Notas iniciais
Eu sei que demorou. Eu podia dar um monte de desculpas, mas a verdade é tudo minha culpa, eu não tenho muita coragem para digitar no computador todas páginas que eu escrevi a mão. Eu sei eu sou estranha. Divirta- se :D

Capitulo 24

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Apesar de ter sido uma semana chuvosa, o clima tinha dado uma trégua e o baile não seria cancelado.

Anne estava sentada em uma sala de estar olhando a paisagem. Seu primo escrevendo escrevendo cartas em uma escrivaninha na mesma sala. Com a srta. Bingley ocupada como s últimos preparativos do baile, não havia necessidade de se esconderem.

Fitz poderia aparentar ter sua calma de costume, mas ela o conhecia bem o suficiente para ver o nervosismo; ele tinha sido muito específico para o seu valet sobre o que estava indo vestir no baile, o melhor traje que tinha consigo.

Ele estava comendo além do que era seu costume. Anne também notou uma quantidade exagerada de papéis amassados na mesa onde ele escrevia. As outras pessoas não eram capazes de notar essas pequenas mudanças, afinal Darcy era meticuloso, e isso explicaria os papeis jogados fora e os trajes, as comida que ele havia comido a mais não era tanta ao ponto de ser notado pelos seus companheiros, exceto Anne é claro.

Em relação ao baile a própria Anne tinha estado nervosa também. Ela ainda não tinha acabado completamente seus dias de luto, -ela sempre usava uma fita preta no cabelo e algum detalhe dessa mesma cor em suas roupas- mas foi capaz de escolher um vestido elegante, mas simples o bastante para um baile privado, mesmo que no interior. Seu cabelo seria elegante e simples como o vestido; tudo seria lisonjeio ao seu tamanho, semblante e forma. Ela esperava agradar a população de Meryton.

“Você vai quebrar o vidro batendo nele assim.” A voz de Fitz a tirou de seu desvaneio.

“Quê?” Quando ele percebeu que ela não tinha ouvido sorriu.

“O barulho dos seus dedos no vidro,” ela apontou a carta, “estão me atrapalhando um pouco.”

“Perdão.” Os dedos rebeldes pararam seus movimentos. “O que você está escrevendo?”

“É uma carta para o meu contador. No geral só contabilidade; gastos, lucros irritantes. Mais um pouco e minha cabeça vai estourar. E ainda tem o baile logo mais.” Ele terminou desanimado.

“Você não está ansioso para o baile?” Ela lhe lançou um olhar suspeito.

“Eu não você Anne! Socializar não é o meu talento.” Ele optou por ignorar suas insinuações.

“Se você foge da tarefa, nunca será.” Ela provocou.

“Anne, por favor! Eu estou com dor de cabeça, não vamos discutir.” Ele colocou a mão na testa. “Por que você não toca pra mim?”

Ela foi até o piano. Anne Stevens não era boba, nem seu primo, ele sabia ela queria levar a conversa e não queria deixar isso acontecer, por isso a mandou para o piano.

Não importava o quanto ele tentava esconder Fitzwilliam Darcy estava se apaixonando por Elizabeth Bennet, que aparentemente o odiava, Anne só queria saber o porquê. Talvez ela fosse capaz de descobrir essa noite.



Elizabeth estava ouvindo os gritos de sua mãe sobre o futuro sucesso da noute, como ela queria que sua mãe fosse contida com sua família também. Se a noite seria um sucesso ela não sabia, mas que seria agitada era certo.

O sr. Collins havia pedido as primeiras danças para ela; o sr. Wickham já não era mais tão charmoso, mas com certeza inteligente; havia o mistério Darcy, Anne e Wickham que estava para ser revelado. O romance Bingley e Jane e o comportamento de suas irmãs mais novas durante esta festa. Todos assuntos, menos, a dança com o sr. Collins a deixava e expectativa, ansiosa.

Em uma casa com tantas mulheres e apenas duas empregadas para arruma- las era necessário que começarem cedo. Então a tarde foi gasta com trocas de vestidos, sapato e animadas discussões sobre como prender o cabelo.

Por mais surpreendente que fosse, os Bennets não se atrasaram para o baile. Chegando lá foram recebidos, naturalmente, pelo sr. e srta. Bingley um pouco atrás deles, também esperando comprimentar os convidados, estavam os dois primos sr. Darcy e a srta. Stevens. A visão deles era um desastre completo dentre todas as pessoas ali presentes, incluindo seus anfitriões. Eles claramente tinham um porte elegante e semblante nobre, que gritava e anunciava o sangue azul da ilustre dupla. Por mais impressionante que fosse eles não rerradiavam orgulho, talvez um pouco, mas sim nobreza, um lembrete de que eles andavam nos mais elevados círculos sociais.

Elizabeth não conseguiria relacionar essa imagem de Lady Anne Stevens com a Anne que ela encontrava em suas caminhadas, mesmo que ambas versões fossem elegantes. Anne não parecia a menina da dezessete que ela julgou que fosse e sim uma dama linda não muito mais nova que ela, a fez se perguntar quantos anos ela realmente tinha, até o fim da noite ela devia descobrir.

Por um momento Elizabeth temeu como a moça podia ser tratada pela sua amiga naquele momento, mas seus medos foram colocados de lado assim que a moça abiu a boca.

“Lizzy que bom que você está aqui! Finalmente vamos participar do mesmo baile!”

