Notas iniciais
Olááá, como cês tão??? Estamos de volta com mais uma one! ♥
A one é feita para o desafio de São Valentim das páginas "Resenhando NaruHina" e " Naruto Shippers Design". Postada inicialmente apenas no Spirit, mas agora está aqui e no Wattpad também!
Espero que gostem ♥333

Dia 13 de fevereiro poderia ser um dia comum. Uma segunda, terça, quarta ou quinta-feira normal. Se fosse sexta, acrescentaria aquele terror de “Sexta-feira 13”, porém não era nada demais para quem não ligava para essas coisas. No entanto, naquele exato dia daquele exato mês acontecia um fenômeno chamado véspera do dia dos namorados.

Naruto, um jovem de 17 anos e solteiro, aquilo só significava uma coisa: passar o dia com mãe, a procura do chocolate perfeito para seu pai. Era quase uma tradição para os dois que, embora soubessem que Minato aceitaria qualquer chocolate com extrema satisfação, passavam horas rodando as lojas.

— Naruto! – chamou Kushina, exasperada, despertando o filho dos próprios pensamentos. – Ande, venha experimentar esse aqui!

O que não quer dizer que aquela tradição seja algo que o loiro gostava.

— Tô indo! – suspirou e foi. A caixa era média e branca, cheia de corações de chocolate branco e rosa. Pegou um dos rosinhas e colocou na boca, mastigando. – Hm, gostoso.

— Você acha que seu pai vai gostar? – perguntou a ruiva, indecisa, e Naruto pescou um branquinho dessa vez.

— Se ele não gostar, eu como por ele – afirmou. A mãe bufou e a atendente colocou a mão na boca para esconder seu riso.

— Não ajuda em nada! Vai para o seu canto que eu ganho mais!

— Tá, tá, foi mal!

Caminhando para onde estava anteriormente, o Uzumaki limpou suas mãos e colocou-as no bolso do casaco. Como quem não queria nada, olhou pela vidraça da lojinha e procurou algo para se distrair. Seus olhos capturaram uma figura muito familiar e, sem pensar duas vezes, saiu da chocolataria.

— Naruto, caixa branca ou marrom...? Naruto?

Lá fora, o garoto procurou a pessoa e sorriu largamente ao ver que era Hinata. Vestida com seu casaco lilás inconfundível, a jovem estava acompanhada de sua irmã mais nova e as duas carregavam sacolas. Lembrou que, mais cedo, a colega de sala parecia avoada e corava sempre que ele começava uma conversa, então, para ter certeza que ela estava bem e para falar com ela, resolveu alcançá-las.

— Ei, Hinata! – gritou no intuito de fazê-las parar. – Hinata!

As irmãs, distraídas em sua conversa, continuaram a caminhada. Naruto bufou e apressou os passos para chegar nelas antes que sumissem. Quando estava perto o suficiente para gritá-la de novo, escutou uma exclamação da mais nova:

— Não acredito que você vai fazer um chocolate para ele!

Ele? Quem era ele? Franziu o cenho.

— Hinata! – chamou e, dessa vez, as duas viraram-se. Os pares de olhos perolados se arregalaram de maneira instantânea e simultânea e, a cada passo dado para se aproximar, a mais velha ficava mais e mais vermelha. – Ei, estou chamando desde lá de baixo! Como vão?

— B-bem! – Hinata respondeu pelas duas e apertou a saco que estava no colo. – Não comentou que ia sair hoje, Naruto-kun...

— Ah, é que você estava meio quieta, não queria atrapalhar. Estou dando uma volta com a minha mãe pra procurar um chocolate para o meu pai – sorriu e apontou para as bolsas. – Estão comprando chocolate também?

— S-s-sim! Er...

— Já comprou o meu? – brincou e viu que a brincadeira deu ruim quando a garota começou a ficar vermelha. Arrependeu-se imediatamente. – Tô brincando, tô brincado! É que ano passado você me deu um tomo choco e pensei que... ah... esquece.

Naruto coçou a nuca, constrangido, e Hinata abaixou a cabeça. Droga! Como ele conseguia ser tão idiota às vezes?

Hanabi observou a irmã e o loiro e revirou os olhos. Se ninguém abria a boca, ela o faria.

— Ainda não terminamos as compras, Uzumaki – respondeu e sorriu em seguida, misteriosa. – Ei, minha irmã comentou que vai fazer um honmei choco esse ano?

— Quê?!

— Hanabi!

O Uzumaki e a Hyuuga vociferaram juntos e se entreolharam. Naruto abriu e fechou a boca, chocado e com o peito inquietantemente apertado. Hinata gostava de alguém?

— Você... nunca comentou comigo que gostava de um... garoto, Hinata – mencionou, desconfortável, e forçou um sorriso.

A garota corada tinha uma expressão de desespero no rosto.

— E-eu n-nunca... É-é q-que... N-não... E-e-e-eu preciso i-ir pra casa! – girou para a direção oposta e disparou para longe.

