Querida prima Anne
3 Capitulo 2
Notas iniciais
Capitulo 2
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Fitzwilliam estava mais uma vez olhando para o nada. Mas agora não por sua própria miséria, era a de outra pessoa, uma muito importante em sua vida.
Ele sempre havia se sentido responsável pelo bem estar de sua família, agora não foi diferente. As pessoas que o conheceram desde a infância sabiam que ele foi uma dia uma criança contente e, chegou até a ser um adolescente como muitos outros, mesmo que tímido. Nessa época ele foi feliz.
Uma lembrança toma conta dele.
“ Ele estava fugindo da presença todas pessoas, escapando para um dos seus lugares preferidos na propriedade de sua família.
Lá havia pouca chance de ser incomodado.
Ele se sentou a beira de um riacho muito escondido pelas árvores do bosque, tirou sua botas e meias e puxou as calças para cima, e colocou seus pés na água. Costumava fazer isso quando era criança, junto com seus primos. Eles ficavam assim por horas, comentando sobre como poderiam fugir das aulas, as travessuras que haviam feito ou suas brincadeiras pelos jardins.
Era uma vida muito mais simples, e ele sentia falta do tempo que toda preocupação era ser pego aprontando, pela governanta e na pior das hipótese, seus pais.
Foi no meio desses pensamentos, que ouviu uma voz animada gritando: "Fitz". Só uma pessoa o chamava assim, independente do conforto que o dono da voz poderia trazer, tudo que ele queria era solidão. Então ficou tão quieto quanto possível, porém, foi em vão a pessoa em questão conhecia seus hábitos e foi certeira até o lago.
" Te achei! Por que você está aqui?"
"Me deixe em paz Anne! Não vê que eu quero ficar só!? "
Ela deu um leve sorriso compreensivo, o entendia como ninguém, era inútil negar, todos sabiam disso.
"Que você quer ficar só é óbvio, mas se é o que você precisa é outra questão. " Só porque o entendia não significava que aceitava.
Fitzwilliam suspirou exasperado. Por que Anne tinha que sempre se sentir certa sobre tudo? Ele deveria ter essa autoconfiança! Afinal era mais velho. Mas aqui estava ele aos dezoito anos recebendo reprimendas de uma menina de quatorze!
O silêncio que passou, depois da declaração da garota, foi sufocante, até que ela não aguentou mais e bofou de forma nada educada.
"Por que você faz isso Fitz!? Se torturar, escondendo seu sentimentos dos outros? Não sabe que está fazendo mal a si mesmo?"
"E o que você sabe sobre tortura? Tenho certeza que nunca sofreu na vida! Você não imagina o que é sofrimento!"
"Eu sei tanto de sofrimento quanto você! Pare com isso! Você está sendo ridículo e sabe disso! Nem Giorgi faz esse tipo de birra!" Estava ficando cansada da teimosia do seu primo, mas ela podia ser tão teimosa quanto ele e sua missão era descobri o que tinha acontecido e por Deus ela iria!
"Eu não devia ficar ouvindo uma garota me dizendo o que fazer, pensando que é mais inteligente do que eu." O rapaz omeçou a ceder, a garota então sorriu novamente.
"Eu não sou mais inteligente que você. Só estou usando a sabedoria da mamãe e tia Anne." Ela levantou um sombracelha alegremente e sorriu provocante.
"As vezes você sorri demais sabia?" Ele retornou o sorriso.
"Isso é o que você diz, tia Anne diz que isso faz de mim um doce." Anne deu de ombros, satisfeita demais que o primo tinha recuperado o bom humor, para dar atenção a "educação de uma dama".
"Hum..." Ele murmurou, e novamente eles ficaram em silêncio, mais confortável que o ultimo. Desta vez foi Fitzwilliam quem falou.
"Sério. Você deveria mesmo ir embora, eu não estou muiti apresentável no momento". Ele apontou para os pés na água.
Em vez de corar, como era esperado de uma jovem dama, ela simplesmente mente olhou para ele. Deu volta pela árvore que estava no caminho, se agachou na beira do lago e começou a tirar os próprios sapatos.
"O que você está fazendo?" Disse Fitz, olhando para ela de olhos esbugalhados.
