Quem Vem Para O Natal?

1 Capítulo Especial: Quem Vem Para O Natal?


Notas iniciais
Olá! Tudo bem? Eu comecei a conceber essa trama no ano passado. Era para ter sido postada no natal daquele ano, mas não consegui terminá-la a tempo para o natal. Retomei esse ano e foi um pouco complicado para escrever depois de um hiato enorme do ano passado para cá. Mas, fui escrevendo aos poucos e modificando até eu achar que estava bom, e finalmente consegui terminar. A idéia que eu tive foi de fazer uma One shot baseada na trama da minha long de Arrow, e se ficasse bom, a trama da One seria inserida na long. Mas, isso vai depender da aceitação dessa One. Não escrevi a One para obter comentários, mas para expandir a trama da minha long, e também porque depois de um capítulo especial de Halloween na long, senti a necessidade de escrever um especial de natal, já que Arrow e The Flash possuem episódios especiais de Natal, então resolvi acrescentar um especial de natal pra minha fic. O Wally West que aparece aqui é outro. No universo de Young Legends ele é filho da Iris com o Barry, e não irmão da Iris como é mostrado na série de The Flash, por causa de uma parte na primeira temporada de The Flash onde diz que no futuro a Iris casa com o Barry. E também o filho de Oliver tem o nome do respectivo personagem da HQ, pois eu não não gostei da mudança de nome na série. Lian Harper é uma personagem que não aparece em Arrow, assim como Rose Forrest. Assim como Connor, essas personagens se encontram na long Young Legends. Tem uma parte onde eu escrevi "arqueiro verde" em minusculo, pois eu estou me referindo ao tipo do Herói e não a Alcunha que Oliver [Spoiler Alert] ganha na quarta temporada. Eu fiz isso para tentar reduzir os spoilers das temporadas de Arrow.

Quem Vem Para O Natal?

Last Christmas

I gave you my heart

But the very next day you gave it away.

This year,

To save me from tears

I'll give it to someone special

[...]

Once bitten and twice shy

I keep my distance

But you still catch my eye.

Tell me, baby,

Do you recognize me?

Well,

It's been a year

It doesn't surprise me.

(Merry Christmas)

I wrapped it up and sent it

With a note saying, "I love you",

I mean it,

Now I know what a fool I've been.

But if you kiss me now

I know you'd fool me again.

Antiga Mansão dos Queen à noite

Era natal na mansão que antes pertencera a Oliver Queen. A família Queen tinha o hábito de não comemorar o natal, já que no último natal celebrado pela família Queen, fora na verdade um luto, devido ao fato de Oliver ter desaparecido, após uma viagem que acabou levando-o para a ilha de Lian Yu e ter sido dado como morto. Isso até ele voltar depois de 5 anos na ilha, e ter passado por várias provações que o levaram a se tornar o vigilante antes conhecido como Capuz, até se tornar conhecido como o Arqueiro e ter salvo a cidade de Starling City no passado.

Aquele dia seria o primeiro natal de Connor, já que ele não era um Queen.

Connor entra na mansão. Ele vestia um terno cinza claro com uma camisa branca sem gravata e calçava sapatos da mesma cor.

Ele segurava um embrulho debaixo do braço. Ele fecha a porta atrás de si e então é recebido por Lian que estava no alto da escadaria olhando para ele. Ela vestia uma blusa verde de decote v com detalhes dourados, uma calça preta e estava calçando um tênis branco. Ela não estava usando maquiagem, mantendo assim um look natural.

— Feliz Natal, Lian! — Connor abre um sorriso.

— Feliz Natal, Connor! — replicou Lian.

Lian desceu os degraus da escadaria e foi até onde Connor estava.

Ela então se aproximou dele deu um abraço e um beijo nele.

— Eu te amo, Connor. Nós passamos por várias coisas juntos...

Connor fixou o olhar nos olhos castanhos de Lian.

— É verdade, Lian. E esse é o primeiro natal que eu passo com você...

Ela então se afastou de Connor e notou o embrulho que ele carregava debaixo do braço e ficou bastante curiosa.

— O que é isso? — indagou ela.

—Isso? — Ele retirou o embrulho debaixo do braço — Isso é um presente de natal que eu comprei para você, Lian. Eu estava indo colocar na nossa árvore de natal, mas...já que você está aqui...

