Notas iniciais
Oiê! Como vão vocês meus ninjas?Peço eternas desculpas epla a minha demora, mas e q eu sofri um bloquio criativo em alguns momentos, mas para compensar a demora caprichei no capítulo e o deixei fgrandinho. Espero que gostem!^^

Como seu nome diz: Ela tem a beleza de uma flor de primavera.

Naruto Uzumaki:
—Naruto... Naruto. —Dizia uma voz me chamando, a voz estava abafada, como se uma parede no separasse.
Sonolento, eu me virei na cama, arrumando uma posição melhor para retomar o meu belo sonho com a Hina-chan e lámens! Juro que eu ainda podia sentir o cheio da sopa!
—Quer um pouco Hina-chan?... —Murmurei oferecendo o meu prato para ela.
—Acorda!—Gritou a mesma voz de antes me assustando e me fazendo abrir os olhos, devido ao susto.
Infelizmente dei de cara com Sasuke, que me olhava com reprovação.
—Onde está a Hinata?—Perguntei, a minha voz soava arrastada como se eu estivesse bêbado.
—Você estava sonhando idiota!—Exclamou o moreno e eu desviei o olhar tentando evitar que o Uchiha percebesse a minha face corada, droga, por que eu tenho que falar enquanto durmo?!
—O que quer Teme?—Perguntei mudando de assunto antes que Sasuke falasse mais alguma coisa sobre o meu sonho com a Hinata.
O moreno percebeu o motivo da mudança drástica de assunto, mas resolveu deixar para lá, respondendo com outra pergunta:
—Você viu a Sakura?Eu acordei agora a pouco e ela não estava mais aqui.
Levantei a minha cabeça e olhei o quarto ao meu redor e como o Uchiha tinha dito, Sakura não estava ali.
—É verdade... —Murmurei. — Ela já deve ter decido para o café da manhã. —Conclui passando a mão no rosto, tentando me acostumar com a luminosidade do local.
—E você não vai?—Perguntou ele indo em direção da porta.
—Óbvio que vou!—Exclamei me sentando na cama rapidamente. —Nem dormindo eu vou perder a fartura que é a comida deste lugar!
Depois de poucos minutos eu e o Teme estávamos andando calmamente pelos corredores que nos guiavam até onde tomávamos café da manhã. De longe eu pude ver a rosada de pé, conversando com alguém que eu não pude ver, devido a distância.
—Ei!Sakura-chan!!!! —Gritei enquanto acenava para a garota que não retribuía aos meus cumprimentos.
Ao nos aproximar, vi que a Haruno estava corada e ao seu lado havia um rapaz. Ele usava roupas finas e caras, era da mesma altura que Sasuke, seus cabelos eram lisos e alaranjados, seus olhos verdes estavam fixos em mim e no moreno ao meu lado, como se ele não soubesse que estaríamos ali. Mas resolvi ignorá-lo e fui cumprimentar a Sakura-chan.

