Notas iniciais
Oi gente!
Como vocês estão?

Não tem muito o que dizer agora então nos vemos lá eram baixo.

AVISOS:
?”- Quando estiver em negrito e sublinhado é o Milo que está falando na chamada do celular.

?”-Leiam a música pode fazer um pouco de diferença no final do capítulo.

Música:
Té amaré de
Alejandro Fernández

?”- Pode ter gatilhos emocionais.

Te amarei

Com a paz das montanhas

Te amarei

Com loucura e equilíbrio

Te amarei

Com a raiva dos meus anos

Como me ensinaste a ser

Com um grito

Em carne viva te amarei

PARIS, França
07 de fevereiro
20 : 57 pm

Sentado em sua cama mantinha suas pernas cruzadas, o ambiente era deverás calmo e silencioso.
Olhando para a tela do celular, Camus observava a tela acesa.

CHAMANDO...

Após alguns poucos segundos a tela pisca.

Ele atendeu...

O ruivo leva o celular a orelha, ansioso por ouvir a voz de quem tanto desejava:

Alô.

—Oi Milo.

Ah... Camus... Como você esta, meu lindo? Precisa de algo? -
Pergunta prestativo.

—Não Milo. Só queria ouvir sua voz e conversar um pouco. —
Esclarece com a voz calma e contida de sempre.

Claro Camus, e sobre o que quer conversar, meu amor? —

Em segredo e em silêncio

Te amarei

Arriscando o proibido

Te amarei

Na falsidade e na verdade

Com o coração aberto

Por ser algo não perfeito

Te amarei

— Você lembra Milo, quando nos começamos a namorar? —
Relembra nostálgico do passado.

Lembro disso e do trabalho me deu. —
Responde num tom de uma leve bronca, totalmente fingida.

— Mas também queria o que em? Eu já estava namorando com o Saga... —
Ataca com breve indignação, acompanhando a brincadeira do namorado.

Camus se levanta, põe-se a sair do quarto, não sem antes pegar uma pequena sacola de papel em cima da cômoda. Dirige-se para sua garagem.

Aquele namoro já era um desastre. —
Alega em legítima defesa.

—É. É verdade, e no fim das contas você me conquistou, não é? —
Concluiu conformado tendo breves flashbacks de momentos maravilhosos do começo do relacionamento de um anos e meio.

Entrou no seu carro, era um Fiat Brava 2018 na cor azul marinho, escolha de Milo já que certamente a preferência era comprado um Cedam preto. Liga o GPS, indica o endereço e sai dirigindo a seu rumo.

Era incrível para si ter alguém que entrasse tão profundamente em sua vida, que interferisse até em suas decisões.
Sempre impessoal, raramente tinha alguém que permitisse entrar de verdade em seu espaço, até em seus relacionamentos anteriores, sempre inconscientemente colocava uma barreira entre ele e a pessoa. Misteriosamente o intercambista loiro havia sido o único a conseguir a proeza de abrir nem que seja uma pequena rompimento em sua intransponível parede maciça.

Eu te disse "o amor semprevence."

Te amarei, te amarei

Do jeito que não está permitido

Te amarei, te amarei

Como nunca antes

Porque assim o decidi,

Te amarei

— Milo como notou? —
Camus mudou o rumo da conversa para um assunto só qual desejava desvendar uma dúvida.

Como assim?
Milo indaga sem entender a que o ruivo se referia.

— Como descobriu que estava me amando?

Ahh... —
Alonga a pronúncia como rota de ganho de tempo para formular uma resposta.
— Camus não sei como explicar... -

—Por favor Milo me diz... faz um esforço. Descreve como você se sentia? —
Insistia, incentivando que ele deligenciasse para responder sua pergunta.

Es...está bem... —
O escorpiano concordou pois-se a viajar por suas memórias.
— Bom eu ficava meio bobo, sem jeito, sua voz, teu cheiro; tudo me fazia pensar mais em você. As vezes eu lembrava de alguma coisa aleatória e tinha vontade de conversar com você, de te ter perto, porém lembrava que você estava nos braços outro e ...-
Não pode evitar, sua fala denotava pouca irritação.

— Você tinha ciúme?-
Inquire duvidoso.

Virou a esquina.

Lembrou-se de seu antigo relacionamento. Saga Tacracy seu ex-namorado, haviam começado a namorar desde pouco depois do começo das aulas na faculdade.
Recorda da época conturbada, um relacionamento abusivo e tóxico, em que se submeteu ao ficar ao lado de uma pessoa instável quanto Saga.
Um homem bipolar.
Tentou de todas as formas fazer dar certo pelo menos uma vez, mas no fim sempre acabou se desgastando e sofrendo só.
Por que para si era o caminho. Sempre sozinho. Por que no fim seria isso não?
Sempre teríamos que nós bastar.
Precisar de outra pessoa?

Nunca...
Diria isso até conhecer Milo.

Para dar um exemplo

Te direi

Que embora tenhas mãos frias

Te amarei

Com a tua má ortografia

E o teu não saber perder

Com defeitos e manias

Te amarei

O loiro havia vindo a França para completar os estudos na mesma faculdade que ele. Alguém que com o mais incrível dia milagres, havia conseguido o afeto do aquariano.
Uma amizade verdadeira e parceria.