Lian pegou o embrulho das mão de Connor e já que estava tão curiosa, resolveu abri-lo. Ela desfez o laço de cetim verde que havia no papel vermelho com listras verdes e vermelhas e puxou o papel rasgando-o e revelando o que estava embrulhado. Era uma figura de ação de Oliver Queen como Arqueiro que estava dentro de uma caixa de plástico.

Ela fixou o olhar no brinquedo e seus olhos brilharam e se encheram de lágrimas como os de uma criança ao ganhar um presente de aniversário.

— Nossa! É muito bonito!

— Você gostou? É o meu pai. Na loja que eu comprei as pessoas estavam comprando mais os bonecos do Flash. Aparentemente o Flash está fazendo mais sucesso que o arqueiro verde.

— Nossa, Connor — Ela limpou as lágrimas do rosto — Eu amei! Muito obrigada.

— De nada. Eu estou adorando esse natal. De verdade — Connor sorriu para ela.

Lian soltou um risinho. Ela ainda segurava a caixa do boneco nas mãos.

— Eu fico pensando se o seu pai vai vir para o natal...

— Eu espero que sim. E...você está bonita, mesmo sem maquiagem — Completou Connor.

— Obrigada. Você também está muito bonito com esse terno.

— Obrigado.

— Eu vou guardar o meu presente no meu quarto e já volto.

— Está bem.

Lian pegou os papeis rasgados e a fita de cetim que haviam caído no chão, juntou com a caixa e subiu as escadas para guardar o presente.

[...]

Algum tempo depois, Lian já havia voltado. A campainha tocou e batidas na porta surgiram. Connor e ela fitaram a porta.

— Quem será?

— Eu não sei — Lian se separou de Connor — Vou ver...

Connor foi até a porta e a abriu.

— Pois não?

— Oi Connor! — Era Thea que havia fechado a boate e ido para lá.

Thea estava vestindo um vestido azul marinho de decote princesa e sapatos de salto da mesma cor do vestido.

— Nossa! Você está muito chique, tia Thea — Connor analisou.

— Obrigada, Connor. E para de me chamar de tia, eu não sou tão velha assim — retrucou.

— Desculpa.

— Bem, feliz natal, Connor!

— Feliz natal, Thea! Vamos entrando. A propósito, como está a boate?

— Vai bem. Eu arrumei, limpei, fechei a base e a boate...é natal, então...

— Mas, isso não impede de que novos criminosos apareceram nessa época do ano.

— Eu sei. O seu pai diria que não há descanso para o Arqueiro no natal...

— Mas, eu acho que eu não sou totalmente como ele.

— Não, você não é — atestou Thea.

Thea foi até onde Lian estava e a cumprimentou.

— Feliz natal, Lian!

— Feliz natal, Thea!

As garotas se abraçaram. Connor olhou ao seu redor por um momento, até que a campainha tocou novamente e ele foi atender a porta.

Connor abre a porta e encontra Laurel Lance com Rose Forrest.

Laurel vestia um casaco bege de frio fechado com uma blusa de gola rulê preta por baixo, uma calça comprida preta grossa e botas de couro marrom. Ela carregava uma bolsa bege no ombro esquerdo.

— Olá, Connor! Feliz natal! — ela retrucou — podemos entrar?

Rose estava vestindo uma blusa de lã verde escuro com um cachecol vermelho enrolado no pescoço, um gorro vermelho na cabeça, uma calça jeans e botas de pata de urso vermelhas.

— Claro. Entrem,por favor. Oi Rose! Feliz natal!

— Oi Connor! Feliz natal para você também!

Laurel e Rose entraram e Connor fechou a porta.

— Eu...não vou ficar muito tempo aqui. Eu vim só trazer a Rose. Ela me disse que sentia muita saudade de você.

— Eu entendo. É...bom te ver, Rose — Connor ficou pensando em como Lian reagiria a chegada de Rose.

Rose foi até Lian e a cumprimentou.

— Oi Lian! Feliz natal!

— Ei, feliz natal para você também, Rose!

Rose e Lian se abraçaram. Connor e Laurel ficaram em um canto observando Lian e Rose. Connor colocou as mãos nos bolsos do terno.

— Então, Laurel...você vai comemorar o natal com a sua família?

— Sim. Eu convidei a Sara e o meu pai para um jantar. Eu vou cozinhar uma lasanha para eles.

— Entendo. E como anda a base do time Arqueiro?

