A serpente que lhe persegue jamais lhe abandonará.

Deste espaço para a maldade entrar

como uma flecha lançada ao ar.

O fogo que um dia te iluminou fora apagado.

Quem está ao seu lado?

Teu santo Exú e a bebida!

A ampulheta se esvai com o piscar dos olhos,

ceifando a vida de belas rosas.

Embriagado com teu canto sem esperanças,

sonhos destruídos e risos impuros.

O teu broto não deve lhe querer,

tuas sementes foram jogadas em uma terra não fértil.

E quando o juízo chegar,

talvez não haja sequer uma lágrima ao teu penar.

Ana Raquel Belga

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