"O que parece que eu estou fazendo?" Ela levantou a sombrancelha em desafio.
"Você não pode fazer isso vai contra o decoro! Você não deve me deixar te ver assim!"
"Não vejo nada de errado; você é meu primo e, por mais que eu respeite o decoro não soi obrigada a concordar com tudo que ele diz"
"Mas..."
"Não é nada que você não tenha visto antes"
"Eramos crianças Anne! Crianças se divertindo, como amigos fazem!"
"E ainda continuamos amigos, e, primos. Faça pelo velhos tempos. "
"Não sei, não acho certo uma moça e um rapaz."
"Eu não sou verdadeiramente uma moça ainda. "Ela o cortou.
"Você…” ele limpou a garganta desconfortável. “Já tem o corpo de uma."
"Mas não o tamanho. "Para isso ele quase riu.
"Anne você sempre foi muito pequena. Não deve se tornar alta, e sabe disso."
"Há! Engraçadinho. Apenas admita que eu posso ficar, você não tem escolha, e sabe disso."
" Tudo bem. Fica."
"Obrigada." Disse satisfeita, enquanto finalmente colocava os pés na água. "Como senti falta disso, só o que falta agora é o Rich aqui com a gente."
"Isso eu não! Eu deixaria, ele não é realmente seu primo! Sem contar que essa não seria a conduta de um cavalheiro, que ele diz ser!"
" Tudo bem, não precisa começar a agir como meu irmão mais velho! Você não precisa provar nada, eu já sei que você se considera assim, estamos de acordo, relaxa!"
" Desculpe, hoje eu estou um pouco estressado." Ela olhou para ele como se dissesse:"um pouco?" Mais depois de alguns instantes sua expressão se suavizou.
"Tudo bem. Eu sei que você tem seus motivos, e eu acho que te entendo." Em resposta ele sorriu com ternura, agradecido por não ser julgado.
"O que é Fitz?" Anne perguntou depois de um tempo.
"Anne eu não sei... se... eu devia te contar... você pode não entender. "
" Tenta."
"Você.” limpou a garganta.” Se lembra da srta. Constace Stewart"
" Hum… acho sim, uma moça loira?"
" Ah... É"
"O que tem ela? "Disse desconfiada.
"Você ainda não entendeu? "
"Bom eu tenho um palpite. Você..." Ele grunhiu em confirmação. "Entendi. Depois, eu também vi você com ela. O que aconteceu? Achei que ela se importasse com você! "
" Eu também, mas estava errado. Ouvi ela conversando com uma amiga em Lambton. Não me olhe assim, eu não estava bisbilhotando! Ouvi por acaso. A questão é que se eu a pedisse em casamento ela iria aceitar, por causa de dinheiro e nosso status. "
"Eu sinto muito Fitz, mas você esta agora participando de tantos bailes, vai encontrar alguém que não te aceita só por causa de seu status ou dinheiro."
" Você está enganada, se você visse as pessoas nesses bailes..."
" Deve haver alguém..." Ela disse pensativa.
"Se houver está muito escondido. Qando vocês debutar vai ver…Eu só queria que isso não acontecesse com você… ou Georgiana" Suspirou desanimado, ele realmente pensava em Anne como sua irmã, tanto quanto Georgiana era. E queria que ela não sofresse a decepção que sentia agora, ela era muito contente e bondosa, não merecia passar por isso.
Vendo que sei primo não estava tendo pensamentos alegres, Anne decidiu tentar o reanimar.
"Você que tem sorte, poder ir a bailes com nossos pais e dançar a noite inteira…” Falou sonhadora.E depois com um leve olhar de desanimo acrescentou: "Enquanto eu fico em casa"
" Você sabe muito bem que eu odeio dançar! "
" Mais injusto ainda! Por que afinal, eu já danço muito melhor que você!"
" A é ? Até onde eu sei você está começando a ter aulas! "
" Prova de como você dança mal."
" Pois, eu vou te provar que eu danço melhor! Coloque seus sapatos e vamos!"
" Aonde?"
" Você vai ver." Disse olhando para o relógio.
Fitizwilliam correu a frente dela como se fossem crianças de novo. “Anne, você pequena até pra correr!”