— Bem, Roy está monitorando as atividades...

— Que pena. Eu gostaria de conhecer o Roy. Talvez algum dia...

— Sim, talvez algum dia...

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Keyston City

Casa da Família Allen

A casa de Wally estava toda enfeitada para o natal, com guirlandas na porta e nas paredes da casa. Iris estava cozinhando um delicioso peru de natal. A mesa de jantar estava toda arrumada com pratos distribuídos e garfos e facas organizados ao lado dos pratos.

Barry desceu a escada que ia do andar de cima até a sala. Ele vestia uma camisa branca com um suéter cinza, uma calça preta, e sapatos de couro marrom. Ele olhou para a mesa toda arrumada e ficou admirado.

Ele então sentiu o cheiro do peru e parecia já adivinhar o prato que Iris estava fazendo.

Iris largou o forno com o peru cozinhando e foi até onde Barry estava.

— Feliz natal, Barry!

— Feliz natal, Iris! Deixe-me adivinhar...você está fazendo peru?

— Sim. Como você adivinhou?

— Eu senti o cheiro de longe.

— O homem mais rápido vivo agora virou o farejador mais rápido vivo? — brincou Iris.

Barry soltou uma gargalhada.

— Enfim, onde está o Wally? Não aquele jogo dos livros infantis, o nosso filho, Wally Rudolph West — Barry satirizou.

— Eu acho que ele está passando o natal nos laboratórios STAR ajudando o Cisco com algum novo metahumano — deduziu Iris.

— Entendo. Parece que nosso filho vai perder o delicioso peru...

— Ele virá. Eu tenho certeza.

— Está certo. E o seu pai, o Joe?

— Eu convidei ele para ceiar com a gente. Ele deve chegar em breve.

Então, a campainha toca e Iris vai atender a porta. Era Joe West. Ele vestia um casaco preto com uma camisa de lã cinza,uma calça preta, sapatos pretos e um gorro preto na cabeça.

— Olá, filha! Feliz natal!

— Feliz natal, pai! Por favor, entre. Eu estou preparando um delicioso peru. O Barry está aqui também.

— Obrigado. Com licença.

Joe entrou na casa e Iris fechou a porta.

Barry, que havia se sentado na mesa de jantar se levantou para cumprimentar Joe. Ele se aproximou de Joe e deu um abraço nele.

— Feliz natal, Joe!

Joe retribuiu o abraço.

— Feliz natal, Barry.

Joe e Barry se separaram.

— Nós estamos esperando o meu filho, Wally West chegar. Ele...está trabalhando nos laboratórios STAR com Cisco.

— Wally West? Esse é o nome de que Francine e Eu daríamos à Iris se ela fosse menino — Lembrou Joe — Então eu tenho um neto chamado Wally? Eu gostaria de vê-lo.

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Laboratórios STAR

Cisco e Wally estavam no laboratório com Ronnie ainda usando o Quantum Splicer sobre uma camiseta grafite, ele vestia uma calça cargo cinza e tênis cinza com detalhes pretos.

— Hmm...nenhum sinal de Caitlyn ou do Capitão Frio — Analisou Cisco — Nessa época do ano...o Capitão Frio deve estar tramando algo...

Cisco estava vestindo uma jaqueta de veludo bege, uma camiseta preta por baixo, calça jeans, e tênis azul com sola e cadarço branco. Wally vestia uma blusa de moletom amarela com capuz. Uma calça vermelha, e tênis vermelho com detalhes em amarelo.

— Cara, está muito frio...eu queria me esquentar com um pouco de ação. Será que nenhum vilão vai aparecer hoje? — retrucou Wally.

Ronnie ficou pensativo por um tempo, já que aquele dia o fazia lembrar de Caitlin, sua esposa que havia se aliado ao Capitão Frio desde o último encontro deles no laboratório.

— Ei Wally, você não devia estar com a sua família? — comentou Cisco.

— Pois é. Eu acho que eu devia? Mas, não gosto de ficar em casa, então...

— Wally, eu posso cuidar das coisas, se aparecer algo eu te chamo. Vai celebrar o natal com a sua família. — aconselhou Cisco.

— Você tem certeza?

— É, se precisar eu também posso ajudar — comentou Ronnie após ficar um tempo distante da realidade.

— Tudo bem. Está chato mesmo. Eu vou para casa.

Wally usou a sua super — velocidade e saiu voando envolto por raios vermelhos.