— Hinata! Af! Tchau, Uzumaki! – correu atrás da outra.

Naruto nem se despediu, estava embasbacado com a novidade. Hinata tinha uma paixão secreta por alguma pessoa. Ao que tudo indica, ela peitou a própria vergonha para se declarar no dia de São Valentim e faria um chocolate para o cara. Não que um comprado diminuísse o valor do presente, entretanto, um feito exclusivamente para você dava um valor sentimental a mais.

“Ela deve gostar mesmo desse cara”, pensou e, em silêncio, deu meia volta para reencontrar sua mãe. Sentiu o gosto amargo da rejeição indireta e engoliu-o a contragosto. Seu coração se apertava e sua mente só conseguia concluir o quão azarado ele era já que, pela segunda vez, estava gostando de uma garota que era apaixonada por outro.

Topou com Kushina quando entrava da loja de chocolates e a feição dela era raivosa.

— Naruto, seu filho de uma mãe maravilhosa, onde você se meteu?! Um segundo, você está comendo chocolate ao meu lado, no outro, você já tinha sumido! Quer matar a sua mãe de susto? Custava avisar... Filho, que carinha é essa? Aconteceu alguma coisa?

Era curioso como a expressão de raiva tornou-se preocupada em meio segundo e como ela sempre reparava quando algo o incomodava ou machucava. Talvez fosse essa coisa de instinto materno. Balançou os ombros, entediado, e fugiu do assunto.

— Nada demais. Já comprou tudo? Quer que leve as bolsas?

A mãe vincou as sobrancelhas e abriu a boca para insistir no tópico, todavia, o semblante cabisbaixo do mais novo a impediu. Sabia que pressionar mais atrapalharia e, apesar de querer muito entender a aflição do filho, preferiu entregá-lo as compras.

Durante o percurso até o estacionamento, nem tentou disfarçar a indissimulável apatia. Já dentro do carro, na volta para casa, Naruto tem a cabeça era preenchida por lembranças.

A primeira garota por quem se apaixonou foi Sakura, uma menina de olhos verdes que, na época, ainda não pintava o cabelo de rosa. Ela foi uma das primeiras pessoas com quem ele falou na sala de aula e, apesar de ser totalmente desprezado por ela, desenvolveu um tipo de paixonite pela mocinha. Quando ficaram mais velhos, eles tornaram-se amigos e, embora sempre tentasse ultrapassar a linha da amizade, a rosada não permitia. Todos da sala sabiam da queda que tinha.

E todos ficaram preocupados com ele no dia que Sakura e Sasuke anunciaram que estavam namorando. Ironicamente ou não, era dia dos namorados.

Naquele dia, Naruto sorriu e afirmou mais de uma vez que estava bem e feliz pelo casal, porém, por dentro, sentiu-se magoado. No final da aula, dispensou a companhia dos amigos na caminhada até em casa e moveu-se sem rumo pela cidade. Queria deixar os pensamentos fluírem, a frustração dispensar e o sangue correr. Nos minutos que ficou sozinho, conheceu o gosto azedo da rejeição.

Nessa sua andada desconexa, entrou no maior shopping de Konoha e, automaticamente, teria seguido até a praça de alimentação a caça de algo para se livrar do sabor péssimo na boca se não tivesse esbarrado em alguém tão desatento quanto ele. A pessoa, uma garota de alguns bons centímetros a menos que ele, cairia com o impacto se ele não tivesse segurado.

— Me desculpe, eu estava distraído.

— M-me desculpe t-também – pediu e ele reconheceu a voz baixa e a gaguez. Ela ergueu a cabeça no momento que Naruto abaixou a dele. Os olhos perolados refletiam assombro e suas bochechas se avermelharam. – N-N-N-Naruto-kun?

— Hinata, ei! – sorriu, contido. Não queria esbarrar com ninguém da sua sala durante seu período de autoconsolo, mesmo que fosse uma das pessoas que pouco falava. – Não esperava encontrar ninguém aqui...

— Ah, e-eu sinto m-muito – murmurou e afastou-se dos seus braços. O loiro tinha até esquecido que estava segurando-a. – Não q-queria atrapalhar...

— Hinata! Vamos! – os dois viraram para o chamado e Karin aproximou-se com passos rápidos. Quando viu o primo ali, franziu a testa. – Naruto? O que faz aqui?

— Vim dar uma volta, pensar um pouco – deu de ombro e a ruiva ergueu a sobrancelha, descrente. – Não posso?

— Ah, claro que pode, e eu finjo que acredito na sua desculpa – revirou os olhos castanhos e só então percebeu que os olhos e a ponta do nariz pareciam avermelhados. Preocupou-se imediatamente.

— Ei, Karin, tudo bem? Seus olhos estão meio vermelhos.

— Ah, vai passar – depreciou com um gesto da mão. – Um coração partido não vai parar Uzumaki Karin, pelo amor. Hinata, estarei na frente da sorveteria. Até mais tarde, primo.

