Notas iniciais
Boa leitura.

Tudo bem isso não está acontecendo, é apenas um pesadelo causado pela torta que comi ontem, alias a qual eu deveria ter recusado, já que quando minha irmã me ofereceu ela estava com aquele sorriso “só to fingindo de inocente” eu devia ter adivinhado que ela que tinha feito o bolo, mas eu estava distraída por causa do sono e nem me dei conta que poderia acabar internada no hospital de novo com infecção intestinal. Acho que me desviei muito da minha crise atual que parece muito realista pra ser um sonho.

Algum individuo cujo rosto, nome e cor de cabelo eu desconheço deixou um bilhete na minha banca enquanto eu aproveitava a aula vaga cochilando, naquela maldito bilhete estava escrito “Quer namorar comigo? ( ) SIM ou ( ) Não” O que eu fiz pra merecer isso? Será que foi porque me recusei a passar fila pra Vanessa na prova de biologia? Ou porque sem querer querendo atingi o Flavio com uma bomba de farinha no aniversário dele por que ele jogou uma bomba de tinta quando eu fui a aniversariante do dia, Tem como isso piorar?

— Nanda que papel é esse? – olhei pra trás numa lerdeza digna de câmera lenta rezando mentalmente que fosse qualquer um mesmo o Carlinhos que só sabe falar do quanto ele está apaixonado pela Juliana ou a Juliana que só sabe falar o quanto está apaixonada pelo Carlinhos desde que ele emprestou o corretivo que só ele tinha porque o resto da sala não precisa porque acha que não vai errar – Ei para de viajar e me responde mulher- é a coisa pioro por que atrás de mim me olhando com aqueles olhos castanhos que mostravam que ele estava irritado pelo fato de eu não me concentrar na conversa o cara que possui esses olhos, Adriano o meu namorado.

— Que papel? – amassei o papel na mão o mais discretamente que consegui mesmo que não adiantasse muita coisa já que ele já tinha visto, A sorte desistiu de min e como despedida deixou um bilhete escrito se vira, Adriano como era de se esperar arrancou o papel da minha mão desamassou e leu.

— Quem te mandou isso? – ele me perguntou ainda olhando pro papel

— Eu realmente não sei quem foi, eu estava dormindo e você sabe que eu tenho sono pesado- ele estava dando aquele sorriso que devia ser ilegal.

— Você é perfeita sabia? – ok to começando a achar que ele foi atingido por um estojo voador coisa que é bem comum na sala do 3°B.

— E desde quando eu sou perfeita Adriano? – e ai está o sorriso ilegal, virei a cara por que aposto um pote jumbo de nutela que meu rosto ta vermelho, mas ele fez questão de segurar meu rosto e delicadamente virar minha cabeça pra que eu olhasse pra ele.

— Não sei porque você sempre me ignora quando eu sorrio muito – suas palavras poderiam enganar qualquer um que não o conhecesse bem, mas eu sabia que ele não estava triste de verdade e sim querendo me provocar como sempre.

— Você sabe muito bem – disse emburrada mas ele continuou a sorrir.

— Ei pessoinhas do meu coração – Dudinha chegou gritando como sempre.

— Oi Dudinha – Adriano a cumprimentou mas não tirou os olhos de min.

— Hum to atrapalhando alguma coisa? – ela me olho com aquele olhar de que eu teria que explicar o porquê de toda aquela cena depois.

— Sim – Adriano respondeu de imediato.

— Sutileza te lembra alguma coisa querido? – Perguntei mas só fez ele aumentar o sorriso.

— Poxa foi mal eu só queria saber o que o Lucas do 3°A escreveu pra Fernanda mas como não sou bem vinda no momento vou deixar vocês em paz antes que eu leve outra patada bye bye – E ela se foi como apareceu sem ligar a mínima para o que disse ou no estrago que ela causou porque o lindo sorriso do meu namorado foi substituído pelo sorriso coringa psicótico.

— O que você vai fazer? Vai bater nele? – falei pronta para impedir ele de ser suspenso por quase surrar um garoto.

— Sabe com você assim tão perto de mim fica difícil não querer te beijar- ele se inclinou mais perto do meu rosto quando o impedir de fazer qualquer coisa com a minha mão.