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Centro de Central City, ringue de patinação.

As pessoas patinavam juntas na pista de patinação que era envolto por pinheiros. Um deles estava decorado como árvore de natal.

Leonard Snart, o infame Capitão frio, desceu de sua moto com sua parceira, Caitlin Snow que estava com seus cabelos prateados, os olhos azuis, a boca pintada com um batom azul escuro, vestindo um corpete azul, com uma saia azul e botas de couro azuis, já usando sua alcunha de Nevasca, surgem perto da pista.

— Eu odeio romantismo. O que você acha de congelarmos todos eles, mana? — retrucou Snart.

— Excelente idéia! — replicou Nevasca.

Snart sorriu para Caitlin e já preparou sua arma de gelo.

— Damas primeiro, eu insisto.

— Obrigada, Capitão — agradeceu Nevasca.

Nevasca levantou os braços, espalmou as mãos e lançou cristais de gelo que atingiram as pessoas no ringue perfurando os corpos delas como estacas. Algumas pessoas foram caindo no chão.

Snart mirou nas pessoas restantes que começaram a correr no meio da pista desesperadas e disparou um raio gélido da arma de gelo que foi congelando uma a uma transformando-as em estátuas de gelo.

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Laboratórios STAR

Então Cisco recebe o alerta no monitor do laboratório e fitou a localização do sinal.

— É no centro da cidade. Parece que é o Capitão Frio e a Caitlin — informou Cisco.

— Eu cuido disso — replicou Ronnie.

Ronnie saiu do laboratório e foi para o estacionamento. Lá ele se incendiou e usou as chamas para pegar impulso e assim voar como um cometa pelo céu de Central City.

[...]

Ronnie então pousa perto da pista de patinação e logo chama a atenção de Capitão Frio e Nevasca.

— Olha só o que temos aqui. Seu ex — marido, Caitlin — retrucou o Capitão frio.

— Snart, deixa a Caitlyn fora disso!

— Ela é minha agora. E você não pode me impedir!

— Você de novo? Eu já disse que eu não tenho mais nada com você — retrucou Nevasca.

— Caitlin, vamos voltar os laboratórios STAR. Talvez o Cisco possa achar um jeito de trazer você de volta — suplicou Ronnie.

— Eu não quero! — bradou Nevasca.

Nevasca ficou bastante irritada e lançou uma chuva de granizo sobre a cabeça de Ronnie. Ele então incendiou o corpo e fez suas chamas derreterem as pedras de granizo, desfazendo-as.

— Que pena! Eu esqueci de trazer a pipoca para acompanhar esse espetáculo — comentou Snart soltando uma gargalhada logo em seguida.

Snart desarmou a arma de gelo e a guardou no coldre em sua calça.

— Hmm...eu vou deixar vocês resolverem isso entre vocês.

Snart ficou a observar os dois amantes se destruírem.

— Pare com isso, Caitlin. Eu não quero te machucar.

— E você acha que eu ligo para isso? Eu posso absorver o calor. Levei um tempo para controlar esse poder, mas Snart me ajudou.

Ronnie viu que não tinha outra escolha, percebeu que já não existia mais nenhum traço da antiga Dra. Caitlin Snow, a sua amada esposa. Aquela era uma outra pessoa. Ela era puro mau.

Então, Ronnie disparou uma rajada de fogo na direção de Nevasca e ela rebateu com um raio gélido. Os dois poderes colidiram e eles ficaram medindo suas forças. Ronnie se esforçava para conter o raio gélido de Nevasca e ela se esforçava para conter a rajada de fogo de Ronnie.

Ronnie então soltou um urro e usou todas as suas forças. O fogo foi derretendo o gelo até atingir e ferir Nevasca. Ela então desmaiou com o impacto.

Snart bateu palmas.

— Bravo! — elogiou Snart.

Ronnie se aproximou de Nevasca e tentou socorrê-la.

— Volte para mim, Caitlin! Eu preciso de você — insistiu Ronnie.

Nevasca então abriu os olhos e se levantou. Ronnie se afastou e fitou-a nos olhos.

— Caitlin Snow está morta — bradou Nevasca!

A vilã então manipulou o gelo da pista de patinação e lançou uma estaca de gelo na direção de Ronnie. Ele então usou o seu fogo e subiu ao céu, depois pousou atrás de Nevasca.