“Fitz, para com isso! Não sou tão pequena assim!” Ela gritou atrás dele.
“Isso é o que você diz! Tenho certeza que Richard concorda comigo.” Ele deu um sorriso zombeteiro.
“Vocês dois não sabem de nada!” Ela começou a se irritar.
“Admita Anne, até meu cachorro é maior que você!”
“Se eu a sua intenção é me esnobar, eu não vou a lugar algum com você.” Ela parou de correr e ficou a espera dele voltar; agora ela realmente estava brava. Ele parou veio até ela, no rosto um pedido de desculpas.
“Anne….”
“Não venha com Anne… Você foi cruel!”
“É que...Bem…”
“O quê?” Ela disse ainda zangada.
Ele suspirou. “É que… Você nunca pareceu se importar antes.” Terminou derrotado.
“Eu me importo agora, e muito.”
“Anne… Se eu soubesse! Eu não… Ah!”
Ela começou a rir da careta de frustração que ele fez. “Ah, se eu soubesse esse truque para te torturar antes!”
“Agora é você que está me provocando!” Ele sorriu.
“Que tal nos irmos para… Seja lá onde quer me levar.”
“Então vamos srta?...” Ofereceu o braço.
“Claro, meu senhor.”
Eles caminharam durante alguns minutos até a casa. Fitzwilliam a levou até debaixo de uma janela aberta, de onde vinha o som de uma música tocada no piano.
“O quê!?” Ela disse meio rindo, meio surpresa.
“Georgiana está tendo aulas de piano.”
“Ela não toca assim, tenho certeza.”
“Claro que não, essa é a governanta, boba. Agora vamos dançar!”
“Aqui? Mas se alguém nos ver?”
“Desde quando você se importa com isso?” Ele provocou.
“Tudo bem.” Ela disse segurando um sorriso.
Eles começaram a dançar, logo ficou claro que nenhum dois realmente sabia o que fazendo. Pisavam um no pé do outro e rindo sempre que cometiam um erro. Mal sabiam eles que estavam sendo observados.
Em uma janela, duas mães os olhavam com amor.
“Não são perfeitos um para o outro Cassidy?”
“É o que parece.” Disse a mulher rindo.
“Você precisava ver William quando ele chegou aqui, depois de um passeio, estava tão desanimado. Dei graças a Deus que vocês chegaram. Só a Anne seriam capaz de fazer isso.” Apontou para o dois no jardim.
“É, você está certa Anne e, eu sei o quanto minha filha ama William.”
“Um dia, eles vão fazer muito bem um ao outro um dia.”
“Vão. Com certeza.” Elas pararam de falarar quando ouviram mais risos.
“Fitz! Meu pé! Depois dessa eu com certeza eu sou melhor dançarina que você!”
“Não! Me recuso a admitir. Você é tão ruim quanto eu!”
“Mas, eu não fiz tantas aulas como você! Não é?”
“Bem…”
“Eu não acredito! É por isso que você não dança!”
“Não, eu não gosto de dançar, é por isso!”
“Sei…”
“Bem... eu posso ter fugindo de algumas aulas…”
“Aha! Eu sabia! Aqui está mais um bom motivo para não dançar em publico!”
“A é? Que tal nós fazer um acordo então?”
“Qual?”
“Vamos nos tornar, os dançarinos mais graciosos de toda Inglaterra!”
“Como?”
“Treinando juntos.”
“Mas, se você se tornar, o mais gracioso dançarino, como vai fugir de dançar com todo mundo que quer se casar com você, pelo seu precioso dinheiro?” Disse dramáticamente
“A solução é simples. Minha mãe quer que eu me case com você!”
“Eu sei… Elas duas querem… Falam tanto nisso.”
“Mas… Você não quer não é?” Ela balançou cabeça com isso. “Para sua surpresa eu concordo.”
“Você acha que eu não seria uma boa esposa para o senhor Fitzwilliam Darcy?”
“Não é só que… Eu não nos vejo juntos , a não ser que realmente fosse necessário.”
“É…”
“Sabe, independente da sua idade, você é muito madura. Do seu jeito.”