— Ora! É claro toda hora te ver ao lado daquele idiota, sem poder te tocar ou beijar.
Ouvir você comentando sobre sei relacionamento, e eu estar ali somente ocupando o posto de amigo, não sabe o quanto isso me féria... Mas como já disse, isso já passou te tenho ao meu lado e...

— Doía?
Camus lança sua pergunta interrompendo o escorpião.

O que que...?
Aquilo estava estranho, o ruivo não é alguém que gosta de falar sobre assuntos mais dramáticos e sentimentais, assim como se preocupar sem precisão com assuntos do passado, que não fariam a menor diferença hoje.

— Me amar te machucava Milo? Você sofria?

Meu amor, não há porque mexermos nisso...
Tentou disoadi-lo, não queria falar sobre aquilo, usou uma voz mais branda e um tom carinhoso.

— Só responda Milo! Eu quero saber.
Insistiu com mando firme.

Te amarei, te amarei

Porque foste algo importante

Te amarei, te amarei

Embora não estejas presente

Continuarás sendo costume

E te amarei

Sim Camus, doía. —
Pausou respirou fundo, voltou a dizer totalmente sem ânimo.
— Doía muito te ter tão perto e tão longe ajo mesmo tempo. Saber que de você nunca escutaria um eu te amo, ter que me conformar com sua amizade, somente. E que sempre por mais que tentasse, nunca olharia para mim com outros olhos. Consolar-te, após cada lágrima amarga que derramava por ele. Sentir meu coração se partir junto ao seu por uma desgraça sua. Contudo sem coragem para te abandonar na ruína, pois isso significaria abdicar de um pedaço inestimável de mim. Mas Camus, por que você que saber disso?...

— Então doía mesmo, me amar te machucava.
Deduz com certo consolo próprio.

Camus já chega! Você está bem? Por que você está falando essas coisas?
Milo se cansa, por que esse assunto?
Por que logo agora?
Tinha algoerrado?
Camus?

— O amor doí. Te faz sofrer.
Calmo, olhava fixo para a estrada, em seus lábios um sorriso tremulo e perturbado.

Em cada anoitecer esperarei

Que sejas lua cheia

E te amarei

Embora fiquem poucos restos

Em sinal daquilo que foi

Continuarás perto e muito dentro

Te amarei

O que...? Fala onde você está, eu...?
Milo entrou em alerta.

— Milo, você ainda sofre por mim? —

Não... Quer dizer, hoje não mais estou feliz...-

Lágrimas desceram, quentes e numerosas dos olhos rubros. Mirou o GPS, chegou ao seu destino.

— Eu descobri uma coisa Milo.-

O corpo de a Milo se arrepiou até a alma. Entrou em pânico.
O que Camus havia descoberto?

— Eu... te amo. Amo mais que tudo... que minha própria vida. Nunca alguém tocou tão tão fundo minha alma quanto você. Se é o sofrimento que mostra o quanto se ama alguém... Se amar é sofrer, Milo... Te amo.
Eu te amo feito louco.
Agora é minha vez de sofrer. Milo, se minha dor é equivalente ao meu amor... nem em mil anos te amaria tanto quanto agora... Mas não sou tão forte como você, não aguento esse amor Milo. -

Camus adentrava o recinto, a qual era sei ponto de chegada assim que começara a viagem. Subia pelas escadas e andava pelos corredores mal iluminados.

Camus o que você...?
Não saia daí. Onde você está? Fala logo. Vou te buscar agora. Meu Deus não faça nada, meu amor. -

Milo desesperado, enquato falava no celular, se levantou da cama, abandonando o corpo nu de uma mulher que havia lhe prestado companhia a pouco.
Apressado andou pelo quarto procurando sua calça jeans, não se preocupou, vestiu sem cueca e sujo de esperma, encontrou a blusa e colocou lado errado.

— Milo eu... —
O francês voltou a falar.

Camus fala onde... —
Com o coração disparado, totalmente alterado e gritando, tenta convencer o namorado.

— Milo não suporto a ideia de não ter seu amor. Se quando não me tinha você me amava, vou fazer você me amar para sempre... —
A voz do ruivo soava feliz.

Milo correu até a porta do quarto de Motel ao escutar um baque surdo juntamente ao som de um objeto caindo no chão, antes de abrir a porta, ainda diz ao francês no celular:

Camus eu te amo. Te amo, por favor, meu am..

Abre a porta seus olhos lacrimejaram e perde o chão ao ver a dois metros de distância de si, Camus ajoelhado portando um revolver na mão direita, apontado para a lateral da cabeça.

Com um sorriso doentio, o rosto totalmente vermelho e banhado por lágrimas. O ruivo olha para Milo e lhe fala, entre um misto de desespero, felicidade e loucura:
— Eu te amo Milo. -

— CAMUS!!! -

O grego grita e corre, na tentativa de o impedir.

Todo seu rosto e dorso é sujo por respingos de sangue.

Te amarei, te amarei

Em cada lembrança

Te amarei, te amarei

Até o último momento

Apesar de tudo,

Sempre te amarei

Notas finais
Como foi?
Entenderam o que aconteceu?
Se não entenderam é só deixar aqui nos comentários que eu respondo sem problemas.
Apelei mais para o psicológico.
De vez enquanto precisamos de um susto né?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.