Quem Tem o Coração de Kakashi
2 Um desafio de Might Guy e um conselho de Uzumaki Karin
Notas iniciais
“Bem, é isso. Nessa semana eu prendi mais gente que você, então, é minha vez de te desafiar, meu eterno rival.” Gai disse animado. “Faz quatro meses que você vai na clínica veterinária Inuzuka todos os dias e todo o batalhão ouve você falando dessa garota praticamente o tempo todo, então, te desafio à convidá-la para um jantar amanhã à noite, já que folgaremos esse final de semana.”
Kakashi soltou a caneta com a qual preenchia o relatório a última prisão que fizera naquele dia e, com uma sobrancelha arqueada, encarou seu colega de trabalho com um olhar inquisidor.
“Ah, qual é? Obito levou uma bala pra te proteger e morreu há cinco anos atrás e você se envolveu com a namorada dele, a Rin, que morreu numa batida que deu errado. Desde então, você virou praticamente um monge e não tem nenhuma vida fora desta delegacia, bem, não tinha, até essa veterinária aparecer, agora vai pra lá todo dia, envia mensagens para garota durante o turno a fim de saber como Pakkun está, pois o deixa com ela. Meu amigo, o ponto é que já fazem mais de três anos que Rin morreu, você não pode culpar-se pela morte dela quando você nem mesmo estava naquela batida para protegê-la, porque você eram de equipes diferentes. Já passou da hora de você cumprir a promessa que fez à ela de que seria feliz.” Migh disse sem rodeios.
A primeira coisa que passou pela mente de Hatake foi que tais palavras eram duras, mas a verdade geralmente era dura e, bem, ele estava certo. Kakashi e Rin envolveram-se romanticamente seis meses depois da morte de Obito, pois encontraram conforto um no outro e a morte dela terminou de destroçar seu coração.
Kakashi bem sabia a quantidade de mulheres que rejeitou nos últimos três anos era enorme, mas a paixão, o carinho, a força e a determinação que Inuzuka Hana dedicava à sua profissão, além da atenção que dava-lhe toda vez que ele aparecia lá depois de seu próprio expediente atraia-o da mesma forma como uma mariposa é atraída pelo fogo.
De repente a constatação de que Gai poderia estar certo brilhou na mente de Hatake como um letreiro de neon com propaganda da Coca-Cola e isso deixou-o boquiaberto.
“De onde você tirou tudo isso?” Kakashi perguntou com sua voz transparecendo mais surpresa do que a costumeira dor que ele sentia quando falava de Obito e Rin.
“Esse desafio foi ideia de Asuma e, pela sua expressão, ele estava certo.” Gai respondeu simplesmente e aquele desafio fez muito sentido ao desafiado, porque conhecia a inaptidão de Gai para assuntos do coração, já que só começou aa namorar Shizune por conta de um encontro duplo que Asuma marcou pra ele com uma das amigas de Kurenai, pois ambos criam que seus amigos dariam um belo casal e — apesar de serem tão opostos quanto possível — já estavam juntos há um ano e meio,demonstrando o quanto Asuma e Kurenai acertaram.
“Eu aceito o desafio.” Kakashi disse, ignorando as borboletas que dançavam em seu estômago devido ao nervosismo que tomou conta de seus nervos instantaneamente.
Kakashi tomou um banho rápido depois do fim do expediente antes de subir em sua motocicleta Harley-Davidson, modelo Iron 883 preta, ele abaixou a viseira de seu capacete vermelho e acelerou rumo ao centro, onde ficava o consultório veterinário de Hana.
A Inuzuka, por sua vez, encontrava-se agitada. Karin, namorada de Suigetsu, seu estagiário, dizia-lhe há dias que a veterinária deveria tomar a iniciativa com o policial bonitão, como a ruiva o chamava, já que ele não tomava a iniciativa. Argumentou que fez isso com o Hōzuk e, que graças à isso, ambos estavam prestes a comemorar o segundo aniversário de namoro.
Hana pensou naquelas palavras durante toda a semana e chegou à conclusão de que Karin estava certa, pois toda vez que via aquele homem, todas as manhãs quando ele deixava Pukkan consigo e todas as noites quando ele vinha buscá-lo, seu coração falava algumas batidas só para voltar a bater mais rápido. Portanto, naquela quinta-feira, decidiu arriscar, pois a recompensa valia muito à pena, caso seu convite fosse aceito.
