Quem se apaixona na balada?
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Sai de casa direto para a casa de Kristen. Nichole não poderia saber disso. Farei de tudo pra não transar com ela. Um taxi estava passando e eu o chamei. Desci na portaria do apartamento de Kristen. O perteiro be olhava com reprovação.
– Boa tarde, eu vim ver a Kristen. — disse ao porteiro.
– Bem, a dona Kristen me disse que você não pede subir.
– Bem eu sou o namorado dela...eu deixei algumas roupas aqui e preciso pega-las de volta! — alertei.
– Eu não sei..
– É rapido, eu prometo. Sou o namorado dela! Não precisa se preocupar.
Ele exitou mas abriu o portão.
Peguei o elevador e subi até o andar dela. Apertei a campainha. Algumas vezes e a porta se abriu. Vi uma Kristen que eu não conhecia. Ela me olhava com odio.
– O que você quer?!
– Preciso falar muito com você! — tentei tocar em sua mão mas ela me empurrou.
– Não me toque! Simplesmente va embora! — fechou a porta, mas coloquei a mão impedindo-a de bater por completo!
– Não posso! Eu preciso te explicar tudo! Isso foi uma armação!
– Eu sei...eu fui idiota o suficiente pra cair em sua armação estupida.
– Não. ..não é minha arm...
– Então você tem um cumplice...deixa eu adivinhar...a Vadia da Nichole! — fechou a porta.
Me encostei na porta dela.
– Não, ela armou contra nós 2! Eu não queria ter feito isso! — bati na porta.
– Você é uma maquina Joshua. Você é movido a sexo! Achei que você fosse diferente dos outros caras! Agora vá embora ou chamarei os seguranças! — alertou
– Pode chamar, não tirarei os pés daqui! — desafiei mesmo sabendo que ela o faria.
Tudo se calou menos os passos pesados no chão. Apareceram 2 homens do tamanho de uma porta, ou maior na minha frente.
– É você que esta dando trabalho? É melhor sair por bem. — segurou em meu ombro.
– Eu ja disse. Só saio daqui a força. — tirei a mão dele de meu ombro.
Por um momento percebi o tamanho da merda que eu havia feito. Eles trocaram um olhar e depois me seguraram. Empurrei um deles e logo senti meu rosto receber um baque. Cai no chão desorientado e só ai vim perceber que havia recebido um soco na cara. O segurança me levantou pela gola da camisa e o outro me bateu novamente...eu já não sentia meu maxilar. Ainda zonzo, dei meu ultimo esforço pra sair dali. Esmurrei o rosto de um deles e chutei o saco do outro. Aquele que eu esmurrei parecia não ter sentido nada. Ele levantou e me segurou com força. De repente senti meu corpo voar e cair bem longe dali. Os dois vieram pra cima de mim de uma vez. Achei que aquele seria o meu ultimo suspiro. Eles deram varios socos em meu rosto e em minhas costelas. Senti o sangue escorrer de minha boca e nariz enquanto caiam no chão e escorriam.
– Parem, não matem ele! — disse Kristen me observando assustada. — Apenas...o coloquem pra fora. Só garantam que ele não morra!
Senti meu corpo latejar. Apoiei meu cotovelo no chão que naquele momento estava tão macio quanto a ponta de uma faca. Gemi de dor e senti uma lagrima escorrer por meu rosto.
– Eu...me...p..perdoa....espero...que um dia...você me perdoe... — tossi e mais algumas gotas de sangue foram parar no chão.
– Não sei se posso! — voltou exitante pra dentro de casa.
– Segure as pernas! — um dos seguranças disse, enquanto segurava os meus braços.
Nesse momento eu fechei meus olhos e não reagi....não queria morrer
Depois de alguns minutos eles jogaram meu corpo no chão. A dor foi intensa. Quebrei alguma coisa!
– Esse foi só um aviso. Da próxima....ja sabe.
Avaliei a área. Eu estava na rua. Me arrastei pra um canto e avaliei minha situação. Meus cabelos negros estavam parcialmente vermelhos de sangue, meu ombro esta deslocado, não quebrado, mas já era uma dor terrivel. Eu esta com muitas marcas roxas no corpo e minhas roupas e estavam sujas. Não estava passando muitas pessoas pela frente do apartamento. Eu teria que me arrastar até em casa.
Me levantei tendo que aguentar toda aquela dor. Comecei a andar em uma velocidade de 20 metros por hora. Alguns carros passavam por mim e achei que terminaria sendo atropelado. Um grande carro azul parou na minha frente e buzinou. O motorista abriu a janela e falou comigo.
– Ei cara, você precisa ir ao medico! — me acompanhou de dentro do carro.
– Eu...estou bem! — menti ridiculamente.
– Não cara entre aqui. Eu te ajudo. Meu nome é Billy.
Pensei por um minuto. Ele era um anjo mandado por Deus pra salvar a minha vida. Assenti e entrei no carro. Billy era um homem gordo e aparentemente alto. Seus cabelos castanhos eram medios e ele aparentava ter uns 28 anos.
– Aonde quer que eu te leve?
Falei aonde ficava minha "casa" e ele me levou com urgência.
– O que aconteceu?
– Assalto! Eles me espancaram e levaram o meu dinheiro. — ele pareceu acreditar na minha mentira.
– Esse mundo está muito violento. Eu sinto muito cara! — acelerou o carro um pouco mais.
Quando chegamos ele me ajudou a descer e me levou ate a porta de minha casa. Ele bateu e Nichole atendeu.
– Ai meu Deus, o que aconteceu? — ela me abraçou.
– Ele foi assaltado. Encontrei ele andando desnorteado na rua. — Billy me entregou nos braços de Nichole. — Olha, aqui esta o meu numero. — entregou um papel com seu numero em minha mão.
O anjo foi embora e eu nas mãos do demonio!
– Vem Josh, deita aqui. — me colocou na cama. Ela saiu e voltou com alguns panos molhados, outros secos e um saco com gelo. — Vai ficar tudo bem! — começou a me limpar.
Eu não tinha força pra negar os seus cuidados. Seu eu tivesse eu mesmo cuidaria de mim!
( continua )
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