Quem se apaixona na balada?
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Acordei muito cedo. A luz do sol era fraca e invadia o meu quarto aos poucos. Levantei a cabeça e olhei meu celular. Eram 5:28 da manhã. Me virei na cama com preguiça de levantar. O quarto estava muito frio. Focei meu corpo a se levantar, mesmo relutante ele obedeceu.
Sentei na cama por um tempo e observei o estado que eu estava, e era deplorável. Vasculhei minha mochila pra ver se tinha alguma roupa que me agradasse naquele momento. Peguei uma camiseta azul e um short jeans. Sai do quarto e entrei no banheiro que ficava no final do corredor.
Tomei um banho rapido, me arrumei, me perfumei e desci para a sala. Peguei meu celular e entrei no face. Haviam algumas mensagens. Nichole, Mike e Kristen. Ignorei a mensagem de Nichole e li as outras.
– Mano, cade vc? Nick falou q vc saiu de casa! — dizia a mensagem de Mike.
– Pergunte a ela o motivo primeiro. Eu sei que foi ela q mandou vc vir falar comigo. — respondi e passei pra ver a mensagem de Kris.
– Oi Josh, eu só queria te agradecer pelo que vc fez ontem. Vc foi muito legal comigo. Quero te ver logo!
– Não se preocupe, nos podemos sair amanha pq hj estou com muitos problemas mas amanha eu vou te dar um dia de rainha!
Sai do facebook e entrei no email. Mandei uma mensagem a meu pai.
– Oi pai, nós precisamos conversar. É urgente e tem que ser ao vivo. Espero resposta. Abraço!
– Josh
Sai do email e deitei no sofá pensativo. O sol ja invadia a casa com intensidade. Liguei a tv mas não olhei se quer um vez para o que estava passando. Andrew apareceu na sala me cumprimentando e sentando na poltrona.
– Acordou cedo eim! Ta fazendo o que de bom? — olhou a tv.
– Nada, só estou pensando no que vou fazer. Espero que meu pai responda meu email.
– Me conta o que rolou!
– A Nichole deu pra um cara qualquer na minha cama...nossa na verdade. Eu não vou voltar pra lá mas não sei aonde vou!
– Por que você acha que ela fez isso? — estendeu as pernas.
– Ah, sei lá. Talvez por ciúme de Kristen. — sentei me ajeitando em frente a tv.
– Quem é essa? Outra peguete? — soltou uma gargalhada.
– Não, eu gosto dela de verdade. Ela não é vadia, não é chata, não é atirada e na verdade eu estou lutando pra conquistar ela.
– Ih, olha quem se apaixonou haha. Como ela é? — olhou pra mim.
– Perfeita. Ruiva, um pouco menor que eu, voz doce, cheirosa, olhos claros....
– Ta, ja entendi. Ela é uma barbie. Eu achei que você nunca gostaria de alguem assim. Você era um galinha deis de que me lembro de você.
O celular tocou me dando um susto. Era Kristen. Atendi.
– Oi Kris...
– Oi Josh, como você está? — algum barulho de tosse soou ao fundo.
– Estou bem e com saudade de você! — vi Andrew fazer uma careta.
– Eu também. Liguei só pra ouvir sua voz. Ela faz bem.
– Você me faz bem por inteiro.
– Você disse que vai me dar um dia de rainha? O que pretende fazer comigo?
– Sim, mas se eu contar estraga a surpresa. — levantei e fui andar no jardim.
–Ah por favor!
– Só vou contar dar uma dica. Roda gigante!
– O parque! Até hoje eu não fui nele. E qual o problema que você tem?
– Eu não quero falar disso agora. Com mais tempo eu te conto.
– Tudo bem. Agora eu vou indo, tenho um trabalho pra fazer.
– Certo. Amanhã depois da faculdade eu te levo. Beijo.
– Beijo. — desliguei
Entrei e Samantha estava fazendo café da manhã. Cheguei ao lado dela e cumprimentei.
– Oi Samantha, bom dia!
– Oi Josh, dormiu bem? Gostou do quarto? — me fitou enquanto fritava os ovos.
– Sim e sim, estava tudo ótimo.
Samantha era como uma mãe pra mim. Ela fechou o buraco que minha a deixou no meu coração. Sempre esteve presente em minha vida por eu ser tão próximo de Andrew.
Tomei o café da manha que ela fez junto com Andrew. Depois nos jogamos um pouco de videogame. O dia foi consideravelmente divertido. Ao entardecer meu pai me ligou.
– Joshua? Você precisa falar comigo?
– Sim pai. Obrigado por ligar, mas tem que ser ao vivo.
– Não tem problema, me encontre no central park as 5:00.
– Certo, estarei lá. Tchau.
– Tchau.
Desliguei e fui me arrumar alias ja eram 4:30. Quando fiquei pronto peguei um taxi na rua ao encontro de meu pai. Cheguei e ele já estava lá me esperando. Homem alto, forte e parecido comigo. Esse era Anton Travels....o meu pai.
– Oi meu filho.- me deu um abraço apertado. — temos muito o que conversar.
– Concordo pai!
( continua )
Fale com o autor