A aparência de Anne não afetou somente Elizabeth mas toda sua família. Jane achou que essa dama fosse a mais elegante que conhecia, as suas irmãs mais novas se tinham planos de não acatar aos seus conselhos mudaram de ideia naquele momento, pois se elas podiam ter um pouco de sua classe já seria ótimo. A sra. Bennet imaginava quantos cavalheiros ricos ela devia conhecer para apresentar suas filhas. E o sr. Bennet achou engraçado que eles nunca a tinham visto assim e se divertiu vendo que a princesa havia se disfarçado de plebéia para conhece- los.

Os dois primos logo saíram de lá e não foram apresentados ao sr. Collins, que vinha muito atrás do grupo, admirando o lugar e o comparando com o explendor de Rosings.

Anne tomou o braço de Elizabeth, sem cerimônia e foram andar pelo salão e o sr. Darcy sumiu em busca de bebida.

“Que bom que você está aqui Lizzy! Eu queria que você me apresentasse aso seus amigos. Talvez eu possa ter amizade com eles também.” A moça disse com os olhos cintilantes. Ela havia sido convidada para muitos jantares, mas só havia comparecido a três, para evitar um encontro com o sr. Wickham, um com o clérigo local, outro com os Long e é claro , sempre estavam em companhia dos Bennet. Esse comportamento a teria colocado como orgulhosa e arrogante como se pensava do sr. Darcy, não fosse pela interseção que toda família Bennet fez em nome dela.

“Eu pensei que você já estivesse sido apresentada.” Afinal Anne estava recebendo os convidados junto com os anfitriões da noite.

“A não. Eu e Fitz só descemos minutos antes de vocês chagarem, só tive a oportunidade de conhecer os Goldings e os Russel. Mas por mais que eles sejam simpáticos entre eles não havia senhores ou senhoras jovens com que conversar.”

“O sr. Darcy não te apresentou a ninguém!?” Por que ela estava impressionada? Sabia que o sr. Darcy não ia ser rebaixar a tanto.

“Ele só me apresentou a esses. Afinal ele mal conhece as pessoas aqui; ele não é bom conversando com estranhos.”

Elizabeth duvidava que isso fosse verdade, mesmo que ela já não tinha uma antipatia completa pelo cavalheiro, era não era sua pessoa preferida; ela não podia acreditar que ele não pudesse falar com estranhos. Mas em vez de fazer qualquer comentário ela apenas murmurou um: “Compreendo.” Era óbvio que o amor de Anne para o seu primo nublava seu julgamento.

“Onde estão suas irmãs?” Anne perguntou.

“Mary deve estar quieta no canto ou esperando uma oportunidade para tocar, Jane provavelmente está com meus pais esperando o sr. Bingley a convidar para dançar; Kitty e Lydia foram atrás dos oficias, elas querem usar as aulas de etiqueta e mostram que são damas finas.” Elizabeth sorriu com o pensando que suas irmãs pareciam entender o decoro agora. “Você quer conhecer meus amigos? Acabo de ver a srta. Lucas entrar.” Então ela conduziu Anne até onde Charlotte estava.

Charlotte Lucas era uma grande amiga da família Bennet, que nas ultimas três semanas ouviu as cinco irmãs contando as maravilhas da nova amiga. Segundo ps relatos a moça ao lado de Elizabeth era, ingênua e sagaz, humilde e orgulhosa, feliz e melancólica, jovem e madura, enérgica e calma. Esses relatórios não a ajudaram a definir o caráter da “ querida Lady Anne!”.

Quando viu a srta. Stevens ela entendeu as descrições, Anne Stevens parecia ter desde dezesseis a vinte e quatro anos dependendo da expressão no rosto. Ela era realmente orgulhosa mas humilde e todos os outros adjetivos usados para descreve- la. Ela tinha traços de uma personalidade mista, mas não inescrupulosa ou complicada, Charlotte notou, com base na sua história de vida.

Logo as três moças estavam conversando animadamente. Srta Stevens era tão simpática quanto o sr. Bingley, porém menos aberta. Charlotte resolveu arriscar uma pergunta.

“Sra. Stevens, posso fazer uma pergunta que talvez ache impertinente?”

“Bom, srta. Lucas, esteja a vontade para fazer sua pergunta. Mas não se ofenda se eu não oferecer resposta.” Ela assumiu a postura de costume quando defensiva, nobre.

“De forma alguma. Eu só gostaria de saber qual é sua idade, os relatos que puvi a respeito disso me intrigaram.” Anne sorriu, visivelmente aliviada pela pergunta simples.

“Minha idade parece indefinida? Quantos anos eu pareço ter?” Não era a primeira vez que a faziam essa pergunte e ela estava extremamente curiosa.

“Nós realmente não posso definir srta. Stevens.” Ao lado Elizabeth concordou.

“Farei vinte e três na primavera.”

O espanto no roste de Elizabeth foi enorme ela nunca assumiu que Anne fosse mais velha que Mary, mas a verdade é que ela tinha a idade de Jane. Como era possível!? Chralotte estava um pouco surpresa também, afinal a beleza de Srta. Stevens era inegável, mas ao mesmo tempo inocente e angelical; mesmo Jane sendo considerada um “Anjo” era visível em seu rosto que ela estava por volta dos vinte anos, mas não Anne.

Talvez fosse os grandes olhos verdes ou sua aparência de boneca de porcelana.

Como ela queri ter um pouco dessa beleza ou qualquer outra, e agora, aos vinte e sete anos, ela se via simples, solteira e sem perspetivas.

“Tudo bem?” A voz de Anne tirou suas companheiras do desvaneio.

“Sim.” As duas disseram em uníssono não querendo revelar seus pensamentos.

“Então Eliza, como foi sua semana chuvosa?”

Ela conversaram até que o sr. Darcy e o sr. Collins chegaram, o primeiro para dançar com e o Anne segundo com Elizabeth .