Com isso em mente, depois que ficou sozinha com seus três cães e Pakkun, Hana tirou o jaleco e sentou numa das poltronas da recepção para esperá-lo, mas acomodou-se justamente na poltrona em frente ao relógio de parede do cômodo e nem mesmo o novo livro de Jiraiya conseguia distrair-lhe da ansiedade causada pela espera
Lia e relia a mesma página mais de três vezes, então, seus olhos vagavam espontaneamente para os ponteiros do relógio que insistiam em moveram-se o mais lentamente que eram capazes.
Kakashi estacionou a motocicleta junto ao meio fio e apertou a campainha quando Hana viu o relógio marcar dezenove horas.
A moça levantou-se e abriu a porta da clínica para o rapaz entrar, fechando-a em seguida atrás dele.
“Oi, Kakashi, como foi o trabalho?” Ela perguntou enquanto ambos caminhavam para o canil, localizado nos fundos da clínica.
“Oi, Hana. A manhã foi agitada, pois fizemos escolta de um prisioneiro para o julgamento, mas a parte da tarde foi bem mais tranquila.” Respondeu ele. “E como foi o seu?”
“Bem, hoje Suigetsu fez sua primeira cesariana numa poodle, ele se saiu muito bem.” Ela contou antes de abrir o canil e pegar Pakkun no colo. “Aqui, esse mocinho ficou muito bem hoje, como fica todos os dias.” Informou-o entregando-lhe o cão.
Ambos voltaram para a recepção e sentaram-se em um par de poltronas, uma de frente à outra, para conversarem sobre o livro de Jiraiya, mas o assunto daquela noite era outro.
“Eu estive conversando colegas de trabalho e eles me ajudaram a perceber que…” Os dois disseram ao mesmo tempo e calaram-se para ouvir o outro, mas tudo o que cada um escutava era seu próprio coração batendo rápido por conta da ansiedade.
“Fala você primeiro” Tornaram a falar em coro.
Mais uma vez o silêncio que se instalou no ambiente só não reinava absoluto devido ao tic-tac do relógio.
“Quero te chamar pra sair.” O casal falou concomitantemente ao reunirem coragem para isso e sorriram juntos, pois a vontade deles era a mesma: terem um encontro e não precisaram responder que aceitavam para saber que teriam um encontro.
“Amanhã, sexta-feira, estarei de folga, mas como você trabalha, passo te pegar nesse mesmo horário e iremos jantar.” Kakashi disse sem conter-se pouco antes de Hana concordar com um movimento de cabeça, pois vira-se sem fala.
Depois que o policial Hatake embora, a veterinária passou o restante da noite agitada, assim como todo o dia seguinte. Nunca antes desejou que o fim do horário comercial chegasse tão rápido e nunca antes as horas passaram tão devagar.
Assim que a Inuzua abriu a porta Kakahi notou que o cabelo dela estava solto e levemente ondulado,bem diferente do cabelo liso e preso num rabo de cavalo alto que ela costumava usar durante o trabalho, que usavisavam ainda mais seu rosto de traços delicadosto. Sua maquiagem era mínima, com destaque para os olhos de uma maneira misteriosa e aumentou os lábios com gloss. O vestido caía até os joelhos, mas parecia se fundir a cada curva como uma segunda pele. Com os saltos, as pernas pareciam maiores.
Ele foi desperto de seu transe causado pela beleza diante de si ao ouvir o som que a porta fez quando ela acionou o alarme.s homens se levantaram e a envolveram em abraços.
O rapaz fechou e sacudiu a cabeça algumas vezes para concentrar-se no que ela dissera.
“Podemos ir?” Perguntou assim que
Ele a viu sorrir e, pela primeira vez, ele teve certeza de ser o causador daquele sorriso.
Ela confirmou com a cabeça que poderiam ir.
O policial ajudou a veterinária na parte de trás do táxi onde o motorista os aguardava. Hana escorregou em todo o banco de trás, deixando espaço para ele sentar-se ao seu lado.
“Vamos.” Kakashi disse ao taxista.
“Para onde vamos” A Inuzuka perguntou depois de alguns minutos.
“Para um restaurante de rámem que meu um de meus amigos levou a esposa dele no primeiro encontro, foi altamente recomendo.” O Hatake respondeu virando a cabeça para encará-la.
“Então, assim como cerca de duzentos ou mais restaurantes. Isso não ajudou.” Ela disse antes de revira os olhos, mas ele notou um pequeno sorriso nos lábios dela.
“Espertinha.” Kakashi disse com um sorriso brincalhão em seu rosto.