Sakura Haruno:
Naruto olhou rapidamente para Akihiko-sama e depois se virou para mim com um sorriso largo que ia de uma orelha até a outra. E disse animadamente:
—Bom-dia Sakura-chan! Ei por que você não nos esperou? Eu e o Sasuke ficamos... —De súbito o loiro se calou e eu senti o alivio fluir dentro de mim, meu Deus como esse Uzumaki fala assim?! Na frente de um senhor feudal?!—Ah... Sakura-chan, você está bem?
—Estou, Naruto. —Murmurei, ríspida.
—É que seu rosto está vermelho. Acho que está com febre... —Disse o garoto se aproximando mais de mim para me observar melhor.
Argh! Eu tinha vontade de gritar e de dar um soco nesse idiota! Meu deus eu estou com o rosto vermelho de vergonha e de raiva, Naruto! Eu simplesmente não sabia o que fazer e muito menos o que falar, e pior: eu podia sentir o peso do olhar do Akihiko sobre minhas costas, como se esperasse uma explicação, sobre por que um cara chega do nada e me chama por “Sakura-chan”.
—Cale a boca, Naruto!—Exclamou Sasuke, já irritado.
—Ahn... Quem são esses dois, Sakura-san?—Perguntou o senhor feudal, usando um tom de superioridade em relação aos meus companheiros de equipe, como se os ninjas fossem apenas crianças bagunceiras no seu mundo de realeza.
Engoli a seco, o que responderia? O que posso responder? Pense Sakura!Pense! Olhei de canto do olho os meus companheiros de equipe e confesso que senti o meu sangue congelar em minhas veias, quando vi o Uchiha estreitar os olhos e abrir a boca para retrucar a fala superior do Akihiko-sama. Devo agir rápido antes que o moreno comece a discutir com o senhor feudal.
—Eles... Eles são... —Disse e felizmente ou infelizmente, Akihiko olhou para mim, esperando uma resposta que eu não sabia dar. — Eles são os meus servos. —Respondi e um terrível silêncio se sucedeu.
Não ousei olhar para trás, onde certamente encontraria o olhar confuso do Uzumaki e o olhar arrogante do moreno. Mas eu estou pouco me importando com o que eles estão achando de serem meus “servos”, o que me importa agora é o que Akihiko-sama vai achar disso tudo... O homem parecia um pouco confuso, como se tentasse juntar as peças de um quebra cabeça, e aquilo me preocupou um pouco, mas logo ela sorriu e disse enquanto se sentava a mesa:
—Tudo bem, mas já que tem servos, a senhorita deve ser muito importante... —Disse visivelmente querendo saber da minha “vida de mentira” e expondo o melhor sorriso amarelo e comecei a inventar a minha vida.

Sasuke Uchiha:
Eu nem comia direito, apenas remexia a minha comida, criando uma gororoba nada comestível, prestando atenção na conversa animada entre a Sakura e o senhor feudal, um tal de Akihiko Saito. A risada do senhor feudal ecoava dentro da minha mente, Deus, como é irritante! E o sorriso da rosada? Não sei como Akihiko não ficou cego pela luz que parecia irradiar daqueles dentes perfeitamente brancos.
Revirei os olhos discretamente, parecia que só eu percebia a “dupla implacável” da mesa. Olhei para outras pessoas na mesa, o rei estava de olhos fechados saboreando o café da manhã, enquanto a princesa Ichigo conversava com Naruto que lhe explicava calmamente e detalhadamente todos os processos para se fazer um lámen “perfeito”. Suspirei profundamente antes de ouvir o senhor feudal dizer:
—Ah, então a senhorita é uma filha de um senhor feudal, agora entendi o porquê de ter servos. —Disse olhando para mim e para o Naruto, com aquele ar de superioridade insuportável!—Vejo que você, Sakura-san, é uma dona muito generosa com eles... —Desviei o meu olhar para a comida, evitando olhar para aquele metido, eu me sentia como se fosse o cachorrinho da Haruno!Argh!
Ela soltou uma risadinha visivelmente forçada e perguntou:
—O que quer dizer com isso, Akihiko-sama?
—Bem, é raro o fato de eles poderem comer no mesmo ambiente que você ou se sentarem a mesma mesa. Mas o que mais me impressiona é eles te tratarem com o sufixo “-chan”, isso é algo extremamente raro na relação entre mestre e servo. —Disse ele com naturalidade.
—Bem, eles foram contratados para me protegerem a todo custo e estão comigo desde que somos crianças, então temos essa intimidade, somos amigos. —Disse Sakura sorrindo docemente para Akihiko que se surpreendeu com a resposta.
O resto do café da manhã se seguiu do mesmo jeito que estava antes: entediante e irritante.
—Bem, com licença. —Disse o senhor feudal se levantando da mesa, como sempre sorridente. —Já estou satisfeito e irei para os meus aposentos, descansar da viagem.
—Eu também já irei. —Falou a rosada enquanto se levantava da mesa, lançando um olhar cheio de significados para mim e para o Naruto.
Logo depois que ela se distanciou eu me levantei e murmurei algumas desculpas e arrastei o loiro comigo e assim começamos a seguir a Haruno. Mesmo de longe eu conseguia ver os fios róseos de seu cabelo sendo beijados delicadamente pela luz do sol, sua postura era ereta e ao mesmo tempo forte e feminina. O kimono havia lhe caído muito bem e por ser uma vestimenta justa, evidenciava as curvas perigosas da garota que caminhava a passos largos até o jardim do palácio.

