“ Você só pode ter um Mônica  dizia a voz estranha.  um deles, digamos que terá que morrer!

 Mas eu quero os dois, eu os quero perto de mim, você não vai tirar nenhum dos dois de perto de mim, e ninguém vai morrer!  nesse momento eles foram arrastados para longe de mim, sumindo aos poucos  Cê, Luke! Não!!!”

 Cê, Luke! Não!!!

 Mônica! Tudo bem filha?

 Claro mãe, foi só um pesadelo. Você não precisa se preocupar!  minha mãe saiu do quarto, olhei o relógio. Estava exatamente na hora em que eu sempre acordava para me arrumar. Coloquei uma roupa normal, passei maquiagem e encontrei meus amigos quando saí de casa para irmos à escola.

Na escola, Luke parecia me esperar, pois quando eu cheguei, ele veio com o seu charme e disse:

 Oi gatinha!  é CLARO que eu corei, nem precisava me olhar no espelho né. Enquanto isso o casal mais chato do colégio estavam trocando beijinhos, Irene e Cebola, eu não gostava nada disso.

 Oi gatinho.  eu disse isso em voz alta?  ele pegou minha mão e nos levou para um canto, onde falou:

 Sabe Mô, depois daquele nosso beijo, eu imaginei que nós...  fiquei sem entender por um minuto  que nós estivéssemos ficando.

 E-Eu pensei que isso fosse só lá na praia, afinal, você não morava aqui.

 Então vamos mudar isso... Quer ficar comigo?  é a primeira vez que me perguntam isso, o que eu respondo? Help! Acho que eu nem precisaria responder, porque nossos rostos ficaram cada vez mais próximos, ele deu uma risadinha e por fim, o beijo!

Começamos a andar como namorados no colégio de mãos dadas, mas não era isso, nós só estávamos ficando. Isso não era muita coisa, era? Porém, todos começaram a nos fitar, o que começava a me incomodar.

Paramos em um canto no corredor e começamos a conversar, foi quando chegou Cebola e veio conversar conosco. Quando Cebola chegou, Luke abraçou o meu quadril de modo defensivo ou só querendo “marcar território”.

 E aí? Enfim, estão namorando!  não é namoro... Cebola seu tapado.

 Na verdade...

 É, estamos juntos sim! – disse Luke, me interrompendo.

 Senhor Luke, acredito que tem uns papéis para entregar sobre sua matrícula na secretaria. Gostaria de me acompanhar?  disse o homem que... Na verdade eu não sabia o que ele fazia, mas ele era do colégio.

 Claro, já estou indo.  após dizer isso, me deu um selinho e acompanhou o homem até a secretaria, deixando Cebola e eu sozinhos.

 O que foi isso?

 Não estou entendendo, Cê.

 Ele te agalando pela cintu... Nada, imagina. Por que eu iria me preocupar com vocês? Ele certamente deve saber o que está fazendo!

 Nós dois sabemos!

 Aham... Tá bom, tá bom. Assim como Papai Noel existe, você deve saber!  não existe, não? Eu tenho que parar de ser infantil.

 Olha, eu tenho mais o que fazer do que ficar aqui ouvindo você. Tem algo contra eu e Luke estarmos juntos por acaso?  nesse momento Magali passou ao meu lado correndo e chorando, sendo assim, é claro que corri atrás dela, deixando Cebola sozinho. Encontrei-a no banheiro... Chorando no mesmo estado, ou até pior do que antes.

 Maga, o que aconteceu amiga?

 O... O Quim terminou comigo.

 Como é que é?