— Ok, Karin-san – observaram, em silêncio, a Uzumaki avançar até o local marcado. – E-eu já v-vou, N-Naruto-kun...

— Espera, o que aconteceu com a Karin? – a preocupação estava estampada em seu rosto e Hinata pareceu relutar em contar. – Por favor, Hinata. Karin é minha prima, mas eu a considero minha irmã.

A garota abaixou a cabeça, corada e suspirou.

— B-bem, ela... ficou chateada p-por ver q-que o Sasuke-san está com a Sakura-san – respondeu e Naruto se tocou. Era verdade, assim como ele tinha uma queda por Sakura, sua prima tinha um abismo por Sasuke. Como era idiota por esquecer! – Aí, e-eu a convidei para d-dar uma volta, c-comer um soverte.

— Não sabia que andavam juntas – comentou só então quando reparou. Hinata e Karin sequer eram da mesma sala, quanto mais do mesmo grupo de amigos.

— N-não andamos, m-mas não custava n-nada alegrá-la.

Involuntariamente, sorriu com a gentileza de Hinata que passou a brincar com os indicadores diante o silêncio dele.

— Bem, não vou atrapalhar vocês. Divirtam-se! – sorriu e acenou, dando um passo para trás.

— N-N-Naruto-kun, espera – pediu com o tom mais alto que o acostumado e ele congelou no lugar. A Hyuuga respirou uma, duas, três vezes antes de perguntar: – N-não quer ficar c-conosco? P-passaremos no fliperama m-mais tarde...

Bem que o “Valeu, mas quero ficar sozinho” estava na ponta de sua língua, entretanto, a atitude atípica da jovem deixou-o sem palavras. Seus olhos indicavam sua grande vontade de ajudar, assim como sua preocupação genuína e seu nervosismo. Não havia pena, como na maioria dos olhares que recebeu, só o desejo de fazer seu dia melhor.

Mesmo não sendo amigos próximos, ali estava Hyuuga Hinata, tentando apoiá-lo em um momento que fingia que tudo estava bem. Aquilo gerou uma sensação quente em seu peito, algo novo e bom.

Sem pensar duas vezes, replicou:

— Se não for problema...

No atual tempo, Naruto via que fora a melhor coisa que fizera, pois, a partir deste dia, Hinata e ele conheceram-se e tornaram-se amigos. Foi uma surpresa agradável descobrir como a jovem que ele sempre achou estranha, na verdade, era uma ótima companhia.

Hinata era gentil, inteligente e tímida. Sua aura exalava tranquilidade e, só de sentir seu cheiro doce, Naruto se acalmava. Ela era paciente, sentia isso enquanto ensinava-o alguma fórmula nova de matemática. Uma amiga para os momentos bons e ruins, que tinha uma conversa interessante e espontânea e, quando não havia assunto, o silêncio era descomplicado e leve.

De “gostar como amiga” para “gostar como garota que queria namorar”, foi apenas um pulo. Um pulo demorado e relutante.

Iniciou depois de um ano e meio de amizade, com ele reparando na personalidade, depois, na aparência. Várias foram as vezes que se pegou admirando-a enquanto estudavam e fitando, principalmente, sua boca. Assim que começou a questionar se seria um sabor tão doce quanto ela, ficou assustado e viu que não era um pensamento que teria com uma amiga.

Claramente não era.

— Chegamos, Naruto – anunciou a mãe e despertou-o dos pensamentos distantes. Assentiu e saiu para pegar as bolsas.

Adentraram o jardim e esperou, paciente, Kushina abrir a porta.

— Coloca na mesa da cozinha? – indagou e recebeu um aceno positivo. Depositou as compras sobre a madeira lisa e girou-se para a mais velha. – Posso subir agora ou precisa de algo mais?

— Pode subir, mas, filho... não esqueça que a mamãe está aqui, ok?

Anuiu e Karin apareceu na cozinha com roupas confortáveis e quentes. Havia uma ansiedade peculiar brilhando por trás de seus óculos vermelhos e, se ele não estivesse com tanta vontade de ir deitar, teria ficado para perguntar.

— Tia, você trouxe? – ouviu a pergunta enquanto se afastava.

— Claro que sim! Que tipo de tia eu seria se não comprasse o seu primeiro honmei choco? – sorriu diante o rosto corado da sobrinha. – Ai, que emoção!

Naruto parou para absolver a informação e voltou a subir as escadas. Até Karin iria se declarar no dia dos namorados. Ficava feliz em saber que a prima tinha superado o Sasuke de vez e estava seguindo em frente. Ele, por sua vez, seguiu em frente e bateu no muro da rejeição novamente.

Entrou em seu quarto e fechou a porta com um fraco chute. Foi até a cama e se jogou ali, desanimado.