Naruto Uzumaki:
Ainda estava comendo aquela deliciosa comida quando o Sasuke me puxou “gentilmente” pela gola de minha jaqueta e me arrastou para fora do salão, para seguir a Sakura. Quando a alcançamos, o moreno segurou o braço da rosada, a pegando de surpresa e a impedindo de continuar a andar. A Haruno o olhou como se ele fosse um retardado e o moreno estreitou o olhar sobre a garota.
—Ei, ei gente. —Disse tentando acalmar os meus dois companheiros. —Vamos nos acalmar e...
—É Sasuke, não seria bom se vissem o servo machucando sua senhora não é?—Falou ela me interrompendo como se eu nem estivesse ali...
O Uchiha a soltou e disse:
—Quer fazer o favor de me dar explicações?!
—Certo. —Respondeu Sakura se soltando de Sasuke. —Mas não aqui. —Sussurrou olhando para os lados, assegurando que ninguém escutasse a nossa conversa. —Vamos para o jardim.
A rosada voltou a andar como se nada tivesse acontecido e eu e o moreno voltamos a segui-la. Felizmente o jardim estava próximo de nós e rapidamente chegamos nele. Gradativamente a Haruno foi diminuindo a velocidade de seus passos, até finalmente parar, e com uma naturalidade invejável, a garota se virou para nós e disse:
—Desculpem-me por aquilo, mas foi a única desculpa que consegui pensar na hora.
—Certo, mas agora já foi. —Falei. —Mas você poderia ter nos avisado sobre a chegada desse tal de Akihiko, né?
Ela arqueou uma de suas sobrancelhas e me fitou, cética. Antes de falar Sakura respirou profundamente e falou:
—Eu falei para vocês dois ontem a noite que hoje de manhã teríamos um convidado, Naruto... —Murmurou a rosada, tentando continuar calma.
—Sério?! Eu nem me lembro!—Exclamei constrangido pelo mico cometido.
—Enfim, vamos agir normalmente sem levantar nenhuma suspeita. —Disse Sakura e nós dois assentimos, aceitando o plano. —E você. —Disse olhando para Sasuke. —Nunca mais olhe torto daquele jeito para o senhor feudal!

Kagome Higurashi:
—Kagome-sama?—Chamou uma voz feminina atrás de mim e eu me assustei, já que planejava sair de casa sem ser notada por ninguém e até agora o plano corria bem... Até agora.
Lentamente eu me virei para trás, dando de cara com uma garota que eu conhecia bem, na verdade eu praticamente a criei.
—O que está fazendo aqui, Rin?—Perguntei e a morena corou um pouco.
—Me desculpe Kagome-sama, mas é que a vila estava precisando destas ervas. —Explicou me mostrando a cesta cheia de ervas medicinais. —E então eu a vi e fiquei curiosa...
Na verdade eu não pude evitar sorrir ao ver a garota tão envergonhada com uma coisa tão simples. Eu suspirei e disse:
—Estou indo visitar o túmulo da Kaede-san.
Os olhos dela brilharam por alguns instantes, também não era para menos, Kaede-san e eu cuidamos de Rin desde que Sesshoumaru a deixou no vilarejo.
Desde então, a morena veio nos tratando com um respeito enorme, nos tratando pelo sufixo “-sama”, e mesmo eu dizendo que não precisava dessas cordialidades, a garota continuava até que eu acabei me acostumando e deixando ela nos chamar desse jeito. Mas em uma tarde chuvosa, Kaede-san foi levada para juntos dos deuses após sofrer de uma doença por causa da idade avançada.
Todos ficaram arrasados, até o Inuyasha ficou entristecido pela morte da “velhota”, e Rin, então? Ficou arrasada, afinal ela era discípula da sacerdotisa e hoje ainda sonha em ser como ela.
—Eu... Posso ir com a senhora?—Perguntou e eu sorri em resposta assentindo em seguida.
—Claro. —Rin sorriu e apertou o passo para me alcançar.
Um silêncio confortável pairava sobre nós, mas eu decidi quebrá-lo perguntando:
—Quando o Sesshoumaru virá te ver, Rin?
—Daqui a alguns dias, faz sete meses que não o vejo, mas Sesshoumaru-sama prometeu que viria me ver... —Respondeu sorridente e não pude deixar de sorrir também.
—Olha, já chegamos!—Falei ao ver o tumulo da sacerdotisa, ao lado do tumulo de sua irmã, a sacerdotisa Kikyou.
Nós duas nos aproximamos sem dizer uma única palavra sequer, o silêncio entre nós duas era uma prece, como uma comunicação entre nós, uma sabia muito o que a outra sentia e tais sentimentos não precisavam ser expressos em palavras. Rin colocou algumas flores sobre o túmulo das duas sacerdotisas e se ajoelhou em frente ao tumulo de Kaede e começou a rezar. Eu suspirei e fiz o mesmo que ela.
—Kaede-san... —Orei mentalmente. —Peço a vossa proteção, por favor, me de a sua sabedoria e força para enfrentar o que está por vir. A senhora sabe muito bem que eu estou tendo pesadelos estranhos com uma garota de cabelos róseos e destruição de vilas que desconheço, sei que não devia, mas... Estou com medo, medo não conseguir proteger o nosso vilarejo, medo de não conseguir proteger o Inuyasha e os meus amigos, o nosso povo. Agora estou pedindo a sua ajuda, Kaede-san, eu preciso de você...
Após acabar a minha prece eu suspirei e abri meus olhos sem me importar com a forte luminosidade do sol, eu sei que a Kaede-san está do meu lado, e ela vai me ajudar.