Nevasca virou para trás e tocou o tronco de Ronnie fazendo o congelar. O gelo foi se espalhando pelo corpo dele. Ronnie começara a estremecer. E tentava manter o seu corpo aquecido a fim de derreter aquele gelo.

— Eu te amo...Caitlin! — declarou Ronnie.

— Mas, ela não te ama mais, Romeu — interferiu Snart.

A pressão do corpo de Ronnie começara a cair. aos poucos o corpo de Ronnie foi ficando azul e mesmo ele tentando aquecer o corpo, era inútil. Ele estava congelando de dentro para fora. Quase todo o seu corpo parara de funcionar. Ronnie começara sentir o congelamento o ferir a ponto de cuspir sangue da boca.

Mesmo assim ele tentava se manter em pé.

— Desista, será melhor para você! — retrucou Snart.

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Laboratórios STAR

Cisco então nota que Ronnie ainda não havia voltado e parecia estar com problemas. Ele pega o seu celular no bolso da calça e liga para Wally.

— Vamos, atende, Wally.

[...]

Keystone City

Casa da família Allen

Wally estava comendo o peru que Iris havia preparado quando percebe o celular tocando no bolso.

— O seu celular está tocando, Wally — avisou Iris.

— É, eu sei.

Wally tirou o celular do bolso e olhou na tela para ver quem é que estava chamando. Na tela tinha o nome de Cisco, com a foto e as opções de atender ou não a chamada abaixo do número do telefone.

— É o Cisco... — Wally comentou.

Ele então resolveu atender a chamada de Cisco.

— Cisco! O que aconteceu?

Wally, eu preciso de você nos laboratórios STAR, AGORA! — lamuriou Cisco.

— Calma, Cisco. Me fala o que tá pegando ai.

É o Ronnie, o nuclear? Ele desapareceu e ainda não voltou. Eu preciso que você me ajude a encontrá-lo.

— Está bem. Eu já estou indo para ai.

— Quem era, Wally? O que aconteceu? — quis saber Iris.

— Era o Cisco. Parece que o Nuclear desapareceu do laboratório.

— Bem, e o que você está esperando, filho — retrucou Joe — vai lá atrás dele. Não se preocupe comigo. Eu estou bem.

— Obrigado, Joe. Você é muito legal.

— Corre, Wally, corre! — Iris costumava falar algo parecido para Barry quando ele ia para uma emergência.

Wally limpou o prato de comida como uma criança faminta e saiu correndo da casa. O ar que fora deslocado levantou os cabelos de Iris e Barry, mas o gorro de Joe se manteve no lugar.

— Esse garoto lembra muito o Barry — comentou Joe.

— Sim, ele puxou mesmo a mim — disse Barry sorrindo.

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Laboratórios STAR

Wally chega no laboratório e Cisco o informa da situação.

— Wally, lembra que o Ronnie falou que se acontecesse alguma coisa ele dava um jeito?

— Lembro. O que houve?

— Bem, nós recebemos um alerta de que o Capitão Frio e a Nevasca estavam na cidade então Ronnie foi verificar e ainda não voltou.

— Está bem. Eu vou ver se eu encontro ele.

— Está bem.

Wally usou a sua super — velocidade e imediatamente vestiu seu traje de Kid Flash e saiu voando dali. O ar que se deslocou levantou o cabelo de Cisco.

— Nossa! Esse cara é rápido mesmo. Mas ainda não se compara ao Barry. — Cisco falou para si.

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De volta a pista de patinação. Ronnie estava caído no chão e já não conseguia respirar direito.

Wally então interveio e logo chamou a atenção do Capitão Frio e de Nevasca.

— E ai, Snart! Lembra de mim?

— É claro. O garoto relâmpago — Snart debochou.

— O nome é Kid Flash! — bradou Wally.

— Que seja! Você veio salvar o seu amigo? Já aviso, está perdendo o seu tempo.

— Eu cuido dele, Snart.

— Caitlin? Desculpa, Nevasca? Isso rima com Alasca! — brincou Wally.

— Eu vou congelá-lo até a morte. Assim como eu fiz com Nuclear.

— Então você o matou?

— Ele...não está totalmente morto. Ele vai sobreviver.

— Jesus! Olha para ele! Ele está bem para você? — Wally sinalizou.

— Cala a boca!

Nevasca conjurou uma chuva de granizo que começou a cair sobre Wally. Ele começou a se mover em zig — zag para evitar as pedras de gelo.