O que mais o abalava era que Hinata era especial, era diferente. O sorriso, a risada, o cheiro e os olhares... tudo nela fazia-o suspirar, sorrir, querer abraçá-la e encher a ela de beijos. Arriscaria dizer até que não havia se sentido assim com Sakura. Talvez porque a rosada nunca o dera expectativas. Não que a morena havia feito, só que ser rejeitado por ela estava doendo mais que doeu com sua primeira paixonite.

Respirou fundo e afundou a cabeça no travesseiro, cansado. Era melhor parar de pensar nisso.

— Naruto? Acorda pra jantar, filho – abriu os olhos, surpreso, e deu de cara com seu pai acendendo a luz do quarto. Minato sorriu para o mais novo. – Sabe como sua mãe fica uma fera quando alguém não aparece.

— Tô sem fome, pai – murmurou, olhando o nada. – Fala pra dona Kushina que estou doente, sei lá.

— Aí que ela vem aqui em cima pra ver você – a cama se mexeu e Naruto olhou para o lado. Minato estava sentado na ponta, fitando-o com calma. – Quer falar sobre isso?

Expor seus sentimentos refutados? Não, ele não queria, contudo, tinha horas que era preciso engolir o orgulho para receber um bom conselho.

— Eu – engoliu e retornou. – Eu estou gostando de uma garota e, hoje, ela me disse que iria fazer um honmei choco para alguém.

— Ouch – o loiro mais velho fez uma careta. – Sinto muito, filho.

— Tem um outro problema: ela é minha amiga e eu não queria me afastar se ela e o cara começarem a namorar, por mais doloroso que pareça. Não quero que nossa amizade acabe por causa de mim.

Os dois ficaram quietos. Minato suspirou depois de três minutos.

— Naruto, sinceramente, é complicado. Gostar de uma pessoa, não poder tê-la e ainda querer manter a amizade é masoquismo para mim. Mas, se ela é realmente importante e você está disposto a manter-se perto, certifique-se que o cara seja uma pessoa boa que vai tratá-la como você trataria. Depois que tiver certeza disso, seja o ombro amigo que ela precisa.

Naruto anuiu, entendendo tudo. Tinha um nó em sua garganta que o impediu de falar a todo instante e o nó aumentou conforme o pai falava. Ele tinha razão, o loiro precisava ter certeza que o dono do chocolate era bom o bastante para Hinata, embora duvidasse tremendamente que alguém fosse, ele mesmo inclusive.

Pigarreou.

— E se for muito ruim? Vê-la feliz com outro?

— Se for, o melhor seria você se afastar. Sei que não é o que você quer, mas é o certo a se fazer, porque, se não fizer, você pode fazer alguma besteira e ferrar tudo de vez.

— Uma merda total, basicamente – respirou fundo, resignado, e colocou os pés para fora da cama. – Valeu pela ajuda, pai. Agora, seria bom irmos ou mamãe logo bate aqui na porta.

— Espera um minutinho! – Minato colocou a mão no seu ombro e Naruto fitou-o, confuso. – Não vai falar nem quem é a garota?

O mais novo coçou a testa e sentiu suas maçãs do rosto esquentarem. Preferia não falar, no entanto, seria injusto se não revelasse.

— Er... sabe a garota que vem jantar aqui algumas vezes? A Hyuuga? – o mais velho arregalou os olhos e assentiu. – Taram! Agora, será que podemos...?

Não terminou a frase e já estava de pé, saindo do quarto. Com sua pressa de sair do quarto, nem reparou no pai sorrindo.

❤

Na manhã do dia 14, o fatídico dia dos namorados, Naruto saiu da cama com determinação em seus olhos. Havia dormido de maneira péssima, mal conseguiu pregar os olhos de tanto que pensou quem poderia ser o garoto que Hinata gostava e frustrou-se ao não chegar em um nome sequer. Sentia uma leve fadiga, contudo, sua curiosidade era maior que seu sono.

Foi para o banheiro e tomou um rápido banho. Colocou o uniforme com rapidez e, ao terminar de abotoar a blusa branca, ouviu o ronco do estômago. Desceu com a mochila nas costas e deslizou até a cozinha. Encontrou o pai, a mãe e a prima e desejou um sonoro “Bom dia” para todos. Os três viraram-se e encaram-no como se ele tivesse uma segunda cabeça.

— Naruto acordando sem os gritos da tia Kushina? De bom humor ainda por cima? – Karin terminou a limpeza dos óculos e colocou-o no rosto. – Falei que o fim dos tempos seria em 2018.

— Osh, não pode nem acordar feliz? – perguntou e sentou na cadeira vaga. Kushina serviu-o logo em seguida e Naruto atacou, comendo rapidamente. – Ita... da... ki... ma... su!

— Naruto, você vai se engasgar! – repreendeu a mãe e balançou a cabeça ao vê-lo terminar e agradecer novamente. – Aonde é o incêndio, rapazinho?

— Lugar algum! Só quero ir para o colégio logo! – sorriu, inocente. – Karin, já está pronta? Podemos ir?

— Eu preciso ir no quarto pegar a mochila, apressadinho – respondeu a ruiva e levantou do banco.