Ramen Ichiraku era o melhor restaurante do gênero em Tóquio. Pessoas esperavam de bom grado por horas por uma mesa.
O táxi parou em frente ao restaurante. O motorista saiu e abriu a porta para Hana, enquanto Kakashi dava a volta. Uma vez fora do carro caminhei até ela e paguei o motorista, foi embora.
“Você está bonita.” Kakashi a elogiou, ao lembrar que não fizera isso quando foi buscá-la, enquanto a guiava para o restaurante.
“Você parece muito bem também.” Ela inclinou a cabeça para o lado, avaliando-o com um olhar crítico. Levantando as mãos, ela arrumou o colarinho da camisa gola polo que o homem à sua frente vestia — junto com uma calça jeans — e sorriu. “Perfeito.”
No interior, o lugar estava cheio de pessoas à espera de uma mesa. O cheiro delicioso de ramen sendo preparado na hora, acompanhado de ingredientes frescos atingiu Kakashi em cheio. Ele ouvi Hana realmente gemer de prazer com os aromas enquanto aproximavam-se da anfitriã.
“Sr. Hatake.” Ela disse com um sorriso cordial. “Sua mesa está pronta, senhor. —Ela pegou uma carta de saquês. “Por aqui.”
A mesa para a qual fomos guiados era na parte de trás do restaurante, em frente à uma grande janela que proporcionou-nos uma linda vista do jardim do restaurante. Kakashi puxou a cadeira para Hana sentar antes de sentar-se na cadeira na frente dela..A anfitriã deixou a carta de saquês sobre a mesa e prometeu que o nosso garçom viria em breve, em seguida, virou-se e voltou para seu posto. tomei a liberdade de escolher um saquê da carta.
O garçom apareceu. Ele não era o cara que sempre me atendia, mas eu não questionei. Rubirosa não era um idiota. Ele não ia contratar qualquer um que ainda cheirava a um dos nossos rivais.
“Uma garrafa de daiginjo . — Kakashi pediu ao rapaz, escolher o tipo de saquê mais leve era uma forma de mantê-los sóbrios para terem uma conversa agradável, que não girasse exclusivamente em torno de cães e livros. “Tantanmen para ela.”
Ouvi, então, um bufo suave deixá-la e atirou-lhe um sorriso. Ela balançou a cabeça, fazendo seu cabelo cair para frente.
“Ele vai querer lámen shoyu. —Ela disse ao garçom, mas seus olhos estavam colados no rosto do homem sentado à sua frente. —Boas escolhas.
Ambos provaram, assim, que reparavam no que o outro pedia, toda vez que ficavam conversando até tarde da noite e pediam comida pra viagem.
O garçom saiu e eu me inclinei para frente, empurrando o cabelo para trás de seu rosto.
O garçom voltou com a garrafa de saquê. Ele serviu uma pequena amostra, eu provei ao policial, que eu deu um aceno de aprovação antes que ele servisse uma taça de daquele saquê para ambos.
“Como você se tornou veterinária?” Kakashi perguntou quebrando o gelo causado pelo constrangimento de que partilhavam.
“ Minha mãe é policial em Okinawa, trabalha com cães policiais, sempre me contava as coisas maravilhosas que eles podem fazer para ajudar os policiais e eu sempre quis cuidar deles, pareceu uma escolha natural.” Respondeu ela e pegou o copo de saquê, tomou um pequeno gole, então um gole maior. “ E como você virou policial.”
“Meu pai era militar e eu foi criado para ajudar pessoas, mas nós viajamos muito, ser policial me permite ajudar ao próximo e criar raízes.” Ele respondeu de prontidão. “Meu falecido pai também foi o motivo de eu não ter nenhum cão antes de Pakkun, pois ele era alérgico.
“Sinto muito por seu pai, mas fico feliz que você tenha encontrado Pakkun.”
O garçom a comida e a Inuzuka deu suspiro de puro êxtase quando ela provou sua refeição favorita, assim como Kakashi fez, o resto jantar transcorreu em silêncio e, no fim da noite, ambos racharam a conta por insistência de Hana, que foi categórica em afirmar que também trabalhava, como ele, e que considerava certo dividirem a conta ou na próxima vez ela bancaria o encontro.
O garçom presenciou a discussão um pouco surpreso com a atitude feminina enquanto Kakashi concordava e sorria, pois a personalidade forte dela cativava-lhe.
No final da noite o Hatake beijou a testa da garota, ao deixá-la na porta de sua casa, antes de seguir para a sua própria.
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