Querida Molly
1 Único
“Querida Molly, você não sabe quem eu sou mais eu conheço você muito bem. Não fui a favor do que fez com aquelas pessoas inocente, eliminou todas elas como se fossem nada devia ter vergonha. Espero que um dia você pague por tudo que fez de ruim em sua vida. Sei que não tem culpa de ter nascido amaldiçoada sei o quanto isso é difícil mais não é motivo para matar ninguém.
Quero um dia poder te encontrar cara a cara, não vou dizer que não quero vingança porque isso seria mentira. Você destruiu tudo que eu tinha minha casa, minha família, minha vida, tirou tudo de mim e quero que pague muito caro. Ainda não estou pronta para lhe encontra por isso não procure a pessoa que te entregou a carta porque assim você me encontra também. Espero que entenda minha raivar por você, até algum dia.”
— Carta de Amber Ross (12/06/2012)
“Querida Molly, estou morrendo de saudades de você. Aqui minha vida vai uma droga eles me obrigam a tomar remédios o tempo todo, acho que estão querendo me matar. Queria que você viesse me visitar preciso muito de uma companhia como a sua. Todos da minha família me abandonaram e eu só tenho você.
Espero que você esteja se dando bem em uma cidade nova. Aqui faz frio então quando vim recomendo que traga um casaco e também luvas, traga o álbum de fotos e seu CD favorito para ouvirmos juntas, até breve.”
— Carta de Amber Ross (13/07/2012)
“Querida Molly, eu não entendo porque as pessoas aqui andam vestidas de branco o tempo todo isso meio que me incomoda e também não entendo porque nunca me deixam ir além daquele portão enorme, dizem que eu não estou preparada pra isso ainda eles falam algo sobre eu ter que me recuperar primeiro, não entendo, eu não estou doente. Não entendo nada por aqui quero que venha pedir para eles não trancarem a porta do meu quarto a noite e também para tirar as câmeras porque não me sinto bem sendo vigiada a noite toda, parece até que eu esteou em um lugar de loucos. Ultimamente não tenho comido chocolate quero que traga quando vier e traga biscoitos também de estrelas tenho medo daquelas carinhas sorridentes das batatas do mercado. Até logo.”
— Carta de Amber Ross (14/08/2012)
“Querida Molly, quero que me perdoe essa e minha ultima vez aqui saiba que eu nunca me esquecerei de você, desejo que seja feliz com seu marido. Adeus minha cara amiga obrigada por tudo.”
— Carta de Amber Ross (15/09/2012)
Levantei-me da cama e olhei pela janela, um vento frio batia no meu rosto e empurrava meu cabelo pra traz e na minha mente uma corrente de lembranças vazias rondava. Andei até o criando mudo e peguei a corda e a faca. Amarrei uma ponta da corda na cama com um nó cego e amarrei a outra ponta em volta de meu próprio pescoço. Eu estava me sentindo bem assim, estava feliz, estava prestes a me libertar daquele lugar triste onde pessoas eram maltratadas e consideradas como loucas.
“Obrigada por tudo Querida Molly” foi a ultima coisa que pensei, minha mente estava limpa agora, já poderia ir em paz. Tirei os sapatos peguei a faca em cima da cama e passei nos meus pulsos com força o suficiente para rasga-los, joguei de volta a faca em cima da cama, respirei calma e corri o mais rápido que pude em direção a janela atravessando o vidro grosso, eu vi cacos se espalharem por todo lado, uns rasgarem minha pele e então um puxão em meu pescoço me fez engasgar. Não lutei contra, não lutei para viver apenas fiquei ali parada esperando. Agora eu não sentia mais dor alguma, então apenas fechei os olhos e dormi. Para sempre.
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Amber Ross morreu na Noite de 15 de Setembro de 2012, enforcada. Queria se libertar daquele lugar triste onde escrevia cartas para uma pessoa chamada Molly que nunca existiu.
(Amber Grace Ross. 1982-2012).
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