— Certo, vou estar esperando lá fora! – assim que ficou sozinho com os pais, começou a despedir-se. – Tchau, pai e mãe, até de noite!

— Ah, ah, ah, ah, ah! – Kushina impediu-o de seguir seu caminho. – Pode abaixar esse fogo porque tenho algo a te dar.

— Mas mãe! – o olhar fulminante dela o calou ligeiramente.

— Feche os olhos – pediu e, contrariado, fez. Ouviu passos, um armário abrir e fechar e, por fim, a voz da mãe. – Pode abrir agora.

Abriu e deparou-se com uma caixa de chocolate. Olhou para ruiva e para o presente de novo e sorriu largamente. Kushina sempre comprava um family choco e ficou tão focado em descobrir quem era o carinha da Hyuuga que se esqueceu disso.

— Poxa, mãe, muito obrigado... – segurou e tirou a tampa, pegando um docinho. – Hm, muito bom!

— Que ótimo que gostou! Demorei para escolher o seu porque você não saia de perto, mas aproveitei a sua fuga para pegar esse aí – a mulher pegou-o de volta e tampou. – Vou deixar na geladeira para quando chegar, sim?

— Tá bem! – antes de se afastar, beijou a bochecha da mãe que sorriu. – Amo você, mãe.

— Também te amo, mesmo você dando trabalho e não contando as coisas para mim. Mas não quero que chegue atrasado, pode ir.

Karin encontrou o primo do lado de fora como esperado e ambos partiram. Não era uma longa caminhada, entretanto, era longa o suficiente para Naruto perguntar o que tanto queria.

— Karin – os olhos castanhos focaram nele. –, você sabe de quem a Hinata gosta?

Surpresa tomou o rosto da jovem Uzumaki por um instante até que os olhos se estreitaram em desconfiança. O loiro não se intimidou e continuou com sua expressão séria.

— Para que quer saber?

— Porque, ontem, ela me disse que faria um honmei choco e eu queria ter certeza que cara é uma pessoa legal para ela.

— A Hinata te contou?! – surpreendeu-se. – Estamos falando da mesma Hinata? A garota que gagueja horrores e é minha amiga?

Claro que, depois do que Hinata havia feito por Karin, elas viraram carne e unha e, por esta razão, julgava que a prima tinha conhecimento sobre o dono do chocolate. Sua hipótese se confirmou com a exclamação anterior.

— Foi a Hanabi, na verdade, mas não faz diferença quem contou... – Naruto calou-se. – Ou faz?

— Ai, ai, ai, eu não vou falar nada. Eu só digo uma coisinha: ela está se declarando por minha causa. Do resto, pergunte a ela.

Ele até tentou arrancar algo da ruiva, porém, era impossível. Karin dificilmente voltava atrás com uma ideia, afinal, ela era uma Uzumaki. Falhou na sua primeira opção, mas outras pessoas poderiam dizer.

Ao chegarem no colégio, seus olhos procuraram e acharam quem queria. Hinata estava de costas para ele e conversava com Kiba e Shino. Como se sentisse que era olhada por alguém, a morena girou atrás do observador e encontrou-o rapidamente, acenando com o rosto rosado para ele. Como sempre, estava linda com seu uniforme impecável. Moveu-se para chegar nela e não deu um passo antes de ser interrompido.

— Naruto-kun! – Shion surgiu na sua frente e sorriu com docura, oferecendo-lhe um chocolate. – Feliz dia dos namorados!

Shion era uma das garotas que estudava com Karin e dava em cima dele. Naruto não se importava muito e foi claro ao afirmar que eram só amigos, todavia, passou a ficar desconfortável quando ela demostrava querer algo mais na frente de Hinata.

— Shion, oi! – sorriu, surpreso, e pegou o presente. Abriu e engoliu o suspiro de alivio. Ao menos, ela não o deu um honmei choco. – Obrigado!

— Espero que goste! – a jovem se afastou e sumiu da mesma forma que apareceu, do nada.

Comeu um dos doces e achou-o bom. Meio amargo não era o seu preferido, mas o que valia era a intenção. Questionou internamente se ela havia feito e, de forma automática, sua mente remeteu a Hinata. Buscou-a com o olhar e, para a sua insatisfação, ela não estava mais lá.

“Será que havia ido se declarar?”, a pergunta assombrou-o e afastou-a com firmeza de seus pensamentos. Não podia se abalar agora, precisava descobrir quem era o cara e logo! Então, seus olhos caçaram seus alvos e eles permaneceram no mesmo local. Deslocou-se até os dois.

— Mano, os chocolates da Hina são deliciosos, caramba! – Kiba elogiou ao engolir um e Naruto paralisou. Seria ele? O moreno notou a aproximação e sorriu para ele. – Naruto! Bom dia, cara!

— Bom! – respondeu e retribuiu o sorriso com menos vontade. – Hinata te fez um chocolate, cara?

