano e Anne pela sua primeira reunião em Londres.”
“Tia por mais que eu ficaria muito feliz de estar comemorando vinte e sete este ano será vinte e oito.”
“Ah, perdão querido.” Não era a primeira vez que a condessa errava a idade de algum, ela era uma mulher muito inteligente, mas os números nunca foram a sua área e sempre escapavam da sua mente..
“Will… Will… Will…” Disse o visconde. “Será que este será o último ano que precisar da ajuda dos meus presentes?”
“O que você está dizendo?”
“Richard me contou que até próximo ano o sr. Darcy será um homem casado. Pena eu ainda nem me casei.”
“E me pergunto se um dia vai se casar se a sua mente só tem esse tipo de pensamento.”
“Com um futuro conde? Esse fato pesa mais do o tipo de vida que levo. Você tem certeza que ainda não quer me acompanhar em minhas aventuras?”
“Não tenho qualquer interesse nesse tipo de aventura. Além de ser imoral já ouvi sobre casos em que pessoas ficam doentes.”
“Tolices…”
“Martin, acredito que não é o melhor momento para esse tipo de conversa.” O coronel disse para o irmão depois de uma conversa monossilábica com Sofie. “Nem todos nós compartilhamos dos seus costumes.”
“Idealista.”
“Não é essa a questão.”
“Que seja.” E lá se foi o futuro conde. O que será da nossa família quando ele se torna o líder?
“Você está mantendo ele longe da minha prima certo?”
“Estou tentando.” Falou enquanto olhava para as costas do irmão. “A propósito aqui está o seu presente.” Ofereceu um pacote ao primo.
“Por que você não deixa isso com os outro presentes.”
“Não quero.” Respondeu de maneira simples. Os dois homens se encararam por longos cinco segundos. “Na verdade eu esperava muito que você abrisse agora, depois pode colocar com os outros.”
Então ela abriu o presente que era visivelmente outro livro, não é preciso dizer que um calafrio percorreu o caminha por sua espinha. Quando abriu no topo da capa leu: Da mesma autora de razão e sensibilidade.” instantaneamente sentiu um alívio.
“Ouvi dizer que é uma boa autora, gostaria de saber quem é. A história do livro se parece um pouco com a sua, claro que com algumas diferenças, talvez a sua versão da literatura seja mais inteligente. Gostaria se essa mulher é um gênio ou vidente.”
“Muito obrigado, Richard. “ Disse realmente tocado em receber um presente normal depois de tantos anos.
“Acho que a brincadeira do livro já não funciona mais. Não deixe o livro empoeirar, se não quiser ler apenas deixe a srta. Bennet o Georgiana ler.”
“Não se preocupe.”
“Falando nisso ela ainda está acordada? Então eu vou ver ela antes que todos cheguem.” E saiu.
Então ele recebeu os comprimentos do seu tio e todos os Fitzwilliam tinham ido. Logo depois de serem apresentados a enérgica e jovem srta. Bennet.
“Teve um boa conversa com aqueles dois?”
“Hum.”
Aparentemente a família está destinada a chegar antes de todos os convidados e alguns amigos desejados e não tão desejados. No mesmo período de tempo o conde Stevens e os Bigley chegaram. Anne só pode suspirar internamente.
“Que recepção calorosa. Como um pedaço de gelo. Se vocês não me querem aqui posso voltar esticar meus ossos velhos e tirar um merecido descanso.”
“Não há necessidade. Tio, o senhor deve ficar, nada seria o mesmo sem o senhor.” Ela tocou afetuosamente o braço do velho conde.
“Agora eu recebo o carinho que mereço.” O conde sorri satisfeito de ter sua sobrinha em seus braços, logo ele estaria a entregando para seu futuro marido.
“Sua graça não precisa se preocupar será sempre bem vindo a minha casa.”
“E mais uma vez Darcy me trata de forma formal… Espero ao meno que tenho uma boa bebida na sua casa meu caro.”
“Sempre o melhor para o senhor.”
O conde sorriu e balançou a cabeça satisfeito, hoje iria se divertir muito com esses jovens.
“Darcy, feliz aniversário…” Lord Stevens ouve uma voz animada vindo de suas costas. E quando o conde se vira vê duas cabeças vermelha. O rapaz está vermelho, mas a moça completamente indiferente. Ele já o tinha visto antes em algum lugar…
Bingley estava completamente desconcertado. Ele acabou de interromper a conversa dos seus amigos com o conde. Caroline por outro lado, não perdeu tempo e logo saudou a todos.