— Fica parado! — bradou Nevasca.

Snart estava farto daquilo e resolveu intervir.

— Acabe logo com isso, Nevasca!

— Está certo.

Nevasca então conjurou um furacão gelado que começou a rodopiar na direção de Wally.

Wally fitou o furacão e tentou se lembrar de uma das habilidades do pai.

— Como é mesmo aquilo? É só agir os braços?

Então Wally começou a agitar os braços e conseguiu produzir dois mini-furacões que empurraram o furacão e ele começou a rodopiar em torno de si mesmo e se desfez.

— Eu consegui!

Wally então se movimentou velozmente e desferiu um soco em Nevasca que a derrubou no chão.

Nevasca se levantou furiosa e rangendo os dentes. Mas, Snart acabou declarando o fim, já que achou aquilo muito patético.

— Acabou, Nevasca. Vamos embora daqui — Snart montou em sua moto e ligou o motor.

Nevasca montou na garupa da moto segurou na cintura de Snart e apoio a cabeça sobre o ombro esquerdo dele e então fuzilou Kid Flash com um olhar penetrante.

— Desculpa, garoto. A garota vem comigo.

Snart abriu um longo sorriso como se estivesse satisfeito e partiu em sua moto levando sua nova parceira consigo.

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Em seu esconderijo, um bar abandonado, ele e Nevasca se reúnem com Onda Térmica, Mick Rory e a Patinadora Dourada, Lisa Snart, irmã dele.

— Onde você estava Lenny? — indagou Mick

— Eu estava lá fora, no centro da cidade com minha parceira fazendo bonecos de gelo — Snart disse com sarcasmo.

— E por que você não me chamou? Eu queria botar incendiar esse natal — retrucou Mick bebendo um drinque do bar.

— Hmm...o garoto das chamas apareceu. Mas a minha parceira deu um jeito nele. Ela o deixou congelando na neve. Foi lindo! — comentou Snart.

Lisa observou a conversa de Leonard e Mick e ficou enciumada.

— Então você me trocou por essa dai, Lenny? — Lisa retrucou.

— Você ainda é minha irmã, Lisa — replicou Snart sem olhar para Lisa.

— Eu não sou importante para você?

— Lisa, não comece. Você é sangue do meu sangue. Só porque eu estou com Caitlin, não quer dizer que eu me esqueci de você. E além do mais, é só...trabalho.

— Claro, com você é só trabalho...mas eu também sou da sua equipe — reclamou Lisa.

"Frio" ignorou Lisa e olhou para Caitlin.

— Não ligue para a minha irmã. Eu te amo.

— Eu também te amo.

Leonard e Caitlin se olharam, aproximaram seus rostos um do outro e se beijaram. Lisa ficou desacorçoada só de ver aquela cena. Ela pensou que se tivesse ficado com Cisco, as coisas pudessem ter sido melhor, mas com uma família como a dela, como seria possível?

»

St. Andrews Hospital

Ronnie Raymond estava em um leito do hospital ainda com o Quantum Splicer no peito. Wally estava do lado da cama dele e desativou o Quantum Splicer, fazendo o Dr. Martin Stein se separar de Ronnie enquanto ele se recuperava. Wally então guarda no bolso de sua calça o Quantum Splicer.

— Olá, Wally! — Dr. Stein cumprimentou — Feliz natal.

— Dr. Stein! É a primeira vez que eu te vejo. O meu pai me falou muito sobre você — retrucou Wally.

— O seu pai é Barry Allen e sua mãe é Iris West — presumiu o Dr. Stein.

— Sim. Como você sabe disso?

— Eu sou um cientista, Wally — Dr. Stein sorriu — E foi eu que realizou o casamento de Caitlin Snow e Ronnie Reymond. O seu pai estava lá também — lembrou o Dr. Stein.

— Entendo...

— Como estão os seus pais? — quis saber o Dr. Stein.

— Ele estão bem. Na verdade, nós até estávamos comemorando o natal quando Cisco me chamou para ir atrás do Ronnie.

— Entendo.

Então Cisco entrou no quarto para ver como Ronnie estava.

— Dr. Stein? Wally!

— Olá, Cisco! Feliz natal!

—Feliz natal, Dr. Stein — Cisco apertou a mão do Dr. Stein — Eu vim ver como o Ronnie estava.