— Todo ano ela faz um para cada – indicou os três e o Uzumaki vincou a testa. Ela já havia feito um para ele? – Você ganhou um tomo choco dela ano passado, não ganhou?

— Ganhei, mas... espera! Isso aí é um tomo choco? Não, como assim ela faz o chocolate?

— Óbvio que faz, seu idiota! Hinata prefere fazer desde pequena – revirou os olhos castanhos e provocou-o. – Só o melhor amigo dela sabe disso, há!

Naruto fechou a cara. Quando começou a andar com Hinata, ele e Kiba sempre competiam para ver quem era o melhor amigo da jovem. Era infantil, ambos sabiam, porém acabaram pegando gosto daquela competição boba. Normalmente, o loiro já teria retrucado e os dois já estariam rivalizando um com o outro, só que, dessa vez, com o seu foco na cabeça, viu uma utilidade para aquela disputa idiota.

— Se é tão o melhor amigo dela assim, então, deve saber quem é o cara que ela gosta.

Kiba engasgou e começou a tossir com desespero. Shino arqueou as sobrancelhas por breves segundos e, se não estivesse usando os óculos escuros, jurava que veria surpresa em seu olhar. As reações dos garotos despertaram ainda mais a curiosidade do loiro que os encarava de braços cruzados e olhos estreitos.

— Você sabe quem é? – o mais quieto questionou, sua primeira fala na presença do Uzumaki.

— Não, é por isso que estou perguntando agora: sabem quem é? Porque eu queria me certificar que fosse um garoto legal para ela.

— Se certificar? Que papo é esse, Naruto? – o Inuzuka inquiriu e, pela primeira vez, Naruto não se sentiu bem por saber de uma informação de Hinata antes de Kiba.

— Ela vai se declarar hoje, cara – o choque retornou para as feições dos morenos. – Hanabi me contou ontem, quando esbarrei nas duas na rua.

Kiba e Shino se entreolharam e fitaram Naruto por um minuto inteiro em um silêncio constrangedor. Antes que pudesse evocar o assunto de novo, o sinal da aula tocou e os três perceberam que estavam atrasados.

— Temos que ir, cara, nos vemos depois! – o Inuzuka despediu-se com pressa e os dois apressaram o passo.

— Ei, espera! Só me diz o nome do... – os dois já haviam fugido e Naruto xingou. – Ninguém vai me contar quem é o dono desse maldito chocolate?!

Escutou a segunda sirene e, deixando a indignação de lado, correu para sua sala. O que menos precisava era levar esporro da mãe por faltar a aula. Pisou na sala de aula no minuto que tocou o terceiro sinal e aliviou-se. Correu para o seu lugar, ao lado do melhor amigo, e não deixou de reparar que Kiba e Shino cercavam a Hyuuga. Estranhou e rumaria para lá se Asuma-sensei não tivesse entrado. Um professor bem pontual, infelizmente.

Sentou na carteira e bufou, incomodado. Pediu silenciosamente para que alguma divindade agilizar a aula, pois ele havia interrogado três pessoas que sabiam da paixão secreta de Hinata e não obtivera nenhuma resposta. Ainda bem que tinha vários amigos que poderiam lhe dizer ou estaria bem ferrado.

Naruto nunca esteve tão frustrado em toda a sua vida. Ninguém, absolutamente ninguém, respondeu a droga da sua pergunta! Era um questionamento, “quem Hinata gostava”, e ele acreditara que só os mais próximos tinham conhecimento da resposta, mas aparentemente se enganou.

Todos sabiam. Definitivamente todos!

Como todo mundo sabia?

— Bem, é óbvio – Shikamaru bocejou, acomodando-se na sua cadeira. – Ela sempre o tratou de forma especial.

Por que todos sabem, menos Naruto, que era amigo dela?

— Não é como se ela saísse espalhando por aí – Tenten defendeu a amiga e inclinou o corpo para o outro lado, alongando-se. – Hinata é transparente como água.

Se todos já havia percebido, como o cara não havia notado?

— Porque ele é um idiota, simples assim – Sasuke revirou os olhos e bebeu o seu refrigerante.

Se ele era um imbecil, por que ela ainda gostava dele?

— Quando gostamos de alguém de verdade, nós gostamos até dos defeitos – Ino sorriu com sinceridade. – Por exemplo, mesmo sendo um tremendo mal-humorado, eu continuo gostando do Gaara.

Naruto sentia o peito sangrar com cada resposta, porém, quando questionava o que tanto queria se inteirar, recebia a invariável e frustrante réplica:

— Pergunte a Hinata!

Por que ele não percebia? Por que ninguém o dizia? Por que o cara não a notava? Por que tinha de se apaixonar logo por Hinata? Eram tantos por quês sem contestação! Bateu a cabeça na parede do banheiro e rosnou pela dor e pela sua incapacidade de chegar a resposta. Os alunos já estavam indo para suas casas e nada dele saber quem era.