“Obrigada. Mas você ainda vai ter que enfrentar as pessoas querendo casar com você por causa….”
“Não importa… Eu vou aprender a afastar elas.”
“Tenho uma ideia! E se nós fizermos um acordo, uma condição sobre nos casarmos. Uma que vai ajudar você e eu?”
“O que você sugere? Vai me afastar das mães casamenteiras e sua filhas mimadas?”
“Vai.”
“Por Deus! Fala então, salva a minha vida!”
“Bem...”
Seus pensamentos foram interrompidos por uma batida na porta. Era um lacaio, com um expresso na mão.
“Senhor. Acabou de chegar.”
“Obrigado. Pode sair agora.”
Ele leu o remetente e abriu rapidamente. A caligrafia familiar estava torta e a carta cheia de marcas de lágrimas e frases riscadas.
“Fitz,
Eu estou voltando para Inglaterra, e para ficar, ( ̶n̶ã̶o̶ ̶t̶e̶m̶ ̶m̶a̶i̶s̶ ̶n̶a̶d̶a̶ ̶a̶q̶u̶i̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶m̶i̶m̶.̶) Eu queria perguntar, se você pode me ajudar a cuidar das posses da minha família e, me receber aí no porto em dois meses. E eu acho que agora que meu pai também morreu, é você o meu guardião. ( ̶e̶n̶t̶ã̶o̶,̶ ̶e̶u̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶q̶u̶e̶r̶o̶ ̶i̶n̶c̶o̶m̶.̶)
Eu vejo em dois meses, que dizer se você quiser. Bem eu posso alugar uma carruaguem , ( ̶e̶ ̶e̶n̶t̶ã̶o̶ ̶f̶a̶z̶e̶r̶ ̶a̶ ̶v̶i̶a̶g̶.̶)
Até mais.
Com amor
Anne
Ps: O que eu fasso Fitz? Minha família acabou, só tem você e Georgiana! ( ̶D̶ó̶i̶ ̶d̶e̶m̶a̶i̶s̶ ̶p̶e̶r̶d̶e̶r̶ ̶t̶u̶d̶o̶ ̶m̶u̶n̶d̶o̶ ̶t̶ã̶o̶ ̶r̶á̶p̶i̶d̶o̶).”
Ao ler a carta ele não sabiam o que pensar. Os últimos meses tinham sido muito difíceis para Anne, ele se recordou de vários trechos das cartas dela:
“ Semana passada, os Paul Stevens foram viagar para uma cidade no interior do país, (tudo estava bem, até que fo), veio uma tempestade,( ̶o̶s̶ ̶p̶e̶g̶o̶u̶,̶ ̶o̶ ̶o̶ ̶c̶a̶r̶r̶o̶), o carro caiu em um barranco. Eles estão todos mortos!”
“O bebê chegou cedo, mamãe sofreu no parto, ela esta muito fraca e parece que o neném está doente, ou algo assim.
"É um menino, um herdeiro! Papai queria estar feliz, mas com a mamãe fraca, ( ̶e̶ ̶u̶m̶a̶ ̶c̶r̶i̶a̶n̶ç̶a̶ ̶d̶o̶e̶n̶t̶e̶), não sabemos se há muita alegria.”
Ela escreveu uma segunda carta no dia seguinte que veio com aque notificava o nascimento do bebê:
“O bebê morreu, ( ̶e̶u̶ ̶e̶s̶t̶o̶u̶ ̶u̶m̶ ̶p̶o̶u̶c̶o̶ ̶t̶r̶i̶s̶t̶e̶,̶ ̶m̶a̶s̶ ̶n̶ã̶o̶ ̶é̶ ̶n̶a̶d̶a̶ ̶c̶o̶m̶p̶a̶r̶a̶d̶o̶ ̶a̶ ̶m̶o̶r̶t̶e̶ ̶d̶e̶), não há mais um herdeiro, sou só eu agora.”