— Ele está bem. Descansando...

— Que bom. Eu estava mesmo preocupado com ele ter sumido do laboratório.

[...]

Então, Barry, Joe e Iris entraram no leito e se juntaram a Cisco.

— Barry, Joe, Iris! O que vocês estão fazendo aqui?

— Nós estávamos jantando até que o Barry resolveu ver como o Ronnie estava — explicou Joe.

— Entendo. Ele vai sobreviver...o corpo dele quase atingiu o zero absoluto...mas ele está bem agora — replicou Cisco.

Na antiga mansão dos Queen, Laurel se despia de Connor.

— Bom, eu vou indo, Connor. Eu não quero atrapalhar a noite de vocês — retrucou Laurel.

— Tudo bem. Tchau, Laurel! — Connor se despiu dando um abraço em Laurel — imagina.

Laurel se separou de Connor e se retirou da mansão.

[...]

A campainha toca novamente e Connor vai atender. Ele abre a porta e então se depara com seu pai, Oliver Queen vestindo um terno grafite com sapatos pretos e uma camisa branca sem gravata.

— Olá, Connor! Feliz natal — Oliver sorriu.

— Olá, pai! Feliz natal. Por favor, entre. Thea está aqui conosco — retrucou Connor.

— Ela está aqui? Speedy? Me leve até ela.

Oliver entrou e Connor fechou a porta.

Na sala de jantar, Thea, Lian e Rose estavam ceiando o jantar preparado por Raisa, a empregada da casa, e Connor e Oliver se juntam à mesa.

— Ollie! — Thea parou de comer e voltou o olhar para seu irmão.

— Feliz natal, pessoal!

Thea se levantou da mesa e foi abraçar Oliver. Ela então se aproximou dele e deu um abraço apertado.

— Bom abraço, Speedy!

— Obrigada, Ollie. Sente-se com a gente. Nós estávamos esperando por você.

— Obrigado.

Oliver se sentou na mesa na cadeira da ponta. Connor puxou uma cadeira e se sentou do lado de Lian.

— Então, quem são essas garotas?

— Aquela ali é a filha do Roy, Lian Harper. E a outra é uma amiga do Connor, Rose Forrest — Thea apresentou.

— Rose é uma amiga minha do tempo de escola em Central City. Ela perdeu os pais então...ela agora é da família. Laurel está cuidando dela no apartamento dela — explanou Connor.

— Entendi. Bem — vinda, Rose.

— Obrigada, senhor Queen.

— De nada. A propósito, eu até me esqueci dos jantares aqui na mansão...— brincou Oliver.

— Pai, eu preciso te contar uma coisa. Eu...comprei a mansão de volta, depois que você foi embora.

— E a boate também. Laurel me contou a respeito.

— Eu espero que você não esteja bravo comigo...

— Connor, é natal. Vamos celebrar! Aliás, já quebramos a tradição dos Queen — Oliver comentou com Thea.

— É verdade — replicou Thea.

No apartamento do capitão Lance, a campainha toca e ele abre a porta. Laurel surge na porta ao lado de Sarah, a filha que ele havia perdido. Sarah estava vestindo uma blusa branca de manga comprida, uma calça branca, e botas de couro preto.

— Laurel? E quem é que está com você? — indagou Lance.

— É a Sarah, pai. Eu a convidei para jantar conosco.

— Oi, pai! — cumprimentou Sarah acenando um "oi".

— Sarah? Sarah está morta — disse Lance meio amargo.

— Bem, é uma longa história, mas...ela está aqui — explanou Laurel.

— Não, isso não é possível — Lance parecia estar vendo um fantasma. Ele ficou branco como um lençol.

— É natal, pai. Então, vamos comemorar juntos.

Lance começou a verter lágrimas, mas se segurou.

— Por favor, entrem.


Laurel e Sarah entraram e ele fechou a porta.

— Meu Deus! Você voltou, filha! — disse um Lance assustado.

— Sim, pai. Eu estou aqui — replicou Sarah.

Lance então se aproximou de Sarah e a abraçou. Sarah fez um agrado na cabeça do pai.

— Está tudo bem, pai — Sarah tranqüilizou o pai.

Lance se afogou em lágrimas derramadas nos ombros de Sarah. Laurel se juntou a ele e Sarah e deu um abraço nos dois.

Notas finais
Obrigado por ler^^ Se gostou, comente.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!