Naruto entendeu que precisava confrontar Hinata caso quisesse o nome, todavia, sua valentia sumia e sua curiosidade era reduzida a zero. Perguntar diretamente a garota seria como fincar uma faca no peito de tão doloroso. Vê-la sorrir e corar ao dizer o nome com um brilho nos olhos seria torturante demais. No entanto, lembrou-se do que o primo dela dissera.

— O cara é cabeça-oca, burro e lerdo ao extremo – Neji afirmou com o semblante neutro e fechou sua mochila. – Porém acho impossível que ele não a faça feliz, afinal, ele é único para ela.

Único. A dimensão do sentimento de Hinata ainda era uma incógnita, mas não duvidava que era grande o suficiente para todos da sala deles perceberem, exceto ele. Que ótimo amigo ele era.

Forçou-se a desencostar do azulejo e respirou fundo. Embora magoasse, Naruto tinha a necessidade de descobrir quem era e era seu dever como amigo falho estar seguro que a Hyuuga estaria com um garoto que a fizesse bem. Decidido e de coração apertado, saiu do banheiro e foi enfrentar a verdade.

Encontrou Karin no portão do colégio e andou até ela.

— Karin, onde está Hinata? – indagou com seriedade e notou as sobrancelhas levantadas em sinal de perplexidade.

A ruiva não demorou a responder.

— Foi na quadra externa procurar alguém e... Naruto? Volta aqui!

Sem dar trela à prima, direcionou-se para lá. A quadra externa era frequentemente utilizada, porém, com o inverno, essa frequência diminuía de maneira considerável. Virou na lateral do prédio, deu cinco passos e parou. Seus olhos avistaram Hinata próxima a uma árvore de cerejeira nua e ela estava acompanhada.

Otsutsuki Toneri era um garoto do último ano e se formaria em breve. Era considerado um dos mais inteligentes de sua turma e diziam que ele já tinha uma vaga garantida na melhor universidade do país, a Universidade de Tóquio. Os cabelos claros bagunçados, os olhos azuis puxados, a pele pálida e aquilo definitivamente era atraente para algumas garotas.

Naruto não se lembrava de tê-los visto juntos e as peças se encaixaram. Toneri era o rapaz que ela gostava! Sua surpresa era descarada. Então, Hinata inclinou levemente o tronco e estendeu uma caixa. O honmei choco! Seu peito se apertou dolorosamente, sua garganta se fechou fortemente e, como um estalo, seu coração se partiu de uma só vez.

Antes que pudesse pensar direito, deu as costas para a declaração e se foi.

❤

A neve havia voltado a cair no final da tarde. Não era uma tempestade forte, apenas flocos dispersos para deixar o chão escorregadio. Naruto era uma pessoa que preferia estações amenas como o outono ou a primavera e teria dito que não via a hora do verão chegar, no entanto, não naquele dia. A frieza era bem-vinda no atual momento.

Ele estava no balanço aos fundos de sua casa, balançando-se com os pés apoiados ao chão e comendo um dos chocolates que recebeu. Colocou na boca e apreciou o gosto doce silenciosamente. Pensar que estava assim por causa de uma caixa de chocolate tirou dele um sorriso triste.

Naruto não esperava que fosse tão dolorido. Ninguém esperava que o amor, um sentimento tão bonito, machucasse tanto. Ao menos, agora, ele sabia a verdade.

Toneri era um cara legal, consolava-se. Ele deveria ter suas qualidades ou não teria conquistado uma garota como Hinata. Fez uma careta, pensar nela dava uma pontada no peito. Seja como for, ela deveria estar feliz agora, namorando o cara por quem era apaixonada. O branquelo não era lerdo ou burro, só que seria um completo idiota se recusasse a declaração dela.

— Espero que seja feliz e que me desculpe por me afastar de você, Hinata – sussurrou e comeu o último doce da caixa.

— Você vai se afastar de mim? – Naruto congelou e ouviu o balanço ao lado do seu ser ocupado. Olhou para o lado e mal acreditou nos próprios olhos ao ver Hinata ali, com a expressão triste e nervosa. – Por que, Naruto-kun? Fiz algo errado?

— H-Hinata... o quê? Não! Não fez nada errado! O que você está fazendo aqui?

— E-eu vim te ver, você fugiu de mim o dia inteiro – a garota sorriu, desconfortável, e ele se chutou mentalmente. – D-desculpa, não queria incomodar.

— Você nunca incomoda, eu só esperava ver você aqui – coçou a nuca e balançou-se um pouco mais forte, nervoso. – Eu pensei que fosse passar o dia com o Toneri...

— Toneri-san? Ora, por quê?

O semblante confuso da garota o fez estranhar imediatamente.

— Como “por que”? Você não se declarou para ele perto da cerejeira do colégio?

— O quê?! N-não! E-eu não me d-declarei a ele! Toneri-san me tirou bastante dúvidas sobre a Universidade de Tóquio e das provas para entrar lá e resolvi agradecê-lo com um giri choco.