Sasuke Uchiha:
...Alguns dias depois...
Finalmente havia chegado a véspera do dia do aniversário da Princesa Ichigo, aleluia! Eu já não estava agüentando mais ver a cara do “Akihiko-sama”, como ele é irritante com aquele ar de superioridade, como se ele fosse melhor do que eu!Todo santo dia aquele maldito senhor feudal convida a Sakura para sair, seja para cavalgar, seja para ver as flores ou as estrelas, meu Deus como a rosada o suporta?! Instintivamente eu olhei para cama onde ela dormia tranquilamente, ao contrário do Naruto que roncava como um porco e babava, ensopando seu travesseiro, esse cara é uma verdadeira quimera!
—Sasuke?—Sussurrou uma voz feminina, era a Haruno.
—Hmm. —Respondi, monossilábico como sempre.
Eu a vi se mover na cama e se sentar na mesma.
—Eu te acordei?—Perguntou como quem tinha cometido algum crime terrível. —Me descul...
—Pode falar Sakura, eu não estava dormindo. —Falei o que era verdade, já que eu não conseguia dormir, maldita insônia...
—Ah... —Murmurou. —Sasuke... Amanhã eu vou assegurar a segurança da princesa Ichigo, certo? E gostaria de te fazer um pedido...
Eu não respondi o que a garota disse, não por não querer fazer isso, mas por saber quais palavras usar para falar. A luz da lua, vinda da janela trás dela iluminava ela, me deixando ver a sua silhueta, enquanto eu estava totalmente protegido nas sombras, fora do campo de visão de Sakura. Ouvindo o meu silêncio como um “Talvez”, Sakura suspirou e continuou a falar:
—Eu vou proteger a princesa com tudo o que posso. —Afirmou a rosada com confiança. —Mas... —Parecia que toda a confiança da garota havia desaparecido ao dizer uma única palavra.
Eu percebia o seu nervosismo sem mesmo precisar ativar o Sharingan, e mesmo não admitindo eu não gostava de vê-la temerosa daquele jeito.
—Não precisar se preocupar com coisas desnecessárias, Sakura. —Falei para a surpresa de Sakura. — Eu e o Naruto vamos te proteger. —Falei e logo depois me arrependi de ter soltado aquela frase, já que ser protegida era o Tabu para a rosada.
Ouvi a Haruno suspirar e seus ombros ficarem tensos, eu esperei que a garota retrucasse algo mal-educado ou jogar parte da decoração contra mim, como ela faz com o loiro, mas para a minha surpresa, ela se deitou novamente e murmurou:
—Mas é isso o que realmente me preocupa...

Notas finais
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