E um mês depois e uma carta manchada de lágrimas:
“Mamãe morreu ontem a noite! E como se não bastasse papai etá doente. ( ̶E̶u̶ ̶q̶u̶e̶r̶i̶a̶ ̶s̶a̶b̶e̶r̶ ̶o̶ ̶q̶u̶e̶ ̶f̶i̶z̶ ̶d̶e̶ ̶e̶r̶r̶a̶d̶o̶ ̶n̶a̶ ̶v̶i̶d̶a̶ ̶p̶a̶r̶a̶ ̶m̶e̶r̶e̶c̶e̶r̶ ̶t̶a̶n̶t̶o̶ ̶s̶o̶f̶r̶i̶m̶e̶n̶t̶o̶ )Eu queria voltar para casa, aí, não quero mais ficar aqui,( ̶t̶u̶d̶o̶ ̶e̶s̶t̶á̶ ̶t̶r̶i̶s̶t̶e̶ ̶d̶e̶m̶). Agora eu entendo o que minha mãe sentiu quando o tio morreu, desculpa por te lembrar disso.”
“Papai não melhorou a verdade é que eu não posso entrar no seu quarto, para não pegar a doença que ele tem. Só posso me contentar em conversar com ele pela porta, mas tudo bem se eu poder ficar com ele depois. Ele me prometeu, que assim que melhorar, voltamos para Inglaterra. O médico tem muitas esperanças.”
Mas esperanças de Anne tinham só isso, esperanças.
Depois de tanto lutar com a doença, seu tio acabou morrendo. Como isso tinha acontecido? No ultimo ano, seis vidas haviam sido tiradas deste mundo, vidas com as quais ele se importava. E, principalmente, Anne se importava com eles.
Ele havia passado tanto tempo desejando que ela voltasse a viver e Derbyshire. Agora que finalmente ia acontecer, não era tão reconfortante como antes.
“William?”
“Georgiana!”
“Eu estou te interrompendo?”
“Lógico que não, entre.” Tentou esconder a tristeza em sua voz.
“Obrigada.”
“Não há de quê. O que você quer querida?”
“Eu só queria saber se você vai tomar chá comigo”
“Chá?” Ela concordou, temendo que ele negasse. “Claro que eu vou. Só me deixe guardar essa carta, tudo bem? Vá indo na frente.”
Alguns minutos depois, eles estava juntos na sala de música, tomando chá. Georgiana não sabia o que falar. Então essa tarefa ficou para William.
“Como vão as coisas Georgi?”
“Bem, a sra. Young está me ensinando a ser uma boa anfitriã. E você?”
“Estava... lendo umas cartas.”
“Ah… alguma coisa interessante?”
Ele respirou fundo e tentou parecer calmo quando disse: “Recebi uma carta da Anne”
“Anne? Que Anne? Anne de Bourgh ou?”
“Anne Stevens”
“Como ela está? E tio Joshua? Já se recuperou?
“Ela está voltando pra cá, chega no fim do mês!”
“Que legal!... Espera só ela? Mas e o… Não me diga que ele…”
“Morreu? Sim…” Suspirou “Ele não resistiu.”
“Pobre Anne.” Disse a gorota com sincera piedade.
“Sim… Agora ela é a ultima da família dela.”
“Mas e nós? Você disse que vocês são com irmãos!”
“É diferente Georgi.”
“Acho que sim.”
“Bom… Eu vou ter... que cuidar de umas coisa pra ela… a respeito da herança e, também tenho alguns assuntos com meu advogado. Então vou precisar ir para Londres antes a buscar] no porto.”
“Ah… Entendi.”
“Bem.” Ele disse com um pequeno sorriso. “Nossa casa em Ramisgate está vazia a muito tempo e ainda é verão… O que você acha de ir pra lá enquanto eu resolvo essas coisas? No fim do verão eu e Anne vamos lá e te levamos para Pemberly. Que tal?”
“Obrigada. Faz tanto tempo que eu não vejo o mar.” Ela tentou soar entusiasmada, mas a tristeza de sua prima não iria sair de sua mente tão cedo.
“E assim, quando você finalmente ver Anne, ela pode estar mais animada.”
“Tudo vai dar certo, eu sei. Ela vai se recuperar!” Disse com esperança.
“É o que eu espero.” Falou pensativo.
“Como ela é mesmo? Não me lembro muito bem dela.”
“Bom ela é… Pequena, mas a personalidade dela a faz parecer mais alta, o cabelo dela…”
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