Quem Tem Medo Da Flor De Cerejeira?
1 Prólogo
Notas iniciais
Naraku:
Achei que aquele momento fosse o meu fim, depois de tantos anos finalmente a morte vinha ao meu encontro. Apesar de tudo eu estava digamos... Conformado, não feliz, pois mesmo na morte não tive Kikyou nenhuma vez... Realmente eu não queria morrer, mas isso não sou eu quem defino.
Grunhi de dor, era como se algo queimasse a minha pele de dentro para fora, é... Esse é o poder de purificação da Kagome. É, esse é o meu fim, não tenho mais poder, não tenho mais servos ou marionetes. O feitiço se virou contra o feiticeiro... Maldito Inuyasha!Se não fosse por ele e sua trupe de idiotas, eu... Eu... Argh! Que morram todos!
Suspirei me entregando para a morte eminente naquela luz pura e fatal para mim.
—Hmmm, deu para perceber que você não gosta muito do Inuyasha e seus amigos... —Disse uma voz masculina.
—Quem é você?—Perguntei olhando ao redor, mas não via nada além da luz de purificação.
—Adivinha?—Falou a voz rouca, sarcástico. — Sou Kikyou!
—Cale a boca, idiota!—Gritei e a voz gargalhou.
—Eu sou aquela a quem você passou muito tempo procurando... Sou o desejo dos Youkais e o medo dos humanos, eu sou...
—A Jóia de quatro Almas... —Completei perplexo.
—Parabéns, vejo que não é tão burro... —Falou a Jóia fingindo estar surpreso. — Olha aonde você veio parar, Naraku... Está sem poder, sem servos e sem marionetes. Um completo inútil!
Um rosnado de irritação escapou por meus lábios:
—E você?! Está aqui morrendo aos poucos, sendo purificado, também morrerá logo, logo!
A voz riu novamente como se o que eu disse fosse uma ótima piada:
—Não, é mais difícil de me matar, Naraku. Eu tenho a minha essência maligna (Magatsuhi) e a minha essência boa (Naohi), a flecha só purificara a essência ruim, eu não deixarei de existir assim tão cedo...
—Mas, se a sua parte má for purificada você ficara completamente puro. —Respondi tentando entender o que a Jóia queria com aquela conversa.
—Então é por isso que preciso de sua ajuda. Se eu for totalmente purificado eu irei me tornar “bonzinho”, mas isso não significa minha morte, mas demorara muitos e muitos anos até que minha essência maligna volte e eu não quero ter que esperar.
—E o que eu tenho eu a ver com isso?—Eu me sentia cada vez mais confuso com aquela conversa que estava mais para um monólogo.
—Eu ainda tenho poder restante para sair daqui, mas não consigo sem um corpo, que seria o seu!... Ao sairmos daqui eu vou te dar poder e tudo o que quiser... Até mesmo... A vingança que tanto quer.
—Eu... Aceito, quero a vingança contra aquele cão- meio-youkai miserável!
—Vou entrar em seu corpo e assim te guiarei. —Ao acabar de dizer isso eu senti um frio na espinha e uma leve tontura. —Olá, Naraku. —Falou a jóia dentro de minha mente, eu e ele agora éramos um só corpo, mas duas mentes separadas lutando pelo mesmo objetivo.
—Para onde vou? Nosso tempo está se esgotando, meu corpo logo será totalmente purificado.
—Comigo em sua mente você poderá ver, Naraku veja as trevas na luz, a escuridão na purificação, quando conseguir ver achara o caminho para a liberdade. —Escuridão na luz?! Que é isso?! Não tem como... —Se acalme Naraku, vamos você consegue.
Suspirei e me concentrei na luz da purificação que estava na poucos metros de nós. Logo consegui ver o que há poucos minutos atrás achava impossível: havia uma mancha negra na luz.
—Achei!—Falei esperançoso.
—Vá até lá, pois ali está a nossa liberdade e a nossa vingança!
Kagome Higurashi:
Meu sonho começou super estranho, tudo estava escuro, eu tentava andar em meio à escuridão, mas eu não via nada. De repente um grito agudo e horripilante fez o cenário a minha volta mudar: agora eu estava em uma vila, ou pelo menos o que restou dela, já que as casas pegavam fogo, outras já nem existiam mais, só restavam entulhos eu ouvi pessoas pedindo socorro, mas no centro da destruição havia uma pessoa, ao me aproximar vi que era uma garota, ela tinha longos cabelos rosados e usava um protetor ninja no cabelo, sua pele era branca, mas estava toda suja de sangue e poeira.
A garota chorava muito e aparentemente não tinha machucados. Ela tirou as mãos do rosto e eu pude ver seu rosto. Seus olhos verdes se focaram em mim e ela disse:
—Por favor, me ajude. Ajude-me antes que seja tarde de mais... Eu não quero mais machucar ninguém!—Mais lágrimas lavavam a face da garota.
De repente a menina gritou e caiu para frente. Aproximei-me dela e me ajoelhei ao seu lado.
—Como posso te ajudar?—Perguntei.
—Eu... Eu... Não tenho mais controle!—Gritou a garota, sua voz estava diferente, estava mais profunda e rouca como se tivesse mais alguém falando ao mesmo tempo.—Por favor, se quer me ajudar, me mate.—Aquelas palavras me acertaram como um soco no estômago.
A menina gritou novamente, o mesmo grito que antes só que mais doloroso e horripilante. A menina ofegava e quando ela me fitou eu juro que vi outra pessoa, não era a mesma garota de antes, eu juro! A menina que me fitava agora tinha os olhos frios e sem brilho, sua pupila mudou, parecendo a de um gato.
Ela me olhou e sorriu malevolamente. A rosada levantou a mão que possuía garras pontiagudas e iria me acertar em cheio, mas na hora eu acordei bruscamente assustada.
—O que foi Kagome?—Perguntou Inuyasha ao meu lado. Ele ficou afagando o meu ombro. —Outro pesadelo?
—Sim. —Respondi, com minha voz tremula.
Ultimamente eu ando tendo muitos pesadelos, para uma sacerdotisa pesadelos são importantes, podem representar fatos do passado, presente ou futuro. Mas eu venho tenho pesadelos sobre o mesmo tema: morte, guerra, poder e a Jóia de Quatro Almas.
—Inuyasha... —Chamei e ele me fitou. —A Jóia de Quatro Almas voltou. —Falei.
Eu senti os músculos do Inuyasha se retesarem e ouvi seus dentes se trincarem.
—Eu não sei como, quando ou onde, mas de uma coisa eu tenho certeza: a Jóia voltou.
Notas finais
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