— Opa querido ainda estamos em sala de aula onde ficar se agarrando com a namorada é proibido- sempre agradeço por essa regra existir, Adriano agarrou a mão que o bloqueava de se aproximar e fez como os cavaleiros de antigamente e depositou um casto beijo em minha mão enquanto me olhava seriamente.

— Então não me tente querida porque eu quebraria essa regra com prazer – Não tem como refutar essa afirmação.

Ouvi o barulho da porta abrindo mas não consegui desviar do olhar de Adriano.

— Atenção alunos o professor Iago não poderá vir nas ultimas aulas porque a esposa dele entrou em trabalho de parto, então vocês estão liberados quando os portões abrirem daqui a 50 minutos e pra os dois ai atrás devo relembrar que o agarramento em sala de aula é proibido ou você estão competindo pra ver quem pisca primeiro? – Tenho certeza que a diretora Cristina falou da gente mas sinceramente não to nem ai, o que me preocupa são os olhares do meu namorado – Bem já estão avisados e liberados então não façam barulho para atrapalhar os demais alunos.

— Vamos Nanda ou você prefere ficar me encarando pra sempre? – eu preferia dar um tapa nessa sua cabeça, peguei minha mochila e fui em direção a porta irritada porque ele que me encara e eu levo patada, Sai da sala e fui andando de pressa quando uma mão segurou a minha, olhei pra trás esperando ver Adriano mas no lugar dele estava Lucas o desavisado.

— Oi Fernanda eu passei por aqui já que eu sei que suas últimas aulas de quarta são com o professor Iago e como ele não apareceu na terceira aula eu sabia que você ia sair mais cedo, então eu queria saber se você já tem a resposta pro bilhete que eu escrevi, você viu o bilhete não viu? – Ele me olhou cheio de esperança esperando a resposta.

—Sim eu vi aproposito o meu namorado também – Sim eu disse isso, acho que pude ouvir o coração dele quebrando, me sinto mal mas mesmo se eu não tivesse namorado a resposta seria não afinal como posso namorar alguém que nem conheço?

— Você tem namorado? – Ele me perguntou e antes que eu pudesse responder.

— Sim ela tem e ele está bem atrás de você, então eu sugiro que você largue a mão da namorada dele antes que ele arrebente a sua cara – Falar em terceira pessoa é meio estranho, Lucas largou minha mão e antes de ir disse.

— Quando você se cansar desse cara eu vou estar aqui – que droga foi essa? Olhei pra Adriano e ele parecia a ponto de cometer um delito grave.

— Ei – gritei chamando atenção do Lucas idiota, quando ele se virou me aproximei de Adriano e fiz a coisa mais sensata, eu agarrei a camisa do meu namorado o puxando na minha direção, tasquei um beijo que poderia ser considerado meio territorial, me separei dele meio sem ar e gritei pro idiota – Espera sentado porque eu nunca vou me cansar do cara que eu amo mesmo ele sendo um idiota ciumento– Sim eu disse essas palavras, eu culpo a falta de ar causada pelo beijo.

E lá se vai mais um idiota, agora tenho que lidar com o idiota do meu namorado.

— Satisfeito Adriano? – olhei pra ele meio envergonhada e ele deu o sorriso mais lindo que eu já tinha visto- o que foi?

— E eu preocupado com algum marmanjo que queria te roubar de mim, eu nem percebi que você nunca ia deixar alguém nós separar.

— É claro idiota – eu disse fazendo biquinho, ele colocou a mão na minha cabeça.

— Desculpe por duvidar de você – ele fez aquela cara de cachorro que caiu e quebrou a pata que é impossível resistir.

— Perdoou, mas afinal o que você ia fazer com ele? – perguntei enquanto caminhávamos pro pátio.

— Esqueci de te dizer uma coisa – ele mudou de assunto e abriu novamente aquele sorriso brilhante – Eu também te amo.

Bem quem liga pro plano maluco quando o cara que você ama diz isso?

— Fico muito feliz por isso, mas serio o que você ia fazer com ele?

Notas finais
Atenção Se por acaso consegui sua atenção deixe um comentário e me diga o que achou.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!