“Boa noite senhor Darcy. Que belo casaco o senhor está vestindo lhe serve muito bem. Lady Stevens, sua roupa também lhe faz justiça, é uma pena esse estilo de vestido não se encaixa para o tamanho do seu corpo. Vestida assim ainda tem coragem de tentar me ensinar srta. Bingley? A ruiva foi logo entregando o presente para o aniversariante. Seu irmão só podia olhar em volta e buscar um possível refúgio para o se esconder em na companhia do seu constrangimento. Ele havia percorrido todo caminho de Netherfield até Londres apenas para felicitar o amigo, porém neste momento tinha sérias dúvidas se tinha tomado a decisão certa.
“Srta. Bingley os presentes devem ser entregues aos criados para serem guardados com os outros, é extremamente inapropriado para um dama dar uma presente a um homem pessoalmente. O que importa se eu entrego para ele? Futuramente eu seria a sr. Darcy e não você anão!
“Sua graça, que prazer em vê-lo.” Ela se dirigiu ao homem que segundo a conversa que ouviu antes era um conde, na verdade, ele era um dos condes mais conhecidos de toda alta sociedade, podendo ser mais influente até que muitos duques. Oportunamente esquecendo o parentesco do homem com Anne, para sua desgraças.
“Perdão senhorita mas eu acredito que fomos apresentados ainda.” Essa mulher inferior acabou de tratar minha sobrinha de tal maneira descortês? “E você meu rapaz que é?” Ele sorriu para o vermelho sr. Bingley, a cor do cabelo e o rosto era basicamente a mesma.
“Ele é meu bom amigo sr. Charles Bingley, Bingley Sua graça o conde de X Lord Harold Stevens.”
“Muito prazer.” Disseram em uníssono, Bingley no entanto continuou. “Lamento muito por ter interrompido sua conversa mais cedo.”
“Não carrego nenhuma ofensa, então não se preocupe.”
“E esta tio Harry é…”
O conde a silenciou com a mão: “Não, primeiro eu gostaria de saber quem é essa mocinha tão silenciosa.”
O sorriso do conde a fez se sentir mais confortável.
“Katherine Bennet, sua Graça.” Ela se curvou respeitosa.
“Bennet… as amigas de Anne! Muito prazer. Pode me chamar de tio Harry se quiser.” E se virou para Anne. “Ela não pode ser mais velha que Georgiana.”
“Um ano mais velha apenas.”
“Ainda é bem jovem. Espero que se divirta nessa cidade suja criança.” E com um sorriso ele partiu sem olhar uma vez para Caroline Bingley.
Ao ver como havia sido tratada o rosto da moça ficou branco. Ser tratada desta maneira por um dos homens mais influentes da aristocracia inglesa era declarar sua morte social, mas certamente seria ainda pior se o conde não fosse viúvo. E felizmente os únicos que viram aparentemente não tinham pretensão de espalhar esses tipo de fofoca pela sociedade, incluindo os servos do sr. Darcy, que eram muito discretos.
Bingley, em sua mente, continuava repensando sua decisão de abandonar sua noiva. Então carregou a sua irmã e o constrangimento para fora da sala o mais rápido possível.
O próximo convidado a chegar foi um jovem marquês, que Fitzwilliam havia conhecido nos tempos de universidade ele vinha acompanhado da sua mãe, a viúva do marquês anterior. O fato de Anne conhecer essa pessoa foi deveras impressionante, ela tinha realmente se esforçado para fazer essa reunião.
A verdade é que ele era um ano mais nove que o atual sr. Darcy, o rapaz sempre teve uma mente mais rápida que a maioria das crianças da sua idade e por isso foi capaz de estar uma série à frente na escola. Quando encontrou Darcy ele ficou agradavelmente surpreso por encontrar alguém que podia acompanhar seu ritmo muito de perto.
“Darcy, acredito que já faz um ano desde que nos vemos não?”
“Acredito que sim, nos vimos pela última vez na casa da Lady Jane.”
“Esse ano tem sido difícil para você não? A sua família sofreu perdas significativas.”
“Sim.”
“Espero que as coisa de agora em diante melhorem. Quem sabe a sua família almente.”
“Também espero.” Ele sorriu cheio de significado. O marquês estranhou a atitude tão positiva do amigo, de uma maneira boa. E foicomprimentar os outros ali presente.
“Lady Stevens.”
“Milord.” Ele sorriu para a moça, ela era tão bonita quanto os boatos e até mais. Depois de ter se tornado marques a dois anos sua mãe vinha lhe cobrando casamento, talvez ela conseguisse tomar essa beldade para si.
Kitty estava hipnotizada, ela nunca havia visto um homem tão lindo. Ligeiramente mais alto que o sr. Darcy cabelos loiros até os ombros e profundos olhos verdes, seu estilo a lembrava muito dos militares, mas muito mais sofisticado, seu porte aristocrático estampado no rosto, como Anne e o sr. Darcy agora, mas reforçado pela sua beleza.
Quando eles foram apresentados ela apenas conseguiu dizer ‘muito prazer’ e nada mais. Seu coração estava batendo tanto, mas ela percebeu que nunca iria sequer chegar perto dela.
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