Confusão com uma pitada de esperança se misturavam dentro de Naruto. Não era o Otsutsuki? Quem era, então?

— Você já se declarou para ele?

— B-bom, e-eu... – a Hyuuga apertou algo em seu colo e suspirou, decepcionada. – Ainda não consegui...

Ficaram em silêncio por algum momento e Naruto reparou que ela não parava de apertar a sacola em suas pernas. Ela estava nervosa e, a certo modo, também estava. Se não era Toneri, ele retornou à estaca zero. Era quase hora do jantar e estava sem opções de pessoas.

Sua única alternativa era fazer o que evitou o dia todo: perguntar diretamente na fonte.

— Quem é ele, Hinata? – questionou baixo e sem olhá-la diretamente. – Perguntei a nossa sala toda atrás de um nome e não recebi nada! Parece que todos sabem quem é, menos eu!

— Porque... eu gosto dele desde nova – a voz dela não passava de um sussurro. – N-nós nos conhecemos pequenos e, desde meu primeiro ano na sala com ele, eu o admirava de longe. Ele era espontâneo, escandaloso, brincalhão e sorridente e sempre desejei me aproximar. Ele gostava de outra pessoa, mas, para mim, o que importava era ser sua amiga. Porém eu nunca tive coragem de me aproximar, só recentemente, cerca de dois anos para cá...

Naruto sentiu o coração descontrolado na boca. Cada informação recebida naquele dia, cada reação dos amigos, cada característica citada do tal cara tanto pelos outro quanto por Hinata... tudo foi se encaixando ligeiramente em sua cabeça e apontava para uma pessoa que ele conhecia muito bem. Seria uma peça da sua própria mente?

— Quem... – pigarreou para tirar o nó na garganta. – Quem é o dono do chocolate, Hinata?

— É você, Naruto-kun. Eu... – ela tirou a caixa em formato de coração da sacola e levantou-se do balanço. Seu rosto estava imensamente vermelho e ela apertava os lábios, nervosa. Estendeu a caixa e abaixou a cabeça, não se permitindo ver a reação dele. – P-por favor, aceite meu honmei choco!

Naruto não soube como reagir. Ele era o cara por quem Hinata era apaixonada? Ele mesmo? Um turbilhão de emoções atingiu-o com força e, diferente de mais cedo, eram sentimentos que faziam seu peito se encher de alegria, de afeição... de amor. Ele era retribuído, não rejeitado como pensara!

Sem pensar duas vezes, levantou-se e pegou honmei choco feito para ele. Colocou-o no balanço e puxou a garota de encontro a ele. Acariciou o pequeno rosto e viu os olhos dela se fecharem por causa dele. Agindo impulsivamente, aproximou-se mais e beijou a garota por quem era apaixonado e que, para o seu fascínio, também gostava dele.

O que aquele beijo gerou em Naruto foi coisa de outro mundo. Um embrulho no estômago, uma inquietude no coração e um arrepio na pele, contudo, tudo com a melhor das intenções. Uma sensação de plenitude avassalou sua mente e desceu por todo o seu corpo, afastando qualquer sentimento angustiado que sentiu desde a tarde passada.

Quando se afastaram, ele sorriu de forma aberta e fofa e Hinata, corada, abaixou o olhar. O frio em volta deles era imperceptível diante aquele abraço.

— Eu aceito o seu chocolate e sua declaração, Hinata – respondeu e ela ergueu a cabeça, surpresa. Encostou na testa dela e passou o polegar por sua bochecha rosada. – Se você também me aceitar como seu namorado.

A Hyuuga abriu e fechou a boca, os olhos ganhando um brilho emocionado e alegre.

— E-e-eu aceito com certeza!

— Ora, ora, parece que temos um novo casal no pedaço! – Karin apareceu na soleira da porta, sorridente, e gargalhou ao ver o primo e a amiga ficarem vermelhos. – Não queria atrapalhar o momentinho, mas tia Kushina está chamando os dois para jantar e, quando alguém não apareceu...

— Ela fica uma fera – completaram juntos e riram quando a ruiva concordou. – Estamos indo, ok?

— Não demorem e parabéns pelo namoro. Naruto, seu idiota, você está me devendo, hein?

A Uzumaki deixou-os sozinho e ele virou para a namorada.

— Vai jantar aqui, certo?

— Tem como dizer não a Kushina-san? – sorriram e Naruto pegou a mão dela, levando-a até o rosto para beijar as costas.

— Deixa eu só pegar o meu chocolate e vamos.

— E-Espero que goste, Naruto-kun. Fiz com todo carinho do m-mundo.

— Tenho certeza que sim!

O jovem casal entrou. Aquele seria o primeiro dia dos namorados de muitos.

❤

Notas finais
A fanart da história é da NoahXica (https://noahxica.deviantart.com/art/Happy-Valentines-513863618), porém a edição da capa foi feita por mim!
Gostaram? Comentem pra eu saber! Bjs!!!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!